domingo, 30 de agosto de 2015

"REGISTROS AKÁSHICOS"








""Viajar é útil, exercita a imaginação.
O resto é desilusão e fadiga.
A viagem é inteiramente imaginária.
Eis a sua força.
Vai da vida para a morte. Pessoas, animais, cidades, coisas, é tudo inventado.
É um romance, apenas uma história fictícia.
Disse Littre, e ele não erra.
Porem, qualquer um pode fazer o mesmo.
Basta fechar os olhos.
E está do outro lado da vida.""

Louis Ferdinand Céline
Viagem ao Fim da Noite (1932)



A Xuxa já mandou beijos demais ao longo de sua "carreira" (cada um tem a sua acepção acerca do que seja "carreira")para que eu ainda pudesse me interessar por beijos desnecessários.

Aliás, esta pessoa é abjeta, segundo minha classificação interna relacionada ao capítulo do livro da vida denominado "Aberrações e seus Subgrupos".

Desde criança imagino ter vivenciado percepções não ortodoxas, e desde então esta moça de Santa Rosa sempre me pareceu a mesma coisa: amarga, ruim, azeda, frígida.

Ela não tem vida interior nem exterior. 

Pobre diaba, não nasceu com as condições para captar o que deveria captar a partir de sua caminhada pela existência. Amazona da triste figura. Ela e seus moinhos.

Existência escura, pois apagada internamente. Nada capta, nada transmite. Apenas existe. Opaca. 

E acumulou o suficiente em papel moeda para poder caminhar sobre as pessoas mesmo sem qualquer arma ou argumento. 

Ao menos no que diz respeito aquilo que a natureza pode, ou poderia fornecer. 

No mais, faz rastejar, criando a Chaça, para satisfazer ao clamor público, nome que pode ser dado à tensão quando se trata de algum com alguma projeção pública.

Em verdade, eu vos digo - a apresentadora de que se trata, lamentavelmente, não possui opção sexual, o que é apenas incomum, de modo que essa afirmação não vem a ser uma crítica vulgar, mas apenas uma constatação entre outras que compõem o mosaico da personalidade a ser depurada.

Transita pelo Limbo, carregando a si mesma como a cruz, e como aqueles que transitam no limbo. É como o vale dos suicidas para aqueles que não se suicidaram, mas são "boarder liners".

Ser a Xuxa é como saborear o inferno todos os dias, o que, aliás, combina com aquela que é uma das definições mais clássicas do reino de Lúcifer, ou seja, a dor que nunca cessa de doer. 

Eternidade dolorida. Rezem é para ser masoquistas o suficiente para gostarem do açoite, e não para ascender aos céus. Como vocês são doces em seu eterno exercício de forjar fábulas. Fazem por esporte, não por aprendizado. 

Um tanto masoquista...masoquismo derivado de vazio...um masoquismo leve para nós. Mais massacrante para ela mesma.

Ela odiava e odeia crianças. E homens.

E odiava e odeia estar ali desempenhando aquele papel ridículo, com aquelas roupas bestiais, cantando aquele lixo perfumado, mas cheio de mensagens de desânimo e pobreza espiritual.

Desanimada. Pobre de espírito. Pobre Xuxa, só tem dinheiro. Esta é a verdadeira pobreza.

Mas foi psicopata o suficiente para prosseguir, nunca teve escrúpulos. 

E porque deveria ter em um mundo suíno? 

Deveria, ora, mesmo sendo suíno o mundo, pois não combatemos um monstro nos transformando em outro.

Mas sabemos que existem muitas....muitas pessoas que se comportam da mesma maneira, e se corrompem cotidianamente, como a Xuxa. Não, não comi.

Ao contrário da Vera Fischer cujo masoquismo se externa de maneira mais selvagem, entre sorrisos de Monalisa. 

Seu masoquismo, ao contrário do exemplo acima, desborda de seus limites pessoais, alcançando terceiras pessoas, normalmente subalternas.

