E a noite foi delas hoje...e muitas outras noites ainda serão...acho que minha amiga Simone inspirou...
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
ALTA TENSÃO EM AZUL DIGITAL
Adoro tempestades elétricas. Adoro trovões. Quanto mais assustadores, tanto melhor.
Ultimamente o clima tem estado pródigo em manifestações deste tipo, e acabei concluindo, de uma vez por todas, que estar perto do mar é ótimo em qualquer circunstância, faça frio faça calor.
Noites de raio e tardes de sol. Cada um com sua beleza.
Não há melhor nem pior, ainda que, se eu fosse obrigado a optar, ainda preferiria os raios pela noite.
Captei 04, depois de acionar o botão da máquina umas 400 vezes.
Mas valeu a pena. Pelo menos para mim. Sei lá, gosto, e é bem diferente de simplesmente pegar uma imagem no "google imagens".
Formidável. Estes se formam em cima e descem. Existe também o contrário.
Fiquemos com a natureza, ainda que estas palavras a ela também pertençam. A ela tudo pertence, inclusive a injustiça, por incresça que parível, este não é um luxo dos humanos.
Não adianta dizer que ela está se vingando. Poesia do aapocalipse. Ela apenas está sendo e nós também. Já estava planejado o fato de que, aparentemente, a estaríamos destruindo.
Mas estamos apenas sendo. Não pedimos para ser, e sendo ela nossa mãe, que assuma as suas responsabilidades, ainda que possamos ser filhos melhores.
Chega. Vamos ao que interessa. Que maravilha...aqui na janela...
FRAGMENTOS DE COTIDIANAS REFLEXÕES
"Pergunto-me por que o uivar de lobos, os trovões, os raios constituem o pano de fundo para as cenas de horror. Pois, quando o medo é muito, faz-se um silêncio na alma. E nada mais existe."
Mario Quintana
"Eu sou metal. Raio, relâmpago e trovão.
Renato Russo"
Foto captada esta noite, aqui na janela. Várias e elétricas foram as tempestades de quinta, mas esta foi a mais eletrizante e "trovoática". Formidável.
Olhava para a tela em branco, ouvindo, novamente, e para começar a noite, Stabat Mater, quando um mosquito iniciou sua patética e caótica dança na frente da tela desta máquina de escrever moderna que ora percorro o teclado (cada um tem o seu piano) com dedos que exalam algum odor daqueles que caracterizam as horas pós-cozinha.
Disse eu ao mosquito..."mas que porra mosquito...nem ta na tua época"...ele apenas me olhou e zumbiu: "quão patética e vã é tua humana existência, que não sois capaz de conceber a lógica singela traduzida na constatação de que não ser a minha época, não irá afastar o açoite de minha malfadada visita".
(O inseto lê Shakespeare, pensei...)
Confesso que, atônito e totalmente perplexo, usei a velha e boa técnica do tapa forte na nuca, e posterior remoção do minúsculo verdugo voador.
O que não evitou que ele ainda balbuciasse: "como dizia Nietzsche..."humano...demasiado humano", após o que pediu apenas que eu abrisse as cortinas pois ela estava chegando...
"Luzes...mais luzes...ela chegou"...suspirou...e se foi.
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Disse eu ao mosquito..."mas que porra mosquito...nem ta na tua época"...ele apenas me olhou e zumbiu: "quão patética e vã é tua humana existência, que não sois capaz de conceber a lógica singela traduzida na constatação de que não ser a minha época, não irá afastar o açoite de minha malfadada visita".
(O inseto lê Shakespeare, pensei...)
Confesso que, atônito e totalmente perplexo, usei a velha e boa técnica do tapa forte na nuca, e posterior remoção do minúsculo verdugo voador.
O que não evitou que ele ainda balbuciasse: "como dizia Nietzsche..."humano...demasiado humano", após o que pediu apenas que eu abrisse as cortinas pois ela estava chegando...
"Luzes...mais luzes...ela chegou"...suspirou...e se foi.
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Hoje teve pizza.
Não costumo preparar peixes e massas de pão e bolos, no máximo para a simpática iguaria italiana que preparei hoje. Cada macaco no seu galho, mas estas ficou muito bom.
Até que o destemido mosquito aparecesse, nada havia para escrever. Estas criaturas não são tão inúteis. Ao menos servem para inspirar, eventualmente.
Estúpido ser. Vã, frágil e curta existência.
Pesquisei sobre a pouco provável utilidade dos mosquitos nas cidades, e logo concluí que nestas eles são absolutamente desnecessários, servindo apenas como vetores de doenças.
Na natureza selvagem, são úteis por fazerem parte da lógica de uma cadeia alimentar que acabaria sofrendo reflexos negativos acaso estas merdinhas voadoras desaparecessem.
Às vezes reclamamos de nossas vidas sem nos darmos conta de que poderíamos ter nascido mosquitos.
Ou lagartos monitores, onde a nossa maior arma não seria mais uma pistola automática Eagle .50, e sim uma saliva tão contaminada por bactérias nocivas, que estes animais não precisam correr.
Basta que mordam e tenham um bom faro para achar a presa atirada em algum lugar agonizando em face das infecções provocadas pela imundície de suas bocas.
Isso me lembra um grande amigo que sempre dizia que a maior arma do capoeirista seria a unha encravada. Não posso dizer que ele esteja errado.
E não posso dizer que não tenha sido uma assertiva criativa (rimou).
Ou lagartos monitores, onde a nossa maior arma não seria mais uma pistola automática Eagle .50, e sim uma saliva tão contaminada por bactérias nocivas, que estes animais não precisam correr.
Basta que mordam e tenham um bom faro para achar a presa atirada em algum lugar agonizando em face das infecções provocadas pela imundície de suas bocas.
Isso me lembra um grande amigo que sempre dizia que a maior arma do capoeirista seria a unha encravada. Não posso dizer que ele esteja errado.
E não posso dizer que não tenha sido uma assertiva criativa (rimou).
Fico pensando se os cristãos acreditam que os mosquitos também possam ter o seu céu, ou isso é um luxo reservado apenas aos humanos, simplesmente por possuírem o tele-encéfalo altamente desenvolvido.
Ou seja, possuir cérebro é acreditar em Deus e poder transcender?
Não sendo os cristãos budistas, como ficam as outras espécies nessa estória toda, já que inegavelmente possuem o sopro de vida. Porque teriam sido menos favorecidas com o não dom da não transcendência?
Não sendo os cristãos budistas, como ficam as outras espécies nessa estória toda, já que inegavelmente possuem o sopro de vida. Porque teriam sido menos favorecidas com o não dom da não transcendência?
São e apenas são?
E nós, porque não seríamos e apenas seríamos? Porque ritualizar tanto as nossas próprias mortes. Deveríamos agir como os elefantes, olhar um tempo, cheirar o corpo, ficar um tempo parado e depois apenas seguir em frente.
