sexta-feira, 29 de abril de 2016

SPINOZA



Percebi que todas as coisas que temia e receava só continham algo de bom ou de mau na medida em que o ânimo se deixava afetar por elas.

Baruch Spinoza

JOVELINA E SUAS PÉROLAS






FOUCAULT



"A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia.

De homem a homem verdadeiro, o caminho passa pelo homem louco.

A norma, está inscrita entre as “artes de julgar”, ela é um princípio de comparação. Sabemos que tem relação com o poder, mas sua relação não se dá pelo uso da força, e sim por meio de uma espécie de lógica que se poderia quase dizer que é invisível, insidiosa.

Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta. Não podemos nunca esquecer que os sonhos, a motivação, o desejo de ser livre nos ajudam a superar esses monstros, vencê-los e utilizá-los como servos da nossa inteligência. Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la, criticá-la, usá-la.

Devemos não somente nos defender, mas também nos afirmar, e nos afirmar não somente enquanto identidades, mas enquanto força criativa."

Michel Foucault

PAULINHO E SUA VIOLA........DESILUSÃO.....DANÇA DA SOLIDÃO







ÓTIMO TRABALHO - MOBY...



não parece......mas é genial.... primeiro contato com o moby.....há uns dez anos......final de noite.......MTV.....sem querer.........e acabei gostando.....disso.......e indo atrás do resto.........é bom.....fim....



quarta-feira, 27 de abril de 2016

RASTEJEMOS, POIS...







"A crítica rasteja. A criação voa." (Gian Piero Bona)


O que se aplica ao macrocosmo, normalmente se aplica ao microcosmo, como nos comunica, "mui" sabiamente, o Código do Samurai, quando refere que determinado entendimento "se estende a todas as coisas". 

Sim, como já falei ontem e nos últimos dias, e não pretendo ser tautológico, evidentemente existe uma espécie de "golpe" branco, que acabará por retirar do Poder Executivo nacional a atual Presidente.

Não que seja Ela, exatamente um anjo, sequer gosto dela, preferi todos estivessem fora, e um time melhor assumisse a ordem, uma nove e melhor Ordem, onde a honestidade e a lógica fossem a tônica, e não a estupidez deslavada e rasa, de ambos os lados (eleitos e eleitores).

Sim, sabemos que se trata de um golpe, ainda que saibamos que o Partido a que pertence a atual Presidente nada tem de honesto, mas, como Ela pertence àquela Agremiação política, e à própria política, acabará arcando com as consequências.

Assim como arca com as derivações do sistema em que inserida está. Ninguém diga a sandice de que não foi advertida.

Quem não gosta do calor, que não frequente a cozinha. Acaso frequente, que aguente as consequências.

O que importa referir, pois, é que, embora tenhamos toda a razão do mundo, principalmente em termos lógicos, em termos formais podemos ser fodidos por pessoas que nada valem, como o Cunha e seus capachos, ou os fantasmas escrotos que habitam as nossas minúsculas existências.

Ou seja, é um mecanismo recorrente na raça humana, aquela que habitamos, e a que estamos sujeitos diariamente, seja lá, seja aqui.

Assim como alguém (momento em que recordo de recente relato de um amigo) que acaba tendo a sua vida particular vilipendiada por alguém odioso, sujo e desonesto, como, por exemplo, quando a Lei Maria da Penha é deturpada em seus nobres objetivos, ainda que as suas raízes sejam, evidentemente, fruto de boa razão, e dignas de todas as homenagens.

Homens que maltratam as mulheres, como argumento de debate, devem suportar a "paga da praga" que carregam.

Falo é do relato de meu amigo.

Dizia ele, o que lança como exemplo, que, segundo a Lei acima sublinhada, alguém que possui vagina poder fazer o que bem entender de mal em relação à vida de alguém que não possui vagina, e, quando o ofendido reage, começa aquela choradeira hipócrita em âmbito judicial e policial, levando todos a crer que o ofendido é o ofensor, passando este a ser assim considerado, e, eventualmente, sofrendo as penas legais.

Certo é que homens praticam as maiores barbaridades contra as mulheres, sendo melhor, portanto, que uma tal legislação exista, mesma fato que sempre induz à ideia coletiva de que os homens agrediram.

E quem lança mão da Lei Maria da Penha com má-fé, não apenas age como os agressores contumazes a que tal legislação pretende combater, como também deturpam os objetivos do próprio Diploma legal.

Contudo, por outro lado, certo é também que uma tal legislação vem sendo largamente usada por mulheres abandonadas, contra quem as abandonou, com o beneplácito pré-conceituoso daqueles que julgam e investigam.


A Maria da Penha, pois, habita apenas dois extremos, ou seja, aquele em que funciona contra quem não deve funcionar, e aquele que não funciona contra quem deveria.

