"Sei que o meu Redentor vive,
e que por fim se levantará sobre a terra.
Eu mesmo O verei;
os meus próprios olhos O verão e não outros.
(Jb 19, 25-27)"
e que por fim se levantará sobre a terra.
Eu mesmo O verei;
os meus próprios olhos O verão e não outros.
(Jb 19, 25-27)"
"This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes... again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need... of some... stranger's hand
In a... desperate land?"
Curioso, quando encontrei minha mãe sem vida, lembro que a primeira reação foi tentar abrir seus olhos.
Tenho também a clara, estranha e não menos curiosa recordação de que me veio logo à mente a música The End, do Doors, cujo trecho inaugura este escrito.
Veio à mente, contudo, aquele trecho específico que diz: "I'll never look into your eyes...again. (...)."
Aquela cena, por seu turno, já havia assaltado a minha mente diversas vezes ao ouvir a música The End.
Evidentemente se está a referir momento caracterizado por fato extremo, onde a lógica não vinga, mas o fato é que lembro ter feito isso - tentar manter abertos os olhos.
Introduzido o tema, passemos esta parte, pois alguns assuntos não devem ser tratados com demora. Não dramatizemos. O objetivo não deve ser esse.
Simplesmente não se deve fazer isso, ou então será um escrito ordinário, autopiedoso e contraditório, como veremos adiante.
Tratem de desenvolver esta possibilidade psicológica - abstração - pois quem salvará seus medos não serão os santos, mas sim vocês mesmos. Ou não.
Simplesmente continuarão com medo, vocação natural do ser humano, que insiste em cultivá-lo como se os frutos não fossem negros e venenosos.
...............xxxx...............
...............xxxx...............
Pois bem, passemos à ideia que movimentou o pensamento em um primeiro momento.
Olhos normalmente brilham em virtude de uma situação positiva.
No entanto, também brilham quando estamos com febre.
Brilham também, ainda, e, segundo minhas observações, diante do medo da morte.
São brilhos com sutis aspectos que os diferenciam. No primeiro caso, diante de eventos positivos, brilha sem tremer.
No segundo caso, a febre, é um brilho estático e um pouco inflamado, quase ruborizado. É a vida da doença.
Já no caso do brilho resultante do receio diante da finitude, notei que se apresenta com notas de algum tremor, uma vibração sutil.
Olhos em desespero, e que precisam de auxílio, costumam, além de brilhar, acenar.
Já vi, a esta altura, várias vezes o medo da morte estampada com um sutil brilho trêmulo em vários olhos, e vários deles vi opacos como os dos peixes não frescos (também denominados peixes hetero), pois a força que os olhos tem em demonstrar estas quase todas as coisas é incrível, ainda que incautos e tolos não os compreendam.
Meus olhos já tiveram esse mesmo medo, mas agora eles são apenas fatalistas, apenas vão seguindo adiante, pois simplesmente não adianta ficarem em estados de tensão, já que certos fatos são inevitáveis desde sempre, tais como a morte e a estupidez humana.
Agora os olhos são mais fortes, e desenvolvem certo conformismo. Conformismos devem ser combatidos sempre, a não ser que derivem de certezas inevitáveis.
A propósito, imagino que ateus normalmente tem mais facilidade para lidar com a morte do que aqueles que creem. Normalmente eu disse.
Simplesmente porque seguem orientações lógicas no que se refere ao tema, então têm mais tempo para se acostumarem com o que é de verdade, não perdem tempo cultivando fantasias arcaicas e tolas, como os seus seguidores e fundadores.
Agora os olhos são mais fortes, e desenvolvem certo conformismo. Conformismos devem ser combatidos sempre, a não ser que derivem de certezas inevitáveis.
A propósito, imagino que ateus normalmente tem mais facilidade para lidar com a morte do que aqueles que creem. Normalmente eu disse.
Simplesmente porque seguem orientações lógicas no que se refere ao tema, então têm mais tempo para se acostumarem com o que é de verdade, não perdem tempo cultivando fantasias arcaicas e tolas, como os seus seguidores e fundadores.
"Eu sou a ressurreição e a vida.O que acredita em mim, mesmo que morra, há-de viver. E todo aquele que está vivo e acredita em mim,nunca mais há-de morrer. ( Jo 11, 25-26)."
Isso porque aqueles que professam estas infinitas e tolas crenças religiosas na verdade não acreditam naquilo que imaginam acreditar e acabam tombando perplexos e trêmulos em meio às suas imagens sacras, sabendo que nunca houve salvação alguma, só uma dor forte e a escuridão.
