As pessoas em geral a choldra a escumalha a patuleia a massa ignara, vive apenas para cultivar a própria vil e vã existência, como se fossem nobres, deuses ou dourados.
Antes éramos geocêntricos e queimados em fogueiras. Agora somos egocêntricos, mas, ainda assim, continuamos praticando as nossas inquisições particulares.
Tendências atávicas, que apenas os mais evoluídos logram superar.
Como se o fato de existirem fizesse alguma diferença em termos de logica universal.
Somos apenas uma contigência, efêmero acaso do acaso, ou chance.
Resultado apenas de uma bem encadeada conjunção de fatores naturais favoráveis.
Aqui não incluirei, obviamente, algum tipo de divindade, haja vista que sempre ficaria a pergunta: "sim, mas quem criou Deus, de onde veio, porque e para que???? Para criar isso que somos, cheios de mazelas, maldades, injustiças e imperfeições?"
Curioso que os religiosos não poderem estes aspectos. Falam apenas da origem do mundo, falam em um criador como se, assim, solucionassem todos as dúvidas.
Uma divindade que tudo teria criado, o que os faz serem céticos quanto às explicações científicas, por mais embasadas que sejam.
Nunca explicam, contudo, de onde teria vindo o próprio Deus, e mesmo a razão pela qual não existe apenas um criador, mas vários, já que várias e variadas são as "crenças".
Mas, retomando o tema inicial, somos apenas elementos transitórios.
Como as borboletas, com a diferença de que estas últimas acompanham a uma lógica, nós não, ainda que nós sejamos, afinal, os seres racionais.
O conceito de racionalidade ainda está muito ligado ao da ignorância, masoquismo e aniquilação dominante.
Nenhum cuidado que cultivem os fará eternos, no máximo durarão o tempo suficiente para que a debilidade física os massacre em memórias e, depois disso, já não mais os deixem saber quem são.
Obras ficam, mas não ficarão para sempre, o que também nada significaria, pois, além da obra que eventualmente se possa criar, o que mais importa mesmo, e sem retóricas poéticas, é a própria vida, e esta se esvai como a areia na ampulheta.
O resto é quase vaidade pura.
Não sejamos débeis. Cooperemos mais.
Paremos de nos matar entre nós mesmos (deixemos isso para intelectuais e mafiosos), e admitamos a lógica de caminharmos juntos.
Sejamos mais competentes nas nossas relações interpessoais e entre os povos.
Afinal, somos todos merdas do mesmo cu.
E somos uma merda bem pequena, aglomerada no mesmo planeta.
Somos todos iguais. Ninguém é nada, apenas o cooperar é que fomenta algo parecido com desenvolver-se, não os sectarismos.
Estes sempre geraram e continuam gerando conflitos seculares, onde milhares de vidas e oportunidades são perdidas.
Contudo, não despojo a obra de sua importância, pois, evidentemente, é melhor a obra do que no nada - "ars longa, vita brevis".
E a obra que fica é que faz sentido. O resto é vaidade e fraqueza. Tentemos, pois, construir o nosso "machiu picchiu".
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A vantagem que se tem ao cultivar a equidistância, é que podemos falar sobre todos os temas sem cultivar emoções, aquelas que são próprias dos seres dominados por dogmas.
Por isso é que já não mais defendo Partidos Políticos. Defendo, isso sim, o que for correto, e combato o que não for. Simples assim.
O fato de que existam seres piores do que o PT em nossa política, não isenta o PT, apenas faz com que o número de réus aumente. Só isso.
Falo isso porque tenho presenciado, ultimamente, e com bastante frequência, humanos que continuam a defender cegamente um Partido político, no caso, o PT, com supedâneo naquilo que chamam vulgar e cegamente apenas - "golpe".
E o fazem alicerçando seus argumentos no fato de que outros desonestos deveriam ser atacados também, ou simplesmente por serem piores.
Como se não estivessem, e estão. Os réus pertencem a todos os partidos políticos, e a questão do impedimento é apenas a que detém maior destaque, e as razões são óbvias.
Se deve ou não haver impedimento da presidente, não é o que importa mais. Importa é esta verdadeira "lavagem" promovida principalmente pela Polícia Federal e algum órgãos de poder.
São dezenas e dezenas de implicados, incluindo políticos de todos os partidos e não políticos.
Até poderia não haver questão sólida para que a Presidente sofresse o processo de que se fala, mas, como se sabe, o mundo político é composta basicamente por raposas pérfidas e oportunistas.
Ou seja, se a Presidente, culpada ou não, acabou por entrar neste jogo, deveria saber, de antemão, o que a esperava. Se não gostava de calor, não deveria ter entrado na cozinha.
O esgoto é o esgoto, por mais idiota que esta sentença lhes possa parecer.