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Ainda bem que não sou muçulmano. Sorte. por várias razões.
Uma delas é que não precisaria morrer pisoteado no hajj, para depois o pessoal barbudo (imagino que sejam barbudos...sempre são...estética odiosa e fedorenta...) apenas lançar uma declaração curta dizendo que as dezenas de seres mortos foram indisciplinados (!!!!)
PORRA, MAS esses MERDAS não deveriam organizar aquela merda???????? Tem TODOS os anos, e em algumas oportunidades MILHARES já morreram pisoteados.
Vão tomar no cú. Todos eles, tanto o "staff" quanto a "entourage"!!! Porra, loucura delirante tem limites argumentativos. Ultrapassados tais limites, me sinto no Direito e muito a vontade para simplesmente mandar tomar no cu.
********************************XXXX*******************************
Gosto do Papa atual. Muito.
Mas Papas não servem para nada. Aliás, servem, para estorvar (palavra incorporada ao vernáculo a partir do universo dos pedreiros, nobres e operosos).
Aquilo tudo é ridículo demais. O ser humano é tão engraçado. Imagina se pudesse se ver de fora.
Crianças e seus brinquedos, sadismos e choradeiras. Dramas inexistentes para preencher vidas vazias.
Contudo, gosto muito da forma como se apresenta este Sumo. Se fosse para existir um Papa, que fosse ele, apesar de alguns deslizes.
Como aquela ideia cretina de entrar nos Estados Unidos pela fronteira do México, o que quase acabou se concretizando, só não ocorreu por questões de logística.
Papa, Papa, meu Papinha...
não faça besteirinha...
Ora meu caro Papa, essa estória de fronteiras abertas não é bem assim parceiro...
Mãe Joana??? Madre Teresa??? Congresso Nacional?? Casa de Tolerância?? Poupa-me (poupai-vos, se assim entendeis melhor).
Sou bem mais a favor de que cada povo faça o melhor que puder por seu desenvolvimento, até o fim, e não incentivar pessoas que simplesmente fogem de suas pátrias para procurar lugar onde está dando certo, ao invés de tentar fazer com que cresça.
Oportunistas mercenários.
Se não, vira putaria.
Uma coisa é um ato humanitário e organizado.
Outra coisa é ficar recebendo em seu solo pessoas movidas por simples conveniências egoístas e oportunísticas, para provavelmente engrossar as fileiras de subempregados, que procuram gangues e o crime como solução.
É por isso que Los Angeles vive aquele martírio relacionado às gangues porto-riquenhas, praga que nunca teve fim, pois, como disse o Ice-T..."gangs in LA will never die"...colors...colors...
Mas isso não seria privilégio do Sumo Pontífice (devem dar estes nomes pomposos para compensar a falta ou ausência de virilidade masculina, como os baixinhos que gostam de camionetes, ou olhar de cima, como o Maradona e o Romário - não sei como eles conseguem sendo baixos em estatura (todas) mas eles tem o curioso dom de olhar as pessoas de cima...e convencem mesmo...peixe...).
É como pegar uma sardinha e escrever: "tubarão". O nome não designa o ser, mas sim a sua essência, como diziam os canibais de cabeça de gente.
****************************XXXX****************************
O Padre Marcelo é um caso a parte.
Ele é bipolar e interrompido. Tem uma certa loucura a explodir, e já explodindo em silêncio. Ele tem o pênis minúsculo, é impotente, sofre de tremor crônico, é tenso, ansioso e tem cheiro de medo, as suas mãos suam gelado e sua acima do lábio superior.
Devia ser surrado e oprimido moralmente por um pai opressor. Ficou muito tempo perto demais da mãe. Aprendeu costura, cozinha e canto. Farinnelli, il castratti.
Procurou a batina como forma de compensar o que não conseguiu ter como homem, ainda mais com a sua estatura, o que o envergonhava ainda mais, pois sua voz era fina, seus olhos chorosos e mansamente perigosos e seus dotes não o favoreciam.
Murchou com raiva e ternura ele, vindo a se transformar em um tigre de papel.
Contentou-se, ou achou que estava se contentando com a simples veneração e os desejos velados daqueles que imaginam que algo NÃO está acontecendo simplesmente por causa da batina.
Ora, EUREKA, passa de um gato mansinho para um homem sério e de convicções, que luta contra seus desejos em nome de um ideal religioso-filosófico, apesar de açoitado diariamente pelos seus desejos sensuais...balela...mas funcionou por um tempo.
Conseguiu finalmente sentir-se homem, já que bastava desfilar e ser um ídolo. Sendo ele imaculado e intocável, essa masturbação mental o alimentou por anos.
Não. Não está acontecendo é porque ele não pode, mas criou toda aquela fantasia e se refugiou no suposto e pretenso e obrigatório caminho do celibato para tentar de alguma maneira resgatar a masculinidade que nao pode exercer
Exerce de maneira apenas vaidosa e contemplativa, à distancia, sempre parecendo ser o cara mais sério do mundo porque não trepa, quanto ele queria ser o cara mais sério do mundo porque conseguia satisfazer uma fêmea na cama (no turíbulo, genuflexório, onde for...)
Mas acabou não se contentando com esse exercício esquizofrênico de masculinidades a distancias, com masturbações nos banheiros de hotéis, catedrais e palcos e acabou entrando em depressão, engordando e ficando inchado de remédios. Está no limbo.
Ele, aliás, já apresentou falhas de caráter importantes como quando pegou um membro do televisivo Pânico pelo pescoço com as duas mãos fazendo uma cara de raiva, que nunca tinha apresentando. Depois se deu conta logo, e largou o diabito, fazendo carinhas mal dissimuladas para maquiar sua raiva latente.
Nada a favor do Pânico, quero que vão pra puta que pariu... aquele psicopata do Surita e sua trupe de imbecis.
A questão interessante foi o ato falho do ser este...o Padre Marcelo.
Ele apareceu com aquela cara de galã, fazendo aquelas musicas infames, com aquelas batinas largas como capas de super-homem, mas acabou não dando resultado a longo prazo, e hoje ele rasteja na sombra do que nunca quis ser, sempre com o pensamento naquilo que queria ter sido e não pode, porque Deus não lhe beneficiou com boas qualidades masculinas.
O mesmo Deus a quem ele serve.
Ok. That's all folks.
Fiquem na cia da insanidade do Hajj. Quando era criança lembro destas imagens do Hajj, e sempre pensava: porque será que essa gente toda fica girando em torno dessa caixa quadrada...
E nós, porque não seríamos e apenas seríamos? Porque ritualizar tanto as nossas próprias mortes. Deveríamos agir como os elefantes, olhar um tempo, cheirar o corpo, ficar um tempo parado e depois apenas seguir em frente.