A mesma que havia antes do nascimento. Da cinza à cinza. Do pó ao pó. Da terra à terra. És pó, e ao pó retornarás. Deve ser por isso que o Pablo Escobar enriqueceu (tornar-se henrique).
"Porquanto aprouve a Deus, Todo-poderoso, em sua infinita providência, separar deste mundo a alma deste irmão, (ou irmã, ou criança, conforme for o caso); portanto, nós entregamos o seu corpo à terra. Terra à terra, cinza à cinza, pó ao pó, com a esperança e a certeza da ressurreição para a vida eterna de todos os que dormiram em Cristo."
Dinossauros não acreditavam que iam para o céu dos dinossauros, de modo que as vezes a racionalidade só serve para criar embaraços, ainda mais quando se trata de mentes fracas, que são a maioria.
É o que é. De nada vai adiantar gritar, chorar, se debater ou ranger os dentes. Lamento meus caros, mas todos morreremos.
Então parem de chorar e vão viver. Deixem de ser "barbies", e procurar subterfúgios. Enfrentem como homens as coisas como elas são.
Vocês não são especiais e não nasceram necessariamente para ser felizes. Tenham culhões e sejam pelo menos honestos, já é um começo.
Sejam mais rígidos no cumprimento de suas próprias leis. Levem a sério a vocês mesmos "porque mentir para si mesmo é sempre a pior mentira."
Sejam mais rígidos no cumprimento de suas próprias leis. Levem a sério a vocês mesmos "porque mentir para si mesmo é sempre a pior mentira."
Tentem ser fortes, criem os próprios talismãs e símbolos e reflitam sobre a finitude com base em paradigmas lógicos, pois só isso os trará alívio.
Nossa sorte somos nós que fazemos, justamente por isso sempre tenho uma moeda com duas caras no bolso. Nunca esqueçam, contudo, de sair de casa com os punhais. Não custa prevenir.
Nunca chegaremos ao ponto de gostar do fato de que vamos partir, mas ao menos não ficamos desesperados, angustiados e ansiosos. Apenas com náusea, pois como dizia Sarte:
"Os homens. É preciso amar os homens. Os homens são admiráveis. Sinto vontade de vomitar – e de repente aqui está ela: a Náusea.
Então é isso a Náusea: essa evidência ofuscante? Existo – o mundo existe -, e sei que o mundo existe. Isso é tudo.
Mas tanto faz para mim. É estranho que tudo me seja tão indiferente: isso me assusta. Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência de minha existência, de dormir.
Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… E subitamente, de repente, o véu se rasga: compreendi, vi.
A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu."
Esqueçam estas fantasias bobas que constam em livros religiosos, não permitam que outros digam quem vocês são, ou criem as suas verdades. Não se rendam a canalhas oportunistas selvagens. Esses é que são, aliás, os verdadeiros demônios, pois "o inferno é o outro".
Não acreditem nos outros, apenas respeitem, pois não se deve acreditar em nada além daquilo que se duvida (RR...R.I.P.).
Ajam pautados pela nobreza, bom senso, honestidade. Não se tornem monstros ao combater monstros. Não entrem na loucura dos outros. Sejam moderados e exercitem a temperança.
Faça a coisa certa e será recompensado, caso contrário não encontrará salvação nem aqui nem depois da morte.Tentem pelo menos alcançar a salvação que se mostrá possível. Enfrentem as coisas como elas se apresentam.
Não há céus nem virgens nem encarnarão besouros e formigas. Quando muito apenas não morrerão jovens demais, o que nem sempre é uma benção.
Lembrem-se que para o Universo o fato de existir vida na Terra, e mesmo a existência da própria Terra nada significa. É um grão em um mar infinito (ou não - Einstein).
As divindades nunca passaram de meros reflexos de nós mesmos. Os deuses é que são imagem e semelhança nossa, não o contrário.
Por isso sempre apresentam facetas de maldade e insanidade, sempre incentivaram conflitos, desavenças e preconceitos.
Promoveram chacinas e torturas que fariam o Fernandinho Beira-Mar e o Marcola parecerem freiras carmelitas, ou escoteiros.
É sempre o sórdido e falho ser humano que está por trás de tudo, não nos iludamos, para que nossos olhos não sejam tomados pelo instigante e pérfido brilho aguado do medo da morte.
O medo de ter sempre acreditado em bobagens que para nada servem, nem para amenizar a dor da "alma", ainda mais quando as religiões costumam ser permeadas sempre sempre rituais chatos, quando não sinistros, com cretinices de todo o gênero metidas a sérias.
