Ainda bem que paramos um pouco de fazer filmes com tantos sertões, acompanhados sempre por canções regionais de drama ("o homem do sertão é antes de tudo um forte").
Ou mesmo em cidades com as mesmas canções melancólicas e delirantes, regados a sexo e cocaína (ta tudo tão down).
Bastante fome, miséria, sexo, vício e infâmia. Que leitura otimista de si mesmo. Como o Renato Russo agradecendo naquela música em que ele diz que realmente não sabia que era assim.
A música começa com a frase "eeeeeeiii menino branco..." Fico enternecido com tanto otimismo.
Nossas únicas glórias nasciam de cruzes sendo carregadas e pagadores de promessas.
Pouca coisa se salva, como o excelente "O Homem da Capa Preta, com o excelente WILKER (alguns todas maiúsculas, outros tudo minúsculo, e outros ainda...nada).
Onde se tem espaço para mais que o desespero, surgem filmes como "O Cheiro do Ralo" e "Clube da Luta".
Fui ao teatro ver um lixo de peça, só para estar ali um tempo com ele, no mesmo tempo e espaço.
Como aconteceu quando fiquei mais ou menos meia-hora com a Legião Urbana.
Na noite em que o Daudt foi assassinado pelo Dexheimer, inocentado que foi após julgamento em que ficou mais evidente o talento teatral do Lya Pires, e a expressão latina "in dubio pro reu", do que a impossível inocência desse ser que fulminou o J. A. D.
A partir daquela oportunidade realmente passei a acreditar que a Justiça é cega.
Tal qual os EUA e seu infame O.J.
Palhaçadas que pertencem a um mundo de palhaços. Apenas mais do mesmo...nothing more...nothing less...




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