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Ainda bem que não sou muçulmano. Sorte. por várias razões.
Uma delas é que não precisaria morrer pisoteado no hajj, para depois o pessoal barbudo (imagino que sejam barbudos...sempre são...estética odiosa e fedorenta...) apenas lançar uma declaração curta dizendo que as dezenas de seres mortos foram indisciplinados (!!!!)
PORRA, MAS esses MERDAS não deveriam organizar aquela merda???????? Tem TODOS os anos, e em algumas oportunidades MILHARES já morreram pisoteados.
Vão tomar no cú. Todos eles, tanto o "staff" quanto a "entourage"!!! Porra, loucura delirante tem limites argumentativos. Ultrapassados tais limites, me sinto no Direito e muito a vontade para simplesmente mandar tomar no cu.
"Hajj ou Hadj (árabe:حج) é o nome dado à peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos. É considerada como o último dos "Cinco pilares do Islamismo" (arkan), sendo obrigatória, pelo menos uma vez na vida, para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha dos meios econômicos e goze de saúde. Cerca de dois milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o Hajj."
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Gosto do Papa atual. Muito.
Mas Papas não servem para nada. Aliás, servem, para estorvar (palavra incorporada ao vernáculo a partir do universo dos pedreiros, nobres e operosos).
Aquilo tudo é ridículo demais. O ser humano é tão engraçado. Imagina se pudesse se ver de fora.
Crianças e seus brinquedos, sadismos e choradeiras. Dramas inexistentes para preencher vidas vazias.
Contudo, gosto muito da forma como se apresenta este Sumo. Se fosse para existir um Papa, que fosse ele, apesar de alguns deslizes.
Como aquela ideia cretina de entrar nos Estados Unidos pela fronteira do México, o que quase acabou se concretizando, só não ocorreu por questões de logística.
Papa, Papa, meu Papinha...
não faça besteirinha...
Ora meu caro Papa, essa estória de fronteiras abertas não é bem assim parceiro...
Mãe Joana??? Madre Teresa??? Congresso Nacional?? Casa de Tolerância?? Poupa-me (poupai-vos, se assim entendeis melhor).
Sou bem mais a favor de que cada povo faça o melhor que puder por seu desenvolvimento, até o fim, e não incentivar pessoas que simplesmente fogem de suas pátrias para procurar lugar onde está dando certo, ao invés de tentar fazer com que cresça.
Oportunistas mercenários.
Se não, vira putaria.
Uma coisa é um ato humanitário e organizado.
Outra coisa é ficar recebendo em seu solo pessoas movidas por simples conveniências egoístas e oportunísticas, para provavelmente engrossar as fileiras de subempregados, que procuram gangues e o crime como solução.
É por isso que Los Angeles vive aquele martírio relacionado às gangues porto-riquenhas, praga que nunca teve fim, pois, como disse o Ice-T..."gangs in LA will never die"...colors...colors...
Mas isso não seria privilégio do Sumo Pontífice (devem dar estes nomes pomposos para compensar a falta ou ausência de virilidade masculina, como os baixinhos que gostam de camionetes, ou olhar de cima, como o Maradona e o Romário - não sei como eles conseguem sendo baixos em estatura (todas) mas eles tem o curioso dom de olhar as pessoas de cima...e convencem mesmo...peixe...).
É como pegar uma sardinha e escrever: "tubarão". O nome não designa o ser, mas sim a sua essência, como diziam os canibais de cabeça de gente.
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Ele é bipolar e interrompido. Tem uma certa loucura a explodir, e já explodindo em silêncio. Ele tem o pênis minúsculo, é impotente, sofre de tremor crônico, é tenso, ansioso e tem cheiro de medo, as suas mãos suam gelado e sua acima do lábio superior.
Devia ser surrado e oprimido moralmente por um pai opressor. Ficou muito tempo perto demais da mãe. Aprendeu costura, cozinha e canto. Farinnelli, il castratti.
Procurou a batina como forma de compensar o que não conseguiu ter como homem, ainda mais com a sua estatura, o que o envergonhava ainda mais, pois sua voz era fina, seus olhos chorosos e mansamente perigosos e seus dotes não o favoreciam.
Murchou com raiva e ternura ele, vindo a se transformar em um tigre de papel.
Contentou-se, ou achou que estava se contentando com a simples veneração e os desejos velados daqueles que imaginam que algo NÃO está acontecendo simplesmente por causa da batina.
Ora, EUREKA, passa de um gato mansinho para um homem sério e de convicções, que luta contra seus desejos em nome de um ideal religioso-filosófico, apesar de açoitado diariamente pelos seus desejos sensuais...balela...mas funcionou por um tempo.
Conseguiu finalmente sentir-se homem, já que bastava desfilar e ser um ídolo. Sendo ele imaculado e intocável, essa masturbação mental o alimentou por anos.
Não. Não está acontecendo é porque ele não pode, mas criou toda aquela fantasia e se refugiou no suposto e pretenso e obrigatório caminho do celibato para tentar de alguma maneira resgatar a masculinidade que nao pode exercer
Exerce de maneira apenas vaidosa e contemplativa, à distancia, sempre parecendo ser o cara mais sério do mundo porque não trepa, quanto ele queria ser o cara mais sério do mundo porque conseguia satisfazer uma fêmea na cama (no turíbulo, genuflexório, onde for...)
Mas acabou não se contentando com esse exercício esquizofrênico de masculinidades a distancias, com masturbações nos banheiros de hotéis, catedrais e palcos e acabou entrando em depressão, engordando e ficando inchado de remédios. Está no limbo.
Ele, aliás, já apresentou falhas de caráter importantes como quando pegou um membro do televisivo Pânico pelo pescoço com as duas mãos fazendo uma cara de raiva, que nunca tinha apresentando. Depois se deu conta logo, e largou o diabito, fazendo carinhas mal dissimuladas para maquiar sua raiva latente.
Nada a favor do Pânico, quero que vão pra puta que pariu... aquele psicopata do Surita e sua trupe de imbecis.
A questão interessante foi o ato falho do ser este...o Padre Marcelo.
Ele apareceu com aquela cara de galã, fazendo aquelas musicas infames, com aquelas batinas largas como capas de super-homem, mas acabou não dando resultado a longo prazo, e hoje ele rasteja na sombra do que nunca quis ser, sempre com o pensamento naquilo que queria ter sido e não pode, porque Deus não lhe beneficiou com boas qualidades masculinas.
O mesmo Deus a quem ele serve.
Ok. That's all folks.
Fiquem na cia da insanidade do Hajj. Quando era criança lembro destas imagens do Hajj, e sempre pensava: porque será que essa gente toda fica girando em torno dessa caixa quadrada...
domingo, 20 de setembro de 2015
EPIFANIAS E NÊMESIS
"Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização.
