"Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?
Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?
Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel
Ô, ô Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?
Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme, queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares
Todos os doentes estão cantando sucessos populares(E todos os índios foram mortos)."
Mais do Mesmo...Legião Urbana.
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Certa feita, tive o prazer de ficar mais de uma hora com o Legião Urbana, sendo que mais de vinte minutos falando apenas com o Renato Russo.
Reminiscências apenas, inspirações talvez, pois não se trata disso no momento, ainda que, de certa forma, se esteja a tratar.
Vamos ao que interessa, pois.
Claro que é "golpe". GRANDE NOVIDADE, DIGAM ALGO QUE EU NÃO SAIBA, SENÃO ACABO BOCEJANDO!!!
O mais palatável de todos, pois respeita a todos os mandamentos e ritos legais, assim como faz a mulher despeitada quando quer atingir o seu marido usando a Maria da Penha como pretexto.
Maravilha a Maria da Penha, óbvio. Uso como exemplo é quanto à má intenção que, eventualmente, possa permear a sua invocação, e não são raros os casos, senão, pelo contrário.
Em tese democracia e Maria da Penha são perfeitas.
Na prática, como somos deturpados em geral, suas orientações, evidentemente, não poderiam trilhar um caminho onde a sorte fosse ser melhor do que a sujeira eventual e calcada em preceitos legais.
"Golpe branco", que lança mão dos instrumentos que a própria democracia fornece, ou forneceu.
O mais engraçado é que apenas nós, e só nós somos os responsáveis, ainda que deliremos, procurando culpados de um ou outro lado.
Ambos derivados de nossa poluição mental, ambos sendo crias NÃO INOCENTES, de nossos devaneios levianos nos dias em que deveríamos escolher representantes decentes, e não esta escumalha que vive às nossas expensas no longínquo Planalto, rodeado apenas de tribos indígenas, cordões de pobreza e puxa-sacos.
Antes os golpes eram negros, sangrados e às escancaras em termos de exteriorização. Hoje, contudo, seguem rigorosamente as leis vigentes.
Não deveríamos estar perdendo tempo com a sandice consistente em debater se estaríamos ou não a tratar de um "golpe", consistente este na articulação de forças políticas opostas, onde prevalece quem conta com o maior número de agregados, tudo isso, repito, respeitando todas as leis em vigor.
O PT é uma merda.
A oposição também, mas a gente ainda insiste em se posicionar em um ou outro lado, enquanto deveríamos estar mais preocupados é em mudar a nós mesmos, para que não continuássemos repetindo os mesmos erros.
Ou seja, catapultando porcos, antas, ratos, ladrões consagrados e inúteis, além de ditos "evangélicos" ignorantes, obtusos e egoístas, aos mais altos cargos do Poder.
Se assim agimos, temos mais é que sofrer as consequências. Matemática. Entretanto, ainda insistimos em nos debater e cometer a ingenuidade de achar que um ou outro lado está certo. No caso específico.
Digo isso pois poderíamos estar a tratar de uma oposição vagabunda e desonesta apenas. Aqui, contudo, os três lados são desonestos e vagabundos, ou seja, a merda do PT, o raio da oposição, e nós mesmos (!)
"kkk"
Já ouvimos milhares de vezes que sistema político algum há de ser perfeito. Trata-se quase de um clichê, mas é daqueles que classifico como corretos, e não apenas uma frase cretina pairando sobre as nossas vis existências.
Tudo bem, queremos a democracia, por ser o sistema que mais se aproxima do que se mostra lógico em termos de condução da política de grupo, algo que se nos impõe (não a democracia, mas a opção por uma ou outra forma de conduzir o que se convencionou denominar "política").
Devemos ter em mente, pois, que um dos senões derivados de uma tal racional opção, ainda tem a ver conosco, e não com os ratos que povoam o Planalto.
A Dilma e o PT não são santos, mas o impedimento trata-se de evidente articulação provinda justamente dos ratos que elegemos a cada eleição, de modo que a culpa é apenas nossa, não deles. Além disso, é claro, a tal de "democracia", a melhor opção entre as piores.
Outra bobagem gigante é achar que eu poderia estar falando de pedaladas fiscais, quando me refiro ao PT. Que nada. Falo é do Mensalão e do Petrolão. Ponto. Quadrilheiros.
Não deveríamos querer apenas o que se mostra menos pior.
Devemos é fazer a coisa certa nos dias em que tiramos a bunda da cama para dirigir-mo-nos às urnas. O resto é ingenuidade, ignorância e burrice. Peixes que se debatem em busca de ar.
Pena que continuamos agindo como bestas masoquistas...e inconscientes, ouvindo "funk", e passando o dia inteiro com as fuças enfiadas em celulares, repetindo, freneticamente, a expressão "kkkkkkkk".
Informando a hora de cagar, tecendo comentários estúpidos, valorizando nossas miseráveis vidas cotidianas, e balbuciando infindáveis e indizíveis cretinices.
Ou seja, dirigindo a nossa atenção a perfumarias e nossos "cus" egoístas, pois a maioria de nós não pode mais do que isso. Por isso mesmo é que os melhores pesam mais, senão o pensamento de equilíbrio, quando pensássemos em uma balança, sempre restaria prejudicado.