Como sói ocorrer como mimados que eram ao mesmo tempo maltratados, ainda que isso possa parecer, a primeira vista, uma alternativa impossível.

A mão que afaga é a mesma que agride.


Mas vamos ao que interessa, ainda que os elementos acima venham a fazer parte do conjunto de mananciais que irrigam o escrito.


               ********************* XXX**********************


As ideias estão no ar, fazem parte do "conhecimento universal", da "memória universal", que é memória coletiva, de modo que, em linha de princípio, a todos é franqueado o acesso.

Aguçar a percepção é preciso. Estar atento aos detalhes. Eles é que definem, afinal de contas, o todo. Mosaico. Trata-se apenas de lógica, percepção, sensibilidade e memória. 

Afora isso, resta a existência vã, que se perde na sua própria escuridão Buracos negros - sugam tudo...guardam apenas a informação primal, segundo aponta o Hawkins.

Esse tipo de informação também é guardada por caprinos e grilos. E por símios. Aliás, este nome foi empregado pela ciência em face do termo latino simius, que nos reporta à ideia de "semelhança"

Enfim, o conhecimento universal está no ar...estão subliminares...recorrentemente subliminares, e acabam por compor aquilo que se poderia chamar de "conhecimento coletivo", ou simplesmente "Registro Akáshico".



             ************************XXX************************


Odeio duplinhas de palhaços...do tipo...Patati e Patatá...Biriba Número Um e Biriba Número Dois...Atchim e Espirro...Bush pai-Bush filho...

Dilma e Lula e vice-versa. E nós. Todos. E juntos..."uma pirueta...duas piruetas...bravo!...bravo!"

A única dupla de palhaços que gosto - "O Gordo e o Magro", Stan Laurel e Oliver Hardy...queridos...parte do que se é...fonte que captou traços da sabedoria universal, receptores e transmissores de "conhecimento". 

Ei-los, pois suas presenças sempre atraíram boas vibrações, boas sensações, como o gozo na demorada masturbação, Homenagens àqueles que sempre foram "vida" (somos especialistas em esquecê-los:











Contudo, afora gloriosas e simpáticas exceções (Gordo e Magro fundiram-se, eram um só, o magro ficou louco depois que morreu o Gordo.

E não demorou para se juntar ao seu velho amigo...o que faria ele na Terra sem o seu querido Gordo), os bons palhaços, os melhores palhaços atuam sozinhos, espíritos livres que são.

Só concebem voar desacompanhados, por mais que isso lhes possa custar. Ônus e bônus. Cômodos e incômodos.

Só que agora quem anda usando nariz de palhaço sou eu. Nós. Vocês que votaram na continuidade mesmo diante dos fatos negativos veiculados pela mídia.

Não só porque me reportam à fraqueza forçada em duo, pois quem não tem talento às vezes opta por ser cretino em exagero, haja vista que aos fracos é dado sorrir a partir de um tal deprimente conteúdo.

Normalmente são escadas de escadas, de modo que não conduzem a lugar algum. A fórmula só funciona quando há o gênio e o "escada". 

Falaremos em gênios e sua utilidade oportunamente, no decorrer do escrito.

Havendo público há verdade. Para alguns. Incautos, não se apercebem que cultivam apenas a própria verdade, não a verdade única, a qual deve ser apenas intuída, não racionalizada. 

Suinamente racionalizada.

E POR FALAR EM INTUIR A VERDADE...o assunto de hoje vem a ser justamente os assim denominados "Registros Akáshicos. Assuntinho chato...

Isso ultrapassa em muito o conceito das tendências meramente atávicas. 

Mas o conceito de "atávico" é um passo para entender o que vêm a ser os "Registros Akáshicos", pois se tratam de lógicas que gravitam em órbitas afins.

Contudo, atavismos têm a ver com elementos gravados internamente, e akashismos procuram elementos externos, relacionados às memórias universais.

