quinta-feira, 23 de julho de 2015

PÊNDULO DE NEWTON. CONSERVAÇÃO DO "MOMENTUM" E DA ENERGIA.



WIKI - "O pêndulo de Newton ou Berço de Newton é um dispositivo que recebe o nome do físico Sir Isaac Newton por demonstrar empiricamente a conservação do "momentum" e da energia, leis físicas estudadas e demonstradas por Newton."


Noite de lareira. E queijo derretendo.

Não tem estufa que seja melhor que o fogo. 

E se tiver não anunciem, pois, afinal, vamos manter a ludicidade da percepção que possamos ter a respeito do que é lido. 

Ludicidades reais x realidades não lúdicas.

Não há fogo que seja melhor que aquele que derrete queijos no inverno em noites sem vento. Ou aquele que consome as paixões.

Noites sem vento são profundas. Quando não há vento, já notei que as coisas parecem mais próximas. 

Fogo alterna entre os círculos da renovação e da conservação do "momentum". 

Estática em movimento. Energia sem objetivo aparente. Energia que termina. E inaugura, quando se é vigilante com relação à chama.

Fogo - relação havida entre paradigmas (renovação e "momentum", como os humanos.

Podemos comparar o prazer que sentimos ao olhar o fogo e o mar, ao desprazer que sentimos ao verificar os famosos exemplos de aparatos que se destinam à conservação do "momentum".

Aliás, e por falar em fogo, tenho dois exemplos bem perto de mim de elementos fundamentais e eternos (enquanto abastecidos, enquanto dure, posto que são chamas e águas) de Pêndulos de Newton.

Um deles é o fogo. O outro o mar. 

Podemos ficar horas olhando para eles, observando a aparente repetição, mas tendo certeza de que sempre é diferente. A cada segundo.

A única diferença é que o Pêndulo de Newton é mais chato que o Programa da ex-japonesa do Pânico. E mais eterno. Enquanto dure a minha vontade de interromper.

Fogo e mar, tão geneticamente arraigados que chegamos a poetizá-los... considerá-los fascinantes, quando não passam de cópias de suas cópias. 

Mesmo diante de sua patética repetição, permanecemos extasiados, porque patéticas repetições é o que somos. 

Fascínio que, na verdade, tem apenas a ver com necessidade. 

O resto é a poesia consciente e rasa acerca de nossas realidades, que, ao contrário do fogo e do mar, não têm qualquer vocação para conservar o "momentum".

"Ars longa, vita brevis".  














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