sexta-feira, 12 de junho de 2015

ANTÍTESES NECESSÁRIAS



Dei-me conta de que esta figurinha (foto abaixo) inspira-me de alguma maneira - ou pode ser parte importante de um conjunto de partes que formem algo que conhecemos como "inspiração", onde, a partir de uma hierarquia de componentes, este seja um bastante visível (não que não se possa transcender e repor componentes inspirativos).


Oportunamente, pois, dissecaremos a misteriosa, intrigante "inspiração", principalmente se o Jung participar da brincadeira.


Imagino que isso se deva ao fato de que ele possa vir a significar a antítese entre o que escrevo e a aparentemente insignificante e patética existência dele. 


Nele me alivio da tensão do que escrevo. Sei lá...deve ser isso.


Precisamos de algo lógico, razoável (dentro das possibilidades) e sadio para afastar os fantasmas que nos assolam após o contato com outros seres humanos (os que habitam nossos escritos, quando estes forem a tônica, e quase sempre são), tão venenosos, tão teatrais, cheios de nós pelas costas.


Ele é bonzinho (seja o que for isso), lógico, absurdinho, mas do bem (seja o que for isso). 


Não tem medo. Tem disciplinas mais nobres que as minhas. 


Escrevo entre cavernas e vales escuros. Ele reside nas fofas e encapeladas nuvens de verão.


Volta e meia venho à tona para respirar. Ficar perto de algo que seja simplesmente....bom.



Sempre sinto-me pesaroso pelo fato de que ele acaba por absorver o subproduto proveniente de meu apego incessante ao hábito de carburar e aspirar tabaco.


Não sei como ele me aguenta. Acabará sendo canonizado (sei que pensaram em "carbonizado"...são as famosas mensagens subliminares que fazem os patos beberem coca cola......aquela merda......pois falei em carburar na frase acima) pelo Papa dos Cachorros, mas pelo menos eu facilito para ele...bom carinho...boas caminhadas...bons papos e................






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