Semanas, no Brasil, não são Santas. Ainda.
Contudo, não pretendo falar sobre estas porcarias políticas, que causam repugnância, e lidam com os óbvios, ainda que assim possa não nos parecer, embotados que somos.
Serei mais ameno e cândido, pois falarei sobre padres, açoites e prostitutas. Como diz o cidadão líder da milícia no Tropa de Elite II, depois de dar tiros para cima com sua pistola, em um festejo no morro...não se preocupem...hoje é no amor...".
Padres, em linha de princípio, não comem gente. Nem estão acordados a uma hora destas ouvindo "The Dark Side Of The Moon", como, talvez, seja o meu caso.
Não pensam com frequência em uma ""xota"" ou um ""rabo"", assim como talvez às vezes ocorra com os seres humanos em geral, grupo no qual, eventualmente, possa estar eu incluído, assim como eles. Às vezes também.
Como pode um homem não pensar em "xotas" nem em rabos"?? Como pode um homem lutar contra estes dois elementos??
E, acaso pensem com frequência, se açoitam ou acoplam o famoso cilício, tão admirado pelos membros da opus dei.
Eu, no caso, não me açoito. Ou copulo ou me masturbo, pois o Deus deles me criou com uma tal tendência.
Fico imaginando que, acaso todos os seres humanos seguissem os preceitos do catolicismo, ou seria o fim da humanidade, ou seria extinto o celibato clerical.
Aliás, tenho fantasias sexuais envolvendo freiras, diga-se de passagem, de modo que, acaso extinto o celibato, não demoraria a procurar uma freira, ainda mais que devem estar sedentas por algo que não conhecem.
Ou conhecem pouco, para que não pareça ingênuo.
Acaso fossem eu - provavelmente padres não seriam - quando muito estariam pousados sobre estátuas de casarões ou cemitérios antigos, perscrutando a noite e seus habitantes, visíveis ou não.
Acabo de olhar para a frente, e, quando isso ocorre, fatalmente me deparo com imagens de televisão. Estranhamente esqueci de tirar da Globo, a qual, em momento anterior, veiculava filme de meu agrado.
Deixar a televisão ligada passou a ser um hábito em momentos como este, ou seja, o recinto está escuro, de modo que, com as luzes da TV e do lap, acabei acostumando a escrever, meio à força, pois não gosto de luzes quando teclo um texto.
A TV fica muda, e o lap reproduz as músicas que escolho no youtube, pelo headphone.
Pois, ao verificar o conjunto de imagens geradas pela Globo neste momento, logo percebi que o sujeito conhecido pela alcunha "Padre Marcelo", estava aparecendo em um filme, o qual, ao que tudo esté a indicar, é brasileiro, e se chama "Maria, Mãe do Filho de Deus".
Maria, aliás, é o primeiro nome da "prostituta" que acompanhou Jesus até os seus últimos dias, incluindo a ressurreição. Não que eu creia, apenas estou acomodando os temas em seus seus respectivos ambientes históricos.
Na verdade, e isso é apenas uma curiosidade, a fêmea de que se trata nasceu em uma localidade denominada magdalia", ou algo assim, mas o seu nome também era Maria, assim como aquela que dizem ser a mão de um suposto Jesus, e que, supostamente, seria virgem.
Se uma desculpa destas fosse apresentada nos dias atuais, teríamos, no dia seguinte, mais uma notícia na página policial de qualquer noticioso impresso, envolvendo violência doméstica com consequências fatais, acompanhado de um ruidoso suicídio.
Mas, talvez "naquele tempo", isso fosse socialmente admitido, assim como era admitida a existência de vários seres humanos que se diziam Messias, assim como este indivíduo que chamam de Jesus, o qual, apenas era o mais famoso, como ocorre, aliás, atualmente, em vários departamentos da vida que nos rodeia.
E nada tenho contra "mulheres da vida", muito antes, pelo contrário, costuma haver uma convivência bastante harmoniosa.
Não nos termos mais óbvios, ainda que haja, mas, principalmente, em termos psicológicos.
Não nos termos mais óbvios, ainda que haja, mas, principalmente, em termos psicológicos.
Na verdade, elas querem ser entendidas, além de quererem ser "bem" comidas.
Enfim, aspectos que vão se conectando, e, aqui estamos, falando de deuses, padres, e putas, temas que guardam alguma identidade, sem dúvida.
E, em tempos como este, pipocam documentários e filmes abordando crenças da religião católica, principalmente nos países ocidentais.
