sábado, 25 de julho de 2015

ACENDER SEM ASCENDER E VICE-VERSA - QUAL A MELHOR OPÇÃO...








Escrito dedicado à memória de M.K, R.C. e T.V.P (a única homenageada que possui virtudes, não viveu no limbo, e serviu como inspiração para discorrer a respeito da fraqueza das demais). 
R.I.P.


A maioria das pessoas não precisa de substâncias para acender, a não ser nos casos em que vão carburar carvão para assar carne com sal. Grosserias, como sói ocorrer.

Acendem pela manhã, cumprem o que lhes é imposto e aceito, e apagam à noite. Tudo no mesmo horário. 

Acendem, mas nunca ascendem.

Até as suas supostas diversões são todas iguais e calculadas. 

Não querem e não precisam mais do que isso, contentes que são com o plástico de si mesmos, acomodados em suas zonas.

Liberdades são apenas propaladas, sempre calculadas e nunca praticadas. Discursos sempre desgarrados das práticas. 

São perfeitos em teoria. Na prática apenas fazem incorporar o pior que há do ser humano, tendências muito difíceis de abandonar.

A propósito,e  abrindo um parênteses, o mais surpreendente sempre é verificar a capacidade que o medíocre tem de entender a própria mediocridade.

Possui a possibilidade de aquilatar e confirmar a sua condição medíocre e então cotejar as suas conscientes mazelas com os atos de nobreza que as combatem. 

Fazem isso ao observar a nobreza, o que me levaria a crer, em um primeiro momento, que praticam o mau e são medíocres por que querem, (ou são assolados por patologias mentais...mas quase todos ?). Que lástima (mais pra eles, claro).

Infelizmente é algo que deriva de suas evidentes, herdadas (normalmente o pai de um imbecil é um imbecil ... pensar o contrário seria como querer fazer nascer um cavalo de uma lesma) e não sanadas fraquezas,  que acabam carregando a vida toda como os escravos e seus grilhões. 

Ainda preferiria a liberdade que proporciona a consciência a respeito da própria situação de escravidão. Contudo, sequer desta prerrogativa gozam os tolos medíocres. 

Tenhamos pena deles, mas os combatamos diariamente com todas as armas. Armemo-nos, pois, sob pena de sermos esmagados pela fraqueza. 

A fraqueza é a força do fraco, pois se traduz em maldades, egoísmos e outras irradiações igualmente nocivas.

Medíocres são como zumbis, não têm culpa nem controlam os efeitos nocivos da própria vileza, mas não devem ser subestimados jamais os terríveis prejuízos de seus atos

Fodam-se os que escravizam. 

E até hoje escravizam.  

E permitimos que escravizem, escravos que somos.

São escravidões de fato e metafóricas, mas sempre escravidões. 

Os mesmos que escravizam vivem apenas atras da prisão de suas costelas preconceituosas cultivando suas aberrantes convicções, bestas que são, por vocação inarredável. 

Almas enclausuradas em ambientes úmidos e escuros de suas débeis almas.

Nascer melhor do que isso é apenas sorte. Veja-se que as bestas, mesmo reconhecendo a nobreza, o que os amassa, não conseguem ser melhor.

E qualquer tipo de arrogância ou soberba com relação a esta condição mais virtuosa, acaba, inevitavelmente, sendo punida com os horrores da ignorância e grilhões.

Temos, pois, a partir de um prisma menos beligerante das questões que fundamentam a presente explanação, que adotar uma visão menos agressiva e mais médico-científica.

Nós os raros seres humanos que nasceram despojados de tais odiosas características (evidentemente há uma razão para que o mecanismo humano tenha essa dinâmica aparentemente irracional - a maldade deve ser necessária em algum sentido) devemos, por um lado, cuidar dos enfermos, sempre informando, contudo, a respeito da merda que o compõe.

Não devemos, entretanto, jamais cometer o erro de isentá-los de seus atos aberrantes e estúpidos, até mesmo em face da conclusão acima estampada, no sentido de entendem a própria escuridão, e sabem reconhecer a nobreza, oportunidade em que, normalmente, adotam comportamentos de desprezo e despeito. 

Pobres vermes.

