quarta-feira, 3 de junho de 2015

PARTITURAS E NOTAS QUE VOAM - MASSA AO FUNGHI "BEBOP" - AO CHARLIE PARKER



...As receitas deveriam ser preparadas como o Charlie Parker (bebop) ou como o Amadeus (para horror do Salieri) trabalhavam com as partituras, voando sobre as notas originais (improvisação harmônica), transformando em algo muito melhor do que inicialmente concebidas.










"Com absoluto domínio técnico de seu instrumento, Parker era um virtuose consumado, que conseguia combinar a mais complexa organização harmônica, rítmica e melódica com uma clareza muito rara de encontrar em instrumentistas anteriores ou posteriores à sua atuação.

Para Parker, improvisar não era simplesmente tomar uma melodia original e construir variações sobre ela. 

Quando o saxofonista pegava um tema qualquer como base para criar, o que o interessava não era a melodia, e sim a harmonia. 

Era o esqueleto harmônico do tema original que ele utilizava como ponto de partida e estímulo para suas digressões, nas quais uma mescla cativante de garra e fantasia constituía a regra.

Foi assim que, no pós-guerra, ao lado do trompetista Dizzy Gillespie, Parker tornou-se um dos fundadores do bebop, o novo estilo sofisticado com o qual o jazz se tornaria definitivamente música "para ouvir", substituindo a música "para dançar" que havia sido a marca das big bands dos anos 1940."



Assim sendo, parti de uma receita básica, e dei uma trabalhada em cima. Acabou dando certo a tal de massa ao funghi que criei, mais um de meus monstrinhos.


A receita falava apenas em hidratar o funghi, refogar cebola, após acrescentar o funghi deixando no fogo por alguns minutos, então colocar vinho branco, noz moscada, o líquido resultante da hidratação e sal. Fogo por mais alguns minutos e creme de leite.


Então fiz o seguinte: Refoguei uma cebola grande em azeite de oliva até ficar bem macia, após acrescentei alho, deixei uns trinta segundos e depois as 30 gramas de funghi já hidratado. 


Misturei bem e deixei uns dez minutos. Daí botei o suco de uma laranja e deixei trabalhar um pouco. 


Só então coloquei meia taça de vinho branco, noz moscada, sal, pimenta do reino preta e branca, açafrão e o líquido resultante da hidratação do funghi.


Baixei o fogo, tampei a panela e deixei trabalhar por uns 15 minutos, daí acrescentei queijo brie picado e castanha do pará triturada. Tampei de novo e deixei isso trabalhando mais ou menos meia hora. Desliguei o fogo e coloquei o creme de leite. 

Deu certo. A massa era fresca, e fiz com sal, azeite, e, ao final, manteiga e limão.
















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