domingo, 20 de setembro de 2015

EPIFANIAS E NÊMESIS









"Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização.
O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".
O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão "I just had an epiphany", o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).
Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina, porém o conceito não deve ser confundido com a festa religiosa cristã denominada Epifania do Senhor, que celebra a milagrosa encarnação de Jesus entre os homens."


"Epifania". Fui atrás do significado desta palavra intrigante na profundidade de sua simbologia e ácida em sua sonoridade.

Epifanias, afinal de contas, tudo o que sempre estou buscando entrelinhas...

Por isso o conceito está acima reproduzido. Resta agora escrever na busca de novas e "pequenas epifanias".

Esta palavra, tem um som fino, negativo, sonoramente marcante, como eram os gritos da Tetê Espíndola.

Ou de um porco, com seus nervos todos funcionando, como os nossos, sendo barbaramente esfaqueado e humilhado, destinado a morrer como um desgraçado cheio de dores, medos e perplexidades. As que são permitidas a um suíno.

logo os porcos, seres tão queridos e pacatos. Criam amizade facilmente, são bastante amáveis.

Sempre indagarei o que fizeram para serem tratados desta maneira bárbara.

Enquanto isso respeitamos indivíduos que optam pelo assim denominado "celibato clerical".

Alguém que imagina ser virtuoso o caminho do celibato, ao menos na minha distorcida e e visceral opinião, sofre de algum tipo de psicopatia, seja qual for o grau, moderado, médio ou acentuado. 

Não falo dos mentirosos de batina que são todos os dias desmascarados, falo na pequena parcela que resolve seguir à risca essa bobajada, incluindo aqueles fanáticos nocivos da Opus Dei, evidentemente, com seus "cilícios" (corrente afiada com pontas que viram para dentro) e "disciplinas" (chicote rabo-de-gato de cordas com nó, que, assim como o cilício, é empregado para auto-flagelação pelos diletos e psicóticos membro das Opus).

Dependesse o mundo dessa gente, e a humanidade terminaria, contrariando a sua própria orientação lógica e razão de ser, ou seja, perpetuar espécies.

Uma falsa moral hipócrita construída ao longo de séculos inventou algo chamado celibato clerical. 

O Homem médio, do alto de sua eterna e auto-conhecida estupidez maldosa, cria regras antinaturais que sequer Deus, se existisse, jamais teria cogitado uma tal aberração, sob pena, inclusive, de estar tolhendo e limitando os próprios atributos que ele mesmo criou para nós as criaturas. 

Ou ainda - qual seria o sentido de criar o universo e a insignificante Terra, se simplesmente não houvesse a possibilidade da reprodução.

Tudo seria criado para ter apenas uma vida. Isso sem falar da Teoria da Evolução. 

ORA, toda a lógica razoável, ao simplesmente observarmos os mais simples fenômenos naturais, caminha no sentido de o ato reprodutivo é a tônica, a busca maior, o Graal, para que as espécies continuem lutando para sobreviver e perpetuar, sob pena de virarem "chicletes de caveira" como os adocicados e frágeis Pandas, ou mesmo os nervosos e raríssimos Micos-Leão de Cara Dourada. 

E ainda as ararinhas-azuis. Formidáveis enquanto durarem, posto que são chama.

Momento em que me pergunto porque a bosta do humano foi encher também a paciência dos simpáticos símios dourados e das plácidas e belas ararinhas. 

Fico a refletir sobre qual terá sido a porra da nossa versão conveniente desta vez para que praticamente tivéssemos exterminado nossos pequenos e áureos primos da florestas, ainda mais porque, como sempre eles estão apenas vivendo as suas vidas.

Viva e deixe viver...

Não. Não pode ser assim, já que os orientais, por terem pênis abaixo do que se poderia considerar razoável, ou mesmo média, precisam matar espécies, as mais diversas, em nome daquilo que denominam como sendo "virilidade".

Note-se que não fala nada sobre "aumento" de qualquer coisa, fala-se em virilidade.

O que seria isso a grosso modo - ficar de pau duro durante bastante tempo, tal qual um príapo, como meio de compensar outros atributos que não possuem.

E os micos, ararinhas e afins...simplesmente escrotinhos que encomendam animais silvestres por meios oficiosos, colecionadores disso e daquilo que operam no submundo, contrabandeando espécies, fazendo sua existência quase impossível.

