"Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir."
Michel Foucalt
O futebol.....sim.....o velho e bom futebol...e sua leitura de nossas mazelas mais essenciais...
Estava há pouco procurando elementos visuais envolvendo a sexualidade feminina, a fim de incentivar os atos masturbatórios de logo mais, e, como sempre, ouvindo o rádio. A esta hora é rádio, e, no caso, é a Tupi do RJ.
Contudo, normalmente é a Band FM. Ou a Jovem Pan AM.
A Band FM é melhor porque tem mais conteúdo e menos transmissões de futebol.
Pois, como dizia, ouvindo o rádio comecei a rir de repente, após prestar mais atenção.
Tratava-se da reprodução de um programa de debates futebolísticos que já havia sido veiculado durante a programação diurna do dia anterior.
Esses programas de debates futebolísticos contaminam intensamente todos os meios de comunicação. E não apenas no Brasil, considerando, evidentemente, a eventual prevalência de outras modalidades esportivas nos demais países.
Eu sei...vocês acham que querem isso. Não se iludam. Não querem. Querem por vocês, bestas manipuláveis que são. Vocês não querem, apenas aceitam. Mas a maioria esmagadora nunca saberá disso.
Por isso, quando saem de seus transes de euforia futebolística (positiva ou negativa, sadomasoquistas que somos), a vida está sempre lá esperando, do jeito que foi deixada, e tudo continua sendo o vazio tumultuado e incompreendido que sempre foi.
Hospícios estão cheios de Napoleões. Tentem contrariá-los para ver o que acontece.
A pobreza humana não tem fronteiras, aliás, só mudam os nomes, pois, tal qual o futebol e suas variantes em outros países, o mesmo fenômeno se verifica com relação a temas como a literatura e igrejas evangélicas.
Veja-se o Paulo Coelho e seu sucesso mundo afora, distribuindo aqueles escritos cretinos.
Ou ainda as igrejas evangélicas. Outro dia, zapeando no rádio, fiquei ouvindo por um tempo uma estação de Buenos Aires.
Logo que mudou a programação, começou uma veiculação evangélica produzida exata e precisamente nos mesmos moldes verificados aqui no Brasil.
Comecei a rir, vomitei e mudei de estação.
Não falo, pois, do assunto debatido, mas da pobreza de conteúdo que é veiculado durante muitos mais tempo do que mereceria.
Futebol é chato e é apenas futebol. Não pode ser melhor do que isso.
É o que é. Repetitivo, enfadonho, despojado de conteúdo útil ao entendimento da existência para que se empreste tanta importância ao tema.
É o que é. Repetitivo, enfadonho, despojado de conteúdo útil ao entendimento da existência para que se empreste tanta importância ao tema.
Mas eles ficam lá. Durante horas, turnos a fio. Balbuciando aquelas bobagens de sempre, quem ouviu um ouviu todos.
Enaltecendo pessoas como o Valdívia, de maneira que beira a homossexualidade. Com o devido respeito, pretendendo apenas ilustrar a medida de que se fala.
Valdívia e merda é a mesma coisa, se fôssemos falar em Nietzche, Che ou Satuffenberg talvez o papo fosse um pouco mais interessante.
Aliás, para mim, o Coronel nazista Claus Schenk Graf von Stauffenberg representaria muito mais do que Jesus Cristo, que supostamente teria dado a vida pela humanidade.
Teve culhões para tentar e quase conseguir assassinar o rato nazifucker conhecido como Hitler.
Uma coisa é comum entre os dois, deram a vida por alguma causa, mas só isso. Entretanto, quem deu a vida pela humanidade, se formos analisar assim a questão, foi o Coronel alemão, e não o Nazareno.
Até onde sei, e, segundo o que interpreto após a detida análise de todos os fatos que envolveram a existência de Jesus, ele não era muito diferente de vários como ele que perambulavam pelas comunidades anunciando ser o Messias, "o Consagrado", tal qual José de Arimatéia.
Jesus apenas ficou mais famoso.