Vejamos o que significam os Registros Akáshicos em termos mais técnicos, antes de prosseguir com meus devaneios a respeito do assunto:

""Registros Akáshicos (Akasha é uma palavra em sânscrito que significa "céu", "espaço" ou "éter"), segundo o hinduísmo e diversas correntes místicas, são um conjunto de conhecimentos armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Universo.
O Akasha é uma biblioteca de ações de cada alma, pensamentos e emoções que tiveram um lugar no planeta Terra e em outros sistemas planetários.
Todos os eventos de pequeno ou grande porte são permanentemente gravados na grade eletromagnética do planeta e do cosmos.
Todo mundo tem a habilidade de se conectar com a fonte primordial como um ‘detentor de registro espiritual’ e é capaz de chamar a todos seus orientadores multi-dimensionais para receber as respostas de suas próprias perguntas.
Você é capaz de ser seu próprio guia, psicólogo, guru espiritual e professor.
Sempre que você tem uma situação problemática ou um desentendimento com um indivíduo, esses incidentes ocorreram antes em outro tempo e lugar.
Se você tem perguntas para um problema ou situação, existem várias portas para escolher com muitas soluções variáveis.
A porta A tem uma resposta, a porta B tem outra, e assim por diante. Se acontecer de você escolher a porta errada, o problema vai surgir novamente. Escolhendo a porta correta conecta-se realmente com o que há de melhor para todos e não apenas para você. Essa escolha cria harmonia, beleza, paz e cura para todos os envolvidos.
Os Registros Akáshicos estão disponíveis para todos. Algumas das respostas não serão do seu agrado. No entanto, elas vão conter a energia da “verdade” de quem você realmente é e o que supostamente sejam seus aprendizados.
Quando os seus guias sentirem que você está pronto para continuar por si próprio, você terá permissão para acessar seus registros quando você tiver a “necessidade de saber” outras informações. Isso geralmente se realiza sem canalização de transe e quando você está pleno de consciência, desperto e alerta.
É muito importante estar bem enraizado para receber e manter as frequências que vem de dentro. Esta é a razão pela qual deve se estar ligado a natureza para ter um bom aterramento. Caso contrário, você pode sentir tonturas ou mal estar e seu corpo pode não ser capaz de manter a vibração por muito tempo e suas respostas parecerem pouco claras.
As informações dos Registros Akáshicos só serão dadas a uma pessoa quando elas estiverem sendo usadas para curar a si mesma e sua parcela do planeta.
As informações podem vir a você da mesma maneira quando você está meditando ou canalizando. Você pode ver imagens holográficas ou simbólicas, ouvir sons, começar a escrever, ou apenas de repente “saber” a resposta.
Os Registros Akáshicos não devem ser usados para adivinhações ou recordações de vidas passadas como um divertimento.
Eles são muito sagrados e são protegidos por seres de luz em sentinela. Você não vai ter acesso a todos os registros a menos que tenha integridade e disciplina em seus hábitos diários e pensamentos.
No entanto, você vai continuar a ser ajudado, abençoado, honrado e guiado pelos reinos dos espíritos em sua mais alta manifestação.
Existe somente uma existência suprema sem nascimento e sem forma da qual desenvolve-se akasha (éter ou espaço), e do akasha vem vayu (o ar). De vayu se origina o fogo (tejas), de tejas, se origina a água (apa), e de apa, a Terra (prithvi). É dessas cinco maneiras que esses Tattvas (elementos), se espalham pelo mundo.
Desses cinco Tattvas a criação se forma, é mantida, e novamente volta e se funde nos Tattvas. Então a criação vem para ficar dentro dos cinco Tattvas novamente. Esse é o processo sutil da criação. "O Akasa-Tattva é o campo do qual todas as coisas se manifestam, e para o qual todas as coisas retornam; o Espaço no qual os eventos ocorrem.
O Espaço não tem existência física; ele posiciona-se no começo do Manifesto e o Imanifesto, entre o visível e o invisível. O Akasha-Tattva rege a área acima das sobrancelhas e estende-se além dos limites do corpo humano no Espaço.
A manifestação Etérea do Akasha-Tattva no corpo é Ira Energia, Vergonha, Medo, e Luxuria. O Akasha-Tattva (Éter ou Espaço), tem uma propriedade: Som O Éter existe somente como distâncias as quais separam a matéria, sua função é dar Espaço.""


