"People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name" (...)
The Doors
As pessoas adoram, ou costumam, ou as duas coisas, ver rostos e outros formatos relacionados a objetos, membros (!) e seres existentes (ou não alguns vêem demônios).
Exemplo disso são aqueles humanos, grupo em que me insiro, que costumam relatar seriamente aquelas bobagens que ouvimos por vezes nos noticiosos, dando conta de que teriam visualizado imagens sagradas em torradas e janelas embaçadas.
Acho que estes casos apenas relatam experiências de loucura de pessoas completamente desocupadas, vinculadas fortemente a alguma crença religiosa e portadoras de alguma patologia mental. Todos ao mesmo tempo. Agora.
Isso foi denominado tecnicamente de Pareidolia. Sejamos, pois, mais técnicos:
"A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares. Ela também acontece com sons, sendo comum em músicas tocadas ao contrário, como se dissessem algo. A palavra pareidolia vem do grego "para", que é junto de ou ao lado de, e eidolon, "imagem", figura ou forma. Pareidolia é um tipo de apofenia."
Pensei a mesma coisa que o dileto, precavido e ressabiado leitor: "Ok, e a apofenia o que vem a ser..."
Vejamos, portanto, o que vem a ser (acho engraçado esse termo, porque não virá a ser...já é) apofenia ("a curiosidade matou um burro" - que frase cretina...provavelmente um "burromem" a inventou, pois até onde sei a curiosidade terminou é por resgatar o burro das trevas de sua ignorância, do tormento de não saber...ele acabou por conhecer a sensação de "eterna inquietude...virtuosa revolta..."):
"Apofenia é um termo proposto em 1959 por Klaus Conrad para o fenômeno cognitivo de percepção de padrões ou conexões em dados aleatórios. É um importante fator na criação de crenças supersticiosas, da crença no paranormal e em ilusão de ótica."
Exemplo clássico de apofenia é aquele famoso "rosto" identificado na superfície do planeta Marte:
Pois Volta e meia estou cagando, tomando banho, promovendo alquimias culinárias filosofais, ou na fila de alguma repartição pública com paredes mofadas e luzes brancas, me deparo com rostos, objetos, animais, animenos, cronópios, famas, demônios, formas femininas.
Noutro dia cheguei a presenciar um milagre. O próprio Jesus Cristo estava em minha torrada. Evidentemente se tratava de bons presságios.
Tanto que chorei copiosamente e acabei perdendo a torrada, pois molhou, e ficou com gosto de soro caseiro rodando por baixo. Como o DOS rodando por baixo do Windows.
Presenciei a dádiva abençoada do milagre de Jesus também quando estava limpando a casa (na casa do Senhor não existe Satanás, na minha sim), em alguns trapos sujos dependurados no banheiro.
Não sei bem porque ainda Ele escolheu a mim, mas estarei pronto para a missão que me for conferida, desde que não seja beijar a Regina Casé.
Só que quando vi Jesus, em pessoa, nas toalhas, desta vez, antes de chorar copiosamente ajoelhado em arrependimento pelos meus pecados, verifiquei se não havia torradas embaixo. Adoro torrada.
Normalmente...normalmente quando estou com fome, não costumo saciá-la observando fotos ou imagens de Jesus Cristo. Já tentei, mas tive mais sorte no Mac Donalds.
Pena que precisei ficar no carro parado observando aqueles bonecos que trabalham no Mac. Parece que pertencem a outro mundo. Parece que estão numa maquete, sempre sorrindo e fingindo que estão correndo.
Por vezes ventilei a hipótese de aplicar-lhes bons bofetões de mão aberta, aos gritos, para ver se aquela gente se ajeitava. Aquilo começa a me agoniar, como os teletubbies. Deveriam proibir este programa infantil.
Parece que o exército americano usa o programa dos teletubbies, combinado com a música do Castelo Ra-Tim-Bum, para torturar prisioneiros iraquianos, entre outros. Parece que eles não demoram a bater o serviço.
Todos os funcionários da rede de lixo comestível Mac são nada ortodoxos em termos de aprimoramento de características estéticas positivas. Todos têm acne. São impessoais, parecem não ter sexo. Andróginos.