Jesus apenas ficou mais famoso.
Hoje em dia este pessoal costuma povoar hospícios, e não o imaginário popular.
Não enchem catedrais, quando muito recebem visitas esporádicas aos finais de semana. E pedem cigarros aos demais visitantes, perambulando insanos com seus lençóis brancos grosseiramente costurados.
Não enchem catedrais, quando muito recebem visitas esporádicas aos finais de semana. E pedem cigarros aos demais visitantes, perambulando insanos com seus lençóis brancos grosseiramente costurados.
Contudo, afora isso, esse pessoal que se dizia o Messias, quando era punido, o era em nome das ideias que acreditavam, e não em nome da humanidade.
O sacrifício do Stauffenberg se afeiçoaria muito mais à ideia romântica dos Cristãos, consistente na fábula de que um suposto "messias" teria ofertado sua vida para salvar a humanidade.
Salvar de que????? Qual era a ameaça??? E os Muçulmanos, também seriam salvos??? De que??? Quem é Deus afinal??? Porque não veio Deus sofrer açoites e cruzes, porque mandou seu filho??. Que tipo de pai é esse?!!!????. Fazia o que enquanto o filho era torturado??? Estava de ressaca??? Assistia comendo Pringles???? Não quero um Pai assim...
Parem de ser loucos e ter medo. Vão inventar algo como o celular ou a rede mundial de computadores. Abandonem suas crenças feéricas, que não ficariam adequadas nem em livrinhos de estorinhas infantis.
Sejam mais úteis ao todo e menos úteis às suas vis existências, suas crenças cheias de loucura, maldade e preconceito.
Parem de venerar deuses, venerem as próprias existências e venerem principalmente ao próximo, à coletividade. Sejam menos egoístas e medrosos. Cooperem ou abandonem.
Amam ao próximo apenas quando não são seus vizinhos. Professam discursos retóricos e falsos de bondade, humildade e união. Mentira. Religiões perpetuam a guerra, a desunião, a maldade.
Religiões ainda conseguirão terminar com o planeta Terra. Tanto bate até que fura. Malditos fanáticos. Insanos perdidos, associam-se com outros insanos.
Como os torcedores de futebol. Buscam algum tipo de identidade a fim de justificar as suas ocas existências.
Como os torcedores de futebol. Buscam algum tipo de identidade a fim de justificar as suas ocas existências.
Não adianta, a estupidez humana é a mesma em qualquer lugar do mundo, residem na essência do que é "ser humano", e, por enquanto, inafastável. Resta apenas é aprimorar os meios de lidar e combatê-la.
Se quiserem ter religião, professem o Budismo, que é honesta, tranquila e tolerante.
As nações não deveriam ser separadas por tantas fronteiras, aliás. Bastaria que houvessem duas comunidades - território dos úteis e território dos inúteis insanos. Segundo as leis da natureza, uma acabaria aniquilando a outra, nem preciso dizer qual seria aniquilada.
Estou brincando, evidentemente.
Talvez devêssemos ouvir mais sobre os intrincados, labirínticos complexos mecanismos que movem a psique humana interna e sua possível, existente e mágica interação com as vibrações do mundo que nos rodeia e não nos rodeia.
Sobre, afinal, o que somos e qual o nosso papel nisso tudo nesse mundo. Sobre aspectos históricos sob prismas evolutivos e sócio-culturais.
Sobre como a boa arte pode ser útil. Saber descobrir e perceber a boa arte. Não falarei agora sobre a "boa arte", sob pena de ficar três dias escrevendo.
Ainda mais porque tenho certeza que a "boa arte" é intuitiva, caso contrário uma trabalhadora do lar, que desempenhava as suas funções laborais na residência de meus pais (Dona Recicleide, Zenáide, Marivete, Solineuza, Cledir, ), quando eu tinha mais ou menos dez ou doze anos, não teria elogiado o meu suposto bom gosto quando estava eu a ouvir a ópera O Barbeiro de Sevilha.
