SISTEMAS NEURAIS ESQUECIDOS (OU INVISÍVEIS AO NU DA ALMA HUMANA)
ENSAIO SOBRE A CRUELDADE DELIBERADA E LEGALMENTE PRESTIGIADA
Os animais deveriam ser protegidos dos humanos.
Costumo ter muita pena dos bichos sempre.
Não acho isso uma fraqueza, uma questão menos importante. É apenas natural em algumas pessoas, poucas.
Só acha menos importante quem não vai ser sacrificado na ponta sádicas, amas de seus sádicos senhores da dor.
Basta que olhemos atentamente para os olhos dos animais, para que se possa compreender. Eles estão ali, mesmo que se precise de microscópio.
Ou quando não pudermos entendê-los a partir de nossa lógica humana, mesmo que não consigamos ver os seus olhos, eles estão lá, de modo que devemos abrir os nossos.
Ou, no mínimo, respeitar a complexidade milagrosa de suas estruturas fisiológicas, e mesmo sua função em relação ao todo. A sua utilidade para a natureza, e, principalmente, respeitar os seus sistemas neurais.
Wikipedia: “Sistema nervoso é o que monitora e coordena a atividade dos músculos, e a movimentação dos órgãos, e constrói e finaliza estímulos dos sentidos e inicia ações de um ser humano (ou outro animal). Os neurônios e os nervos são integrantes do sistema nervoso, e desempenham papéis importantes na coordenação motora. Todas as partes do sistema nervoso de um animal são feitas de tecido nervoso e seus estímulos são dependentes do meio.
Todos os animais mais avançados do que as esponjas possuem sistema nervoso. No entanto, mesmo as esponjas, animais unicelulares, e não animais como micetozoários têm mecanismos de sinalização célula a célula que são precursores dos neurônios. Em animais radialmente simétricos, como as águas-vivas e hidras, o sistema nervoso consiste de uma rede difusa de células isoladas. Em animais bilaterianos, que compõem a grande maioria das espécies existentes, o sistema nervoso tem uma estrutura comum que se originou no início do período Cambriano, mais de 500 milhões de anos atrás.”
Os donos de laços e instrumentos empregados para macular o sistema neural dos animais, não são pessoas mais corajosas, e sim incompletas, pobres, pois lhes faltam elementos humanos quase mágicos, e infelizmente raros: a possibilidade de ver a real magnitude e beleza na existência de outros seres que não os patéticos, egoístas, boçais e vaidosos humanos. Vivem no limbo. Enxergam o mundo em preto e branco.
Cavalos escravos, submetidos aos caprichos cruéis de um humano vulgar e indiferente, também escravo, mas de sua loucura, dono de um dolorido laço de couro, ou até mesmo um bastão de madeira, o qual tem a nossa permissão para espancar o animal e exercer o seu sadismo em público todos os dias, sem que ninguém diga nada. Isso é que não é natural (ou não deveria ser).
Trogloditas vestidos de humanos submetendo Ursos (Rússia) a um sem número de maus-tratos e privações, que são conduzidos por meio de argolas cravadas em seus narizes. Animais usados em rinhas para que selvagens e inadequados humanos, embriagados e cheios de sangue nos olhos possam ganhar algum dinheiro. Diamantes de sangue.
Animais que vagam sem um lar, e os que são sacrificados cruelmente todos os dias para que nos alimentemos e continuemos exercitando nossa dominância em termos de espécie.
Tubarões sufocando por horas nas redes despreocupadamente atiradas ao mar para que chineses, malasianos coreanos e outros “tipos” de orientais bizarros tenham ereção.
Imagina se descobrissem como curar o desprestigiado e tão
comentado tamanho de seus......................cérebros, e isso tivesse a ver com matar crianças. Até hoje não sei bem o que aconteceria.
Um humano não cuida nem dos outros humanos, que dirá cuidar de outras espécies. Raça pouco evoluída e que não tenta ser melhor.
Nós é que somos os bárbaros, não os bárbaros. Os bárbaros são humanos. Com efeito, sequer conseguimos viver em paz respeitando etnias e diferenças. Ou – ao menos – não causando dor física (nem falo ainda da moral e psicológica).
Não. O ser humano tem que ir até a terra desconhecida, a desbravar, na visão dele, espalhando destruição e aniquilação, a fim de que o seu grupo seja o único a vagar pela terra, o que sequer teria graça, sentido e lógica, considerando o tamanho do planeta e a questão da diversidade no sentido tecnológico/cooperativo. Acabariam neles mesmos.
