quarta-feira, 12 de agosto de 2015

JOÃO ESTRELAAAAAA!!! ALMAS EM DESESPERO







"João!!!João Estrelaaaaa!!!João!! João Estrelaaaaa!!!!
Quié isooooo!!!
Acho que tem alguém me chamando...
Não brinca...
João Estrelaaaa!!
Vou lá ver o que é isso...
Dá pra dizer pra esse merda que hoje é segunda feira e o prédio fica na frente da delegacia!!!...

(...)

Vai trabalhar direto daqui?
Porra daqui eu vou direto para o consultório rapaz...
Vai analisar alguém ?
Quem é que vai analisar você? ...essa é a pergunta que não quer calar...
Quero saber qualé o psicótico do Rio de Janeiro dodói que vai botar a cabeça dele na tua mão...assim no estadinho que você está...
"merrmão" maluco que me ligar não vai nem conseguir marcar hora porque eu já dispensei até a secretária

(...)

Não grita na porra da minha casa...!!!
Não to gritando...to falando baixo...
É que olha "merrmão"....preciso sair daqui com esse lance porque senão eu vou subir o morro...vou pra baixada vou pra casa do caralho...mas eu não saio daqui sem esse saquinho sacou?...
toma essas cinco gramas e sai da minha frente seu tamanduá bandeira do caralho não vendo mais pra você..."


O ser humano que não consegue vencer as suas fraquezas, mesmo as conhecendo, deveria se enforcar, caso contrário, viverá no limbo, e, conforme a sua crença religiosa, seguirá ao limbo após a sua morte. 

Ou vai virar uma vespa. De qualquer maneira, expiará suas fraquezas. E assim sucessivamente.

Lidar com os humanos, nas mais das vezes, pelo menos para mim, é parecido com o sentido dos diálogos acima transcritos, pinçados do filme "O Meu Nome Não é Johnny".


São desatinados. Ausentes de vergonha. Normalmente vivem rastejando, pedindo ajuda, mentindo, aprisionados por suas fraquezas. 


Vivem no limbo, e sabem o que deveriam fazer para alterar tal condição, mas não fazem. 


Vivem e sofrem, conformados, praticando pequenos sadismos para compensar, e pedindo piedades e favores a quem consideram melhor que eles.

Nem ao menos pensam em ser o que acham melhor, contentam-se em apenas pedir, forjando falsa humildade, transbordando despeitos, pois, embora saiba detectar o que é melhor, por algum mecanismo que tentaremos esmiuçar, não consegue viver com honestidade e reforçando seus valores.


Têm medo de ficar sozinhos. Têm medo de guerra. "Se queres a paz prepara-te para a guerra.


São os mesmos que ficam quietos em suas tocas quando deveriam reclamar sobre algum Direito seu que é vilipendiado, e não o faz, preferindo morrer aos poucos de stress, sabendo-se covarde. Sabendo que a sua família o está observando. 


Por isso mesmo é que um belo dia vários deles acabam se enforcando. Misto de vergonha na cara com covardia. ou seja, decidiu ser diferente, mas não conseguiu mesmo assim. 


Chegou à conclusão que era um lixo completo, e se enforcou.

Esse ainda é um ser vergonha melhor do que aqueles que continuam perambulando, distribuindo suas maldades vulgares, a fim de satisfazer desejos imediatos, e simulando boas intenções ao mundo. Vampiros.


Seu gritos e chamados despojam-me repentinamente de meus abrigos, e instantaneamente, também, surgem os mecanismos de defesa e ataque, pois já se sabe que lá vem mais um pouco de egoísmo e fraqueza. 


Autopiedades e sadismos frios. Frios e desesperados de si mesmos, percebendo seu eventual não-efeito.


Lembrei desta passagem do excelente filme nacional acima mencionado, pois alguém agiu assim perto de mim pela milésima vez. O ser humano em geral não se respeita. E não sabe respeitar. Reflexos. lados da mesma moeda.


Já havia informado que queria paz, mas novamente minha paz foi maculada. Primeiro aquelas mil desculpas dos porcos que não se respeitam. 


Depois a entrega, quando já nem desculpas são consideradas, passando à fase da deslavada impertinência. Carnes e fraquezas.

Também tive que mandar a criatura falar baixo na porra da minha casa. Aliás, já perdi a conta das vezes em que tive que fazer isso. Confesso que hoje em dia até já gosto, sinceramente.


Pois normalmente não querem nada senão satisfazer aos seus prazeres imediatos e egoístas, ou oprimir (e ser oprimidos), ou enganar.


Pedem para ser tratadas como putas submissas. E é o que deve ser feito. Pena que as vezes não ocorre isso, e eles acabam tomando conta do ambiente, com suas loucuras de fraquezas, sempre destrutivas e autodestrutivas.


Sempre querem, nunca oferecem. Sempre são desleais, mas cobram lealdades. Desejos politicamente corretos. Sempre choram, mas não aceitam choro. Sádicos e masoquistas. 


O ser humano é confuso, pois vive entre paradoxos de seus politicamente corretos, e enlouquecem ao perceber que a verdade não é necessária.


Perde-se muito tempo ao envolver-mo-nos nisso. Pelo menos eu. Preciso me concentrar. 


Humanos chegam sempre com barulho demais e conteúdo de menos. Humanos em geral são extremamente desagradáveis e superficiais. Vivem balbuciando as mesmas bobagens e querendo as mesmas coisas.