Engraçado que isso tudo combina com a impressão que eu tinha em relação às musicas e como os compositores, sozinhos ou em grupo, conseguiam captar essas combinações melódicas geniais.

Sempre imaginei músicas geniais como algo que ficava solto no ar, e deveriam ser, ou eram captadas por alguém. 

Intrigava-me particularmente a razão pela qual alguns achavam certas coisas, poucos. E e outros simplesmente nada. 

Nem sabiam o que procurar. Nem sabem que devem procurar por alguma coisa. Nada sabem. Não se sabem.

É comer, cagar, enganar, trepar e dormir.

Os registros akáshicos são um tesouro que está pronto para ser alcançadoas quais estão prontas, em algum lugar, esperando o conjunto de condições adequado para poder eclodir.
Como, aliás, ocorreu com relação ao fenômeno da evolução e surgimento da vida neste Planeta onde, hoje, habitamos.

Diversos elementos foram se conjugando ao longo de milhares de anos, até que fosse possível conceber aquilo que se poderia chamar de sopro vital.

Assim como ocorre com relação à distribuição de informações por esta verdadeira biblioteca do conhecimento, incluindo a arte, é claro, à disposição de todos, metafisicamente falando evidentemente, 

A propósito, acabei me deparando com mais um escrito publicado na internet que também se afeiçoa muito ao que tento expor, ainda que traga ideias estampadas no outro conceito de R.A. transcrito acima:


""Albert Einstein trató de encontrar una explicación científica a los Registros Akáshicos. Él hizo el descubrimiento de que existe un espacio entre las partículas más pequeñas existentes, en un espacio continuo de cuatro dimensiones. Pero él nunca terminó su investigación, aunque dijo:“… Sólo quiero conocer los pensamientos de Dios, el resto son detalles.”En la actualidad, los científicos saben que este misterioso espacio no está vacío. Se trata de un campo de interconexión de la información que entreteje cada átomo, partícula, célula, organismo y pensamiento existente en todas partes. Es un campo de información que conecta todo, conocido como el Campo Akáshico. Este campo es la memoria del universo y continuamente interactúa con la materia a todos los niveles. Todo lo que existe proviene de este campo cuántico, que es la fuente y fundamento de toda nuestra realidad física. Ervin László, autor de varios libros, consideró que los registros son como“paquetes” unidos creando una arquitectura amplia y armoniosa que forma el mundo. Estos paquetes no sólo almacenan información que ocurre en el momento presente, contienen toda la información, cada pensamiento, cada acción, cada desarrollo que ha ocurrido desde que la existencia de este universo. Entre 1993 y 2000, los científicos documentaron evidencias de un campo de energía, que perfectamente demostraría la existencia de los Registros Akáshicos y que guarda todo la información de nuestro mundo más allá de nuestros cuerpos físicos.


Edgar Cayce, el gran “profeta durmiente”, alcanzó su conocimiento a través de las antiguas civilizaciones perdidas accediendo directamente a los Registros Akáshicos, mientras que se encontraba en estado de trance. Pero la idea de que los seres humanos pueden ser capaces de acceder a la información universal se refleja en el estudio de la psicología y, en particular, en las obras de Carl Jung. Muchas personas consideran a los Registros Akáshicos como una extraña idea, el hecho de que algunos aspectos de la existencia humana puede tener sus raíces dentro de un complejo inconsciente colectivo, y más extraño y desconcertante es la idea de que la mente humana puede incluso obtener información de otros lugares o planos del pensamiento y de la imaginación que existe más allá de la mente misma. Pero la realidad, es que la consciencia colectiva va mucho más allá de la física. El concepto de los Registros Akáshicos prevalece en las diversas culturas y tradiciones, junto con alusiones a procesos similares expresadas por Cayce o el propio Jung, ofreciendo algunas ideas atractivas y desafiantes sobre el funcionamiento interno de la mente humana.""


