"Se você está lendo esse aviso, então isso é para você.Cada palavra lida deste texto inútil é um segundo perdido da sua vida.Você não tem mais nada para fazer?Sua vida é tão vazia que você não consegue vivê-la melhor?Ou você está tão impressionado com a autoridade que você respeita todos aqueles que a exercem em você?Você lê tudo o que deveria?Pensa tudo o que deveria?Compra tudo o que lhe dizem para comprar?Saia do seu apartamento.Pare de comprar tanto e de se masturbar tanto.Peça demissão.Comece a brigar.Prove que você está vivo.Se você não fizer valer pelo seu lado humano, você se tornará apenas mais um número.Você foi avisado..."
Tyler Durden
O rádio, pra variar, sempre o rádio.
Desde que eu montava "lego" com doze anos, ouvindo o programa do Jaime Copstein, que começava a meia-noite, na Rádio Gaúcha, e muitas vezes ligava para lá com meu irmão.
Era quando eu conseguia me libertar do inferno dos programas sobre futebol, e voava no ritmo daquela voz acolhedora, sábia, justa, afiada como uma lâmina na hora certa e simpática (consta que seja ghost writer).
Sempre achei "lego" uma merda para loucos, mas naquela época achava que tinha que gostar, ou talvez tivesse apenas lampejos de gostares, o que, evidentemente não desvaloriza a intenção do presente, essa sempre mais nobre.
Quando esta Rádio era ainda ouvível. Noutro dia sintonizei sem querer, e vomitei o almoço.
Era quando eu conseguia me libertar do inferno dos programas sobre futebol, e voava no ritmo daquela voz acolhedora, sábia, justa, afiada como uma lâmina na hora certa e simpática (consta que seja ghost writer).
Sempre achei "lego" uma merda para loucos, mas naquela época achava que tinha que gostar, ou talvez tivesse apenas lampejos de gostares, o que, evidentemente não desvaloriza a intenção do presente, essa sempre mais nobre.
Quando esta Rádio era ainda ouvível. Noutro dia sintonizei sem querer, e vomitei o almoço.
Sempre gostei da noite.
Lembro que em várias oportunidades saía de madrugada, pela janela, e descia do segundo pavimento por meio de grades instaladas próximas da abertura. Colocava um tijolo na janela para o vento não abrir e ficar batendo.
Caminhava demoradamente pela rua vazia, e retornava silenciosamente. Sempre deu certo.
Gostar da noite só pode ser por influência de meu pai, que não raro adentrava as noites, às vezes até mesmo com a gente junto (eu e meu irmão) ensinando algo como matemática.
Certa feita fomos às Furnas, em Torres, no começo da madrugada. Incrível. Fomos em um morro deserto ver o Cometa de Halley.
Mas normalmente ficava ele sozinho madrugadas adentro, escrevendo ou lendo, e ouvindo música, normalmente clássicas e óperas.
Ainda não era tanto do Jazz naquela época, mas ainda conseguiu me ensinar a gostar.
E, pelas 04 da madrugada, descia, servia leite condensado (ou gemada) em algum recipiente não apropriado, e ficava esperando para assistir "O Gordo e o Magro", antes do encerramento da TV Bandeirantes, depois dos programas picantes.
Os famosos eróticos-chatos (pelo menos na minha pueril percepção).
Lembro que em várias oportunidades saía de madrugada, pela janela, e descia do segundo pavimento por meio de grades instaladas próximas da abertura. Colocava um tijolo na janela para o vento não abrir e ficar batendo.
Caminhava demoradamente pela rua vazia, e retornava silenciosamente. Sempre deu certo.
Gostar da noite só pode ser por influência de meu pai, que não raro adentrava as noites, às vezes até mesmo com a gente junto (eu e meu irmão) ensinando algo como matemática.
Certa feita fomos às Furnas, em Torres, no começo da madrugada. Incrível. Fomos em um morro deserto ver o Cometa de Halley.
Mas normalmente ficava ele sozinho madrugadas adentro, escrevendo ou lendo, e ouvindo música, normalmente clássicas e óperas.