O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".
O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão "I just had an epiphany", o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).
Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina, porém o conceito não deve ser confundido com a festa religiosa cristã denominada Epifania do Senhor, que celebra a milagrosa encarnação de Jesus entre os homens."
"Epifania". Fui atrás do significado desta palavra intrigante na profundidade de sua simbologia e ácida em sua sonoridade.
Epifanias, afinal de contas, tudo o que sempre estou buscando entrelinhas...
Por isso o conceito está acima reproduzido. Resta agora escrever na busca de novas e "pequenas epifanias".
Esta palavra, tem um som fino, negativo, sonoramente marcante, como eram os gritos da Tetê Espíndola.
Ou de um porco, com seus nervos todos funcionando, como os nossos, sendo barbaramente esfaqueado e humilhado, destinado a morrer como um desgraçado cheio de dores, medos e perplexidades. As que são permitidas a um suíno.
logo os porcos, seres tão queridos e pacatos. Criam amizade facilmente, são bastante amáveis.
Sempre indagarei o que fizeram para serem tratados desta maneira bárbara.
Enquanto isso respeitamos indivíduos que optam pelo assim denominado "celibato clerical".
Enquanto isso respeitamos indivíduos que optam pelo assim denominado "celibato clerical".
Alguém que imagina ser virtuoso o caminho do celibato, ao menos na minha distorcida e e visceral opinião, sofre de algum tipo de psicopatia, seja qual for o grau, moderado, médio ou acentuado.
Não falo dos mentirosos de batina que são todos os dias desmascarados, falo na pequena parcela que resolve seguir à risca essa bobajada, incluindo aqueles fanáticos nocivos da Opus Dei, evidentemente, com seus "cilícios" (corrente afiada com pontas que viram para dentro) e "disciplinas" (chicote rabo-de-gato de cordas com nó, que, assim como o cilício, é empregado para auto-flagelação pelos diletos e psicóticos membro das Opus).
Dependesse o mundo dessa gente, e a humanidade terminaria, contrariando a sua própria orientação lógica e razão de ser, ou seja, perpetuar espécies.
Uma falsa moral hipócrita construída ao longo de séculos inventou algo chamado celibato clerical.
O Homem médio, do alto de sua eterna e auto-conhecida estupidez maldosa, cria regras antinaturais que sequer Deus, se existisse, jamais teria cogitado uma tal aberração, sob pena, inclusive, de estar tolhendo e limitando os próprios atributos que ele mesmo criou para nós as criaturas.
Ou ainda - qual seria o sentido de criar o universo e a insignificante Terra, se simplesmente não houvesse a possibilidade da reprodução.
Tudo seria criado para ter apenas uma vida. Isso sem falar da Teoria da Evolução.
Tudo seria criado para ter apenas uma vida. Isso sem falar da Teoria da Evolução.
ORA, toda a lógica razoável, ao simplesmente observarmos os mais simples fenômenos naturais, caminha no sentido de o ato reprodutivo é a tônica, a busca maior, o Graal, para que as espécies continuem lutando para sobreviver e perpetuar, sob pena de virarem "chicletes de caveira" como os adocicados e frágeis Pandas, ou mesmo os nervosos e raríssimos Micos-Leão de Cara Dourada.
E ainda as ararinhas-azuis. Formidáveis enquanto durarem, posto que são chama.
Momento em que me pergunto porque a bosta do humano foi encher também a paciência dos simpáticos símios dourados e das plácidas e belas ararinhas.
Fico a refletir sobre qual terá sido a porra da nossa versão conveniente desta vez para que praticamente tivéssemos exterminado nossos pequenos e áureos primos da florestas, ainda mais porque, como sempre eles estão apenas vivendo as suas vidas.
Viva e deixe viver...
Não. Não pode ser assim, já que os orientais, por terem pênis abaixo do que se poderia considerar razoável, ou mesmo média, precisam matar espécies, as mais diversas, em nome daquilo que denominam como sendo "virilidade".
Note-se que não fala nada sobre "aumento" de qualquer coisa, fala-se em virilidade.
O que seria isso a grosso modo - ficar de pau duro durante bastante tempo, tal qual um príapo, como meio de compensar outros atributos que não possuem.
E os micos, ararinhas e afins...simplesmente escrotinhos que encomendam animais silvestres por meios oficiosos, colecionadores disso e daquilo que operam no submundo, contrabandeando espécies, fazendo sua existência quase impossível.
Mas afinal de contas o que tem a ver o celibato clerical com tudo isso. É que quando se fala em fauna, uma tal classe de pessoas pode perfeitamente ser incluída.
Pequenas epifanias.
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Os homens, ao fazer mau à natureza, semelhantes e à si mesmos, teimam em olvidar os ensinamentos nascidos a partir do mito de Nêmesis.
Newton também tentou explicar a partir da própria física, ou seja - ação e reação.
Este era, aliás, um dos fundamentos do espírito helênico:
"Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilíbrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se se pretende que o universo se mantenha como é."
Vejamos o conceito de Nêmesis:
A palavra 'nêmesis' vem do grego antigo νέμεσις, derivado do verbo νέμω (némo: 'distribuir'), da raiz indo-europeia nem-. O termo foi usado com o significado de 'desdém', 'indignação' por Homero (na Odisseia) e por Aristóteles (na Etica Nicomachea), e com o sentido de 'vingança', 'castigo' por Heródoto, por Cláudio Eliano (na Varia historia) e porPlutarco. Na Theologumena arithmeticae de Jâmblico designa o numeral cinco.
A palavra tem também o sentido de justiça distributiva. Originariamente, a deusa grega infligia dor ou concedia felicidade segundo o que era justo. Portanto, por antonomásia, entende-se nêmesis como a situação negativa que se segue a um período particularmente favorável, como ato de justiça compensatória. A ideia que subjaz ao termo é a de que o mundo deve obedecer a uma lei de harmonia, segundo a qual o bem deve ser compensado pelo mal em igual medida.Em português, a palavra designa 'alguém que exige ou inflige retaliação' ou, por extensão de sentido, um 'rival ou adversário temível e geralmente vitorioso. Na cultura anglo-saxã moderna, o termo assumiu o significado de 'inimigo' ou o pior inimigo de uma pessoa, normalmente alguém que é exatamente o oposto de si mas que é também, de algum modo, muito semelhante a si. Por exemplo, o Professor Moriarty é frequentemente descrito como a nêmesis de Sherlock Holmes – isto é, seu arqui-inimigo, pelo qual, todavia, nutre grande respeito e admiração."
Como se pode observar, o conceito de Nêmesis está intimamente ligado, entre outros aspectos, à justiça distributiva, o que acabará, em algum momento, se encontrando com o equilíbrio que deriva de ações e reações.