E é claro que estas aves de rapina que compõem, principalmente, o Poder Legislativo, estão usando a questão do impedimento como meio de desviar a atenção para eles mesmos.
Ou seja, como em diversas ocasiões vivenciadas por nós ao longo de nossa vida, não há inocentes, apenas neutros e culpados.
Exemplo desse agir sectário, impreciso e radical, acima mencionado, é aquele vídeo recentemente veiculado em redes sociais, pelo consagrado ator Wagner Moura (consagrado sim - sobre sua competência inda guardo dúvidas) é uma verdadeira aberração, peça surreal.
Para não dizer, patética e insólita, própria dos desprovidos de capacidade crítica e agregadora. Própria dos inconscientes.
E não falo, como acabaremos concluindo ao longo de texto, por ser favorável a esta ou aquela sigla. Não me filio mais a siglas.
Enfatizo, isso sim, o grau de intolerância e radicalidade de pessoas assim, e o fato de que não se está a tratar apenas de impedimento, mas de expulsar esta choldra, estes ratos que conduzem a política em nosso país.
Mesmo que o PT faça parte de uma articulação política promovida por opositores, isso não é o que vem ao caso, pois, afinal de contas, se conseguíssemos pensar com a cabeça livre, nos daríamos conta de que a fonte do problema é sempre a mesma.
Ou seja, parte disso pode ser debitado à nossa estupidez, e parte disso ao sistema, no sentido de como são formadas as regras e a que interesses atendem.
Deveria, portanto, o Moura vergonha de publicar aquilo, ainda mais quando enorme é a sua projeção, sejam quais forem os motivos. Assim como todos aqueles que divulgam e concordam com tal posicionamento.
No vídeo de que se fala, o ator Wagner Moura refere expressamente que teria dificuldade em conversar ou ter qualquer contato com amigos das redes sociais, acaso estes defendessem posicionamentos contrários ao Partido dos Trabalhadores.
Cheguei a achar que ele estava passando por alguma espécie de surto psico-patológico. Grave. Como ocorreu, por exemplo, com a também atriz Regina Duarte.
Deveriam, quando muito, tentar zelar pelas suas reputações, pregando tolerâncias e diálogos, e não cisões obtusas e cegas, praticadas em nome de dogmas, passando por cima do que é certo e justo, em nome de suas conveniências políticas, acorrentados que são.
Aliás, normalmente as pessoas que agem assim, de alguma forma, direta ou indiretamente, "mamam" nos uberes do sistema.
O Wagner Moura que o diga - ANCINE - Agência Nacional do Cinema - Ministério da Cultura - Governo Federal - por trás de suas sangrentas tropas de elite, entre outras produções, por vezes, de baixa qualidade, diga-se de passagem.
Orientações como estas, aliás, nos reportam à forma como os grupos muçulmanos radicais encaram e resolvem as suas questões, ou seja, não abrindo espaço para diálogo e discordâncias, modo sumário, os dissidentes.
Sequer pretenderia entrar no mérito das questões ali enfatizadas, mas o fato é que, antes de tudo, é um atestado de intolerância ignorante e débil, posicionamento este que, evidentemente, deve ser rechaçado e combatido, ainda que outras fossem as ideias defendidas.
Tal vídeo, inclusive, serviu como mote para que uma pessoa não se comunicasse mais comigo no âmbito da conhecida rede social denominada Facebook, o que causa espécie e se mostra verdadeiramente estarrecedor.
Esta criatura, aliás, e como não poderia deixar de ser, foi simplesmente excluída. Radicalismos cegos e delirantes.
"Ele apenas riu e se foi", como refere a excelente música "Joaquim", do Vitor Ramil.
Poderia eu falar mal de centenas de políticos ou personalidades do Brasil ou do mundo, mas, curiosa e surpreendentemente, não conseguiu conviver com opinião divergente no que dizia apenas com a sua dogmática e delirante escolha partidária.
Como aqueles cavalos, tristes figuras, que usam viseiras. E por vezes, arreio.
Não quero ser capitaneado por membro do PT, assim como não quero que o meu país seja conduzido por qualquer outro patife desonesto, seja ele de que partido for.
Este sim, é um pensamento bem mais livre e condizente com a realidade.
Além disso, produzir uma opinião negativa em relação ao PT, não quer dizer que eu esteja defendendo interesses deste ou daquele partido, deste ou daquele político.
Ora, trata-se apenas de dissertar a respeito de entidades e pessoas que têm produzido resultados negativos.
Pois, como referido acima, em minhas críticas, não distingo entre partidos políticos, visto que falo o que deve ser dito de todos aqueles que não deveriam mais merecer voto nem para síndico, seja de que agremiação for.