Basta acompanhar os noticiários e noticiosos. Diariamente.

Ou seja, quem quer efetivamente macular a integridade alheia, macula, e quem não quer macular, mas apenas advertir, é invadido em seus Direitos mais básicos, ditos de primeira geração, pelos constitucionalistas.

Assim sendo, e como se sabe, no que diz com a Lei acima mencionada, os que querem matar, matam, e não há quem proteja. 

Já, os que não querem matar, mas apenas responder às injustas ofensas contra si dirigidas, é que acabam respondendo penalmente. Lobos vestidos de ovelhas e vice-versa.

A Lei de que se fala não é patética. É nobre. 

Patética é a sua prática, que alcança apenas, e tão somente, àqueles que não pretendem descumpri-la, abrindo todos os flancos para que "sedizentes" ofendidos, acabem por truncar a vida daqueles que pretendem ofender.

Ou simplesmente daqueles que apenas pretendem responder às injustas ofensas contra si dirigidas.

Facas e gumes. Verdades e falsidades. Hipócritas e honestos. Ações e reações desproporcionais. A história e as relações pessoais cotidianas são pródigas em exemplos.

Mas, infelizmente, como existem os monstros, o sistema permite e abre flancos para que demônios possam atacar boas pessoas, pois, formalmente, tudo parece estar a favor daquele que se diz ofendido, no que diz com a Lei de que se trata.



Mas esta é apenas uma comparação que me ocorreu vagamente em uma caminhada com o Glix, aquele que vem a ser o novo cão, e que está sendo doutrinada para ser forte e inteligente - após ouvir o relato de meu amigo - ou seja, assim como no caso em que a Dilma acaba por enredar-se em uma teia amparada pela legislação e Pelo Judiciário, o ser humano acaba fazendo o mesmo todos os dias em suas vidas ctidianas.

Por isso, talvez, o tema haja sido introduzido a partir da ideia de micro e macrocosmo. 

Digo talvez, porque nunca sei qual frase virá depois da frase que acabei de escrever. Escrever é deixar fluir, ou, caso contrário, duro será o produto da escrita, como os arquitetos que não têm vocação. 

Teclados são pianos, e o resto pode ser mecânico ou virtuoso, como Amadeus e Salieri, caso em que o gênio era o primeiro. "Nada substitui o talento", como enunciava o excelente lema de uma propaganda dos anos 80 ou 90, da ADVB, se não me engano.

Lembrei de outra - "Bonita camisa Fernandinho!! - A do Senhor também é linda (coro de puxa-sacos)".

Contudo, e retomando a comparação entre o impedimento e o eventual mau uso que se possa fazer a partir de legislações cujo objetivo é apenas nobre, isso também ocorre, em termos, no caso do iminente impedimento da atual Presidente. 

Digo em termos, pois, no caso envolvendo a política, quase se pode definir como cachorros que comem cachorros, velho dito norte-americano - dog eat dog.

Pessoas nocivas e venenosas, contudo, amparadas por lenientes Leis Civis e Criminais, a todo o momento, com base nestas mesmas bem intencionadas Leis, e com base em sua má-fé, acabam por tentar prejudicar a vida daqueles que são, efetivamente, os verdadeiros ofendidos.

A principal razão reside no fato de que quem lida com a verdade de maneira radical, acaba por revidar ataques e ofensas imerecidas. 

E aqueles que, imerecidamente ofendem, com base em dispositivos legais necessariamente permissivos, acabam por perturbar a vida de quem apenas revida estas mesmas indevidas ofensas.

Assim como o Cunha, nefasto ser, revidando às justas resistências da oposição, caso em que não condeno esta última, pois, se tivesse que lidar com o Cunha, o faria com punhais e vômitos.

Assim funciona a política no Brasil, e este foi o paralelo aqui estabelecido, modo introdutório. E assim funcionam as pessoas, no desenrolar de seus cotidianos medíocres, acres e repetitivos. 

Cópia de uma cópia, de uma cópia, como é a insônia. É uma forma de insônia, pois o insone costuma habitar limbos e paralelos.

Assim o mundo. É e assim sempre será, estejamos preparados. Tenhamos estômago.

O resto é silêncio...e formalidades idiotas que abarrotam os órgãos públicos e parlamentos e noticiários, tendo como supedâneo apenas um sentimento sórdido e capcioso de vingança, mesmo quando seres  despojados de qualquer sentido ético e decência moral (sociopatas - psicopatas sociais) sabem que trouxeram enormes prejuízos à vida de outrem, ou outros, conforme a análise, macro ou micro.

Como disse acima, o Código do Samurai se encarrega de nos ensinar que o pequeno gesto se estende a tudo. Roubar pouco não é diferente de roubar muito. 

Deus mora nos detalhes. O resto é o que todos vêem. 