Ainda não era tanto do Jazz naquela época, mas ainda conseguiu me ensinar a gostar.
E, pelas 04 da madrugada, descia, servia leite condensado (ou gemada) em algum recipiente não apropriado, e ficava esperando para assistir "O Gordo e o Magro", antes do encerramento da TV Bandeirantes, depois dos programas picantes.
Os famosos eróticos-chatos (pelo menos na minha pueril percepção).
Falei no meu pai, pensei na foto do rádio antigo, e lembrei que ele tinha uma eletrola, além de um Opala. Até hoje sinto falta do Opala.
E mais ainda do Mustang 68...ou 73...vermelho e preto, em cujas laterais podia se ler: "Mach 1", o qual ele viajou para São Paulo para comprar.
Exatamente igual a este abaixo:
Ainda bem que ele comprou o Mustang e não o Puma ou o Santa Matilde, ou ainda Miura (argh) opções também cogitadas. Eu gostava mesmo era do Maverick ou do Mustang.
Ficava horas dentro do Mustang quando parado na garagem. Nunca mais esqueci de um aviso em inglês que piscava quando não botávamos os cintos de segurança: "fasten seat belt".
Nas viagens, torcia para ele acelerar, aquilo me provocava uma sensação agradável, catalogada mentalmente entre o medo e a euforia, e que, alguns anos depois, descobri que se chama adrenalina.
E nunca mais esqueci, principalmente, do cheiro de antigo do clássico veículo (muscle car), um antigo que de alguma maneira me agradava.
Não seria adequado procurar explicações agora, simplesmente porque naquela época em que era criança achava simpático, então esta sensação já estava conectada a impressões mais antigas ainda, as quais não pude acessar neste momento.
Já faço muito em lembrar. Talvez o cheiro do couro me reportasse aos carros antigos de meu pai ou meu avô, e estas lembranças sempre são positivas segundo um rápido repasse de imagens mentais antigas relacionadas a isso.
Principalmente passeios de infância no quarteirão para dormir no embalo do carro. Ou aguardadas e alegres viagens para a praia no verão. Ou o meu avô chegando com doces, enigmas, poker e seus assustadores dentes de melão.
E o cheiro do fusca dele. Ou as idas ao parque de diversões, circo, Parque Marinha e da Redenção.
Mas como ia dizendo acima, lembrei que meu pai tinha uma eletrola, antes de adquirir mecanismos mais modernos. Não farei o comentário estúpido e previsível de que antigo estou ficando.
Mas a eletrola era bem simpática, e também tinha um cheiro bastante peculiar. Era muito querida mesmo aquela eletrola, eu nem poderia saber quanto naquela época.
Era parecida com estas abaixo. Acho que era uma Telefunken (nunca esqueci aqueles botões brancos):
Pois lembro dessa eletrola funcionando principalmente nas virtuosas e cheirosas noites de domingo, quando meu pai ouvia músicas, digamos, mais descontraídas, como Milton Banana Trio (me dá um saco cheio de dinheiro...pra comprar um kilo de feijão...).
Nesse momento ele mergulhava em algum tipo de alegre introspecção, com a capa do disco na mão e dançava gostosamente algum tipo de dança que nunca vi antes nem depois, sempre com algum pijama soltinho. Sempre com um leve, baixo e rápido assovio acompanhando.
Nesses momentos ele tinha cheiro de desodorante Avon, daqueles de apertar, e que tinham cheiro de "Teen Spirit", se já tivessem inventado o Teen Spirit naquela época.
Lembro de um cor de laranja com elementos gravitando, que na minha cabeça formulava como micróbios, em virtude de sua forma típica.
Arrumava o cabelo mais ou menos como os Kennedy faziam, e ia até a cozinha para dizer alguma coisa engraçada que lembrou de repente para a mãe, que estava preparando a janta de domingo, a melhor da semana.
Ouviam-se risos altos, e ele voltava novamente introspectando, com a capa do disco ainda na mão, com o resto de riso ainda nos lábios, e uma fatia de queijo na outra mão.