Não vejo um leão tentando acabar com espécies para dominar a terra. Mata alguns exemplares de algumas espécies (muitas vezes os doentes ou mais fracos, exercitando também uma modalidade de seleção natural) para se alimentar, até mesmo porque ele - mais do que a gente, estúpidos racionais - bem sabe que a existência daquela espécie é que faz com que a dele possa continuar existindo.
O ser humano, na verdade, subverte e acentua fortemente traços relacionados especificamente com os instintos, exacerbando-os, normalmente, para o lado negativo. Sim, pode criar maravilhas, os exemplos seriam infinitos.
Contudo, munido de seu cérebro, brinca de exacerbar as suas tendências inatas e desde há muito estudadas, ainda que se esteja falando em instintos, mas estes são apenas tendência incontrolável controlada por incompetentes, resultando em uma corruptela, uma criação humana como o “médico” que criou um “monstro”, a ponto de que achemos normal que criaturas sintam dor, quando temos o poder de evitar isso.
O ser humano fez o mesmo com as raças dos cães. Existiam os lobos, com formato natural, confortável e funcional.
Simetria. Capricho, tempo e utilidade que a natureza insiste em tentar nos ensinar, mas somos pouco evoluídos ainda, e não conseguimos aprender.
Daí entrou o humano, e agora tem os Pugs e outras raças que vivem uma vida sofrendo com respiração difícil e dores articulares, para que humanos desequilibrados, que gostam de animais, mas também de aberrações, possam ter espécimes resultantes de experiências genéticas mal sucedidas no sofá da sala.
Mas esse é o humano. Crianças e mulheres são mortas todos os dias, e jogadas em um mato qualquer, para que um humano possa ter uma ereção acompanhada do clímax (ejacular ou o conhecido - "esporrear" - "es.por.re.ar
(es+porra+ear) vint ch Ejacular, emitir esperma. Sin: esporrar.").
O resto acaba tendo o mesmo destino do copo de plástico.
Evidentemente que me refiro ao modo degradante como são tratados os animais, pelos homens. E poucos homens fazem algo para que isso não seja assim. Mas acabo referindo a tirania do humano contra o humano, como sempre acabo fazendo.
Os animais acabam dando a sua vida pela nossa, não Cristo. Cristo, quando muito, foi condenado injustamente.
Contudo, os animais não algo parecido com gratidão. Ao contrário, suas vidas, não raro, são consumidas por humanos de forma cruel, com degradantes e delirantes requintes de crueldade.
Ora, nós, diferentemente dos nossos parceiros animais, descobrimos como aplacar a dor. Mas não fazemos com algumas vidas que também possuem sistema neural. Somos loucos¿¿
Acho que os animais não são religiosos. São existencialistas. Só podem ser, é uma questão de lógica, pois descobriram da pior maneira possível que o “inferno é o outro”.
No caso, bastou que os animais lessem Sartre substituindo a palavra “outro” por “homem”.
O homem é o lobo do homem e dos animais.
Não. Não sou vegetariano, mas sei que tem gente quase querendo gritar a mesma pergunta cretina de sempre: “- haaa pára Rogério, como é que falas isso, mas continuas comendo carne¿¿¿”
Essa pergunta é séria¿ É ao menos lógica¿ Não.
Bem, primeiramente, falo em respeito a todos os animais e seres que não sejam a gente, essas coisas vivas, quentes e fedorentas que não podem ser usadas como exemplo de algo que deu certo. Os animais matam para se defender ou comer, não por vingança ou prazer.
Em segundo lugar, é claro que me alimento e continuarei me alimentando de animais. Essa estória de vegetarianismo além de não me agradar, ainda carrega uma forte carga de hipocrisia e principalmente uma caminhada no sentido de distorcer o formato que a própria natureza deu aos humanos.
Não vejo vegans com cartazes no meio de comunidades de animais pedindo para que não se matem, e para que os carnívoros parem de comer carne.
Só faltou mandar um memorando para Deus explicando as novas regras. Em três vias autenticadas.
Não concordo com a lógica dos vegetarianos. Não é por aí. Não é feio matar para comer. É uma das regras mais antigas e milenares que a natureza nos ensinou. Parem de me culpar por apenas seguir as regras da lógica que me criou.
