domingo, 14 de junho de 2015

MODA EVANGÉLICA E PAPEL HIGIÊNICO





Vários seres humanos cruzam nossos caminhos todos os dias. Apenas alguns deles podemos saber imediatamente, em função de características externas, no que trabalha, ou a sua religião, ou preferência musical, ou todos ao mesmo tempo etc.


Por exemplo, sempre sabemos quando "evangélicos" ou "testemunhas de jeová" passam pela gente na rua, ou mesmo quando estão parados atrás ou na nossa frente no supermercado.


Estes dois grupos de seres humanos têm poucas diferenças entre si.


Quanto às semelhanças, ambos têm cabelos compridos, têm problemas com doação de sangue, só o deles é bom, usam roupas vetustas, com cortes que parecem aqueles sacos de lixo que cortamos para proteger da chuva, etc. Carregam Bíblias.


O que chama mais a atenção são as mulheres, é claro. 


Os homens têm um olhar vago e raivoso (vago mas´são falsos desatentos pois não perdem nada nem o desenho por baixo da saia das mulheres de seus pares) sutilmente raivoso, como um chiuaua pudesse exercitar a sua fé.


Mas elas têm as suas sedosas, e quase sempre morenas, melenas escuras compridas (deve dificultar na hora de evacuar), aquelas saias até os pés, DE BRIM, (moda evangélica), roupas que tapam tudo em cima, mesmo com 40 graus, buço, e olhar fixado para baixo, com uma certa ira permanente, ao ponto de os lábios diminuírem e apertarem em cima e embaixo. 


Os músculos do pescoço são bem providos.


Elas vivem em uma permanente tensão existencial, como se qualquer momento fossem ser despojadas de suas vestes por algum dos milhares de satanases que as rodeiam. Todos querem transar com ela!!!! (SOCORRO, NEM PAGANDO, SEQUER DEVEM SABER O QUE É UMA LÂMINA DESCARTÁVEL)


E todas têm cheiro de papel higiênico com perfume.


Já as diferenças consistem no fato de que vários evangélicos são encontrados sozinhos em suas peregrinações. 


Já as testemunhas de jeová normalmente andam em grupos familiares, sempre juntos, e carregam panfletos enfadonhos sobre as coisas que dizem acreditar, com figuras absurdas, e estórias como uma que vi certa feita, contando que o primeiro vocalista do AC/dc teria morrido afogado em seu próprio vômito pois fez pacto com o demônio, e citava a famosa música “highway to hell”.


Andam em grupos familiares e normalmente vêm te incomodar no sábado de manhã, quando tu abres a porta te deparas com aquelas criaturas com aquelas caras pretensamente bondosas, vestidos de idiotas, com bobagens nas mãos, cheiro estranho, como um incenso negativo, e sabes que aquilo vai durar muuuuuuiiiitoooo tempoooo.......daí tu puxas o dinheiro rápido e compra alguma coisa rapidamente para aquela gente sumir da tua frente, e bota no lixo aquela papelada que eles te passaram, falando em fantasias feéricas e demônios (cronópios e famas). 


Não dá nem pra limpar o rabo com aquela papelada deles, pois são meio duros os papeis, daí machuca, espeta.


Em que mundo mental será que eles vivem. O mundo pra esse pessoal deve ser que nem a realidade do filme “blade runner”. Deve ser legal, até. 


Como eles também adoram dinheiro, eles pegam rápido rindo e falando um pouco mais daquelas loucuras e vão embora, falando na língua deles.


"Os mansos herdarão o reino dos céus."


Mansos, até onde sei, herdam donos. O Vovô, meu cão, que o diga.


Cruz credo.


Bem, tudo isso porque hoje de tarde passou uma dessas figuras bizarras por mim, de bicicleta (NÃO SEI COMO EVANGELICAS CONSEGUEM ANDAR DE BICICLETA COM AQUELAS SAIAS APERTADAS DE BRIM, VOCES TINHAM QUE VER A TÉCNICA DA CRIATURA CABELUDA), e notei que ela estava cantando animadamente e ensimesmada, como sói ocorrer, com um sonzinho que saia de dentro de sua roupa, dessas de celular, e quando se aproximou o suficiente a ouvi cantando, com um rosto que aparentava alguma ternura negativa, algo como “e o senhor está ao meu lado iluminando meus caminhos, glória deus...”, e então ela se foi e não dava pra ouvir mais.


Apenas o cheiro de papel higiênico perfumado de rodoviária ficou no ar. E um sorriso no meu rosto.


Vão ouvir Jazz. Vão trepar. A vida é curta. Comprida é a saia. Cheio é o meu saco.







































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