Mas afinal de contas o que tem a ver o celibato clerical com tudo isso. É que quando se fala em fauna, uma tal classe de pessoas pode perfeitamente ser incluída. 

Pequenas epifanias.


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Os homens, ao fazer mau à natureza, semelhantes e à si mesmos, teimam em olvidar os ensinamentos nascidos a partir do mito de Nêmesis. 

Newton também tentou explicar a partir da própria física, ou seja - ação e reação.

Este era, aliás, um dos fundamentos do espírito helênico:

"Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilíbrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se se pretende que o universo se mantenha como é."


Vejamos o conceito de Nêmesis:

A palavra 'nêmesis' vem do grego antigo νέμεσις, derivado do verbo νέμω (némo: 'distribuir'), da raiz indo-europeia nem-. O termo foi usado com o significado de 'desdém', 'indignação' por Homero (na Odisseia) e por Aristóteles (na Etica Nicomachea), e com o sentido de 'vingança', 'castigo' por Heródoto, por Cláudio Eliano (na Varia historia) e porPlutarco. Na Theologumena arithmeticae de Jâmblico designa o numeral cinco.
A palavra tem também o sentido de justiça distributiva. Originariamente, a deusa grega infligia dor ou concedia felicidade segundo o que era justo. Portanto, por antonomásia, entende-se nêmesis como a situação negativa que se segue a um período particularmente favorável, como ato de justiça compensatória. A ideia que subjaz ao termo é a de que o mundo deve obedecer a uma lei de harmonia, segundo a qual o bem deve ser compensado pelo mal em igual medida.Em português, a palavra designa 'alguém que exige ou inflige retaliação' ou, por extensão de sentido, um 'rival ou adversário temível e geralmente vitorioso. Na cultura anglo-saxã moderna, o termo assumiu o significado de 'inimigo' ou o pior inimigo de uma pessoa, normalmente alguém que é exatamente o oposto de si mas que é também, de algum modo, muito semelhante a si. Por exemplo, o Professor Moriarty é frequentemente descrito como a nêmesis de Sherlock Holmes – isto é, seu arqui-inimigo, pelo qual, todavia, nutre grande respeito e admiração."

Como se pode observar, o conceito de Nêmesis está intimamente ligado, entre outros aspectos, à justiça distributiva, o que acabará, em algum momento, se encontrando com o equilíbrio que deriva de ações e reações.

"Bens" que devem ser compensados por "maus" em igual proporção, equilíbrios, harmonia.

Por isso mesmo é que vários estudiosos a tem como filha de Zeus com Têmis, na mitologia grega, o que é bastante apropriado, já que está última é a famosa Deusa da Justiça. E Zeus é Zeus...

Muito interessante, ainda, esta parte final do conceito, na cultura anglo-saxã moderna, onde Nêmesis assume a forma de um "pior inimigo", o qual é nosso oposto, entretanto guarda muitas semelhanças, sendo o seu oposto, onde se pode chegar ao ponto de visualizar "respeito e admiração".

Isso, aliás, trouxe imediatamente à memória a ideia nuclear do filme "Corpo Fechado", que gostei muito, onde esta última abordagem acima é colocada quase expressamente pelo "vilão" interpretado pelo Samuel L. Jackson, ator e onipresente.

Segundo seu personagem, são opostos que pertencem a uma mesma linha, de modo que não só podem se encontrar, já que não paralelos, como seriam feitos da mesma matéria e residiriam no mesmo corpo, sendo ambos parte de um todo.

Tal conceito reproduz praticamente na íntegra o último dialogo do filme entre o Samuel Jack e o Bruce Will, conceito, aliás, que Samu passa o filme todo tentando comprovar, inclusive os aspectos relacionados a afinidades e empatias.

Inevitavelmente refleti sobre os diversos e inúmeros exemplos que a própria vida nos fornece no que diz com esta matéria. Interessante reflexão, afinal de contas, devo confessar.

Contudo, por mais que possa refletir, posso até concordar com a questão de afinidades, mas dificilmente admiro ou repeito algum inimigo. Contudo, alguns admiro e respeito, e quanto a estes a reflexão foi válida.

Pequenas epifanias. Ideias que vão construindo ideias e ideais. E auto-entendimentos. E extra-entendimentos.





















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