PORTO ALEGRE...BAGÉ...
Outra aprazível e dolorida tarde ao lado do parceiro Gustavo Bagé e suas agulhas mágicas (muito bom trabalho, grande cara, dedicado, criativo, desenho aprimorado, muito cordial, sempre atento aos detalhes, adora o que faz).
No Verani Tatoo.
Dois crucifixos de São Pedro. Invertidos, pois, movido pela insanidade e o fanatismo, algo tão comum entre os muçulmanos e imbecis, o futuro Santo pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo.
Ele tinha lá as suas razões.
Se são justas ou não, se estava certo ou não, sinceramente ...é algo que não chega a me tirar o sono, já que não sou religioso e nunca gostei de fanáticos de qualquer tipo (futebol, religião, política, Justin Bieber (baby sucker), apenas gosto de símbolos em geral, e em especial os sacros, por mais estranho e paradoxal que isso possa soar.
Tudo isso em Porto Alegre. Em "Porto", como se diz no "Bonfa". Ou em Ipanema. A boa e velha. Do calçadão, da natureza (onde a cidade começa a ficar bonita) e da Pizzaria Dal Padrino, a melhor do mundo.
Receita italiana do Valentino.
A melhor do mundo desde os cinco ou seis anos de idade, primeira vez que fomos lá (eu e meu irmão, conduzidos pelo pai), nada sabendo sobre italianos, mas tendo a certeza de que aquela pizza era incrível.
Pois eu e meu irmão, nada sabendo sobre italianos, não entendíamos muito bem aquela figura simpática, sempre falando muito e falando bem alto, ouvia-se no restaurante inteiro.
Italiano alegre, falante e volta e meia falando sobre a mãe - com o perdão da tripla redundância - bastaria dizer - "italiano".
Chegava ele com aquela voz que deixava eu e meu irmão ainda menores, mas fascinados, porque o instinto dizia que ele era um cara bom.
Pois como diz o genial personagem do filme Bastardos inglórios, o Hanz Landa - o italiano "parla per piaccere di parlare".
E sempre oferecia "grappa" ao final da janta. A gente não podia beber, mas ficávamos muito curiosos pela propaganda. E pelas reações de nosso pai após degustar a iguaria.
Sempre bebíamos escondido quando o pai ia ao banheiro. Ele SEMPRE vai ao banheiro antes de ir embora de um restaurante.
Na época se chamava ainda Trattoria la Pizza Pazza al Mattone. A gente dizia para o pai: "vamu nu la pitiça".
Até hoje todos vamos lá. Vida longa ao rei.
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Outra aprazível e dolorida tarde ao lado do parceiro Gustavo Bagé e suas agulhas mágicas (muito bom trabalho, grande cara, dedicado, criativo, desenho aprimorado, muito cordial, sempre atento aos detalhes, adora o que faz).
No Verani Tatoo.
Dois crucifixos de São Pedro. Invertidos, pois, movido pela insanidade e o fanatismo, algo tão comum entre os muçulmanos e imbecis, o futuro Santo pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo.
Ele tinha lá as suas razões.
Se são justas ou não, se estava certo ou não, sinceramente ...é algo que não chega a me tirar o sono, já que não sou religioso e nunca gostei de fanáticos de qualquer tipo (futebol, religião, política, Justin Bieber (baby sucker), apenas gosto de símbolos em geral, e em especial os sacros, por mais estranho e paradoxal que isso possa soar.
Tudo isso em Porto Alegre. Em "Porto", como se diz no "Bonfa". Ou em Ipanema. A boa e velha. Do calçadão, da natureza (onde a cidade começa a ficar bonita) e da Pizzaria Dal Padrino, a melhor do mundo.
Receita italiana do Valentino.
A melhor do mundo desde os cinco ou seis anos de idade, primeira vez que fomos lá (eu e meu irmão, conduzidos pelo pai), nada sabendo sobre italianos, mas tendo a certeza de que aquela pizza era incrível.
Pois eu e meu irmão, nada sabendo sobre italianos, não entendíamos muito bem aquela figura simpática, sempre falando muito e falando bem alto, ouvia-se no restaurante inteiro.
Italiano alegre, falante e volta e meia falando sobre a mãe - com o perdão da tripla redundância - bastaria dizer - "italiano".
Chegava ele com aquela voz que deixava eu e meu irmão ainda menores, mas fascinados, porque o instinto dizia que ele era um cara bom.
Pois como diz o genial personagem do filme Bastardos inglórios, o Hanz Landa - o italiano "parla per piaccere di parlare".
E sempre oferecia "grappa" ao final da janta. A gente não podia beber, mas ficávamos muito curiosos pela propaganda. E pelas reações de nosso pai após degustar a iguaria.
Sempre bebíamos escondido quando o pai ia ao banheiro. Ele SEMPRE vai ao banheiro antes de ir embora de um restaurante.
Na época se chamava ainda Trattoria la Pizza Pazza al Mattone. A gente dizia para o pai: "vamu nu la pitiça".
Até hoje todos vamos lá. Vida longa ao rei.
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Na Porto nem tão Alegre como era por ocasião da chegada dos Açorianos.
Ou da minha chegada, em 1978.
Um pouco mais acelerada, impessoal e beligerante que noutros tempos e assim por diante, rumo ao inevitável caos organizado que norteia as grandes cidades e suas mil faces e contrastes.
Mas ainda assim tem lá seus encantos, cuja presença sutil ainda consegue ser notada, mesmo por trás dos óculos escuros e vidros protegidos por películas, os quais tentam esconder os medos e egoísmos.
Mesmo por trás de não olhares impessoais, sempre apressados demais, um tanto graves e preocupados para serem olhares.
Mesmo com as atenções voltadas para os seus modernos e multimidiáticos celulares. Protestos que não têm fim. Mesmo entre o desespero silencioso. Mesmo assim ainda parece afável, principalmente se tivermos a paciência de esperar anoitecer.
As árvores ainda insistem em brigar com os prédios por espaço e estética.
E mesmo entre tudo isso, ainda tive tempo de olhar para cima ao lado de um prédio alto, como fazia quando era criança.
Acompanhado de um adulto, distraído em seus afazeres de adulto, lembro que parávamos ao lado de um prédio alto (desses que esfriam e escurecem), e, ao olhar para cima, parecia que algo estava girando.
E estava. E continua.
As nuvens em movimento na ponta do edifício, e a gente acompanhando o movimento circular até quase desequilibrar. Ainda dá tempo para essas "ludicidades" cretinas.
Tem uma música do John Coltrane que sempre me traz à memória o entardecer em Porto Alegre na Primavera - se chama "Bittersweet"...segue abaixo...





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