Seus discursos cheios de ignorância dogmática, ilogicidade, ausência de lugar para a dialética, culpas eternas, medos de pecar, hipocrisia etc.
Isso porque simplesmente fazem refletir a merda de nós mesmos fantasiada de bolinho de chocolate e vermelho-cardeal da Prada.
.....................xxxx.....................
Por isso sempre apresentam facetas de maldade e insanidade, sempre incentivaram conflitos, desavenças e preconceitos.
Promoveram chacinas e torturas que fariam o Fernandinho Beira-Mar e o Marcola parecerem freiras carmelitas, ou escoteiros.
É sempre o sórdido e falho ser humano que está por trás de tudo, não nos iludamos, para que nossos olhos não sejam tomados pelo instigante e pérfido brilho aguado do medo da morte.
O medo de ter sempre acreditado em bobagens que para nada servem, nem para amenizar a dor da "alma", ainda mais quando as religiões costumam ser permeadas sempre sempre rituais chatos, quando não sinistros, com cretinices de todo o gênero metidas a sérias.
Seus discursos cheios de ignorância dogmática, ilogicidade, ausência de lugar para a dialética, culpas eternas, medos de pecar, hipocrisia etc.
Isso porque simplesmente fazem refletir a merda de nós mesmos fantasiada de bolinho de chocolate e vermelho-cardeal da Prada.
.....................xxxx.....................
Assim sendo, parem de agir como menininhas e vão viver. Ouçam bastante jazz enquanto é tempo. Não maltratem os seus, nem os próximos, nem os animais.
Jamais baixe a cabeça quando sofrer alguma agressão aos seus Direitos.
Caminhem mais.
Tentem ver as idéias e elementos materiais podando a parte óbvia, e procurando os detalhes, aquilo que não costuma ser dito, sempre a partir de ângulos otimistas na medida do possível.
Desenvolva o fascínio que transmite a ideia de poder ter estado por aqui e ter visto que tudo isso existia. Sempre será melhor do que o nada. Do que não foi para aqueles que jamais nascerão.
Desenvolva o fascínio que transmite a ideia de poder ter estado por aqui e ter visto que tudo isso existia. Sempre será melhor do que o nada. Do que não foi para aqueles que jamais nascerão.
Trepem mais, bebam mais, parem de beber essas merdas de h2o e refrigerantes imbecis com gosto de química, açúcar e remédio para não ficar doentes nem morrer. Sim vocês também ficarão doentes e também morrerão.
Comprem mil frutas e façam mil sucos, com mil combinações. Criem mais. E reflitam acerca da beleza das frutas, todas coloridas e cheias de aromas e gostos. Refrescam a vida. Nutrem o espírito.
Aprendam a reger os temperos. Plantem chá. Criem um coelho. Acampem. Pesquem. Comam pizzas e fondues de queijo. Chorem de alegria e de tristeza.
Bebam mais Jack Daniels, comam bem, usem pimenta, bastante pimenta, e de vários tipos.
Parem de fazer essas dietas ridículas, a não ser que estejam realmente obesos.
Parem de correr pra la e pra ca como robôs, pois nada controlam, acabam um belo dia caindo no supermercado, com uma forte e lancinante dor no peito, em cima de uma pilha de latas de sardinha e sob o olhar perplexo dos demais clientes, clientes que serão da morte também, percebendo que nunca viveram.
Vidas em preto e branco. Vidas sem poesia.
O humano estuda a morte alheia com uma distância cautelosa, talvez tentando passar despercebido ao olhar do ceifador. Isso é estéril, o ceifador tudo vê, e ele virá reivindicar as suas moedas.
Parem de fazer essas dietas ridículas, a não ser que estejam realmente obesos.
Parem de correr pra la e pra ca como robôs, pois nada controlam, acabam um belo dia caindo no supermercado, com uma forte e lancinante dor no peito, em cima de uma pilha de latas de sardinha e sob o olhar perplexo dos demais clientes, clientes que serão da morte também, percebendo que nunca viveram.
Vidas em preto e branco. Vidas sem poesia.
O humano estuda a morte alheia com uma distância cautelosa, talvez tentando passar despercebido ao olhar do ceifador. Isso é estéril, o ceifador tudo vê, e ele virá reivindicar as suas moedas.
"Os meus dias são mais velozes do que um correio; fogem, e não vêem a alegria. Passam como balsas de papiro; como águia que se lança sobre a presa." (Jó 9:25-26).
Assistam os filmes certos. Ouçam as musicas certas. Parem de se autoflagelarem ouvindo estas músicas carregadas de elementos de sofrimento e dor. Ou simplesmente uma mal organizada pilha de merda como o funk.