Não guardo afinidade com qualquer crença religiosa, no entanto, em sentido abstrato, metafórico e simbológico, esta frase é das minhas preferidas.

Mas, retornando às questões expostas preambularmente, e recordando lições sabiamente defendidas por meu Pai, e mesmo, minha mãe (cada um a seu modo, ainda mais quando esta sempre apoiou as orientações daquele) existe a Lei e existe o justo, e este segundo aspecto, normalmente, é muito difícil de detectar.

"O caminho do homem bom é cercado por todos os lados pelas iniquidades da tirania e do egoísmo do homem mau". 

Ezequiel 25:17, do filme Pulp Fiction já havia dito tudo, basta que entendamos. 

Mas não entendemos, pois não temos razões para isso, e é justamente com este aspecto que, nas mais das vezes, o vil ser humano conta.

Usa os ditames da Lei a seu favor, sem que nunca terceiros possam aquilatar ou conhecer o quão má é a sua intenção, ou mesmo o tamanho dos prejuízos que causaram, e causarão, pois os maus lidam com os despreparados, e estes são a maioria esmagadora. As ovelhas. 

E causam, dia a dia, pois, como dito acima, e, segundo os Samurais, é um entendimento que se estende a todas as coisas e relações.

O macro não difere do micro, pois deste aquele é formado. Lógicas apenas.

Não falaria em preponderâncias, sob pena de exercer a ingenuidade em grau estratosférico, mas existe o bem e o mal, e ambos os conceitos não são caretas.

Têm a ver apenas com verdade e mentira, e não padres, freiras e demônios pestilentos e odoríficos, frutos do devaneio desocupado do ser humano em geral.

Enfrentemos isso, e calemos a boca, pois, como disse, o resto é silêncio. E psicopatas sociais. E sermos fortes ou fracos. Macro e micro, ou seja, em âmbito político/social e na órbita pessoal.

Alguns seres apenas fazem rastejar. E coachar. 

Não tentemos salvá-los, pois salvação não há para a tendência. Aliviemo-nos, apenas, ao ler os seus obituários. "Ufa, um a menos".

Tentemos apenas, e com todas as nossas forças, pertencer ao pequeno grupo de humanos que conseguiram livrar-se do mal e da ignorância.

Outros, acreditam nos que rastejam, pois estes são dissimulados e astutos no que diz com o "praticar o mal", de modo que, ao fim e ao cabo, os que julgam não têm culpa, e os que acusam levianamente ficam impunes.

É o Sistema. Tratemos de administrá-lo. Isso me lembra, inevitavelmente, o Enigma da Esfinge - "decifra-me, ou te devoro...".

Assim sendo, e de certa forma, entendo a situação enfrentada atualmente pela Dilma, ao que tudo está a indicar, desonesta não é, apenas é filiada a uma agremiação desonesta, e acabou respondendo por algo que não lhe diz respeito, ainda que outras situações possam lhe dizer respeito, mesmo que não cogitadas hodiernamente.

Tiradentes que o diga.

Cada um lida com o seu sapo. Sapos pulam, mas também rastejam. Há que ser forte.

Nestes momentos, sempre lembro do "blues da piedade", do Cazuza, magistralmente interpretado pela genial Cássia - "Vamos pedir piedade...Senhor piedade, para esta gente careta e covarde...Dê-lhes grandeza e um pouco de coragem."

Ou, como diz a Banda gaúcha Ultramen - "Gente pequena, gente ruim, gente fraca...".

Mundo feito de gente sem-vergonha. 

Ao menos, sabe-se que estão sempre convivendo com o subproduto de suas ações nefastas, ainda que não percebam, já que poluídas pelo mau instinto de vida. 

Fosse eu religioso, diria: "aqui se faz, aqui se paga", sendo apenas uma questão de tempo. Deparar-se-ão com piores que eles, ou apenas morrerão sofrendo e com muita dor.

Gente cagada, mal-feita, oca, que costuma ter uma notícia ruim por dia.

A vida se encarrega de expurgá-los, não os homens e suas leis hediondas, formuladas para seres hediondos.

"Ao porco tirano, e suas Leis hediondas...nosso cuspe e o nosso desprezo..." Vitor Ramil.

Sobre isso, direi apenas isso. E já disse demais.

O resto...é silêncio...e interpretações embaçadas...















MAIS DE HAMLET E LEANDRO KARNAL



"A partir do Século XIX, estabelecemos hospícios, para ter a certeza e saber que os que estão ali dentro (descreveu Hamlet, em espírito "foucaultiano"), são loucos. logo, por consequência, eu não sou.

Se eu não estou no hospício, há uma chance grande de eu não ser louco.

Na Idade Média não havia hospícios, pois a separação entre loucos e não-loucos, era muito mais fluida. Na Idade Média (risos).

