"Vanitas" - Vaidade. "Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade" - Bíblia - Eclesiastes 01:02.
"Vanitas, nas Artes, é um tipo de obra de arte simbólica especialmente associada com o estilo de pintura Still-life, do norte daEuropa e dos Países Baixos, nos séculos XVI e XVII, embora também seja comum em outros lugares e períodos.
A palavra em latim significa "vacuidade, futilidade"; na história da Arte é interpretada como "vaidade", e pode ser compreendida como uma alusão à insignificância da vida terrena e à efemeridade da vaidade.
Motivos "Vanitas" foram comuns na arte funerária medieval, com exemplos mais duradouros em esculturas. No século XV os motivos podiam ser mórbidos e explícitos, refletindo uma intensa obsessão pela Morte e pelo apodrecimento, também vista na Ars Moriendi (A arte de morrer), na Danse Macabre (Dança da morte) e no tema superposto do Memento mori (Lembra-te que morrerás).
Da Renascença tais motivos tornaram-se gradualmente mais indiretos, e o gênero "Still-life", que se tornou popular, encontrou morada lá.
Pinturas feitas no estilo "Vanitas" querem lembrar a efemeridade da vida, da futilidade de agradar, e da certeza da morte. Também forneceram uma justificativa moral para várias pinturas de objetos atrativos.
Símbolos "Vanitas" geralmente incluem caveiras, lembretes da inevitabilidade da morte; (...)"
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""Memento mori" é uma expressão latina que significa algo como "Lembre-se de que você é mortal", "lembre-se de que você vai morrer", ou traduzido ao pé-da-letra, "lembre-se da morte". Este tipo de pensamento é muito utilizado dentro da literatura, principalmente na literatura barroca.""
Ainda bem que consegui escrever no escuro, finalmente.
"You know the day destroys the night...night divides the day...tried to run...tried to hide..." Doors.
Percorri um longo caminho entre luzes altas, brancas e grosseiras, simpáticos abajures amarelados (a luz deve ser amarela, se houver luz), velas (amarelo), e, finalmente, o escuro (azul luminoso digital, como a lua, que sempre me chama, mesmo que por uma fresta), banhado apenas pelas inevitáveis luzes do lap que esquenta de modo indesejado as minhas pernas.
Preços que se paga por poder viajar pelo mundo fumando (o que for), de cueca e coturno.
A morte é certa, tanto para os tolos, quanto para aqueles que não envergam uma tal condição. Contudo, mesmo que ambos estejam cobertos de estrume, ainda é melhor perecer como um não-tolo.
Preferível morrer entendendo, do que o contrário. Ou não?
Poder morrer "feliz", imaginando entender falsas, vagas, desconhecidas e feéricas crenças assim definidas como religiosas, palavra esta que também há de encerrar definições, e assim por diante. Etimologias.
Algumas estéreis, como anjos e seu sexo, outras necessárias, como um sorvete, ou Aldous Huxley, Baudelaire e Umberto Eco. E Michael Jackson. E Prince. E Vivaldi, e Shakespeare, e Hilda Hilst.
Enfim, opiniões apenas, nunca imposições didáticas e éticas.
Desde já advirto que desaparecer sabendo, nada tem a ver com a capacidade que se possa ou não ter para auferir riqueza em âmbito financeiro.
Falo em algo maior, menos mundano e raso, ainda que isso continue sendo muito importante quando se trata de adquirir trufas encontradas por porcos em raízes de carvalhos centenários, ou mesmo beber o melhor que possa haver em termos de vinho.
Entender, pois, vem antes, pois mesmo envolvendo algum aspecto financeiro, um Romanée Conti é apenas um suco de uva avinagrado e metido a besta para alguns, tenham ou não o numerário suficiente para adquirir um exemplar, o que, inclusive, não lhes interessa mais do que uma boa garrafa de "Pitu", conceituada aguardente de cana adocicada.