Isso é melancólico, e acabo perdendo a fome, ainda mais quando penso na palidez de um vegan.
Senão daqui a pouco vou chorar do lado deles quando assassinarem cruelmente mais uma pobre e indefesa cenoura, para que sintam a mesma culpa que querem imputar a mim.
Se querem comer grãos e folhas que comam, mas não me demonizem por comer uma boa peça de ovelha com abacaxi e cereja (batatas cruelmente torturadas e mortas pela minha faca como acompanhamento), ou mesmo a boa e velha vitela com pimentão (pobre pimentão, vegans assassinos!!!!!).
Feio é saber como matar sem dor, e não fazê-lo. Os bichos não sabem como, então matam com dor. Nós sabemos como aplacar a dor.
Não nascemos para comer apenas pasto e coisas afins, senão seríamos vacas, e tomara que fôssemos indianas, pois lá elas vivem em paz. Parece que o ser humano só consegue respeitar os animais se isso estiver escrito no seu bizarro livro de dogmas ou for ganhar “algum”. Parece que sempre tem a ver com promessas de recompensas e paraísos.
Agires interesseiros, mercenários e egoístas.
Contudo, a principal ideia a ser cortejada no presente caso, e praticamente a única resposta que tenho usado nestes casos, é até mesmo simples, assim como são simples e lógicas as perguntas das crianças.
Por que será que depois que viramos adultos ficamos mal-humorados, chatos, convenientes e esquecemos das infantis verdades que tanto nos faziam bem¿¿
Os adultos acabam esquecendo das simples verdades das coisas, como aquelas análises das crianças, que, embora o seu conteúdo seja aparentemente pobre, são simplesmente a verdade em seu estado mais cru, e banhado da simplicidade que as coisas da vida deveriam ter, pois são simples.
A nova moda agora é: “esqueçam o que eu escrevi antes”.
Crescemos para teatralizar e tentar distorcer o sentido original das coisas como se isso fosse possível à força. Só porque queremos. Só porque atende aos nossos anseios e desejos imediatos. Depois é só ir consertando esta cadeia de auto-ilusões, pois o hábito se encarrega de transformar o bizzaro, em mecanismo recorrente.
Só isso os adultos guardam dos resquícios infantis, mas às avessas, pois ao mesmo tempo que são fantasias forjadas no cotidiano, e esse seria o traço pueril, ou seja, “a fantasia”, esta não terá luz se não houver aquele outro forte componente presente na psique infantil – a verdade – que para as crianças é inevitável, e, para os adultos, é apenas uma questão de ponto de vista e necessidades imediatas.
Dois mais dois não são mais quatro.
E lá vêm os argumentos constitucionais, pomposos ministros que mentem, mas mentem goxtoso, com lirismo e palavras rebuscadas, que acabam silenciando não pela lógica mas pela dificuldade que o leigo teria para lidar com tanta palavra desconhecida.
Uma criança, ao menos, falaria menos e diria a verdade, fosse essa agradável ou não. Para mentir temos que construir fantasias ininteligíveis às vezes. Mas a verdade simplifica, pois é apenas lógica, o resto é enrolação. O adulto não é lógico, parte de falsas premissas, socialmente aceitas. Outras não são. Não depende de lógica, mas conveniências políticas (lato sensu).
Depois de adultos estas notas infantis de personalidade servem apenas como um entre outros instrumentos que podem maliciosa e calculadamente ser usados para mascarar e/ou maquiar a realidade. É a para-fantasia, ou fantasia negativa (inventei agora essa merda), como aquelas coisas que não acontecem na hora certa nas nossas vidas, ou seja, que não acontecem conectados a uma cadeia simétrica e natural de eventos da vida.
Aliás, a primeira infância é talvez a fase mais importante da vida do ser humano, já que é o momento em que definimos para toda a nossa trajetória os traços mais importantes de nossas personalidades.
Bem, mas retornando aos animais, principalmente aqueles que em nossa cultura acabam na panela, e considerando o fato de que continuo sendo carnívoro, ou viro uma espécie de psicopata social. Como ia dizendo, a resposta é até mesmo simples - momento em que fiz um paralelo acima direcionado às crianças, e não prossegui neste tema imediatamente- .
Aliás, fiz mil paralelos.
Ora, falo em sacrifício digno, e não em deixar de comer.