O nome da funcionária, aliás, lembrou um trecho do filme "O Cheiro do Ralo", com o excelente Selton Mello, quando ele se refere ao nome da moça pela qual está interessado, e que trabalha na lanchonete em que ele costuma se alimentar:
"É a combinação de pelo menos três nomes: o do pai dela, o da mãe dela e um outro", conclui. Lourenço quer conquistar "a bunda", mas com precaução: "As mulheres são todas iguais. Se você não prestar atenção, os convites vão para a gráfica".
A propósito, lá pelas tantas do filme ele poe a culpa na bunda dessa funcionária pelo mau odor emitido pelo ralo do banheiro de seu escritório de trabalho, pois ele só como naquela lanchonete suja e com a comida ruim para poder olhar de novo a bunda (quem já não fez isso)
Em virtude desse fato ele conclui que ingere uma comida mal feita, suja e cheia de gordura saturada, o que não contribui, evidentemente, para que as suas fezes sejam de boa qualidade, se é que se pode falar assim, mas não entrarei em devaneios politicamente aceitáveis.
Assim sendo, e segundo o entendimento da personagem Lourenço, o ralo do banheiro federia por causa da bunda da atendente da lanchonete.
O filme é genial, mas não seria por este pequeno trecho. Ou seria. É que não quero assustar as não-percepções.
O filme é genial, mas não seria por este pequeno trecho. Ou seria. É que não quero assustar as não-percepções.
Deixem, ou aprendam a deixar que o inconsciente trabalhe um pouco por vocês e a seu favor. Apenas deslizem. Como o pinguim do Clube da Luta.
Nutram-se do que vale a pena, e deixem que a mente faz o resto. Saibam saber o que vale a pena. Aprimorem as percepções.
Parem de entupir as mentes de lixo, pois a lógica não fará com que bons frutos nasçam.
Pensem rapidamente todos os dias na morte de si mesmos. Como faziam os samurais. Depois prossigam.
O veneno tomado aos poucos torna forte o espírito para o momento em que o corpo ingerir grande quantidade. Estar preparado. Não somos coelhos para nos assustar, ainda mais quando possuímos consciência.
A mesma que faz com que maltratemos os animais sem qualquer necessidade. Sádicos são antes de tudo fracos.
É como alguém ouvir "Redemption Song" e dizer que a música é triste. A música não é triste. A tristeza vem de dentro.
Por fim, no que diz com a funcionária do lar (operador de fotocopiadora, ou guri do xerox), achei curioso o fato de que, também na mesma época, costumava ouvir AC/DC, Banda que ouço até hoje e sempre ouvirei, mas para a qual a
Mas alguns optam por ouvir horas a fio os enaltecedores e profundos debates envolvendo o tema "futebol". Empolgante. Zumbis.
Ou tão empolgante e construtivo como estes filmes de Zumbis, que agora viraram moda.
Tudo, um dia, acaba virando pop. Até o Papa. Até aquele vocalista de uma Banda que não lembro o nome, que comia fezes no palco, e atirava na platéia gritando que comessem, pois eram as fezes de Deus.
Tudo, um dia, acaba virando pop. Até o Papa. Até aquele vocalista de uma Banda que não lembro o nome, que comia fezes no palco, e atirava na platéia gritando que comessem, pois eram as fezes de Deus.
A platéia merecia. E a platéia que acompanha debates futebolísticos também merece, pelo menos enquanto não conseguir ser mais do que só um poste onde a merda possa ser arremessada.
Homens adoram propalar e debochar do fato de que as mulheres falariam demais sobre assuntos cretinos.
Bem, neste caso, se for pensar com honestidade, prefiro o papo das mulheres. Bem menos repetitivo. Gozo ao final de qualquer maneira, com ou não ejaculação, ou os dois.
E eles lá, ouvindo e vendo futebol. Assando carne salgada. Peidando alto.
Sentindo-se sempre donos do fálico mundo em que habitam, condicionados que foram pela natureza e pelo meio. Incapazes de melhorar.





Nenhum comentário:
Postar um comentário