"O Romanée-Conti é um vinho francês produzido em Vosne-Romanée, na Côte de Nuits, Leste da França. Ele é classificado como "Grand Cru"e é considerado o maior vinho da Borgonha e um dos melhores da França, reverenciado por enólogos e enófilos de todo o mundo.
O Conti é feito exclusivamente com uvas pinot noir resultando num vinho elegante, com aromas e sabores florais, manteiga, frutas vermelhas, terra e animal.
Ele se distingue dos outros terroirs na mesma região pela sua coloração rubi, sabor aveludado e aromas que encantam. É um vinho de guarda que exige maturação entre 6 e 12 anos quando atinge seu ápice.
Todos os vinhos produzidos pela Domaine de La Romanée-Conti são grands crus tratados com a mesma atenção. A colheita é tardia, para que a maturação das uvas seja perfeita e a fermentação dura um mês, com temperatura controlada sempre abaixo de 33 °C. Depois disso, o vinho envelhece por cerca de 18 meses em barris de carvalho francês novo."
Consta que o alpinista social Luis Inácio teria comemorado seu primeiro mandato presidencial ao sabor de tal maravilha, acompanhado que estava de seu marqueteiro preferido. Paradigmático.
Sinais tardios de sua tendência egocêntrica e hipócrita, a qual, infelizmente, acabou gerando macabros frutos.
Sinais tardios de sua tendência egocêntrica e hipócrita, a qual, infelizmente, acabou gerando macabros frutos.
Também eu o teria feito, ainda que não com a mesma intenção futura. Não com a mesma empáfia selvagem, própria dos que ambicionam equivocadamente. Há que compartimentar a boa da má ambição.
E a cinza pingou no teclado. Heróico teclado. E a chuva engrossou. Malfadadas goteiras que inundarão o meu banheiro e a minha cozinha, porque em Bagé nunca cessa de chover, então não há espaço para que se as conserte.
Quando quero cagar, rezo para não estar chovendo.
Quando quero cozinhar os meus escargots, as minhas preces também são direcionadas ao desejo consistente na ausência de precipitações meteorológicas que se traduzem na emissão incontida de água, a partir dos céus, pequenas loucuras com as quais até os cães se acostumaram a conviver.
Quando quero cagar, rezo para não estar chovendo.
Quando quero cozinhar os meus escargots, as minhas preces também são direcionadas ao desejo consistente na ausência de precipitações meteorológicas que se traduzem na emissão incontida de água, a partir dos céus, pequenas loucuras com as quais até os cães se acostumaram a conviver.
Curiosos paradigmas novos com os quais nos defrontamos. Desafios novos e instigantes. E botas de borracha.
O "Lula" é tão sindicalista e de esquerda, quanto a Manuela é comunista, ou mesmo alguém que deva figurar na política, com seus eternos maneirismos e jargões adolescentes e vazios, ditos em voz suave, de "gatinha", para enganar os idiotas, sabedora ela de que o mundo é composto basicamente disso.
Elegemos idiotas, e morremos elegendo idiotas. E o mais engraçado: reclamando dos idiotas. Reclamamos de nossa própria idiotia.
Ainda bem que a vaidade cai por terra diante de alguém que a enfrenta de igual para igual, que a afronta, como o coveiro diante de Hamlet, além de fazer piadas com as suas afirmações.
Ter consciência do mundo, para Hamlet, o impede de ser feliz, apesar de cultivar valores como a amizade, e uma evidente e forte ligação com a sua mãe.
Os otimistas, apenas são mal informados, segundo suas melancólicas e (i)realistas suposições (suposições e realismos são aspectos aparentemente antagônicos...para os incautos).
Os otimistas, apenas são mal informados, segundo suas melancólicas e (i)realistas suposições (suposições e realismos são aspectos aparentemente antagônicos...para os incautos).