Depois de alguns minutos a mãe vinha da cozinha, com uma faca de pão na mão, e fazendo algum tipo de coreografia daquelas engraçadas que os pais fazem, daquela coleção que já vimos antes, e gostamos que se repitam.
Mas o mais engraçado sempre era a intensidade que minha mãe emprestava à sua performance, intensidade esta que se traduzia em suas demais atividades e atos.
E os cheiros de boas comidas já estavam no ar, enquanto a noite ia deslizando como os pinguins com o peito no gelo, com faces que se poderia definir como sorridentes, se é que pinguins sorriem. (minha mãe quase sempre deixava o leite derramar...a gente via ela passar correndo com o rosto aflito como se estivesse nas Torres Gêmeas no momento do choque, parecia que algo grave estava se desenrolando)
Como deslizam as notas de Jazz. "Pinguim...Paguá", como dizia a GCK.
E não há problema em recordar fragmentos de vez em quando, pois os escritos normalmente não falam sobre mim, isso seria ridículo.
Além disso, se Fellini e Bergman fazem isso, por que não poderia eu fazer. Não incomodem então, apenas leiam. Ou calem.
Lembro que uma época vinha um cheiro de Crisan junto com meus pais quando desciam as escadas no domingo de noite.
Aquele para caspa, da propaganda de mau gosto em que o indivíduo passava a mão no ombro para afastar a caspa, fazia cara de nojo e dizia: "caspa eu!!"
Eu sonhava um dia poder usar aquelas substâncias tão complexas e revolucionárias, cujas embalagens eram verdadeiras festas visuais futuristas.
Ainda bem que nunca usaram Denorex ou Grecim 2000, este último para escurecer os cabelos quando estavam ficando grisalhos.
Na propaganda do Denorex aparecia um cretino falando com uma voz idiota quando alguém colocava o produto em seu couro cabeludo, que aquilo era........"geladinho".
Denorex empregava aquele slogan sofrível: "parece...mas não é!"
Na época estavam na moda estes slogans festivos, como "a primeira faz tchan...a segunda faz tchun....e tchan tchan tchan tchan - lembro que adorava esse da Gillete.
Aliás, vou cobrar royalties por este escrito.
Que propaganda horrível (pior que essa só a do Gérson nos ensinando desde pequenos a fumar e passarmos os outros para trás), que me salve o meu padinhu padin ciçu, como dizia o Zeca Diabo, do Bem-Amado.
Eu tinha medo dele.
Mas preferia ele ao Odorico, pois o Zeca ao menos não era um porco hipócrita, caminhava em um lado mais justo e verdadeiro.
Além disso enganar o porco não tem problema. Ruim mesmo era o Odorico que enganava o povo em sua inocência.
Além disso, e prosseguindo, é incrível que ainda hoje, quase trinta anos depois, a porcaria do Grecin ainda exista, e o seu mais recente sucesso é justamente o produto para definir tons de grisalho.
Ciclo patético, ainda mais quando cabelo para nada serve.
Crisan, aliás sempre lembra Grecin. Acho que quiseram fazer algum tipo de corruptela barata com o nome para ascender usando como mola propulsora (redundância) o sucesso alheio.
Outro exemplo seria a Coca (o) Cola e a Pepsi, ainda que esta última seja melhor, e ambas uma merda que não costumo ingerir.
Não porque eu seja Vegan, mas porque acho uma merda mesmo. Sorte apenas. Uma merda a menos.
Aliás, fica o conselho - não tentem não usar merdas - tentem é usar o menor número de merdas possível.
Mas como dizia no longínquo início deste escrito, quando comentei sobre rádios, antes de passar por eletrolas, memórias e antigos cosméticos, estava absorto em minhas tarefas domésticas, quando comecei a ouvir no rádio mais uma daquelas reportagens sobre variedades que começam com as famosas frases/pergunta: "você é daqueles que diz não ter tempo para fazer os seus exercícios"...e depois aquele mesmo bla bla bla de sempre.