Todos os homens são o mesmo homem. Todas as mulheres são a mesma mulher. Todas as crianças são a mesma criança, pois criadas por mesmos homens e mulheres. 


Todos os idosos são o mesmo idoso, seja macho ou fêmea, ainda que, nas minhas representações mentais, deva confessar que idosos não têm gênero.


Aliás, o homem médio, hipócrita e cínico que é, tem aversão à condição idosa pela mesma razão que tem aversão de si mesmo e da finitude. Incompleto por um lado, finito por outro.


Discrimina o idoso, pois teme a própria finitude. Seus egoísmos nascem destas fraquezas inatas e não superadas conscientemente. Se não aceita a a própria condição, não irá aceitar o outro. Terreno fértil para o nascimento da intolerância.


Intolerância é fraqueza, pois o que não tolera, em verdade, não tolera a si mesmo, e não ao próximo, que passa a ser apenas um bode expiatório. 


Alguém sempre é o culpado, não ele mesmo. Fenômeno recorrente no humano, ignorante que é quanto à própria condição. 


Morrem atônitos. Atônitos e mansos. Atônitos, mansos e com medo. Um medo manso. Que só existe quando a razão do medo é maior do que as razões habituais de medo. Medo que pede clemência e ambiciona transcender.


Apenas transcender. Se acreditassem nisso realmente não aguardariam a morte para tentar ser bons, o fariam agora, por meio de um processo consciente. 


Não se tornarão bons apenas porque morreram e ascenderam, se formos considerar a hipótese de que venhamos a transcender.


Mas acreditam que assim será, sem sequer terem sido decentes em seus planos terrenos, digamos assim. Não ficarão decentes apenas porque passaram. 


Aguardam apenas uma decência imposta por forças maiores, no caso Deus. Esperam cajados, pois, se dependessem de si próprios, continuariam fazendo merda.


Não vocês não são bons, e céus salvadores não os aguardam. Quando muito terão uma lápide que durará até a grande reforma cemiterial, que ocorrerá daqui há aproximadamente 500 anos, diante da patética opção atual, ou seja, os enterros.


As cremações ainda ocorrem em baixa escala, e também ocupam espaços da Terra.


Fracos confundem honestidade com medo e mansidão. Todos os dias vê-mo-los praticando discriminações, sendo omissos diante da injustiça, sendo ignorantes demais para fazer a coisa certa, e mesmo assim não procurando melhorar, pois é-lhes impossível.


Sendo ridículos no que diz com a criação de seus filhos. Como se vive em sociedade, todos os atos negativos se refletem, ao fim e ao cabo, na coletividade, que, pouco a pouco, vai sendo envenenada.


Mas sempre foi assim. E sempre houve algum escrito parecido com este, para dizer mais ou menos isso. 


Ou seja, tais escritos apenas fazem esmiuçar o ser humano como ele é para a pequena célula de seres livres que podem entender. mas a maioria não é livre e não entenderá, e tudo será sempre como sempre foi.


Engraçado mesmo é existir o politicamente correto, pois se existe é porque os porcos sabem sobre a sua condição, e sabem exatamente os momentos em que deve dizer o que pensa de verdade e os momentos em que deve nutrir os anseios hipócritas do coletivo inconsciente, mentindo sobre suas intenções para salvar sua pele.


Ou seja, não se faz o certo porque não se anseia tal propósito, já que, ao sermos apenas politicamente e não concretamente corretos, revelamos conhecimento acerca das opções e possibilidades, e seguimos o caminho para o qual fomos condicionados. 


Fomos feitos para viver de mentiras ocultas e cinismos escancarados. E verdades punidas...não necessárias, relativas, convenientes ou não. 


Quase todos os humanos agem como o indivíduo que aparece na cena do filme "Meu Nome Não é Johnny", transcrita no preâmbulo deste escrito, seja por que razão for. Não apenas os viciados, pois se trata de natureza. 


A droga apenas exacerba tais tendências, mas a natureza é inarredável. 

Agem assim até por desespero com relação á própria condição existencial. Querem ajuda sempre. Vagam, com seus desesperos, mentiras, e rotinas. Sufocam a si e aos outros.


Os exemplos seriam muitos. Estou com preguiça de prosseguir, pois a ideia já está posta. 


Já vi agirem assim por Rivotril. Por medo. Por perdas. Por falta de substâncias entorpecentes. Por falta de vergonha. Na verdade todos agem de maneira sem-vergonha, pois sabem como fazer o que deve ser feito, não fazem porque são fracos demais para isso.


Os fracos rastejam por qualquer razão, costumam depositar as suas culpas em terceiros ou forças ocultas e sempre acham que outro será a solução de seus problemas. 


Curioso é o fenômeno de procurarem sempre pessoas que sejam mais fortes, ou respeitarem que seja mais forte que si, pois se sabem reconhecer a fortaleza, deveriam almejá-la. 


Almas em desespero sempre agem assim, seja qual for a motivação.


Ou ao menos tentar imitá-la, como os EUA ao construir pirâmides em Las Vegas. Não que isso seja bom, tanto é que para os EUA não é. Só parece.


Umberto Eco explica isso bem melhor do que eu. Não me atreveria, por ora, a tentar competir.


Pela lógica, quem procura a verdade, portanto, é apenas um louco, já que se debate contra a sua natureza pérfida.



























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