Aliás, é justamente disso que se trata em uma cena excelente do genial e necessário filme "A Grande Beleza", o qual já foi objeto de menção por meio de um recente "post".

É uma cena que, em princípio, tenderia a passar despercebida, até por não ser longa, se é que alguma cena desta maravilha de filme poderia despercebia passar.

Um famoso escritor, protagonista principal, entrevista uma performer artística ao final de sua apresentação, e eles falam, entre poucas outras coisas, em vibrações. Ela refere e ele não se contenta com a explicação, quando a inquire.

Justamente a parte que me chamou muito a atenção foi esta em que ela comenta algo como não ser necessário ler livros, ou obter informações em mídias em geral, nem perguntar.

Farei referência abaixo a uma entrevista da genial Marina Abramovic, pois os dados vão se conjugando, pois desde logo adianto que esta personagem "performer da entrevista que tanto gostei, foi inspirada justamente na Marina e suas ideias.

Deveríamos apenas estar atentos ao que ela denominou de "vibrações" (!)

Opa!! 

Esta cena ocorreu não muito depois de iniciado o filme, e neste momento ajeitei melhor, e comecei a prestar bem mais atenção, pois pressenti que se tratava de algum tipo de peça rara - pelo menos segundo o meu juízo acerca do que isso venha a ser.

Isso DEFINITIVAMENTE, ia ao encontro de um dos conceitos mais abstratos com os quais tenho que lidar, tanto é que não conseguia enfrentar este escrito

Bastaria que houvesse uma espécie de conexão com o mundo, por meio dos sentidos, onde informações relacionadas à memória a respeito de todos os fatos do universo pudessem ser alcançadas.

Ora, não estamos falando de nada absurdo. Note-se que recentemente o maior físico da atualidade e um dos maiores de todos os tempos, já citado aqui, o Hawkins, afirmou que os "buracos negros"

PÔ, isso nada mais é do que o famoso Paradoxo da Informação"!

Vale a pena conferir uma breve reprodução de uma reportagem publicada pela BBC Brasil no dia 27.08.2015, até mesmo para compor a lógica do escrito e dar credibilidade ao tema de que se trata:

"Se cair em um buraco negro, não se renda", disse Hawking em uma entrevista coletiva em Estocolmo, na Suécia. "Há uma saída."
Hawking afirmou ainda que se o buraco fosse suficiente grande e estivesse girando, poderia ter uma passagem a um universo alternativo.
O famoso cientista considera que os objetos podem acabar armazenados sobre os limites de um buraco negro, região conhecida como horizonte de eventos. São as fronteiras do espaço a partir das quais supostamente nenhuma partícula pode sair, incluindo a luz.
Assegurando que essas estruturas não seriam um poço tão escuro como se pensa, Hawkins indicou que os humanos não desapareceriam ao cair em um buraco negro, mas permaneceriam como um "holograma" na margem ou "cairiam em outro lugar".


E isso não só se conecta ao tema desse escrito, como também, e prosseguindo neste sistema de vasos comunicantes, se conecta com os dados que coletei ao assistir um documentário na semana passada no canal de TV à cabo History Channel.

E foi justamente neste documentário que obtive a informação de que, segundo os estudiosos do tema, tais informações eram obtidas por aqueles que a ciência costuma definir como sendo os "gênios".

Este dado sobre os "gênios", não consta na definição de Registros Akáshicos acima transcrita, e colhida junto à wikipedia, só para variar, mas achei bem importante referir.

Aliás, também se conecta com famosos escritos, como aquele de Aldous Huxley - "As Portas da Percepção", e "Paraísos Artificiais", do Baudelaire, onde estes célebres autores procuram aspectos como a visão de um artista frente às coisas da vida e a visão de alguém dito comum.

