PRECIOSIDADES DE EMILY DICKINSON
Uma carta é uma alegria da Terra– Denegada aos Deuses.
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Sépala, pétala, espinho.Na vulgar manhã de Verão –Brilho de orvalho – uma abelha ou duas –Brisa saltando nas árvores –– E sou uma Rosa!
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Ter Medo? De quem terei?Não da Morte – quem é ela?O Porteiro de meu PaiIgualmente me atropela.Da Vida? Seria cómicoTemer coisa que me incluiEm uma ou mais existências –Conforme Deus estatui.De ressuscitar? O OrienteTem medo do MadrugarCom sua fronte subtil?Mais me valera abdicar!
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A uma luz evanescenteVemos mais agudamenteQue à da candeia que fica.Algo há na fuga silenteQue aclara a vista da genteE aos raios afia.
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Morri pela Beleza – mas mal euNa tumba me acomodara,Um que pela Verdade então morreraA meu lado se deitava.De manso perguntou por quem tombara…– Pela Beleza – disse eu.– A mim foi a Verdade. É a mesma Coisa.Somos Irmãos – respondeu.E quais na Noite os que se encontram falam –De Quarto a Quarto a gente conversou –Até que o Musgo veio aos nossos lábios –E os nossos nomes – tapou.
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Escondo-me na minha flor,Para que, murchando em teu Vaso,tu, insciente, me procures –Quase uma solidão.
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Não sou Ninguém! Quem és tu?Também – tu não és – Ninguém?Somos um par – nada digas!Banir-nos-iam – não sabes?Mas que horrível – ser-se – Alguém!Uma Rã que o dia todo –Coaxa em público o nomePara quem a admira – o Lodo.
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O Silêncio é o que tememos.Há um Resgate na Voz –Mas Silêncio é Infinidade.Não tem sequer uma Face.
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Suave como o massacre dos SóisMortos pelos sabres do Anoitecer.
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Os vulcões são na SicíliaE na América do Sul.Diz-mo a minha geografia –Vulcões mais perto daqui,Encostas de Lava que euQueira inclinar-me a subir –Cratera que eu possa ver –Há um Vesúvio cá em casa.
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