Quando escuto (e escuto e escuto e escuto) algo como o Ensaio nº 2, para violão, de Heitor Villa-Lobos, a cinza do meu cigarro "pinga" no teclado do computador, como a desfazer o transe provocado por aquela obra.
Ou quando ouço, repetidas vezes Stabat Mater, sempre a do Vivaldi é claro, pois outras há (ouço umas dez vezes no mínimo - incrível como as músicas de longa duração ficam curtas quando se está escrevendo...falo das boas...as que duram e são prodigiosas fazem com que não se perca a linha de pensamento procurando um novo som a cada momento).
Quando a cinza cai, me desconcentro, pois, dentre outras cretinices, ainda tenho T.O.C.
É como quando o Promotor de Justiça está defendendo sua tese, habitualmente acusatória, mas o júri está de olho na cinza do charuto do advogado da parte contrária, que, proposital e maliciosamente, inseriu um arame em espiral no referido objeto tabagístico, de modo a que os membros do júri prestassem mais atenção em uma cinza gigante que nunca cai, contrariando as leis da física, do que na fala do acusador público.
Genial tática, diga-se de passagem. Depende ou não do lado em que se observa o lento desenrolar deste fato, pois, por si só, já deve ser considerado um mérito.
É onde me dou conta de que tudo tem um fim, e de que poucas coisas possuem tão rara bela e desconcertante beleza, quando não, transcendente beleza, ao ponto de nos desconcentrarmos das bobagens comezinhas da vida, e fazer-nos eternos, ainda que por alguns instantes.
Ao menos uma parte da genialidade que aquilo possui, somos capazes de captar, ainda que não sejamos a raiz de uma tal preciosidade, algo que, convenhamos, deve ser muito mais vigoroso, prodigioso e intenso.
Gênios não precisariam se drogar, por já nasceram conectados às suas virtudes, como irmãos siameses, delas não se livram, e carregam suas glórias e mazelas, sendo que aquelas sobrepujam estas, até mesmo porque não há sabedoria sem algum sofrimento.
Gênios não precisariam se drogar, por já nasceram conectados às suas virtudes, como irmãos siameses, delas não se livram, e carregam suas glórias e mazelas, sendo que aquelas sobrepujam estas, até mesmo porque não há sabedoria sem algum sofrimento.
Ou então regozijemo-nos com a alegria da ignorância. De quem nunca foi e quem nunca será.
Por fim, cumpre advertir que os homens que não nascem com cara de homem, e desejam agir como tal, das duas uma: ou tem cara de criança brabinha e cagona, ou cara de psicopata.
Uma curiosidade cretina apenas. Pois afinal, qual a ordem a seguir?
Qual o início, meio ou fim, quando estamos diante de ideias sobrepostas que fazem sentido em si mesmas, como o genial filme Relatos Selvagens?...
É como quando o cotidiano foge ao nosso controle, e não conseguimos apenas relaxar e gozar...continuamos nos debatendo em busca de lógicas que possam fazer com o que sempre foi vazio pareça ter algum sentido, quando nunca teve.
Fui. Cansei. Afinal, o fim da estória nunca pertencerá a mim, mas aos vossos juízos. Que estória? Que juízos? Que fim?
Por fim, cumpre advertir que os homens que não nascem com cara de homem, e desejam agir como tal, das duas uma: ou tem cara de criança brabinha e cagona, ou cara de psicopata.
Uma curiosidade cretina apenas. Pois afinal, qual a ordem a seguir?
Qual o início, meio ou fim, quando estamos diante de ideias sobrepostas que fazem sentido em si mesmas, como o genial filme Relatos Selvagens?...
É como quando o cotidiano foge ao nosso controle, e não conseguimos apenas relaxar e gozar...continuamos nos debatendo em busca de lógicas que possam fazer com o que sempre foi vazio pareça ter algum sentido, quando nunca teve.
Fui. Cansei. Afinal, o fim da estória nunca pertencerá a mim, mas aos vossos juízos. Que estória? Que juízos? Que fim?


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