Perquirir, por exemplo, a respeito das razões pelas quais o Van Gogh transforma a imagem de uma cadeira em uma obra de arte da pintura das mais caras do mundo, ou com valor inestimável. 

Ora, é apenas o desenho de uma cadeira. Qualquer um poderia se aventurar a fazer, principalmente os milhares de humanos que sabem desenhar bem.

Mas qual valeria milhões de Euros??

Na verdade, estava desde há muito refletindo sobre sensações bem parecidas, obtendo informações em documentários, filmes e escritos, além, é claro, do fato de que todas essas informações combinavam perfeitamente com impressões que sempre tive a respeito de percepção acerca do mundo que nos rodeia.

Às vezes funcionamos apenas como mecanismos, como canais para que informações sejam repassadas, informações que muitas vezes acabamos tendo a sensação de que não estavam dentro de nós antes.

Pelo menos não de forma tão direta e esquemática. Eram apenas devaneios e pensamentos fractais.

É como o caleidoscópio que comentei noutro dia. Tanto é que, em um segundo momento, invariavelmente temos a sensação de ser apenas espectadores

É como uma espécie de transe que nem sempre se consegue alcançar, mas pode perfeitamente ser induzido, ainda que, também nestes casos, uma tal indução não colha frutos.

Existem relatos históricos sobre processos criativos de gênios criadores como Da Vinci, que induzia sua criatividade deitado em sua cama, reclinado, e observando a dança de sombras e luzes de suas velas.

Baudelaire usava ópio. Huxley heroína. Freud cocaína. 

E eu...bebo...e ouço música...imerso em silêncio com relação a outras fontes que não o movimento do vento, e o porvir virtuoso das ondas do mar, onde o som de um celular parece um grito feminino, e uma motocicleta um trovão.

A inspiração aguça os sentidos. É prodigioso mas caminhamos em uma linha tênue, onde a sensibilidade aumenta. É mais ou menos como cães e festas de ano-novo. 

O humano, sempre ele, o único com o dom de planejar emboscadas por vingança. Até peixes usam a artimanha da emboscada - mas sempre para obter alimento. 

O humano não faz parte disso. Não faz parte dos lapsos inspirativos. Ele apenas capta. Ou capta e reproduz. Ou capta e tenta reproduzir (!)

A maioria não capta. Muitos captam e não conseguem reproduzir, ou nem querem ou têm necessidade. Outros precisam externar, além de meramente sintonizar as informações, pois existe algum tipo de sensação relacionada à necessidade.

Tanto interna quanto externa.

Para esta espécie de "transe", podemos perfeitamente empregar o termo "inspiração".

É um misto de sensações, tais como ser chamado naturalmente a isso, e, principalmente, não só querer muito externar aquilo, mas precisar.

Isso combina muito com um comentário que a formidável performer britânica Marina Abramovic (justamente a artista na qual o diretor do filme A Grande Beleza se inspirou para determinada personagem) lançou em uma entrevista concedida em sua casa (não a do filme, que praticamente nem ocorreu, pois houve desentendimento), que também fica na beira do mar (coincidência que achei bem interessante), onde ela afirmava que arte tinha muito a ver com oferecer algo - dar.

Lembro que o Saramago também falou algo bastante semelhante, empregando termos como "pérolas" e "porcos" - bastante apropriado.

Não gosto muito citar tantos trechos de escritos externos, mas sou obrigado a transcrever trecho da entrevista  acima referida (não a do filme), pois combina muito com o tema aqui debatido.

Note-se, aliás, que, sendo o tema mais árido, metafísico, subjetivo, abstrato, muitas vezes é importante lançar mão de referências externas que sejam apenas apropriadas - nunca convenientes ou vaidosas.

Ou então será apenas mais um escrito duro, forjado para adoçar as mentes dos mansos pastosos e politicamente adequados.