Hamlet nos diz que nós temos que estabelecer poderes, temos que estabelecer cenas, temos que estabelecer etiquetas, formalidades, porque eu não aguento constatar que todo mundo é um teatro, e que o papel que estou representando, e o que cada um representa na sua vida, é um papel insuportável.

Por que não é o papel que eu escrevi, não é o papel que eu queria, não é o papel que absolutamente eu desejava.


(...)


Quando todos dizem a mesma coisa, Hamlet diz que ser louco é a única possibilidade de ser sadio neste mundo. Quando todos dizem que são felizes.

Quando todos dizem isso, eu tenho que sr o louco da corte, pois este, ao final, dirá que é o único que ainda tem alguma luz de raciocínio, e alguma luz de felicidade, mesmo morrendo.

E é por isso que o amigo de Hamlet diz, ao final, o melhor elogio, diante de seu cadáver, e um pouco antes da entrada do Rei que finalmente restaurará a ordem na Corte. Diz o bobo: "bons sonhos, doce Príncipe...se tivesses reinado, serias um grande Rei".

Hamlet não reinou, pois chegou a um ponto tão grande de consciência e de sabedoria, que não precisou pegar a Coroa para ser Príncipe e Senhor de sua vida...

Hamlet foi o primeiro homem livre, autônomo, como diz Blum, o primeiro homem moderno, e Ele nos desafia permanentemente: "eu tive que matar toda a Corte e morrer, para chegar a isso...

Que preço eu, e cada um de vocês, está disposto a pagar para se tornar o que realmente é?

Hamlet pagou um preço altíssimo pela consciência de se tornar quem você é. É um risco e um desafio, e tal risco é tão grande que é compreensível porque, a maioria, não queira dar este passo.

Por que ser normal, neste mundo, é ser louco. E ser normal, enquadrado neste mundo, é se enquadrar apenas, e servir, à peça alheia, seguindo apenas um roteiro definido por terceiros.

E, ao final, como a morte é solitária, e sem a palma de ninguém, e a biografia completamente vazia, Hamlet morreu como um doce príncipe, tendo purgado do mundo todos os que viveram papeis distintos.

Preço alto, épico, teatral e retórico. 

Nós podemos aprender com o Príncipe, a capacidade de viver em uma casca de noz, e descobrir que a felicidade, que a busca da consciência, que a crítica social, que a ação política, que o engajamento, não dependem nem da hora, nem do lugar, nem do momento, mas apenas e exclusivamente daquela casca de noz onde se encontra todo o universo pessoal.

Todo o universo está contido na minha consciência, você não será falso, vazio e comum, e pare de postar felicidades na internet.

Digam quem é que manda, pois até o momento, são eles que mandam.

Hamlet não encontrou a verdade, e matou a Corte e a si mesmo. Gostaria de um dia, ao envelhecer, um dia ficar sábio.

Hamlet atingiu, na morte, a consciência final, e, o resto, é silêncio..."




ELOGIO DA LOUCURA



A loucura é a origem das façanhas de todos os heróis.

A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos.

Somente a loucura é que consegue refrear o rápido correr da juventude, somente a loucura é que de nós afasta a velhice importuna.

Não tens quem faça teu elogio? Elogia-te a ti mesmo.

Erasmo, Elogio da Loucura




terça-feira, 26 de abril de 2016

MAIS DO MESMO...ENQUANTO O MESMO FOR...O MESMO






"Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz? 

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente? 

Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel
Ô, ô Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?
Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme, queimaram o filme

E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares
Todos os doentes estão cantando sucessos populares(E todos os índios foram mortos)."

Mais do Mesmo...Legião Urbana.



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Certa feita, tive o prazer de ficar mais de uma hora com o Legião Urbana, sendo que mais de vinte minutos falando apenas com o Renato Russo. 

Reminiscências apenas, inspirações talvez, pois não se trata disso no momento, ainda que, de certa forma, se esteja a tratar.

Vamos ao que interessa, pois.

Claro que é "golpe". GRANDE NOVIDADE, DIGAM ALGO QUE EU NÃO SAIBA, SENÃO ACABO BOCEJANDO!!!

O mais palatável de todos, pois respeita a todos os mandamentos e ritos legais, assim como faz a mulher despeitada quando quer atingir o seu marido usando a Maria da Penha como pretexto.

Maravilha a Maria da Penha, óbvio. Uso como exemplo é quanto à má intenção que, eventualmente, possa permear a sua invocação, e não são raros os casos, senão, pelo contrário.

Em tese democracia e Maria da Penha são perfeitas. 

Na prática, como somos deturpados em geral, suas orientações, evidentemente, não poderiam trilhar um caminho onde a sorte fosse ser melhor do que a sujeira eventual e calcada em preceitos legais.

"Golpe branco", que lança mão dos instrumentos que a própria democracia fornece, ou forneceu. 