"Bens" que devem ser compensados por "maus" em igual proporção, equilíbrios, harmonia.
Por isso mesmo é que vários estudiosos a tem como filha de Zeus com Têmis, na mitologia grega, o que é bastante apropriado, já que está última é a famosa Deusa da Justiça. E Zeus é Zeus...
Muito interessante, ainda, esta parte final do conceito, na cultura anglo-saxã moderna, onde Nêmesis assume a forma de um "pior inimigo", o qual é nosso oposto, entretanto guarda muitas semelhanças, sendo o seu oposto, onde se pode chegar ao ponto de visualizar "respeito e admiração".
Isso, aliás, trouxe imediatamente à memória a ideia nuclear do filme "Corpo Fechado", que gostei muito, onde esta última abordagem acima é colocada quase expressamente pelo "vilão" interpretado pelo Samuel L. Jackson, ator e onipresente.
Segundo seu personagem, são opostos que pertencem a uma mesma linha, de modo que não só podem se encontrar, já que não paralelos, como seriam feitos da mesma matéria e residiriam no mesmo corpo, sendo ambos parte de um todo.
Tal conceito reproduz praticamente na íntegra o último dialogo do filme entre o Samuel Jack e o Bruce Will, conceito, aliás, que Samu passa o filme todo tentando comprovar, inclusive os aspectos relacionados a afinidades e empatias.
Inevitavelmente refleti sobre os diversos e inúmeros exemplos que a própria vida nos fornece no que diz com esta matéria. Interessante reflexão, afinal de contas, devo confessar.
Contudo, por mais que possa refletir, posso até concordar com a questão de afinidades, mas dificilmente admiro ou repeito algum inimigo. Contudo, alguns admiro e respeito, e quanto a estes a reflexão foi válida.
Pequenas epifanias. Ideias que vão construindo ideias e ideais. E auto-entendimentos. E extra-entendimentos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
FINALMENTE...O PEIXE...
Havia uma ideia base. a intenção era preparar um peixe no forno com pelo menos os seguintes ingredientes: creme de leite, leite de coco, batatas e algum queijo.
Resumirei o máximo possível, porque a coisa foi demorada, mas acabou assim a estória...
Olhei várias receitas e acabei formulando uma que imaginei servir aos meus objetivos.
O peixe escolhido foi o Cação, até mesmo em homenagem às memoráveis pescarias deste peixe na Plataforma de Atlântida, acompanhado de meu irmão. Na época tínhamos cabelos compridos. E talvez uns 17 anos de idade.
Um kilo e pouco em postas. Temperei com limão, alho, cominho e sal meia-hora antes de montar o prato para levar ao forno.
Cozinhei um kilo e pouco de batatas, não muito tempo, tirei a casca, cortei em rodelas e reservei.
Untei uma travessa com azeite de oliva, e cobri o fundo com rodelas de cebola. Acima as batatas, algumas tiras de pimentão vermelho e amarelo, o peixe, depois tomate, mais pimentões e mais batatas.
Ia acrescentando azeite de oliva.
Dispostas estes itens, cobri tudo com um preparado que é o seguinte:
Um vidro e pouco de leite de coco. Uma lata e pouco de creme de leite. Noz moscada. Requeijão. Azeite de Dendê. Pimentas preta, branca e Tabasco. Vinho branco. Sal. Misturei bem. Cobri o peixe com isso.
Então ainda coloquei por cima queijo Samsoé ralado, queijo parmesão ralado e castanha do pará bem triturada.
Deixei no forno pré-aquecido por uma hora e algo, e ficou incrível. Disso era isso.
O DIRCEU...
o dirceu agora é velho...............pelo menos não é alcaguete ..........pelo menos isso........to me fudendo pra ele e pro PT........
mas pelo menos não delatou quando fazia parte da luta contra o regime milicar.........nem delatou depois aquele indecente do Lula......que se fosse decente envelheceria ao lado de seus pares............
mas não espero decência de um cafajeste...........nem de quem o elege e elege seus indicados........e ele se elegeria de novo....porque indecentes também somos.......
fica a imagem de um ladrão........velho...........velhice que não abona.........pune......está tudo nos olhos dele......canalha...e vocês o reelegeriam.........todos tolos.........fui....
terça-feira, 15 de setembro de 2015
STABAT MATER
DICA PRECIOSA......DE PAI.....A GENTE OUVIA EM GRAMADO.....ENTRE MIL CONVERSAS.......OU VIAJANDO .......SEJA PARA ONDE TENHAMOS IDO.......
QUE MARAVILHA.....AINDA QUE.....EM UM PRIMEIRO MOMENTO....POSSA NÃO PARECER.......MELHOR NÃO OUVIR SE ESTIVEREM PARTICULARMENTE MELANCÓLICOS HOJE..........
A MÚSICA É LINDA E DEVE TRAZER VIDA E NÃO O CONTRÁRIO......E TRISTEZAS BROTAM DE DENTRO NÃO DE FORA.........
"PERO...UN TIGRE ES UN TIGRE..."
STABAT MATER......COM VIVALDI...............MARAVILHA
WIKI:
"O Stabat Mater ( latim para Estava a mãe) é uma prece ou, mais precisamente, uma sequentia católica do século XIII.
Há dois hinos que são geralmente chamados de Stabat Mater: um deles é conhecido como Stabat Mater Dolorosa (sobre as Dores de Maria), e o outro, chamado Stabat Mater Speciosa, que, de maneira alegre, se refere ao Nascimento de Jesus . A expressão Stabat Mater, porém, é mais utilizada para o primeiro caso - um hino do século XIII, em honra a Maria e atribuído ao franciscano Jacopone da Todi ou ao papa Inocêncio III .
O hino mais alegre, Stabat Mater Speciosa ("A mãe permaneceu, bela") apareceu pela primeira vez numa edição de 1495 dos poemas de Jacopone da Todi contendo ambos os stabats. Porém, o Speciosa permaneceu praticamente esquecido até reaparecer no "Poètes Franciscains en Italie au Treizième siècle", em Paris . O Speciosa desde então tem sido visto como um dos mais doces hinos em honra a Maria e um dos sete grandes hinos latinos."
"O Stabat Mater ( latim para Estava a mãe) é uma prece ou, mais precisamente, uma sequentia católica do século XIII.
Há dois hinos que são geralmente chamados de Stabat Mater: um deles é conhecido como Stabat Mater Dolorosa (sobre as Dores de Maria), e o outro, chamado Stabat Mater Speciosa, que, de maneira alegre, se refere ao Nascimento de Jesus . A expressão Stabat Mater, porém, é mais utilizada para o primeiro caso - um hino do século XIII, em honra a Maria e atribuído ao franciscano Jacopone da Todi ou ao papa Inocêncio III .