Simples. Não precisamos causar dor a eles, mais ainda quando refletirmos que a desvantagem deles é óbvia. Claro que eles queriam estar em nosso patamar de liderança e dominação. Mas já que não estão, e perderam a guerra pela dominância, ao menos sejamos piedosos com essas criaturas tão vitais em nossa sobrevivência, tão doces, e, principalmente, cheias de terminações nervosas.
Não entrei e não vou entrar nestes papos cretinos e poéticos de que são bonitinhos e coitadinhos e outros inhos. É outro o enfoque.
O er humano não sacrificaria um ente seu, no caso de eutanásia por amor, não falo de ódio, com facadas grosseiras no pescoço deste ente querido. A primeira pergunta do familiar seria aquela de sempre: !mas não vai doer não é doutor¿”
Porque será então que estes mesmos humanos aparentemente nobres e amorosos não pensam o mesmo com relação aos animais¿ Porque não são nobres e amorosos também com outros seres. Pois não são nobres e amorosos, mas tendenciosos e egoístas. São humanos. São apenas egoístas e indiferentes. Só pensam nas suas bundas.
Para o senso médio, os animais são seres vivos desprovidos de nervos.
O caráter instintivo, predominante nos animais, e bastante lógico, e controlado de modo caótico pelos humanos dotados de “teleencéfalo altamente desenvolvido”, nestes últimos acaba sendo abafado, infelizmente, deixando aflorar monstros que, ironicamente, parecem ter relação com a nossa maior vantagem sobre os demais seres: o cérebro.
Ele é como a energia nuclear, pode salvar ou matar. Construir milagres ou aberrações.
Até aí tudo bem. O que não consigo explicar é o fato de que este mesmo milagre evolutivo denominado “cérebro”, permita que esqueçamos o fato de que uma enorme gama de seres vivos de outras espécies possuem sistemas neurais, os quais, ainda que rudimentares, permitem que os animais sintam dores inimagináveis nos mais diversos sacrifícios a que estão sujeitos, inclusive a selvageria praticada sob o manto nobre da “religião”, que serve apenas para mascarar, modo hipócrita, o nome que isso deveria ter: “hospício municipal – ala de psicopatas sádicos abusivos e torturadores de criaturas vivas não humanas”.
E então, de maneira também um pouco psicopata, nós, com nossos cérebros milagrosos, que serviram justamente para, entre outras coisas, livrar-nos da dor (anestesia), assistimos com uma placidez digna de estudo, a matança diária dos animais sem o emprego de qualquer tipo de elemento anestésico ou tranquilizante, os quais, inclusive, são bem baratos. Ou seja, é só desleixo e uma constrangedora e massacrante indiferença.
Achamos correto e normal martelar a cabeça deles, cortar os seus pescoços, ou, como vi noutro dia em um documentário, o boi entrava em um compartimento giratório e barulhento de metal, algo sinistro, era virado de cabeça para baixo em um sistema de articulações metálicas grosseiras, e vinha mais um desses sádicos humanos com uma faca: primeiro aquele humano sujo degolava displicentemente o animal, que, para o psicopata com a faca, nunca tinha feito nada, senão adotar uma postura submissa e pedir algum carinho eventual.
E, como se não bastasse, para completar o quadro digno de um circo de horrores, depois de degolar o animal, ainda ele fazia cortes grosseiros e sujos como ele, ao lado da cabeça do animal, e ia arrancando pedaços brancos sei lá do que, atirando no chão, como se o boi fosse um pedaço de madeira, não animado, algo que não respirasse nem sentisse dor.
Depois aquilo girava tudo de novo e abria automaticamente. O animal era liberado e ficava caminhando atônito escorregando e caindo em virtude de seu próprio sangue derramando, até que finalmente tombe no meio daquela cena, semelhante àquelas que vimos nos filmes da série “Hellrraiser”.
Seria mesmo necessário isso¿¿¿¿ Porque deixamos isso acontecer¿¿¿¿ Por que deixamos que frangos e porcos sejam criados em cubículos apertados, escuros e sujos (cu), até o dia de serem abatidos¿¿ Por que não podemos ser minimamente sérios, dignos, leais e gratos¿¿¿
Era só aplicar uma injeção qualquer.
