sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DRINK NO INFERNO E DISPENSERS DE MM'S

     






Há algumas noites...dessas em que se toma alguns drinks no inferno...e assim como tantas outras coisas bestas que tendem à repetição, ouvia as bobagens que outros perdedores como eu vomitavam na mesa ao lado, enquanto a "IÔNICA BABY" (nome horrível), apresentava as suas armas no picadeiro (enxotar).

Por essas e por outras cada vez mais me convenço de que a fobia social, antes de ser uma patologia, é uma benção.

É uma necessidade, uma decorrência lógica diante dos fatos do mundo dos homens (mundo fálico...falho...mas não se iludam...se o mundo fosse de vênus daria no mesmo...as mulheres viram homens e vice-versa).

Não queimem mais soutiens, ou então queimarei as minhas cuecas.

Pois, retornando aos loosers, aqueles da mesa ao lado (i'm a looser baby.....so why don't you kill me...beck....fumado), falavam eles em dispensers de mm's.

Curioso por saber do que se tratava mais uma das estórias inúteis dos inúteis da noite, e depois de ter o rosto babado por mais um beijo de uma vampira vestida de vinil preto e com cabelos de fogo, notei que eles falavam algo como "dispenser de mm's", supostamente usado por um amigo em comum para ocultar drogas.

Uma tal informação teria sido usada por pessoas de conduta moral pouco ortodoxa no sentido de exercer pressão moral em determinado indivíduo - e indivíduos - com efeitos diferentes em cada lado atingido, haja vista que não tolerado pelo alto clero de determinado grupo virtual.

Isso me lembra outro amigo que pediu para que eu não comparecesse a um encontro já que lá estariam amigos e amigas dele, e ele exerceria certa liderança dentro deste grupo de amigos. 

Segundo ele, acaso eu surgisse, ele automaticamente desapareceria.

Sim, ouvi isso de um ser humano.

(inúteis da noite contentam-se com as suas promessas noturnas...são todos reis à noite...quando amanhece as carruagens viram abóboras...e perdem seus sapatinhos...parasitas canibais...se isso for um conceito possível...tão possível quanto a autofagia...o rabo da lagartixa pelo menos cresce de novo).

Em um primeiro momento pensei: "boa ideia".

Em um segundo momento: "que bobagem".

Em um terceiro momento percebo que se trata de uma estória maliciosa, onde cães fizeram ovelhas acreditarem que o dono do dispenser era alguém dispensável.

Tirando a parte da novela, refleti a respeito da palavra dispenser.

Trata-se de um neologismo, pois tanto no inglês, como no português, a palavra "dispenser" ou "dispensador", significa a mesma coisa.

No idioma inglês significa "distribuidor" - "dispenser".

E no idioma português significa o mesmo, em dispensador, aquele que dá ou distribui.

Isso me lembra uma frase do Saramago..."Atire os santos aos cães. As pérolas aos porcos. Afinal o que importa é dar."

Não sei porque acabei lembrando que tenho uma roupa de velcro, como o Bruno do Sacha B. Cohen, e me enrolo em cortinas e etiquetas.

Gente pequena, gente ruim, gente fraca. Diferenças eu guardo na guaiaca.

O tema não merece maiores reflexões. São apenas sandices proferidas por insanos. Ele apenas riu e se foi.




















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