O hino mais alegre, Stabat Mater Speciosa ("A mãe permaneceu, bela") apareceu pela primeira vez numa edição de 1495 dos poemas de Jacopone da Todi contendo ambos os stabats. Porém, o Speciosa permaneceu praticamente esquecido até reaparecer no "Poètes Franciscains en Italie au Treizième siècle", em Paris . O Speciosa desde então tem sido visto como um dos mais doces hinos em honra a Maria e um dos sete grandes hinos latinos."
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
PORTO ALEGRE...BAGÉ...
PORTO ALEGRE...BAGÉ...
Outra aprazível e dolorida tarde ao lado do parceiro Gustavo Bagé e suas agulhas mágicas (muito bom trabalho, grande cara, dedicado, criativo, desenho aprimorado, muito cordial, sempre atento aos detalhes, adora o que faz).
No Verani Tatoo.
Dois crucifixos de São Pedro. Invertidos, pois, movido pela insanidade e o fanatismo, algo tão comum entre os muçulmanos e imbecis, o futuro Santo pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo.
Ele tinha lá as suas razões.
Se são justas ou não, se estava certo ou não, sinceramente ...é algo que não chega a me tirar o sono, já que não sou religioso e nunca gostei de fanáticos de qualquer tipo (futebol, religião, política, Justin Bieber (baby sucker), apenas gosto de símbolos em geral, e em especial os sacros, por mais estranho e paradoxal que isso possa soar.
Tudo isso em Porto Alegre. Em "Porto", como se diz no "Bonfa". Ou em Ipanema. A boa e velha. Do calçadão, da natureza (onde a cidade começa a ficar bonita) e da Pizzaria Dal Padrino, a melhor do mundo.
Receita italiana do Valentino.
A melhor do mundo desde os cinco ou seis anos de idade, primeira vez que fomos lá (eu e meu irmão, conduzidos pelo pai), nada sabendo sobre italianos, mas tendo a certeza de que aquela pizza era incrível.
Pois eu e meu irmão, nada sabendo sobre italianos, não entendíamos muito bem aquela figura simpática, sempre falando muito e falando bem alto, ouvia-se no restaurante inteiro.
Italiano alegre, falante e volta e meia falando sobre a mãe - com o perdão da tripla redundância - bastaria dizer - "italiano".
Chegava ele com aquela voz que deixava eu e meu irmão ainda menores, mas fascinados, porque o instinto dizia que ele era um cara bom.
Pois como diz o genial personagem do filme Bastardos inglórios, o Hanz Landa - o italiano "parla per piaccere di parlare".
E sempre oferecia "grappa" ao final da janta. A gente não podia beber, mas ficávamos muito curiosos pela propaganda. E pelas reações de nosso pai após degustar a iguaria.
Sempre bebíamos escondido quando o pai ia ao banheiro. Ele SEMPRE vai ao banheiro antes de ir embora de um restaurante.
Na época se chamava ainda Trattoria la Pizza Pazza al Mattone. A gente dizia para o pai: "vamu nu la pitiça".
Até hoje todos vamos lá. Vida longa ao rei.
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Outra aprazível e dolorida tarde ao lado do parceiro Gustavo Bagé e suas agulhas mágicas (muito bom trabalho, grande cara, dedicado, criativo, desenho aprimorado, muito cordial, sempre atento aos detalhes, adora o que faz).
No Verani Tatoo.
Dois crucifixos de São Pedro. Invertidos, pois, movido pela insanidade e o fanatismo, algo tão comum entre os muçulmanos e imbecis, o futuro Santo pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo.
Ele tinha lá as suas razões.
Se são justas ou não, se estava certo ou não, sinceramente ...é algo que não chega a me tirar o sono, já que não sou religioso e nunca gostei de fanáticos de qualquer tipo (futebol, religião, política, Justin Bieber (baby sucker), apenas gosto de símbolos em geral, e em especial os sacros, por mais estranho e paradoxal que isso possa soar.
Tudo isso em Porto Alegre. Em "Porto", como se diz no "Bonfa". Ou em Ipanema. A boa e velha. Do calçadão, da natureza (onde a cidade começa a ficar bonita) e da Pizzaria Dal Padrino, a melhor do mundo.
Receita italiana do Valentino.
A melhor do mundo desde os cinco ou seis anos de idade, primeira vez que fomos lá (eu e meu irmão, conduzidos pelo pai), nada sabendo sobre italianos, mas tendo a certeza de que aquela pizza era incrível.
Pois eu e meu irmão, nada sabendo sobre italianos, não entendíamos muito bem aquela figura simpática, sempre falando muito e falando bem alto, ouvia-se no restaurante inteiro.
Italiano alegre, falante e volta e meia falando sobre a mãe - com o perdão da tripla redundância - bastaria dizer - "italiano".
Chegava ele com aquela voz que deixava eu e meu irmão ainda menores, mas fascinados, porque o instinto dizia que ele era um cara bom.
Pois como diz o genial personagem do filme Bastardos inglórios, o Hanz Landa - o italiano "parla per piaccere di parlare".
E sempre oferecia "grappa" ao final da janta. A gente não podia beber, mas ficávamos muito curiosos pela propaganda. E pelas reações de nosso pai após degustar a iguaria.
Sempre bebíamos escondido quando o pai ia ao banheiro. Ele SEMPRE vai ao banheiro antes de ir embora de um restaurante.
Na época se chamava ainda Trattoria la Pizza Pazza al Mattone. A gente dizia para o pai: "vamu nu la pitiça".
Até hoje todos vamos lá. Vida longa ao rei.
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Na Porto nem tão Alegre como era por ocasião da chegada dos Açorianos.
Ou da minha chegada, em 1978.
Um pouco mais acelerada, impessoal e beligerante que noutros tempos e assim por diante, rumo ao inevitável caos organizado que norteia as grandes cidades e suas mil faces e contrastes.
Mas ainda assim tem lá seus encantos, cuja presença sutil ainda consegue ser notada, mesmo por trás dos óculos escuros e vidros protegidos por películas, os quais tentam esconder os medos e egoísmos.
Mesmo por trás de não olhares impessoais, sempre apressados demais, um tanto graves e preocupados para serem olhares.
Mesmo com as atenções voltadas para os seus modernos e multimidiáticos celulares. Protestos que não têm fim. Mesmo entre o desespero silencioso. Mesmo assim ainda parece afável, principalmente se tivermos a paciência de esperar anoitecer.
As árvores ainda insistem em brigar com os prédios por espaço e estética.
E mesmo entre tudo isso, ainda tive tempo de olhar para cima ao lado de um prédio alto, como fazia quando era criança.