O mais engraçado é que apenas nós, e só nós somos os responsáveis, ainda que deliremos, procurando culpados de um ou outro lado.

Ambos derivados de nossa poluição mental, ambos sendo crias NÃO INOCENTES, de nossos devaneios levianos nos dias em que deveríamos escolher representantes decentes, e não esta escumalha que vive às nossas expensas no longínquo Planalto, rodeado apenas de tribos indígenas, cordões de pobreza e puxa-sacos.

Antes os golpes eram negros, sangrados e às escancaras em termos de exteriorização. Hoje, contudo, seguem rigorosamente as leis vigentes.

Não deveríamos estar perdendo tempo com a sandice consistente em debater se estaríamos ou não a tratar de um "golpe", consistente este na articulação de forças políticas opostas, onde prevalece quem conta com o maior número de agregados, tudo isso, repito, respeitando todas as leis em vigor.

O PT é uma merda. 

A oposição também, mas a gente ainda insiste em se posicionar em um ou outro lado, enquanto deveríamos estar mais preocupados é em mudar a nós mesmos, para que não continuássemos repetindo os mesmos erros.

Ou seja, catapultando porcos, antas, ratos, ladrões consagrados e inúteis, além de ditos "evangélicos" ignorantes, obtusos e egoístas, aos mais altos cargos do Poder.

Se assim agimos, temos mais é que sofrer as consequências. Matemática. Entretanto, ainda insistimos em nos debater e cometer a ingenuidade de achar que um ou outro lado está certo. No caso específico. 

Digo isso pois poderíamos estar a tratar de uma oposição vagabunda e desonesta apenas. Aqui, contudo, os três lados são desonestos e vagabundos, ou seja, a merda do PT, o raio da oposição, e nós mesmos (!)

"kkk"

Já ouvimos milhares de vezes que sistema político algum há de ser perfeito. Trata-se quase de um clichê, mas é daqueles que classifico como corretos, e não apenas uma frase cretina pairando sobre as nossas vis existências.

Tudo bem, queremos a democracia, por ser o sistema que mais se aproxima do que se mostra lógico em termos de condução da política de grupo, algo que se nos impõe (não a democracia, mas a opção por uma ou outra forma de conduzir o que se convencionou denominar "política").

Devemos ter em mente, pois, que um dos senões derivados de uma tal racional opção, ainda tem a ver conosco, e não com os ratos que povoam o Planalto.

A Dilma e o PT não são santos, mas o impedimento trata-se de evidente articulação provinda justamente dos ratos que elegemos a cada eleição, de modo que a culpa é apenas nossa, não deles. Além disso, é claro, a tal de "democracia", a melhor opção entre as piores.

Outra bobagem gigante é achar que eu poderia estar falando de pedaladas fiscais, quando me refiro ao PT. Que nada. Falo é do Mensalão e do Petrolão. Ponto. Quadrilheiros.

Não deveríamos querer apenas o que se mostra menos pior. 

Devemos é fazer a coisa certa nos dias em que tiramos a bunda da cama para dirigir-mo-nos às urnas. O resto é ingenuidade, ignorância e burrice. Peixes que se debatem em busca de ar.

Pena que continuamos agindo como bestas masoquistas...e inconscientes, ouvindo "funk", e passando o dia inteiro com as fuças enfiadas em celulares, repetindo, freneticamente, a expressão "kkkkkkkk".

Informando a hora de cagar, tecendo comentários estúpidos, valorizando nossas miseráveis vidas cotidianas, e balbuciando infindáveis e indizíveis cretinices.

Ou seja, dirigindo a nossa atenção a perfumarias e nossos "cus" egoístas, pois a maioria de nós não pode mais do que isso. Por isso mesmo é que os melhores pesam mais, senão o pensamento de equilíbrio, quando pensássemos em uma balança, sempre restaria prejudicado.

Eles fazem o seu papel, nós é que não fazemos. Ratos produzem "ratices". E nós, fazemos o que para mudar uma tal situação??? Reelegemos o Bolsonaro, e sua malfadada cria. Ou o Paulo Salim. 

Estamos a reclamar do que, portanto???  Cuspamos em nós mesmos. Simples assim. Paremos de agir como cretinos, e interpretar os fatos da vida como asnos, e, inevitavelmente, o reflexo disso será bastante palpável em termos de algo que denominaria "democracia positiva".

Os olhos atentos observam, por todos os lados, as nossas cotidianas corrupções pessoais, quando desrespeitamos locais de estacionamento, quando furamos as filas, semáforos e fraudamos impostos de renda, quando não olhamos para os próximos com uma visão mais cooperativa, nos enclausurando no egoísmos patético de nossas famílias e grupos de "amigos".

Matemáticas. Lógicas. Resultados derivam de equações, e não o contrário (!). O que pode acontecer é concluirmos o a formulação de uma equação a partir de um resultado já formulado, contudo, não chegamos ao resultado sem a pré-existência de uma equação. Matemáticas. Lógicas.