Por isso mesmo é que não devemos nos filiar a partidos, e sim às nossas concepções a respeito do que deva ser o certo e o errado, algo que não depende de um partido para que encontremos, e sim de bons e lógicos conceito morais e do que seja a razoabilidade e o bom senso.
Ao nos filiarmos a grupos, automaticamente nos tornamos escravos de pessoas e concepções que, nas mais das vezes, estarão completamente equivocadas. E lá estaremos nós, como bobos.
Deixamos de pensar, preferindo que pensem por nós, e deixamos de ver a realidade tal qual se mostra, passando a repetir, como robôs, jargões e discursos bobos daquilo que seria o ideário defendido pela agremiação a qual nos escravizamos.
Por mais que isso faça de nós apenas tolos irracionais, radicais, odiosos e desfocados.
Ao invés de defender a lógica pura e simples, tornamo-nos bestas raivosas, repetindo conteúdos pobres, irreais, decorados e defasados, quando não, simplesmente vazios, uma pilha de palavras que, aos incautos, bem construída parece.
Em mundo de cegos, que tem um olho é rei.
E, assim aberrativa também tem sido a atitude de algumas pessoas que defendem, momento em que retorno ao exemplo do ator Moura, pois paradigmático e indicativo de tendências, as quais que pude presenciar na prática em minhas incursões pela internet.
Máxime em redes sociais, pródigas que são, aliás, em conteúdos esquizofrênicos e lixo cibernético.
Dogmatismos, assim como se nos apresentam as religiões e suas prisões intelectivas, sua habitual ausência de liberdades pessoais, sua renitente tendência à reverência e autoflagelação, seja esta em que nível for.
Ademais disso, e como dito acima, o PT é apenas o assunto mais enfocado, apenas isso, pois todos os partidos políticos estão envolvidos em patifarias.
Por outro lado, defenderam ardorosamente o impedimento do Collor. Agora que estão do lado contrário, acabam se deparando com os contras de estar no Poder, e não apenas os prós de apenas fazer parte da oposição.
E a questão do impedimento é apenas uma forma de desviar o foco em relação aos demais compostos políticos, os quais, por serem maioria, vão desempenhando o sujo jogo que há anos já se acostumaram a jogar.
E e que cada vez fica pior, até mesmo porque continuam sendo eleitos por nós, os idiotas, os inocentes úteis (menos inocentes do que úteis), tornando o fisiologismo apenas uma consequência óbvia da nossa estupidez.
A questão não é PT ou não. Impedimento ou não. A questão é a limpeza.
Quando se debate o PT, hoje em dia, e ao menos para mim, é apenas no sentido de que militantes não se tornem radicais, e fazer discursos duros e arrogantes no sentido de que são inocentes.
Não são, portanto, botem as suas barbas de molho, sejam ao menos mais discretos em sua ira. Admitam suas culpas e saibam que estão fazendo parte de uma teia política da qual, talvez, não consigam escapar.
No entanto, todos os culpados de crimes, devem ser punidos, de todos os partidos políticos, até mesmo por isso, quando abordo a política, falo mal de todos os que erram, não me limitaria ao PT, sob pena, até mesmo, de externar radicalismos dogmáticos e contraproducentes.
Quem erra, deve pagar.
E quem entra no jogo, deve saber que está no jogo, não adianta se debater depois, ainda mais quando não consegue sequer expiar as suas culpas, o que é uma prova a mais de despreparo.
Cumpre referir algo interessante, ou seja, os próprios petistas, ao direcionarem tanto a atenção para a própria defesa, não apenas revelam um intenção obtusa dos fatos que os cercam, como também contribuem para a polarização das discussões, ainda mais quando - repito - todos estão na berlinda, não apenas os petistas.
Estes são apenas os que aparecem mais, sobretudo por ocuparem o maior cargo do Executivo e suas ramificações estruturadas em interesses.
Demonstram, igualmente, a parcialidade egoístas na forma como estão conduzindo as suas ações de defesa, uma vez que, ao invés de fazerem a sua mea culpa e contribuírem para o debate relacionado a todos os partidos envolvidos em delitos, apenas faz defender os seus pequenos e rasos interesses corporativistas.
Isso não se chama lógica, nem inteligência, mas sim, tendência, algo próximo da cegueira. Onde há maldade, não pode haver lógica, por certo. E onde não se pode procurar a lógica, procuremos a verdade.
Simples assim.
E pessoas bem intencionadas têm se perdido nesse deserto, como é o caso do Wagner Moura, e tantos outros que o imitaram, negando-se a falar com "amigos", simplesmente porque estes demonstraram.
E tenho visto gente muito boa se perdendo neste equívoco, talvez o que seja mais surpreendente. Ou não.




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