Não estou muito preocupado com o tamanho do escrito, pois sigo apenas em sua cadência. 

E, principalmente, devemos nos ater apenas ao conteúdo que deva ou não ser repassado, tratando sempre de podar as inutilidades vaidosas e ignorantes, compostas para satisfazer a qualquer tipo de grupo ou grupos.

Se algo deve ser dito, isso deve ser feito da maneira mais completa possível.

Não se deve estar comprometido. Convém observar os conceitos de equidistância.

Eles não podem ser pautados. Têm o tamanho que tiverem que ter. Não comandamos isso.

Vejamos algumas palavras de Marina Abramovic em entrevista concedida em 2002 a Ana Bernstein, cujo mote era o último trabalho da "performer" à época, denominado "A Biografia", apresentado na Serpentine Gallery, em Londres, ao longo de longas 512 horas, antes que eu me perca em mais palavras:


"Em A Biografia você diz adeus a uma porção de coisas- risco, extremos, intensidade,perigo - mas estas coisas continuam presentes em seu trabalho - Abramovic - . acontecer nestes doze dias é parte do trabalho. Qualquer coisa que acontecer. Então você não pode dizer que a má energia não faz parte porque você só quer boa energia.
É como na vida quando você deseja felicidade e não quer tempos ruis - pessoas contemporâneas que são terrivelmente ruins, você quer dias de sol e  não quer dias de chuva. Mas a vida não é assim,é tudo misturado, então você pega toda a mistura e junta.
Na verdade há um triângulo de energia que acontece na performance. Porque não estamos em relação apenas com você, mas também com os outros membros do público. Então, por exemplo, eu estava na galeria e alguém entrava e eu sentia uma energia muito ruim vindo dessa pessoa, e quando essa pessoa ia embora era um verdadeiro alívio. Mas você sabe, a diferença entre você e eu naquele momento? é que, por estarem jejum, e estando tão aberta de uma certa forma, você se torna uma espécie de canal

(...)
Eu realmente tive que lidar com um monte de merda, fiquei numa grande depressão por um longo período. Mas de uma certa forma há um tipo de método em que você não guarda, então a má energia vem e vai embora, como a boa energia apenas vem e vai embora, você se torna apenas um canal. E no momento em que você se torna um canal você não coloca nenhum sentimento, você apenas é. E a idéia toda dessa performance era sobre o aqui e o agora, e apenas ser.
E isso é o estado mental mais maravilhoso se você pode manter na vida real. Eu ainda não aprendi isso, ainda não é possível de todo. Mas estar naquele tipo de momento em que você não acrescenta sentimentos, quando você não acrescenta as emoções ruins e as emoções boas, esse é realmente um estado de equilíbrio, é um grande estado. E nesta performance eu estava neste estado a maior parte do tempo, isso é realmente o que é fantástico para mim." 


Enfim, e concluindo, as ideias mais essenciais sobre todas as coisas já estão prontas e com várias impressões que simplesmente foram se desenvolvendo com o passar dos anos, sempre numa lógica de escada ascendente - novas ideias que só podem ser desencadeadas se as anteriores existirem.

É como a própria lógica dos registros akáshicos, com a diferença de que estes são menos palpáveis, distribuídos de Era em Era, conforme alguma inteligência que se poderia denominar aqui de universal, e principalmente já vêm prontos.

É é por isso que simplesmente se deve estar pronto para captar, caso contrário resta apenas conviver com as frágeis e desorganizadas estruturas do cotidiano conscientemente forjado, e, por isso mesmo, caótico e massacrante, repetições  enfadonhas que servem apenas para adiantar os ponteiros do relógio.

Vidas perdidas entre tristes salas adornadas com bibelôs místicos e/ou patéticos, com aromas de comidas de antanho entranhados nos tecidos dos trapos do mobiliário, enquanto a luz é apagada na melhor hora do dia, e apenas o delirante e melancólico som do relógio de parede quebra o profundo silêncio da madrugada, moradia das mais aterradoras aflições do ser vazio.

