domingo, 17 de abril de 2016

A CONSCIÊNCIA E O TEATRO DE NÓS MESMOS...E DOS VAMPIROS




"HAMLET CONSELHOS DE POLÔNIO PARA SEU FILHO LAERTES:
“Vai com a minha bênção, e grava na memória estes preceitos: 'Não dês língua aos teus próprios pensamentos, nem corpo aos que não forem convenientes'. 'Sê lhano, mas evita abastardares-te'. 'O amigo comprovado, prende-o firme no coração com vínculos de ferro, mas a mão não calejes com saudares a todo instante amigos novos'. 'Foge de entrar em briga; mas, brigando, acaso, faze o competidor temer-te sempre'. 'A todos, teu ouvido; a voz a poucos; ouve opiniões, mas forma juízo próprio'. 'Conforme a bolsa, assim tenhas a roupa: sem fantasia; rica, mas discreta, que o traje às vezes o homem denuncia. Nisso, principalmente, são pichosas as pessoas de classe e prol na França'. 'Não emprestes nem peças emprestado; que emprestar é perder dinheiro e amigo, e o oposto embota o fio à economia'. 'Mas, sobretudo, sê a ti próprio fiel; segue-se disso, como o dia à noite, que a ninguém poderás jamais ser falso'. Adeus; que minha bênção tais conselhos faça frutificar”. Shakespeare.


"Laertes para Ofélia in Hamlet:Cuidado, Ofélia amiga! Fica na retaguarda dos anseios, a coberto dos botes dos desejos. Já a prodigalidade é numa virgem revelar a beleza à própria lua. Da calúnia a virtude não se livra. Muitas vezes, o verme estraga as flores primaveris, bem antes de se abrirem. No orvalho e na manhã da mocidade o vento contagioso é mais certo. A mocidade é inimiga de si mesma. Shakespeare.



Hoje deveria ser eleito o "Dia Mundial do Teatro de Imbecis". Ou dos vampiros. Todos, no caso, mesmo aqueles que militam em favor de uma ou outra causa.

Hamlet diria que são felizes, como são os ignorantes. Sartre falaria em "má-fé".

É como o lema dos homens-bomba: "ninguém é inocente".

Contudo, como perde para os grupos de radicais islâmicos, e a forma como os americanos tratam as suas eleições e a questão armamentista, a tarde que presenciamos hoje no Planalto, acabaria por não ser eleita como o "Dia Mundial", acima mencionado. 

Ou mesmo o nazismo, odiosa aparição da loucura em suas formas mais puras.

E advirto que não sou MAIS petista, nem estou a favor das orientações adotadas pela Dilma.

Sou a favor é da mudança da forma como se conduz o ser humano em geral, já que, possuindo consciência, deveria ser orientado pela lógica, e não pela mentira ou o misticismo.

Ouvindo essa choldra que conduzia os seus votos esta tarde, lá no Planalto, volta e meia pensava que, face à ignorância do povo brasileiro ao eleger os seus representantes, acabaremos, em futuro breve, sendo governados por autoproclamados Evangélicos.

Todos "Polônios", acaso a interpretação dos fatos aqui debatidos fossem ofertados por Hamlet, o Príncipe.

Ou seja, estamos beirando uma espécie de teocracia, ainda que esta não tenha qualquer sustentáculo ético e moral, sendo seus componentes apenas aproveitadores ignorantes e radicalmente burros, conectados apenas aos valores referentes tradição, família e propriedade, algo próprio de estultos, canalhas e fascistas. 

Em breve, teremos evangélicos fundamentalistas, e irão se explodir nas estações de metrôs e ônibus, ou nos mercados públicos, tão comuns em nossa nação. 

Deformada nação, cujo parlamento é presidido por um escroto psicopata, como o Cunha.

Aliás, apenas uma curiosidade, aqueles que pior se expressavam hoje no Planalto, em termos de "língua portuguesa", eram justamente os membros oriundos de grupos evangélicos, coincidência ou não.

Na verdade, trata-se apenas, como dito, de uma curiosidade, pois a ignorância não significa desonestidade ética e moral, ainda que, no caso específico, estejamos a tratar de um fenômeno sintomático. 

Pelo menos o imbecil do Bolsonaro levou uma cuspida do Jean. Já eu, vomitaria sangue e fogo, mas está de bom tamanho.

Aliás, discurso ótimo deste último citado, havendo terminado chamando a todos de "canalhas". Apropriado e na medida certa.

O Bolsonaro, e sua família de fascistas psicopatas, deveriam estar contidos em jaulas.

Assim como os Maluf e aqueles que o elegem. É surreal pensar na realidade de ainda termos o Paulo Salim figurando nos quadros políticos nacionais. 

Merecemos o espetáculo de aberrações presenciado esta tarde em nosso país, transmitido que foi em rede nacional.

Falarei apenas do Paulo Salim, não sendo, pois, necessário que eu cite a longa lista de ratos que reiteradamente elegemos eleição após eleição, imbecis que somos. 

Apenas o reflexo de nossas estúpidas e impensadas opções.

Não sou a favor nem contra impedimento, já disse ontem. Isso tudo o que aconteceu hoje foi um circo, o que não significa que o PT não esteja vacilando há anos. 

Como disse ontem, temos é que mudar as pessoas e os sistemas, caso contrário, continuaremos assistindo a estes espetáculos deprimentes, circos de horrores e aberrações.

O Cunha é um psicopata frio e calculista, mas continuará sendo eleito. 

E isso se estende a tudo, como quando elegemos, no bojo de nossos microcosmos cotidianos vulgares e medíocres, psicopatas para conviver ao nosso lado.

Falta-nos discernimento e alguma sabedoria.

O resto é silêncio. Ou barulho demais. E teatros de vampiros.









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