Acompanhado de um adulto, distraído em seus afazeres de adulto, lembro que parávamos ao lado de um prédio alto (desses que esfriam e escurecem), e, ao olhar para cima, parecia que algo estava girando.
E estava. E continua.
As nuvens em movimento na ponta do edifício, e a gente acompanhando o movimento circular até quase desequilibrar. Ainda dá tempo para essas "ludicidades" cretinas.
Tem uma música do John Coltrane que sempre me traz à memória o entardecer em Porto Alegre na Primavera - se chama "Bittersweet"...segue abaixo...
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
TIRÉSIAS E AS VERDADES DO IMPROVÁVEL
"Como é terrível saber, quando o saber de nada serve a quem possui."
Tiresias (ou Lou Cypher, interpretado pelo Robert de Niro no imperdível "Coração Satânico").
Outra noite sem vento. Outra noite, outra jornada.
Mas porque? Para que?
Porque eu gosto e para nada. Apenas para ser. Apenas para me libertar disso. É como um furúnculo.
Não pretendo nada não sou um político, e não poderia pretender, já que digo a verdade, e a verdade nunca é bem vinda, a moléstia sim.
O peido gostoso e sonoro que se solta quando a namorada vai tomar banho. Por essas e por outras é bom fumar, pois em caso de emergência, é só acender um.
Nada como viver sozinho e poder cagar de porta aberta, peidar alto, e, principalmente, poder peidar, ou arrotar como um Viking. Como fazem os bons homens.
Não precisar ficar toda a hora trocando as roupas de cama, não precisar tomar banho todos os dias, poder ficar "deprê" às vezes sem que fiquem querendo achar que somos fracos e chorões, do alto da frieza objetiva e ácida própria das mulheres.
Não precisar ficar fazendo pose de macho provedor, seguro e corajoso 24h por dia. Isso causa até ataque de pânico, ansiedade e ataque cardíaco.
Poder ir a um puteiro sozinho ou com os amigos. Não precisar ficar inventando roupinhas diferentes todos os dias. Ir a restaurantes, festinhas e solenidades idiotas, com todas as obrigações masculinas inerentes. Poder dizer qualquer merda sem ter que explicar que não é um macho inadequado.
E elas reclamando o tempo todo. Mesmo em silêncio, sua especialidade.
Poder ir para a sacada às sete horas da manhã sem levar um susto ao ouvir um barulho proposital, olhar para trás rápido e ver uma pessoa desnecessariamente estressada e com tom imperativo, indagando sobre o meu comportamento não ortodoxo, e relacionando isso, veladamente, com a possibilidade de estar consumindo drogas escondido ou me comunicando com fêmea que não ela.
Além das perguntas habituais, do tipo, não vais dormir, não vais comer, tomaste banho, não tens vergonha de estar na janela a esta hora, o que vão pensar, trabalhaste ou só ficaste viaajando..................além de reclamarem sobre eventual falta de sexo, em tom jocoso e ameaçador.
Somos uma geração de homens criados por mulheres, fico me perguntando se uma nova mulher seria a solução para os meus problemas, como diz o Tyler Durden.
As mulheres são excelente companheiras e parceiras para ajudar a resolver todos os problemas que não teríamos se solteiros fossemos.
Sem falar que tentar satisfazer uma mulher não só é uma tarefa impossível, e, portanto insana, comparável a secar gelo, como também é debilitante, estressante e faz perder tempo que se pode empregar em coisas melhores.
Elas têm o dom espetacular de se tornarem as nossas principais críticas.
Melhor que tenham um espaço determinado e depois vão cagar em suas casas insípidas e opacas, cheias de barulhos desnecessários, e diálogos ocos. Cheios de reservas e concessões.
Poder comer quilos de comida antes de dormir vendo trinta e dois filmes em sequência. Peidando.
Dormir com o cachorro junto quando quiser, pois, afinal de contas, ninguém fica doente é tudo bobageira. Só os chatos ficam doentes, pois são fracos não só de espírito, mas também fisicamente.
São os mesmos que não gostam de horário de verão. Aliás, hoje em dia descobri um teste ótimo para saber rapidamente se alguém é chato ou não.
Ora, para alguma coisa devem servir os cabelos brancos. É simples - é só perguntar se o ser gosta do horário de verão.
Se a criatura humana responder negativamente, pode ser catalogada automaticamente como "chata". Procedimento comezinho e célere.
E quando todos se recolhem, as coisas começam a ficar mais claras. Não há mais imposição moral de tendências e comportamentos.
Não há mais a possibilidade (ou ao menos está fica bastante reduzida) de que o sinal sonoro do aparelho telefônico seja acionado por seres mundanos e com aspecto ao mesmo tempo eufórico, ao mesmo tempo mecatrônico, ao mesmo conservador.
Conservadorismo é uma das exteriorizações mais contundentes da covardia e da falta de inteligência. Ausência de liberdade interna. Seres pesados que se arrastam em seu existir cínico externamente, e internamente vulgar.
Grilhões, correntes e tolos.
Nas noites sem vento, todas as imagens ficam mais próximas, assim como nos dias de sol sem vento. Tudo é BEM melhor.
E nas noites sem vento, se pode ouvir tudo, e tudo vibra muito menos e tudo fica muito menos confuso.
Não é a toa que a Cidade de Osório é aquela que registra o maior índice de suicídios no Brasil, PROPORCIONALMENTE à população, obviamente.
E um tal fator é justamente atribuído ao vento em demasia nesta região do país, tanto é que um dos maiores parques eólicos da América Latina foi ali instalado.
Entendi isso muito bem nas oportunidades em que fui acampar, caçar e pescar sozinho. As lonas batendo o tempo todo. O vento nos ouvidos que nada deixa ouvir. O som das árvores que nunca param de balançar. Os sons que não ouvimos em virtude do vento.
Tive que ir embora várias vezes devido ao excesso e continuidade de ventos. Começava a fica enlouquecedor, é essa a sensação que posso descrever cruamente.
Outra noite procurando o sopro da criatividade. Escrever o que...sobre o que...para que...e quando vejo já estou escrevendo.
Pois o que quero é...simplesmente....escrever....e....para isso preciso apenas sentar e começar...e algum silêncio externo...e alguma noite...e alguma música interna...
Como disse, quando percebo, já estou na atividade da escrita, e, depois de desencadeada, não há como fugir do escrito, passamos a ser responsáveis por ele, e devemos terminá-lo.
Ficamos presos a ele e ele preso a mim. Depende de mim para ser gestado e nascer. E eu dependo dele para me libertar.
Contudo, já alguns parágrafos se desenrolam, e ainda não defini um tema para orientar o sentido do escrito. Um tema base, para que possa eu brincar em cima dele.
Talvez isso se deva ao fato de que a música está instável ainda, provavelmente por alguma excepcional lentidão da internet.