A religião, aliás, deveria estar calcada em cálculos, em lógica, deveria ser a própria lógica, e não em mitos bestiais, mundanos e culturais, onde cada grupinho de seres humanos possui uma divindade a venerar.

Veneremos a lógica e tentemos apenas melhorar como habitantes do planeta, pois somos os únicos responsáveis pelo mal imposto a outros e nós mesmos.

Assim como quando, sádicos e insanos, apoiamos ações policiais fascistas, apoiando o discurso de que "bandido bom é bandido morto", sem perceber que apenas tivemos a sorte de não sermos "criminosos".

Se eu crescer sem recursos, observando o meu pai espancando a minha mãe, ao mesmo tempo em que filhos são paridos como ninhadas, despojadas de qualquer condição financeira e sem nenhum livro no entorno, existe uma probabilidade grande de que eu não vá ter o mesmo sucesso que o habitante de um lar em que condições melhores são oferecidas.

Tais como aulas de inglês, livros, ninhadas e pais controlados, aulas de natação e um ensino de qualidade, não só consistente como insistente, ou seja, onde não se abandone no meio do caminho.

Acabam virando evangélicos ou criminosos, linha esta, aliás, cada vez mais sutil, cada vez mais próxima, cada vez mais afim, mesmo considerando a ignorância daqueles que seguem as ratazanas.

Ignorância, lá pelas tantas, também é uma espécie de má-fé, tendo em vista a possibilidade de conhecimento acerca dos fatos. 

Ou seja, não saber que um gângster é um gângster, trata-se de ignorância que se pode capitular como "imperdoável" .

Assim como não saber lidar com terminais eletrônicos de bancos, quando aqueles já existem há décadas. 

A ignorância é perdoável até o ponto em que passa a ser intencional e fruto da pura e simples preguiça ou intenção de não ser melhor.

"Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira". 

Então, sejamos mais lúcidos, ou calemos a boca, pois a burrice tem que parar de conviver com a revolta, ou então, tudo será sempre "mais do mesmo", como diz a Legião (sim conjugado no presente o verbo...clássicos são clássicos pois estão sempre presentes e na cabeceira).

Ou se é apenas burro, ou apenas revoltado. Torna-se patético ostentar ambas as condições humanas, na medida em que a revolta é conectada ao quilate de nossas burrices.

Curioso ter que repetir sempre as mesmas coisas. Não me sinto culpado, contudo, pois é tudo sempre "mais do mesmo". Outra solução existiria além de repetir as mesmas lições?

Depois disso, ou vem o silêncio, ou a arte, sendo que a maioria prefere a primeira condição. Tento, na medida do possível mergulhar na segunda opção.

É a fuga da prisão. É a condição oposta à inconsciência. A lógica tem quantidade suficiente de amigos humanos, ainda mais depois que inventada foi a rede mundial de computadores.

Apesar de estarmos rodeados de seres, estamos sozinhos deles, mas não estamos sozinhos do que vale a pena, pois, felizmente, na minha época, isso está apenas ao alcance dos dedos e da vontade.

Libertemo-nos, pois. A liberdade e o prazer de viver não vem dos outros, mas de nós mesmos, quando conseguimos apenas cultivar verdades, as quais deveriam ser intuitivas e se auto-definem.

Libertar-se é escolher. O inferno, são os outros. E não a rubra besta que rescende a enxofre. 

E nós mesmos, nas oportunidades em que nos sujeitamos a simplesmente repetir os mesmos erros. Ambas se debatem.

E ambas não conhecem a liberdade e a consciência, sendo punidos e punindo a partir de suas equivocadas decisões.

Antes o prejuízo fosse apenas individual, mas quem elege o Bolsonaro, aquele psicopata, ou o Cunha, aquele pervertido moral, que nos curra diariamente, não prejudica apenas a si mesmo, senão que interfere na órbita de todos.

É apenas mais do mesmo. É como "sarnoso",  "nunca pára nem se ajeita", como nos informa o conhecido dito mineiro.

Fui. Isso cansa, já disse. Dói o pescoço. Atrás. Deve ser a curra.

domingo, 24 de abril de 2016

TOCCATA ET FUGUE



Em Ré Menor é ainda melhor...só para rimar.




"VANITAS". "MEMENTO MORI". ARTE, VÔOS E "DESARTES"...








"Vanitas" - Vaidade. "Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade" - Bíblia - Eclesiastes 01:02. 