Façam, a si mesmos, o favor de se desviarem um pouco de sua vocação ao sofrimento, e ao sadismo. Viva e deixe viver. Querer o meu não é roubar o seu. Querer o seu não é roubar o meu.
Parem de encher o saco e vivam. Parem de eleger ladrões e corruptos. Tentem melhorar pois só há esta chance.
Comprem algodão doce e maças do amor as vezes. Vão ao parque de diversões mesmo que não haja uma criança a tiracolo.
Sinta todos aqueles cheiros de circo, de pipoca, de churros, de gente que sentiam quando mais novos, quando tinham tempo de saber apreciar o prazer de tudo isso.
Tirem os animais dos zoológicos e levem para reservas. Matem que os maltratar, assim como aqueles que não respeitarem as terras dos índios. Chega de tirar de quem é mais fraco. Ensinemos e pratiquemos mais nobreza.
Saibam rir de si mesmos e saibam quando são ridículos. Tolerem. Perdoem. Peçam desculpas. Não sejam loucos.
Leiam Sartre, tirem os olhos um pouco dessas porras de androids e afins e falem olhando um pouco para o outro.
Comprem algodão doce e maças do amor as vezes. Vão ao parque de diversões mesmo que não haja uma criança a tiracolo.
Sinta todos aqueles cheiros de circo, de pipoca, de churros, de gente que sentiam quando mais novos, quando tinham tempo de saber apreciar o prazer de tudo isso.
Tirem os animais dos zoológicos e levem para reservas. Matem que os maltratar, assim como aqueles que não respeitarem as terras dos índios. Chega de tirar de quem é mais fraco. Ensinemos e pratiquemos mais nobreza.
Saibam rir de si mesmos e saibam quando são ridículos. Tolerem. Perdoem. Peçam desculpas. Não sejam loucos.
Leiam Sartre, tirem os olhos um pouco dessas porras de androids e afins e falem olhando um pouco para o outro.
Olhem as paisagens sem tirar fotos, parem de filmar tudo como os malditos e competentes chineses e japoneses.
Prestem mais atenção no que ouvem e falam. Se não gostam de ler, devorem documentários. Não vejam o filme Avatar, vejam Taxi Driver ou Coração satânico.
Prestem mais atenção no que ouvem e falam. Se não gostam de ler, devorem documentários. Não vejam o filme Avatar, vejam Taxi Driver ou Coração satânico.
Saiam do automático, ou então cairão na rua sem entender nada, cheios de botox. Múmias modernas. Todos iguais.
Expressões semi-movimentativas, como os bonecos de ventríloquo, com aqueles olhos bem arregaladinhos, um quase sorriso, feições paralisadas, como suas existências interiores.
Todos parecidos, com suas cirurgias plásticas patéticas e tratamentos estéticos cretinos. Tentam evitar o inevitável e não vivem o possível.
Tentem perder esse olhar pérfido, tendencioso, malicioso, receoso e preocupado dos adultos em geral.
Quando criança lembro nitidamente que sempre pensava porque os adultos tinham aquele ar grave, e sempre imaginava que seria assim. Não porque eu fosse forçar isso. É que não percebia aquela tendência em mim.
Isso tem muito a ver com verdade, e imagino que obtive êxito na tarefa de não me tornar sisudo, carrancudo, emanando uma seriedade desnecessária, fruto de medos e inseguranças elementares.
Quando criança lembro nitidamente que sempre pensava porque os adultos tinham aquele ar grave, e sempre imaginava que seria assim. Não porque eu fosse forçar isso. É que não percebia aquela tendência em mim.
Isso tem muito a ver com verdade, e imagino que obtive êxito na tarefa de não me tornar sisudo, carrancudo, emanando uma seriedade desnecessária, fruto de medos e inseguranças elementares.
Alias, para mim este aspecto forjado de seriedade dos adultos tem muito a ver com vazios, ausências de certezas e valores, ocos interiores, de modo que esta impressão me reporta a uma frase que está sempre presente para mim. Considero genial -
"Quando um homem estiver particularmente confuso deve franzir o cenho e adotar uma expressão violenta, sob pena de bancar o bobo."
Deve ser falta de criatividade, mal silencioso e invisível para a maioria.
Portanto Vão viver e não me torrem mais o saco com sua choradeira.
figura final ars longa vita brevis
"Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, e como a flor do campo, assim floresce; passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não se conhece mais." (Salmo 103:15-16).
Portanto Vão viver e não me torrem mais o saco com sua choradeira.
figura final ars longa vita brevis






Nenhum comentário:
Postar um comentário