“Escrever foi a tábua à qual me agarrei, para não ser considerado um idiota."
"Vivo como posso, e posso muito porque tenho ideias."
"A vida longe das privações é lastimável justamente porque nos dá uma perspectiva para julgá-la. Cada vez que lavo as mãos penso nisso. E me absolvo.”
Carlos Heitor Cony
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Como já não sou mais de ficar estarrecido, a fase seguinte é a comédia, ou seja, aquilo que antes nos deixava revoltados e boquiabertos, passa a virar motivo de riso, ainda que possa, eventualmente, e normalmente, continuar sendo simplesmente trágico.
Digo isso porque esta noite, ouvindo algum promocional INSTITUCIONAL qualquer, veiculado pelos Órgãos do Governo federal, foi referida a seguinte frase, "verbum ad verbum":
"Se no resto do ano a Natália não pode gozar das facilidades a que teria direito enquanto deficiente física, ao menos no dia da votação ela vai poder exercer esse Direito!!!"
E o tom do narrador era enfático e entusiástico...como alguém que anuncia um fato formidável, como, por exemplo, a distribuição de dinheiro em praça pública.
Será que isso é sério? Será que as pessoas que aprovam tais veiculações institucionais estão prestando a atenção no que fazem, ou mesmo, sofrem de alguma perturbação mental?
Vai saber...
Ou seja, uma propaganda INSTITUCIONAL, admite, expressamente, como algo incrível, que, embora os 364 dias do ano em que estas facilidades não são oferecidas, já que se trata de Direito previsto em tecto legal, AO MENOS no dia da votação, poderão ter estas facilidades...
Ora, considerando que não fiquei louco, o fato é que convivemos com este tipo de escrotice, pois somos nós os escrotos que conduzem essa choldra ao Poder, de modo que, até mesmo fisicamente, o resultado não poderia ser outros.
Quem planta chuva, colhe vendaval.
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O Teori Zavascki, sempre ele, e infelizmente, pois veio de nosso Tribunal, fazendo merda.
E lá vaai o "Lulá Lá", ser julgado pelo Supremo.
Por isso é que sempre afirmo que, segundo a legislação vigente, trata-se de opção do julgador por um ou outro lado, e basta que o caso caia em mãos (mentes) erradas, para que as coisas mudem, passando o injusto a vigorar sobre o justo.
Curioso é que, ao menos para mim, parece tão fácil divisar o justo do injusto.
E agora começaram a se apegar naquelas alegações canalhas e burocráticas, no sentido de que provas teriam sido obtidas e ou divulgadas de modo irregular.
Pronto, caímos no discurso de sempre, aquele que vem depois que nós, AS OVELHAS, deixamos que a poeira (lama) baixe, e os nossos pérfidos políticos continuam fazendo tudo igual, e pior, pois cada vez que arredamos pé, maiores ficam os absurdos.
Estes absurdos aos quais nos acostumamos a aguentar em nome de conveniências pessoais.
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Achei muito interessante, esta noite, um dado inserido no comentário do excelente colunista multimídia Arnaldo Jabor.
Contou ele que Guevara teria indagado Fidel, pretendendo saber quando haveria paz entre Cuba e os EUA.
Fidel teria respondido que apenas no dia em que o presidente norte-americano fosse um negro, e o Papa fosse argentino.
Nostradamus invejaria uma tal predição.


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