"Vanitas, nas Artes, é um tipo de obra de arte simbólica especialmente associada com o estilo de pintura Still-life, do norte daEuropa e dos Países Baixos, nos séculos XVI e XVII, embora também seja comum em outros lugares e períodos.
A palavra em latim significa "vacuidade, futilidade"; na história da Arte é interpretada como "vaidade", e pode ser compreendida como uma alusão à insignificância da vida terrena e à efemeridade da vaidade.
Motivos "Vanitas" foram comuns na arte funerária medieval, com exemplos mais duradouros em esculturas. No século XV os motivos podiam ser mórbidos e explícitos, refletindo uma intensa obsessão pela Morte e pelo apodrecimento, também vista na Ars Moriendi (A arte de morrer), na Danse Macabre (Dança da morte) e no tema superposto do Memento mori (Lembra-te que morrerás).
Da Renascença tais motivos tornaram-se gradualmente mais indiretos, e o gênero "Still-life", que se tornou popular, encontrou morada lá.
Pinturas feitas no estilo "Vanitas" querem lembrar a efemeridade da vida, da futilidade de agradar, e da certeza da morte. Também forneceram uma justificativa moral para várias pinturas de objetos atrativos.
Símbolos "Vanitas" geralmente incluem caveiras, lembretes da inevitabilidade da morte;  (...)"


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""Memento mori" é uma expressão latina que significa algo como "Lembre-se de que você é mortal", "lembre-se de que você vai morrer", ou traduzido ao pé-da-letra, "lembre-se da morte". Este tipo de pensamento é muito utilizado dentro da literatura, principalmente na literatura barroca.""

Ainda bem que consegui escrever no escuro, finalmente. 

"You know the day destroys the night...night divides the day...tried to run...tried to hide..." Doors.

Percorri um longo caminho entre luzes altas, brancas e grosseiras, simpáticos abajures amarelados (a luz deve ser amarela, se houver luz), velas (amarelo), e, finalmente, o escuro (azul luminoso digital, como a lua, que sempre me chama, mesmo que por uma fresta), banhado apenas pelas inevitáveis luzes do lap que esquenta de modo indesejado as minhas pernas.

Preços que se paga por poder viajar pelo mundo fumando (o que for), de cueca e coturno.

A morte é certa, tanto para os tolos, quanto para aqueles que não envergam uma tal condição. Contudo, mesmo que ambos estejam cobertos de estrume, ainda é melhor perecer como um não-tolo.

Preferível morrer entendendo, do que o contrário. Ou não? 

Poder morrer "feliz", imaginando entender falsas, vagas, desconhecidas e feéricas crenças assim definidas como religiosas, palavra esta que também há de encerrar definições, e assim por diante. Etimologias.

Algumas estéreis, como anjos e seu sexo, outras necessárias, como um sorvete, ou Aldous Huxley, Baudelaire e Umberto Eco. E Michael Jackson. E Prince. E Vivaldi, e Shakespeare, e Hilda Hilst. 

Enfim, opiniões apenas, nunca imposições didáticas e éticas.

Desde já advirto que desaparecer sabendo, nada tem a ver com a capacidade que se possa ou não ter para auferir riqueza em âmbito financeiro. 

Falo em algo maior, menos mundano e raso, ainda que isso continue sendo muito importante quando se trata de adquirir trufas encontradas por porcos em raízes de carvalhos centenários, ou mesmo beber o melhor que possa haver em termos de vinho.

Entender, pois, vem antes, pois mesmo envolvendo algum aspecto financeiro, um Romanée Conti é apenas um suco de uva avinagrado e metido a besta para alguns, tenham ou não o numerário suficiente para adquirir um exemplar, o que, inclusive, não lhes interessa mais do que uma boa garrafa de "Pitu", conceituada aguardente de cana adocicada.

"O Romanée-Conti é um vinho francês produzido em Vosne-Romanée, na Côte de Nuits, Leste da França. Ele é classificado como "Grand Cru"e é considerado o maior vinho da Borgonha e um dos melhores da França, reverenciado por enólogos e enófilos de todo o mundo.
O Conti é feito exclusivamente com uvas pinot noir resultando num vinho elegante, com aromas e sabores florais, manteiga, frutas vermelhas, terra e animal.
Ele se distingue dos outros terroirs na mesma região pela sua coloração rubi, sabor aveludado e aromas que encantam. É um vinho de guarda que exige maturação entre 6 e 12 anos quando atinge seu ápice.
Todos os vinhos produzidos pela Domaine de La Romanée-Conti são grands crus tratados com a mesma atenção. A colheita é tardia, para que a maturação das uvas seja perfeita e a fermentação dura um mês, com temperatura controlada sempre abaixo de 33 °C. Depois disso, o vinho envelhece por cerca de 18 meses em barris de carvalho francês novo."

Consta que o alpinista social Luis Inácio teria comemorado seu primeiro mandato presidencial ao sabor de tal maravilha, acompanhado que estava de seu marqueteiro preferido. Paradigmático. 

Sinais tardios de sua tendência egocêntrica e hipócrita, a qual, infelizmente, acabou gerando macabros frutos.