O cheiro do medo pode ser sentido a distância. Somos presas ou predadores. Ou habitantes do limbo, como nossa amiga Xuxa, ou a sua parceira Mara Maravilha, a Filha da Lua.

Os habitantes do Oráculo ao menos ostentavam maior nobreza. Hoje em dia o Oráculo passou a abrigar ratos e almas corruptas.

Referi acima que os registros akáshicos diferem, a meu ver, dos registros atávicos, pois no último caso tratam-se de informações gravadas em nosso interior, e no primeiro estamos a tratar de informações que estão gravitando em nossa órbita existencial, são externas a nós.

A XuXa, por exemplo, jamais alcançará os registros akáshicos, até mesmo em face do tempo dispendido com sua vaidade sufocada e irreal, imposta. 

A Ana Maria Braga e a "Japonesa do Pânico" também não lograrão alcançar tal feito. O Thor Batista. O Supla...os dois.

E principalmente em virtude do evidente fato de que ela lida compulsivamente com os aspectos atávicos de sua existência humana.

A teoria dos registros akáshicos defende que a capacidade, a sensibilidade necessária para captar estas informações que nos rodeiam acaba por ser desenvolvida e é incumbência dos assim denominados "gênios", aquelas pessoas como o Einstein, o Tesla, Stephen Hawking, Mozart, Pollock, Nietzsche, Steve Jobs e tantos outros, passar adiante aos demais membros do mundo, que não conseguiram alcançá-los, pois resolveram chupar drops.

Isso porque:


"los Registros Akáshicos son la fuente de sabiduría del universo de donde se nutrieron los genios y grandes hombres que guiaron a la humanidad en sus distintos períodos. Los grandes inventores, descubridores, literatos, artistas, científicos, filósofos, cuyo trabajo permitió y propulsó el avance de las civilizaciones.

Embora o conhecimento universal esteja ao alcance de todos pois paira sobre nós, é necessário que se desenvolva determinada aptidão sensorial existencial, ou nascer com ela, o que, ao fim e ao cabo, acaba sendo afeito somente àqueles seres que convencionamos chamar de "gênios", e, na minha humilde opinião, àqueles que procuram todos os dias isso.

Façamos de tudo para nos conectar à memória universal, pois, ao mesmo tempo em que isso nos explicará muito mais sobre nós mesmos, também nos transportará por incríveis, quase feéricas viagens pelo que realmente importa conhecer, e os sentidos ficam aguçados.

Isso funcionará mais em termos de crescimento existencial do que inúteis, opressivas, venenosas, fanáticas e fantasiosas religiões, solenes exteriorizações de nossos delírios místico-religiosos. Até os melhores acabam caindo nessa.

Vibrantes. Vibrações. Captem. Esqueçam o Bruno e Marrone. O futebol. A nova roupa. Usem uniforme, basta que estejam limpos. Leiam. Observem. Bebam. Fodam...ou se masturbem...mas façam um dos dois...

Ajustemos o fluxo interno, como dizem os estudiosos da matéria, a fim de nos conectarmos com as informações contidas nos livros da biblioteca universal, em termos metafísicos é claro antes que pensem que se trata de mais um imbecil criando outra religião imbecil para tirar dinheiro de imbecis pela ameaça de culpa e punição.

Assim são as religiões. Assim são os políticos. Assim somos nós, que rastejamos de sobrancelhas franzidas, cheios de certezas arrogantes e egoístas.

Não procurem soluções em outros inúteis frágeis. Procurem apenas conhecimento e tentem se bastar. Solução não há. Solução para o que? 

Parem de procurar a solução para sei lá o que, comecem tentando ser mais sábios e honestos que já é um grande passo para o homem e um grande passo para a humanidade.

Há é lidar com as coisas como elas são, viver, e fazer mais do que ousar para ter mais dias de sorte do que de azar. 











Nenhum comentário:

Postar um comentário