A "especialista" consultada pela rádio normalmente é amiga de alguém grande dentro desta mesma emissora, e serve para dizer apenas aquelas bobagens banais que poderíamos encontrar em qualquer site bobo da internet.
Como aquelas perguntas cretinas sobre sexo que os jovens fazem apenas para aparecer na Globo durante o programa do Serginho Gosma, para aquele ser feminino e exibido, que responde de maneira descolada e como se tudo soubesse, em manifestações tão previsíveis que brinco comigo mesmo de dizer antes dela a resposta que ela vai dar.
Maneiras ótimas, aliás, de dar risada sozinho. Divirto-me. Ou troco de canal.
Além disso, repito: está tudo a disposição no Google, todas as respostas poderiam ser facilmente localizadas neste mecanismo de pesquisa.
Vaidades apenas. Como quando o Serginho Gosma, já em idade provecta, recebe seus convidados com aquele jeito de criança boazinha e operosa, com os pezinhos dançando como dança a cadeira de balanço.
No entanto, com pessoas "menos importantes", já consegui observar, em atos falhos, diversos atos de arrogância e soberba, próprios de sua personalidade defensiva e agressiva, ainda que bem disfarce na TV.
Algum trauma subjaz, isso é certo. Não posso dizer mais do que isso, sob pena de ser processado.
Mas eu falava da especialista em sei lá o que, em programa de rádio escutado por mim recentemente, falando sobre arranjar tempo para se exercitar e bla bla.
Normalmente a questão passa a ser tratada no sentido de que na verdade seriam desculpas que arranjaríamos como subterfúgios para o fato de que, na verdade não estamos administrando bem nosso tempo e, além disso, estaríamos com preguiça.
Ocorre que tudo isso é bobagem que não deve ser levada a sério.
Isso não é núcleo de questão alguma, ainda mais para humanos ficarem brincando de adultos, falando sobre os temas em rede nacional, como se aquilo fosse realmente importante, tal qual ocorre no que diz respeito às repulsivas transmissões e debates sobre futebol, tema tão rico em pobreza.
Ah tah, querem ficar bonitinhos, e não morrer...ora...me poupem. Parem de agonizar. Vivam.
Vão produzir algo útil para a humanidade, deixem um pouco de lado o ato compulsivo de nutrir o próprio ego, pois não está adiantando, o efeito dos paliativos acaba rápido, o que gera um círculo vicioso.
Ou como diz o Tyler Durden no extraordinário filme "Clube da Luta", essa fanática busca do homem por algo que define como beleza, é masturbação, ou ainda:
Essa estória de ficar o tempo todo pensando em exercício é pura masturbação egoísta e vaidosa, se é que isso não seja uma tripla redundância.
Assim sendo, bastante apropriado e justo terminar o texto com dez orientações extraídas da "filosofia de Tyler Durden, a qual, afora a brincadeira que gravita em torno da coisa toda, não deixa de ser adequada (...) Vejamos:
Bem, vou ver se consigo encontrar alguns elfos antes de amanhecer, sei que eles gostam desta linha que divide a noite do dia.
Bem, confesso que nesse caso estou mesmo é querendo encontrar uma "elfa".
E mais ainda do Mustang 68...ou 73...vermelho e preto, em cujas laterais podia se ler: "Mach 1", o qual ele viajou para São Paulo para comprar.
Exatamente igual a este abaixo:
Ainda bem que ele comprou o Mustang e não o Puma ou o Santa Matilde, ou ainda Miura (argh) opções também cogitadas. Eu gostava mesmo era do Maverick ou do Mustang.
Ficava horas dentro do Mustang quando parado na garagem. Nunca mais esqueci de um aviso em inglês que piscava quando não botávamos os cintos de segurança: "fasten seat belt".
Nas viagens, torcia para ele acelerar, aquilo me provocava uma sensação agradável, catalogada mentalmente entre o medo e a euforia, e que, alguns anos depois, descobri que se chama adrenalina.
E nunca mais esqueci, principalmente, do cheiro de antigo do clássico veículo (muscle car), um antigo que de alguma maneira me agradava.