Também eu o teria feito, ainda que não com a mesma intenção futura. Não com a mesma empáfia selvagem, própria dos que ambicionam equivocadamente. Há que compartimentar a boa da má ambição.

E a cinza pingou no teclado. Heróico teclado. E a chuva engrossou. Malfadadas goteiras que inundarão o meu banheiro e a minha cozinha, porque em Bagé nunca cessa de chover, então não há espaço para que se as conserte. 

Quando quero cagar, rezo para não estar chovendo. 

Quando quero cozinhar os meus escargots, as minhas preces também são direcionadas ao desejo consistente na ausência de precipitações meteorológicas que se traduzem na emissão incontida de água, a partir dos céus, pequenas loucuras com as quais até os cães se acostumaram a conviver.

Curiosos paradigmas novos com os quais nos defrontamos. Desafios novos e instigantes. E botas de borracha.

O "Lula" é tão sindicalista e de esquerda, quanto a Manuela é comunista, ou mesmo alguém que deva figurar na política, com seus eternos maneirismos e jargões adolescentes e vazios, ditos em voz suave, de "gatinha", para enganar os idiotas, sabedora ela de que o mundo é composto basicamente disso.

Elegemos idiotas, e morremos elegendo idiotas. E o mais engraçado: reclamando dos idiotas. Reclamamos de nossa própria idiotia.

Ainda bem que a vaidade cai por terra diante de alguém que a enfrenta de igual para igual, que a afronta, como o coveiro diante de Hamlet, além de fazer piadas com as suas afirmações.

Ter consciência do mundo, para Hamlet, o impede de ser feliz, apesar de cultivar valores como a amizade, e uma evidente e forte ligação com a sua mãe. 

Os otimistas, apenas são mal informados, segundo suas melancólicas e (i)realistas suposições (suposições e realismos são aspectos aparentemente antagônicos...para os incautos).

Quando escuto (e escuto e escuto e escuto) algo como o Ensaio nº 2, para violão, de Heitor Villa-Lobos, a cinza do meu cigarro "pinga" no teclado do computador, como a desfazer o transe provocado por aquela obra.

Ou quando ouço, repetidas vezes Stabat Mater, sempre a do Vivaldi é claro, pois outras há (ouço umas dez vezes no mínimo - incrível como as músicas de longa duração ficam curtas quando se está escrevendo...falo das boas...as que duram e são prodigiosas fazem com que não se perca a linha de pensamento procurando um novo som a cada momento).

Quando a cinza cai, me desconcentro, pois, dentre outras cretinices, ainda tenho T.O.C.

É como quando o Promotor de Justiça está defendendo sua tese, habitualmente acusatória, mas o júri está de olho na cinza do charuto do advogado da parte contrária, que, proposital e maliciosamente, inseriu um arame em espiral no referido objeto tabagístico, de modo a que os membros do júri prestassem mais atenção em uma cinza gigante que nunca cai, contrariando as leis da física, do que na fala do acusador público.

Genial tática, diga-se de passagem. Depende ou não do lado em que se observa o lento desenrolar deste fato, pois, por si só, já deve ser considerado um mérito. 

É onde me dou conta de que tudo tem um fim, e de que poucas coisas possuem tão rara bela e desconcertante beleza, quando não, transcendente beleza, ao ponto de nos desconcentrarmos das bobagens comezinhas da vida, e fazer-nos eternos, ainda que por alguns instantes. 

Ao menos uma parte da genialidade que aquilo possui, somos capazes de captar, ainda que não sejamos a raiz de uma tal preciosidade, algo que, convenhamos, deve ser muito mais vigoroso, prodigioso e intenso. 

Gênios não precisariam se drogar, por já nasceram conectados às suas virtudes, como irmãos siameses, delas não se livram, e carregam suas glórias e mazelas, sendo que aquelas sobrepujam estas, até mesmo porque não há sabedoria sem algum sofrimento.

Ou então regozijemo-nos com a alegria da ignorância. De quem nunca foi e quem nunca será.

Por fim, cumpre advertir que os homens que não nascem com cara de homem, e desejam agir como tal, das duas uma: ou tem cara de criança brabinha e cagona, ou cara de psicopata.

Uma curiosidade cretina apenas. Pois afinal, qual a ordem a seguir? 

Qual o início, meio ou fim, quando estamos diante de ideias sobrepostas que fazem sentido em si mesmas, como o genial filme Relatos Selvagens?...

É como quando o cotidiano foge ao nosso controle, e não conseguimos apenas relaxar e gozar...continuamos nos debatendo em busca de lógicas que possam fazer com o que sempre foi vazio pareça ter algum sentido, quando nunca teve.

Fui. Cansei. Afinal, o fim da estória nunca pertencerá a mim, mas aos vossos juízos. Que estória? Que juízos? Que fim?