segunda-feira, 21 de março de 2016

PLÁSTICO E HOMENS DE PLÁSTICO




"Receio que os animais considerem o homem como um ser da sua espécie, mas que perdeu da maneira mais perigosa a sã razão animal, receio que eles o considerem como o animal absurdo, como o animal que ri e chora, como o animal desastroso."

A Gaia Ciência - Nietzsche

Chegou a hora em que apenas as luzes do lap top e da televisão iluminam o ambiente. 

A hora em que ouço apenas as músicas e os sons que quero. E quero as músicas. E não quero os outros sons, estes que tensionam, que anunciam o movimento de elementos externos.

Ouvir músicas de modo aleatório é um tanto quanto perigoso para a alma, assim como o próprio convívio com os elementos externos, sob pena de ficarmos melancólicos, no primeiro caso, e furiosamente loucos no segundo caso.


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Pobres tartarugas e focas, entre outras centenas de espécies que perecem todos os dias em face da distribuição excessiva de plástico no meio-ambiente pelo "stupid white man".

A simpática e agonizante tartaruga reproduzida na introdução deste post que o diga. Para elas, sequer SUS existe.

No futuro teremos apenas animais de plástico, e tigres de papel. Sequer os homens, de plástico ou não, acabarão sobrevivendo à própria poluição, cretinos que são, egoístas em vocação.

Ou sobreviverão apenas os animais que souberem comer separando o alimento do plástico, algo que sequer os humanos conseguem fazer, ao plantar elementos plásticos por todos os lados do planeta.

Não se trata de nós. Nós sobreviveremos. A espécie é que não, mas, quanto a isso, não nos importamos muito, ou egoístas não seríamos, por vocação.

Nada seria escrito hoje, mas acabei me inspirando quando, fumando um cigarro, sentia o silêncio da noite em minha janela preferida.

Então percebi que havia cães perto do famoso contêiner que mora perto de minha residência, e estes separaram todo o plástico dos alimentos, antes de ingeri-los.

Logo pensei - "no futuro acho que sobreviverão apenas os que souberem separar o plástico do alimento, algo que, em certa dimensão, sequer os humanos sabem fazer." 

Sábios e sofridos cães de rua. Pobres golfinhos.


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Conforme salientou o Obama, em recente pronunciamento coletivo, entre risos de deboche (com toda a razão), no Brasil os juízes é que são perseguidos, e não os criminosos.

Fui obrigado a lembrar disso hoje, ao escutar, em um noticioso qualquer (todos são iguais, antes é que não eram), a respeito de medidas para limitar a atuação da prodigiosa Polícia Federal.

Assim como volta e meia acaba ocorrendo em relação ao Poder Judiciário e Ministério Público, principalmente.

Pois somos seres feitos de plástico, enlatados e rotulados, vendidos em prateleiras.

E tigres de papel, ponto onde o texto se auto-costura, e finaliza sua breve jornada. 







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