Não seria adequado procurar explicações agora, simplesmente porque naquela época em que era criança achava simpático, então esta sensação já estava conectada a impressões mais antigas ainda, as quais não pude acessar neste momento.
Já faço muito em lembrar. Talvez o cheiro do couro me reportasse aos carros antigos de meu pai ou meu avô, e estas lembranças sempre são positivas segundo um rápido repasse de imagens mentais antigas relacionadas a isso.
Principalmente passeios de infância no quarteirão para dormir no embalo do carro. Ou aguardadas e alegres viagens para a praia no verão. Ou o meu avô chegando com doces, enigmas, poker e seus assustadores dentes de melão.
E o cheiro do fusca dele. Ou as idas ao parque de diversões, circo, Parque Marinha e da Redenção.
Mas como ia dizendo acima, lembrei que meu pai tinha uma eletrola, antes de adquirir mecanismos mais modernos. Não farei o comentário estúpido e previsível de que antigo estou ficando.
Mas a eletrola era bem simpática, e também tinha um cheiro bastante peculiar. Era muito querida mesmo aquela eletrola, eu nem poderia saber quanto naquela época.
Era parecida com estas abaixo. Acho que era uma Telefunken (nunca esqueci aqueles botões brancos):
Pois lembro dessa eletrola funcionando principalmente nas virtuosas e cheirosas noites de domingo, quando meu pai ouvia músicas, digamos, mais descontraídas, como Milton Banana Trio (me dá um saco cheio de dinheiro...pra comprar um kilo de feijão...).
Nesse momento ele mergulhava em algum tipo de alegre introspecção, com a capa do disco na mão e dançava gostosamente algum tipo de dança que nunca vi antes nem depois, sempre com algum pijama soltinho. Sempre com um leve, baixo e rápido assovio acompanhando.
Nesses momentos ele tinha cheiro de desodorante Avon, daqueles de apertar, e que tinham cheiro de "Teen Spirit", se já tivessem inventado o Teen Spirit naquela época.
Lembro de um cor de laranja com elementos gravitando, que na minha cabeça formulava como micróbios, em virtude de sua forma típica.
Arrumava o cabelo mais ou menos como os Kennedy faziam, e ia até a cozinha para dizer alguma coisa engraçada que lembrou de repente para a mãe, que estava preparando a janta de domingo, a melhor da semana.
Ouviam-se risos altos, e ele voltava novamente introspectando, com a capa do disco ainda na mão, com o resto de riso ainda nos lábios, e uma fatia de queijo na outra mão.
Depois de alguns minutos a mãe vinha da cozinha, com uma faca de pão na mão, e fazendo algum tipo de coreografia daquelas engraçadas que os pais fazem, daquela coleção que já vimos antes, e gostamos que se repitam.
Mas o mais engraçado sempre era a intensidade que minha mãe emprestava à sua performance, intensidade esta que se traduzia em suas demais atividades e atos.
E os cheiros de boas comidas já estavam no ar, enquanto a noite ia deslizando como os pinguins com o peito no gelo, com faces que se poderia definir como sorridentes, se é que pinguins sorriem. (minha mãe quase sempre deixava o leite derramar...a gente via ela passar correndo com o rosto aflito como se estivesse nas Torres Gêmeas no momento do choque, parecia que algo grave estava se desenrolando)
Como deslizam as notas de Jazz. "Pinguim...Paguá", como dizia a GCK.
E não há problema em recordar fragmentos de vez em quando, pois os escritos normalmente não falam sobre mim, isso seria ridículo.
Além disso, se Fellini e Bergman fazem isso, por que não poderia eu fazer. Não incomodem então, apenas leiam. Ou calem.
Lembro que uma época vinha um cheiro de Crisan junto com meus pais quando desciam as escadas no domingo de noite.
Aquele para caspa, da propaganda de mau gosto em que o indivíduo passava a mão no ombro para afastar a caspa, fazia cara de nojo e dizia: "caspa eu!!"
Eu sonhava um dia poder usar aquelas substâncias tão complexas e revolucionárias, cujas embalagens eram verdadeiras festas visuais futuristas.