Sejamos, portanto, os pastores, pois, como dito em "post" publicado há uns três meses, existem três tipos de pessoas no mundo: as ovelhas, os lobos e os cães pastores.

Ovelhas, por óbvio, são a maioria, ou seja, pela lógica, ainda que as aparências enganem, não têm nada de boazinhas.

São mansas, más e preconceituosas, ou simplesmente omissas, coniventes com a sua situação e com as situações de injustiça que os rodeiam, o que também vem a se configurar, evidentemente, em uma forma contundente de fraqueza.

Devemos saber, pois, saber conter as tendências maldosas irradiadas do comportamento das almas que habitam o limbo, pois este limbo, infelizmente, não reside apenas dentro da alma de um medíocre, senão que também acaba irradiando efeitos altamente nocivos à convivência em sociedade.

Tais comportamentos nocivos devem ser eliminados tanto para defender os incautos ignorantes de si mesmos, quanto para defender o mundo destas nefastas energias. 

A nobreza é sempre nobre. Só nela encontrei a razão a opção pela lógica.

Estes dificilmente conseguirão a glória de ascender (espécie de nirvana existencial e não místico). A liberdade em sentido visceral. 

Rastejam felizes com suas saudáveis rotinas. Tão saudáveis quanto modorrentas, egoístas e cínicas.

Já outras pessoas, raríssimas, carregam o fardo de precisarem usar substâncias que permitam acender, até no caso acima citado, envolvendo a grosseira e tão difundida carne salgada assada sobre carvão carburado.



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O primeiro grupo citado acima, que engloba a maioria esmagadora dos seres humanos, confunde o conceito de "ascensão", com os seus recorrentes comportamentos vulgares e símios, travestidos de liberdades.

E por falar em álcool, e liberdades travestidas, este grupo, ao consumi-lo, esvai-se, após labaredas eufóricas, exacerbando e "caricaturizando" melancolicamente suas visões e comportamentos vulgares, orientados por uma visão ignóbil sobre si mesmos e a própria lógica que os cerca.

Nesses casos a ingestão exagerada de álcool não assa carne, apenas a prejudica, maculando não só o corpo, mas também o espírito, os quais naturalmente já possuem tendências suínas.

Aliás, este vem a ser um dos prejuízos do consumo apenas eventual do álcool. Consuma-se com mais regularidade, de tal modo que habituamo-nos a lidar apenas com a parte útil da embriaguez.

Os medíocres existenciais morrem duas vezes, uma em vida, outra na morte propriamente tal.

E a morte em vida pode ser uma tortura arrepiante, pois se protrai no tempo, nas mais das vezes, por décadas.

Aliás, esta deve ser justamente a punição direcionada contra a mediocridade consciente. 

Inconsciente fosse, e não haveria razões para que o indivíduo fosse punido, deve ser essa a lógica que orienta esse fenômeno.

Tanto é que uma punição só pode ter sentido prático quando percebida por aquele que é punido. 

E é percebida porque o punido possui razão acerca de sua própria mediocridade e os prejuízos de seus atos.

Tanto que normalmente adotam a arma da dissimulação. Só dissimula quem tem a perfeita noção da nocividade de suas intenções. 

Punamo-los pois.

Ainda que tentemos salvá-los. É que antes de tudo, assim agindo, defendemos a nós mesmos.

Não sejamos lenientes e não façamos qualquer tipo de concessão. E para isso precisamos forças sobre-humanas. Adquire-mo-las pois.

Aqueles que compõem o segundo grupo, ao menos têm maior possibilidade de morrer apenas uma vez. 

E rápido, o que lhes poupa do fenômeno recorrente no caso do primeiro grupo. 

Passam a vida toda morrendo e sofrendo em face da consciência que possuem acerca da própria vileza.

E ainda fazem de tudo para alongar as vidas (!) Patéticos. Alongam apenas as próprias tristezas existenciais. E as maldades que irradiam ao mundo, contaminando-o.

Já os que compõem o segundo grupo voam. E morrem uma só vez. E rápido.

Não relutaria um segundo se tivesse a possibilidade de escolha entre os dois grupos. Ficaria, evidentemente, com o segundo.

Prefiro acender e ascender, não só acender, em chamas quase apagadas na maioria das vezes.









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