Eles fazem o seu papel, nós é que não fazemos. Ratos produzem "ratices". E nós, fazemos o que para mudar uma tal situação??? Reelegemos o Bolsonaro, e sua malfadada cria. Ou o Paulo Salim.
Estamos a reclamar do que, portanto??? Cuspamos em nós mesmos. Simples assim. Paremos de agir como cretinos, e interpretar os fatos da vida como asnos, e, inevitavelmente, o reflexo disso será bastante palpável em termos de algo que denominaria "democracia positiva".
Os olhos atentos observam, por todos os lados, as nossas cotidianas corrupções pessoais, quando desrespeitamos locais de estacionamento, quando furamos as filas, semáforos e fraudamos impostos de renda, quando não olhamos para os próximos com uma visão mais cooperativa, nos enclausurando no egoísmos patético de nossas famílias e grupos de "amigos".
Matemáticas. Lógicas. Resultados derivam de equações, e não o contrário (!). O que pode acontecer é concluirmos o a formulação de uma equação a partir de um resultado já formulado, contudo, não chegamos ao resultado sem a pré-existência de uma equação. Matemáticas. Lógicas.
A religião, aliás, deveria estar calcada em cálculos, em lógica, deveria ser a própria lógica, e não em mitos bestiais, mundanos e culturais, onde cada grupinho de seres humanos possui uma divindade a venerar.
Veneremos a lógica e tentemos apenas melhorar como habitantes do planeta, pois somos os únicos responsáveis pelo mal imposto a outros e nós mesmos.
Assim como quando, sádicos e insanos, apoiamos ações policiais fascistas, apoiando o discurso de que "bandido bom é bandido morto", sem perceber que apenas tivemos a sorte de não sermos "criminosos".
Se eu crescer sem recursos, observando o meu pai espancando a minha mãe, ao mesmo tempo em que filhos são paridos como ninhadas, despojadas de qualquer condição financeira e sem nenhum livro no entorno, existe uma probabilidade grande de que eu não vá ter o mesmo sucesso que o habitante de um lar em que condições melhores são oferecidas.
Tais como aulas de inglês, livros, ninhadas e pais controlados, aulas de natação e um ensino de qualidade, não só consistente como insistente, ou seja, onde não se abandone no meio do caminho.
Acabam virando evangélicos ou criminosos, linha esta, aliás, cada vez mais sutil, cada vez mais próxima, cada vez mais afim, mesmo considerando a ignorância daqueles que seguem as ratazanas.
Ignorância, lá pelas tantas, também é uma espécie de má-fé, tendo em vista a possibilidade de conhecimento acerca dos fatos.
Ou seja, não saber que um gângster é um gângster, trata-se de ignorância que se pode capitular como "imperdoável" .
Assim como não saber lidar com terminais eletrônicos de bancos, quando aqueles já existem há décadas.
A ignorância é perdoável até o ponto em que passa a ser intencional e fruto da pura e simples preguiça ou intenção de não ser melhor.
"Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira".
Então, sejamos mais lúcidos, ou calemos a boca, pois a burrice tem que parar de conviver com a revolta, ou então, tudo será sempre "mais do mesmo", como diz a Legião (sim conjugado no presente o verbo...clássicos são clássicos pois estão sempre presentes e na cabeceira).
Ou se é apenas burro, ou apenas revoltado. Torna-se patético ostentar ambas as condições humanas, na medida em que a revolta é conectada ao quilate de nossas burrices.
Curioso ter que repetir sempre as mesmas coisas. Não me sinto culpado, contudo, pois é tudo sempre "mais do mesmo". Outra solução existiria além de repetir as mesmas lições?
Depois disso, ou vem o silêncio, ou a arte, sendo que a maioria prefere a primeira condição. Tento, na medida do possível mergulhar na segunda opção.
É a fuga da prisão. É a condição oposta à inconsciência. A lógica tem quantidade suficiente de amigos humanos, ainda mais depois que inventada foi a rede mundial de computadores.
Apesar de estarmos rodeados de seres, estamos sozinhos deles, mas não estamos sozinhos do que vale a pena, pois, felizmente, na minha época, isso está apenas ao alcance dos dedos e da vontade.
Libertemo-nos, pois. A liberdade e o prazer de viver não vem dos outros, mas de nós mesmos, quando conseguimos apenas cultivar verdades, as quais deveriam ser intuitivas e se auto-definem.
Libertar-se é escolher. O inferno, são os outros. E não a rubra besta que rescende a enxofre.
E nós mesmos, nas oportunidades em que nos sujeitamos a simplesmente repetir os mesmos erros. Ambas se debatem.
E ambas não conhecem a liberdade e a consciência, sendo punidos e punindo a partir de suas equivocadas decisões.
Antes o prejuízo fosse apenas individual, mas quem elege o Bolsonaro, aquele psicopata, ou o Cunha, aquele pervertido moral, que nos curra diariamente, não prejudica apenas a si mesmo, senão que interfere na órbita de todos.
É apenas mais do mesmo. É como "sarnoso", "nunca pára nem se ajeita", como nos informa o conhecido dito mineiro.
Fui. Isso cansa, já disse. Dói o pescoço. Atrás. Deve ser a curra.

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