Ainda bem que nunca usaram Denorex ou Grecim 2000, este último para escurecer os cabelos quando estavam ficando grisalhos.
Na propaganda do Denorex aparecia um cretino falando com uma voz idiota quando alguém colocava o produto em seu couro cabeludo, que aquilo era........"geladinho".
Denorex empregava aquele slogan sofrível: "parece...mas não é!"
Na época estavam na moda estes slogans festivos, como "a primeira faz tchan...a segunda faz tchun....e tchan tchan tchan tchan - lembro que adorava esse da Gillete.
Aliás, vou cobrar royalties por este escrito.
Que propaganda horrível (pior que essa só a do Gérson nos ensinando desde pequenos a fumar e passarmos os outros para trás), que me salve o meu padinhu padin ciçu, como dizia o Zeca Diabo, do Bem-Amado.
Eu tinha medo dele.
Mas preferia ele ao Odorico, pois o Zeca ao menos não era um porco hipócrita, caminhava em um lado mais justo e verdadeiro.
Além disso enganar o porco não tem problema. Ruim mesmo era o Odorico que enganava o povo em sua inocência.
Além disso, e prosseguindo, é incrível que ainda hoje, quase trinta anos depois, a porcaria do Grecin ainda exista, e o seu mais recente sucesso é justamente o produto para definir tons de grisalho.
Ciclo patético, ainda mais quando cabelo para nada serve.
Crisan, aliás sempre lembra Grecin. Acho que quiseram fazer algum tipo de corruptela barata com o nome para ascender usando como mola propulsora (redundância) o sucesso alheio.
Outro exemplo seria a Coca (o) Cola e a Pepsi, ainda que esta última seja melhor, e ambas uma merda que não costumo ingerir.
"Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar. Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão. Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida."
Não porque eu seja Vegan, mas porque acho uma merda mesmo. Sorte apenas. Uma merda a menos.
Aliás, fica o conselho - não tentem não usar merdas - tentem é usar o menor número de merdas possível.
Mas como dizia no longínquo início deste escrito, quando comentei sobre rádios, antes de passar por eletrolas, memórias e antigos cosméticos, estava absorto em minhas tarefas domésticas, quando comecei a ouvir no rádio mais uma daquelas reportagens sobre variedades que começam com as famosas frases/pergunta: "você é daqueles que diz não ter tempo para fazer os seus exercícios"...e depois aquele mesmo bla bla bla de sempre.
A "especialista" consultada pela rádio normalmente é amiga de alguém grande dentro desta mesma emissora, e serve para dizer apenas aquelas bobagens banais que poderíamos encontrar em qualquer site bobo da internet.
Como aquelas perguntas cretinas sobre sexo que os jovens fazem apenas para aparecer na Globo durante o programa do Serginho Gosma, para aquele ser feminino e exibido, que responde de maneira descolada e como se tudo soubesse, em manifestações tão previsíveis que brinco comigo mesmo de dizer antes dela a resposta que ela vai dar.
Maneiras ótimas, aliás, de dar risada sozinho. Divirto-me. Ou troco de canal.
Além disso, repito: está tudo a disposição no Google, todas as respostas poderiam ser facilmente localizadas neste mecanismo de pesquisa.
Vaidades apenas. Como quando o Serginho Gosma, já em idade provecta, recebe seus convidados com aquele jeito de criança boazinha e operosa, com os pezinhos dançando como dança a cadeira de balanço.
No entanto, com pessoas "menos importantes", já consegui observar, em atos falhos, diversos atos de arrogância e soberba, próprios de sua personalidade defensiva e agressiva, ainda que bem disfarce na TV.
Algum trauma subjaz, isso é certo. Não posso dizer mais do que isso, sob pena de ser processado.
Mas eu falava da especialista em sei lá o que, em programa de rádio escutado por mim recentemente, falando sobre arranjar tempo para se exercitar e bla bla.
Normalmente a questão passa a ser tratada no sentido de que na verdade seriam desculpas que arranjaríamos como subterfúgios para o fato de que, na verdade não estamos administrando bem nosso tempo e, além disso, estaríamos com preguiça.
