"per le piacere di parlare"
Não adianta falar para quem não tem ouvidos, pois a surdez é sua vocação (obviedades esmiuçadas), vivem entre os ecos de suas ignorâncias.
Por outro lado, não adianta escrever para quem possui ouvidos, pois, se já ouvem, o que eu disser soará redundante.
Por isso mesmo acabei me deparando com o Paradoxo da Audição, denominação esta eleita por mim, e inspirada no Paradoxo do Avô, a qual, por seu turno, deriva da famosa Teoria da Relatividade de Einstein, no que pertine a uma eventual e não concebida "máquina do tempo".
Inspirações apenas aleatórias, pois não guardam pertinência quanto à essência do que se está a tratar.
Falo para quem então?...pensando rapidamente...imagino existir uma casta de seres humanos que possuem o que eu denominaria "vocação".
Tenho vários exemplos, entre eles o Nunes e o Sandro. Estes, entre outros poucos, ouvem e apreendem. Aprendem, com toda a personalidade, sem submissões, algo que abomino.
E ensinam. Muito.
Sim, pois a maioria esmagadora dos ouvintes, o faz com todas as suas cargas de arrogância, dogmatismos, vaidades insuperáveis, despeitos e soberbas.
Não ouvem.
Como sói ocorrer, aliás, com o humano em geral, esta escumalha ignara e despojada de maiores e importantes percepções.
Choldra que apenas faz caminhar, seguindo o percurso traçado por outros que não eles, e que apenas defendem os seus interesses, não os deles, pois dessa matéria é que fomos forjados, e é tão difícil livrar-se dela, quanto sair da areia movediça, onde mover-se é afundar ainda mais.
Contudo, ainda que este pensamento queira parecer pessimista, estar vivo é uma experiência formidável, e dela tento não abrir mão.
É tudo o que temos, e é muito, ainda que seja sempre pouco. Para quem ouve.
Estar vivo de verdade, algo difícil de explicar, como a liberdade, no pensamento de Cecília Meireles:
"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
"That's all folks!!!"


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