Volta e meia ouvimos falar que algum adolescente, normalmente uma menina, cometeu suicídio tendo em vista a publicação de material fotográfico comprometedor, ainda mais quando isso ocorre em uma cidade pequena.
Na verdade o foco emprestado ao tema, tando pelos meios de comunicação como pela massa ignara que acompanha o caso - a famosa "opinião pública" -, está errado de novo, como sói ocorrer.
Tal qual verificamos no desenrolar do caso do incêndio em Santa Maria, onde assistimos aquele show patético em que foram demonizados os donos daquela merda da Kiss, os músicos e até os bombeiros!
ESQUECERAM (OK) DE INCLUIR OS ADMINISTRADORES PÚBLICOS ENTRE OS PATIFES, COMO SE AQUELE PESSOAL QUE FALEI ANTES MANDASSE NA CIDADE E FIZESSE O QUE QUISESSE, SEM LEIS.
No caso desta gurizada que se mata por causa de fotos no face, a culpa é de seus pais. A culpa é nossa que despejamos culpa e hipocrisia em cima das crianças desde que nascem, ao invés de ensinar verdade e lealdade.
Agora querem demonizar o escroto que publicou as fotos.
Sim, tudo bem, ele é um escroto, mas não é assassino.
Como somos infantis. Os assassinos são a culpa que impomos para os filhos desde que nascem.
A lealdade que não passamos pra eles. A liberdade que não soubemos dar, pra que pudessem contar com a gente.
Elas se mataram porque não queriam enfrentar a sociedade.
A gente matou a moça, não o escroto, o qual, por sua vez, assim como a menina, foi criado em um meio familiar e social cujos valores são escuros, opacos, pálidos e convenientes.
Enquanto continuarmos arranjando bodes expiatórios, não enfrentaremos o verdadeiro problema. Prendam o escroto, mas prendam a nós também.
Os filhos deveriam saber que os pais, ao contrário de serem a representação algoz da sociedade fraca de personalidade, seriam portos seguros.
Se fosse minha filha viria até mim sabendo que receberia meu abraço e apoio, além das lições necessárias, não maldosas, e no cara que publicou a foto eu apenas dava umas porradas. Fim.


Nenhum comentário:
Postar um comentário