Muito desagradável quando a música começa a fragmentar pois isso fragmenta todo o raciocínio, o qual precisa da música em seu compasso habitual.
Dançar. Compor. Tocar. Esculpir. Variar em cima de um tema básico, pré-existente. Por isso mesmo gosto tanto do pessoal do Be-Bop em se tratando de Jazz.
Gente como o Charlie Parker que, assim como o Wolfang Amadeus Mozart, Paganini e Heitor Villa Lobos, eram geniais no que diz respeito à dança das notas, fosse em composições suas fosse tendo como base um trabalho já existente.
O Charlie Parker, inclusive, ficou mais conhecido na história de sua época e não história do Jazz, simplesmente pelo apelido de "Bird", evidente alusão ao voo dos pássaros, que ele realizava sobre as notas em seu sax abençoado, tudo sempre regado a boa bebida e boa heroína.
Salieri que o diga, ciumento de merda, que, assim como Robert Ford, que entrou para os "anais" da história como O COVARDE que matou JESSE JAMES pelas costas, soube matar MOZART aos poucos, apenas aguardando que ele concluísse o "Réquiem".
Já conheci bastante gente parecida com o Salieri. Ao vivo. Vampiros medíocres e invejosos.
Hoje em dia sempre carrego uma maleta com minha estaca de madeira e meu martelo, além de alho, água benta e os meus punhos e punhais. E Jorge.
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"Hera dizia que o homem é quem tem mais prazer, Zeus dizia que é a mulher. Tirésias decidiu a questão: "se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma." Hera, furiosa por sua derrota, cegou Tirésias por vingança. Mas Zeus, compadecido e em recompensa por Tirésias ter dado a ele a vitória, deu-lhe o dom da mántis, a previsão."
Contudo, apesar desse falatório todo, eu ia apenas escrever sobre o fato de que, muitas vezes, a verdade reside em lugares e ou pessoas improváveis, ainda que não costume residir por muito tempo depois que começam a surgir os atos falhos e limitações de caráter e moral.
Pois nas três últimas noites, meio sem querer, meio por querer, os melhores mais prodigiosos sinceros e verdadeiros diálogos que consegui manter com humanos, pois gosto de dar uma saída inicial para afiar e testar meus instintos, foram contatos com ébrios em alto grau, e, também coincidentemente, em idade provecta.
Um deles deve ter aproximadamente 65 anos e sempre está vestido como gaudério, apelido este que dirige a todos. Fala alto, tom marcante, forte, que toma conta do ambiente em um segundo.
Engraçado é que parece um frango de tão magro. Mas é forte, ligado, esperto, inteligente, sabe respeitar as pessoas, e sempre tem uma estória pra contar na ponta da língua.
Figuraça.
Sobre o outro idoso não interessaria falar agora, pois ainda não tenho elementos o suficiente, mas o certo é que tinha uma ótima memória, tinha justiça, sabedoria e argumento.
Engraçado mesmo é que devo ser especialista em dialetos de bêbados e nem sabia, pois com o tempo estou me aperfeiçoando em entender a fala de bêbados que estão em adiantado estado de putrefação.
Assim como entendo a língua dos cachorros. E dos Carcajus. E das maldades e malfeitores.
A nobreza tem sido o seu pior algoz, o seu mais dolorido açoite, pois este tem os seus efeitos protraídos no tempo, como a boa e velha dor do inferno, aquela que nunca cessa de doer.
Evidentemente não estou pregando a teoria de que a verdade residiria em bêbados e viciados de qualquer ordem.
Sei bem que se trata apenas de uma coincidência interessante, a qual serve para ser o mote de um bom relato.
Até mesmo porque se estivesse a defender que a verdade residiria necessariamente em pessoas dopadas, incorreria em contradição, já que inicialmente afirmei que a verdade pode estar onde menos se espera, o que, evidentemente, não inclui apenas pessoas em estado de embriaguez alcoólica ou alguma outra.
Ou todas ao mesmo tempo agora.
Já presenciei várias "barbies" dizendo a verdade, e vários "comunistas" dizendo a mentira e a mediocridade.
O nome não designa o ser, mas sim a sua essência.
As vezes os mais bêbados que encontramos nos cantos escuros e mofados da vida, acabam recordando um famoso personagem da mitologia grega - o Profeta Cego Tirésias.
Ficou famoso, entre outras coisas, por ter passado sete anos transformado em uma mulher.
Via mais do que enxergava e ainda era bastante conhecido por suas acertadas previsões.
Tiresias nos lembra, também, que, por mais sadia que seja a visão, existem vários olhos que mesmo assim não enxergam, como aqueles que sabem ler mas não leem.
Por hoje, era isso. Contudo, não concluiremos sem antes aprendermos um pouco mais sobre o interessante, sábio e instigante Tiresias:
"Na mitologia grega, Tirésias (em grego, Τειρεσίας) foi um famoso profeta cego de Tebas – famoso por ter passado sete anos transformado em uma mulher. Era filho do pastor Everes e da ninfa Chariclo.
Certa vez ao ir orar no monte Citorão, Tirésias encontrou um casal de cobras venenosas copulando, e ambas voltaram-se contra ele. Ele matou a fêmea, e imediatamente tornou-se uma mulher.
Anos depois, indo orar no mesmo monte Citorão, encontrou outro casal de cobras venenosas copulando. Matou o macho e tornou-se novamente um homem.
Por Tirésias ter se tornado tão ciente a respeito de ambos os sexos, ele foi chamado para decidir a questão levantada por ocasião de uma discussão entre Zeus e Hera sobre se é o homem ou a mulher quem tem mais prazer na relação sexual. Mas ele sabia que a sua decisão iraria sobre ele o deus derrotado.
Hera dizia que o homem é quem tem mais prazer, Zeus dizia que é a mulher. Tirésias decidiu a questão: "se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma." Hera, furiosa por sua derrota, cegou Tirésias por vingança. Mas Zeus, compadecido e em recompensa por Tirésias ter dado a ele a vitória, deu-lhe o dom da mántis, aprevisão.
Uma versão alternativa do mito de Tirésias conta que este ficou cego ao ter visto Atena se banhando nua em uma fonte.
Tirésias se faz presente no livro Édipo Rei do antigo autor grego, o célebre Sófocles. Neste livro ele interage e demonstra: "Como é terrível saber, quando o saber de nada serve a quem possui." No qual este faz uma sábia e sutil (aos olhos de quem não consegue ver mesmo sadio da visão) revelação à Édipo, no qual no desenrolar da história, saberá o verdadeiro significado nas entrelinhas de suas sábias palavras.
Tirésias também aparece no livro Odisséia, de Homero (Canto X e XI). Ulisses não consegue descobrir o caminho para voltar para casa e vai procurar Tirésias no Hades."
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