Como o Obama gosta de fazer antes de subir no palanque. Sempre da uma corridinha, nem que seja de trinta centímetros.
Um japonês conseguiu correr dez centímetros em uma hora. Outro entrou para o Guiness Book após demorar 06 horas para sentar em uma cadeira.
Porque será que só os japoneses fazem isso e ficam famosos, se não se precisa mais para treinar do que ser vagabundo e ter uma cadeira. Van Gogh que o diga.
Será que até para isso somos preguiçosos, ou é obrigatória a característica dos olhos puxados. Vou refletir.
Eu tinha um amigo quando criança, o "zé chinelão". Ele ensinava a gente como bater punheta, locar filmes antes dos 18 anos e que a palavra feminina vinha de "menina"...e "femenino" era para homens.
Não cogitávamos ainda a existência da palavra "masculino". "Zé Chinelão...onde você estiver...eu te amoooooooooo".
Sim, isso é verdade. Sei que não gosto de deixar a verdade atrapalhar a estória (sim estória com "e"), mas isso realmente ocorreu.
Não sei porque disse isso afinal. Enfim - sampler writer.
Mas retornando ao tema proposto, e como ia dizendo, certos elementos dispersos, neblinados, fractais e manchados aleatoriamente, como uma pintura do Pollock, podem induzir no cérebro o surgimento de figuras com as quais lidamos ao longo da existência
Por vezes podem ser "barbies" e "fofoletes". Outras vezes podem ser "tétricas figuras...horrendas cataturas", como dizia o meu pai quando éramos crianças. Não eu e ele. Não fomos crianças juntos. Eu e meu irmão.
Meu pai costumava dizer também que antes de dormir, perto do amanhecer, tinha visto 5000 cães passarem pela frente da casa...a gente acreditava...e não sei porque na minha cabeça sempre via dálmatas...esse cão que caiu em desuso...demodé...just like the doberman...).
Não sei porque isso normalmente ocorria na passagem das noites de sábado para domingo. Ouvíamos as estórias no almoço de domingo.
Ultimamente tenho notado este fenômeno ocorrer com mais frequência quando estou utilizando as superfícies de granito da cozinha.
Já vi deuses, demônios, imagens delirantes de sodomia e loucura, bichinhos, toda a sorte de faces do mal, patas de animais, e vários rostos humanos.
Curioso é que os rostos humanos sempre se parecem com o Mercur, aquela marca que fabrica, entre outros itens, borrachas de apagar (!!) e bolas de tênis de baixa envergadura técnica.
As experiências visuais vivenciadas ao longo de minha observação do granito são infinitas. Muitas vezes este granito aqui da cozinha lembra as pinturas de Pollock, que tanto gosto.
Observem as fotos abaixo. Em uma delas parece que tem pegadas de algum tipo de cão. Nesta primeira têm um gordo rosto japonês sorrindo sarcasticamente. Deve ser o espírito de algum antigo lutador de Sumô, que acabou impresso ali. Ele fala comigo as vezes, pena que não entendo nada.
A última é de uma tela do Pollock.
Evidentemente não se trata de qualquer tipo de manifestação ou fenômeno paranormal ou espiritual.
Trata-se, isso sim, de projeções de elementos que formam, permeiam e habitam nosso subconsciente, é como o inconsciente coletivo de nosso inconsciente, digamos assim.
Por fim, essa temática toda não poderia deixar de recordar o famoso teste de Rorschach (mais conhecido como teste do borrão de tinta), criado na década 50 pelo psiquiatra Suíço Hermann Rorschach.
Trata-se de uma técnica de avaliação psicológica pictórica, onde se procura traçar um quadro mais amplo da dinâmica psicológica do paciente analisado.
Aliás, pesquisando o assunto relacionado ao Rorschach, acabei concluindo que ele é muito parecido com o Primeiro-Tenente Aldo Raine, mais conhecido como APACHE, personagem interpretado pelo Brad Pitt no excelente Bastardos Inglórios.
Acabamos sem querer encontrando uma forma de experimentar a ideia que deu fundamento ao teste de Rorschach na prática
















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