Ocorre que tudo isso é bobagem que não deve ser levada a sério.
Isso não é núcleo de questão alguma, ainda mais para humanos ficarem brincando de adultos, falando sobre os temas em rede nacional, como se aquilo fosse realmente importante, tal qual ocorre no que diz respeito às repulsivas transmissões e debates sobre futebol, tema tão rico em pobreza.
Ah tah, querem ficar bonitinhos, e não morrer...ora...me poupem. Parem de agonizar. Vivam.
Vão produzir algo útil para a humanidade, deixem um pouco de lado o ato compulsivo de nutrir o próprio ego, pois não está adiantando, o efeito dos paliativos acaba rápido, o que gera um círculo vicioso.
Ou como diz o Tyler Durden no extraordinário filme "Clube da Luta", essa fanática busca do homem por algo que define como beleza, é masturbação, ou ainda:
"Tenho pena desses caras trancados no ginásio, tentando ficar do jeito estipulado por Calvin Klein ou Tommy Hilfilger;"
Essa estória de ficar o tempo todo pensando em exercício é pura masturbação egoísta e vaidosa, se é que isso não seja uma tripla redundância.
Assim sendo, bastante apropriado e justo terminar o texto com dez orientações extraídas da "filosofia de Tyler Durden, a qual, afora a brincadeira que gravita em torno da coisa toda, não deixa de ser adequada (...) Vejamos:
1. A primeira regra do Clube da Luta é: não se fala sobre o Clube da Luta;
2. Considere a possibilidade de que Deus não goste de você, nunca lhe quis e, provavelmente, te odeia;
3. A propaganda fez com que as pessoas buscassem carros e roupas que não precisam. Gerações trabalhando em empregos que odeiam, apenas para que possam comprar coisas que não precisam;
4. Não queira ser completo, nada de querer ser perfeito. Pare de tentar controlar tudo e deixe o barco correr;
5. A camisinha é o sapatinho de cristal da nossa geração. Você veste quando conhece um estranho, dança a noite toda e depois joga fora;
6. Somos uma geração sem peso na história, sem propósito ou lugar. Não tivemos uma guerra mundial, não temos uma grande depressão. Nossa guerra é espiritual, nossa depressão são nossas vidas;
7. Apenas dois caras em uma luta e a luta deve durar o quanto precisar;
8. As coisas que você possui acabam possuindo você. Você só é livre pra fazer o que realmente quer depois que perder tudo;
9. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seriamos milionários e estrelas de cinema. Mas não nos tornamos isso, estamos muito, muito putos e, aos poucos, tomamos consciência;
10. Somos uma geração de homens criados pelas mulheres. Eu me pergunto se outra mulher é a resposta que precisamos;
11. Tenho pena desses caras trancados no ginásio, tentando ficar do jeito estipulado por Calvin Klein ou Tommy Hilfilger;
12. Seu emprego não é o que você é, nem o quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Nem o carro que dirige, nem o que tem dentro da sua carteira. Você é uma merda ambulante do mundo;
13. Você pega gordura animal e deixa o sebo endurecer, quando o sebo endurece, você tira uma camada de glicerina, adiciona ácido nítrico e temos nitroglicerina. Com mais nitrato de sódio e serragem, você cria a dinamite caseira."
Bem, vou ver se consigo encontrar alguns elfos antes de amanhecer, sei que eles gostam desta linha que divide a noite do dia.
Bem, confesso que nesse caso estou mesmo é querendo encontrar uma "elfa".
"Literalmente, os elfos são gênios que, na mitologia escandinava, simboliza o ar, a terra, o fogo e água.Elfo é uma criatura mística da Mitologia Nórdica e Céltica, que aparece com frequência na literatura medieval europeia.Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de "elfos da luz" - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra "Sol" na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: o Raio Élfico; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos escuros e anões.Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo entre as florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como seres sensíveis, de longa vida ou imortalidade, com poderes mágicos e grande ligação com a natureza."









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