Eles acabam dando a sua vida pela nossa, e sequer temos a decência e “humanidade” (como se isso fosse um adjetivo necessariamente positivo) de demonstrarmos a nossa gratidão com uma morte indolor e sem rituais e métodos bizarros e assustadores. Agimos como monstros sádicos, e os retalhamos com instrumentos cortantes como retalhamos a carne morta, aquela onde os mecanismos neurais já não mais estão ativados.
Não precisava existir este cenário de horrores e dor, um eterno e macabro cenário medieval de sofrimento e tristeza, perplexidade dolorida estampada nos olhos deles, que esperavam bem mais da gente, quando são obrigados a ser o objeto desta lamentável e diária barbárie, pois eles estão lá quietos, nunca nos fazem mal, ao contrário, nos mantêm vivos e trazem paz de espírito, de modo que se trata até mesmo da exteriorização dos sadismos inatos que todos possuem, em maior ou menor grau de intensidade, e que não raro dirigimos contra nós mesmos, como aconteceu no caso da Inquisição.
O surpreendente é que o Estado permita que essas práticas medievais e sádicas continuem ocorrendo, como as estúpidas e incompreensíveis touradas, um show de horrores e covardia destinado a seres igualmente horrorosos em essência e covardes. O argumento cultural é estéril neste caso, pois a vingar esta lógica, chamemos novamente os gladiadores e as bestas que irão tentar devorá-los.
Por isso os animais são obrigados a optarem pelo existencialismo. As pessoas lotam estes “templos” de chacais vestidos de terno, para tentar fugir de imaginários diabos e terríveis bestas do inferno, depositando também as suas economias nos bolsos de aves de rapina que apenas fazem tungar os valores de terceiros mediante artifícios fraudulentos legalmente tolerados.
Eles e suas eternas fantasias macabras de adultos, pois não conseguem dar-se conta de que os verdadeiros abutres costumam vestir Prada, ou usar terno. Ingênuos malditos. Que se afoguem na sua ignorância.
Não há porque tentar salvá-los, resta apenas o alívio e eterno agradecimento pelo fato de não ser mais um dos monstrinhos a cantar aquelas irritantes e monótonas musiquinhas evangélicas. Até a morte é melhor, mesmo que seja por overdose.
Se uma injeção letal, que empregamos até em assassinos confessos de mulheres e crianças, ainda fosse uma exigência muito penosa em termos financeiros. Mas não.
Não fazemos nada porque não queremos. É muito fácil, mas somos daquele jeito, senão não agiríamos como carniceiros impiedosos e sádicos.
E ficam estas velhas ridículas preparando festas para poodles mais ridículos ainda, como se, entre outras coisas, gostassem de animais. Não. São apenas pessoas fracas, que por serem tão fracas, conseguem depositar todas as suas esperanças em um ser ainda mais fraco.
Se estas velhas fossem fortes de verdade, e gostassem de animais, estariam levantando bandeiras em favor de uma morte digna e de um tratamento digno para todas as espécies, não apenas aquele poodle bizarro, como as suas donas, verdadeiras obsessivas que sofrem de carência e fraqueza crônicas. Sofrem de estupidez humana. Doença incurável e contagiosa.
Evidentemente esta lógica deve ser empregada em relação a todas as espécies.
Curioso, lembrei de nossos primos macacos. Apenas lembrei. Coitados, ficaram no meio do caminho. Não tiveram a chance de continuar. Estranho isso. Ao menos um grilo não parece comigo. Contudo, não vejo explicações para que um macaco tenha ficado incompleto. Será que foi esquecido.
Será que é melhor que nós e não sabemos¿ Será que nós é que ficamos no caminho¿¿¿¿¿
Bem, outro dia penso nisso. Vou retornar ao post.
“Querer o meu não é roubar o seu”. Estranhamente, contudo, esta não é a orientação praticada por nós humanos, mas sim a lógica suína no mal sentido.
E logo este ser que se diz humano, civilizado, que possui teleencéfalo para poder ser louco, sádico, e contrariar as harmoniosas lógicas da natureza e do universo, de maneira tão insana que consegue ser auto-destrutivo, pois termina com os meios necessários a sua própria sobrevivência. Que lógica é essa¿
Nem merecíamos predominar como espécie, se não conseguimos ao menos não sermos contundentemente sádicos e desleais com outras criaturas vivas, e providas de sistema neural.
Eles é que sabem a dor que sentem, na hora em que são retalhados vivos à faca. Não queiram estar no lugar deles.
Boys don't cry...bois sim...





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