Engraçado é que, embora despojado de crenças religiosas, admiro muito pessoas como o atual Papa e o Gandhi, assim como o próprio Budismo e aspectos relacionados com a história dos samurais, a qual, por seu turno, e, inegavelmente, também era permeada por crenças a que se poderia atribuir elementos religiosos.
Talvez porque tangenciem aquelas ideias que mais se aproximam daquilo que costumo chamar de "valores universais", justamente por poderem ser aplicados a todos os humanos, pois todos humanos é o que somos, ainda que estúpidas e fantasiosas barreiras étnicas e religiosas não desejem e nem pensem o mesmo.
De onde mais deveria fluir a "paz", tão pregada por todas as religiões, é justamente a fonte das maiores desavenças, sejam religiosas, sejam étnicas. Grupos étnicos se confundem com dogmas de caráter religioso.
Dogmas criam monstros, e desde há muito, além de enfrentá-los, temos que acabar convivendo com eles, pois a fonte de onde fluem, não parece ter fim, assim como ocorre com o magma dos vulcões, ativos ou não.
Entretanto, e, retornando ao Marcelo, que dizem ser "padre", lá está o Marcelo, que não é padre, não é bom, nem sábio, nem mesmo humano, na acepção mais completa da palavra, haja vista que torna pública a sua intenção de jamais copular
Ou divertir-se como um homem, simplesmente exercitando, e deixando de negar que possua instintos básicos, os quais, penso, foram criados pelo mesmo Deus que teria me criado, se em deuses acreditasse.
Por isso mesmo é que sofre de depressão e pensamentos compulsivos/esquizofrênicos, assim como ocorre com muitos praticantes
Alguém não vira padre por vocação, e sim por fraquezas essenciais, e pressões sociais. Ou mesmo, limitações anatômicas, algo que deixo à livre interpretação de que por ventura ler o presente escrito.
Depois se deparam com a aberração que produziram de si mesmos.
Ou simplesmente confortam-se com a situação de não mais precisar explicar que são não homens, ou simplesmente fanáticos obtusos, despojados de ideias e ideais próprios.
Deuses não existem, e, se por acaso existissem, não seriam deuses, seria apenas UM criador, e não vários criadores, como tendemos a crer todos os dias, o que acaba gerando guerras e conflitos intermináveis, nossa vocação natural.
Não acreditamos em Deus, pois.
Apenas nos refugiamos em ideias religiosas, ou simplesmente cumprimos compromissos culturais cheios de dogmas sem pensar que não poderiam existir vários criadores, isso seria apenas impossível.
Admitiria eu, quando muito, a existência de apenas UM criador, se criadores houvesse.
Sem pensar que os humanos sempre cultuaram divindades e isso é apenas uma racional vocação dos seres vivos, já que o meu cão não acredita em divindades.
Para que acreditemos em deuses, não é necessário que tenhamos fé, como muitos propalam.
É necessário que tenhamos um misto de loucura instintiva (atávica, a mesma que faz homens assassinarem as suas companheiras quando rejeitados), com fortes tendências à adaptabilidade ao meio em que estamos inseridos.
A assinatura da nossa ignorância. Em três vias, carimbadas.
O que resta, afora isso, é a verdade. Pura e simples. Vivemos e morremos, como as moscas. Não existem céus nem infernos.
Somos, quando muito, dotados de um tele-encéfalo altamente desenvolvido, o que, combinado com o polegar opositor, resultou no fato de que nos tornamos líderes na cadeia alimentar, e conseguimos inventar celulares, computadores e foguetes. E artefatos bélicos formidáveis.
Feliz Páscoa!!
E, em tempos como este, pipocam documentários e filmes abordando crenças da religião católica, principalmente nos países ocidentais.
Engraçado é que, embora despojado de crenças religiosas, admiro muito pessoas como o atual Papa e o Gandhi, assim como o próprio Budismo e aspectos relacionados com a história dos samurais, a qual, por seu turno, e, inegavelmente, também era permeada por crenças a que se poderia atribuir elementos religiosos.
Talvez porque tangenciem aquelas ideias que mais se aproximam daquilo que costumo chamar de "valores universais", justamente por poderem ser aplicados a todos os humanos, pois todos humanos é o que somos, ainda que estúpidas e fantasiosas barreiras étnicas e religiosas não desejem e nem pensem o mesmo.
De onde mais deveria fluir a "paz", tão pregada por todas as religiões, é justamente a fonte das maiores desavenças, sejam religiosas, sejam étnicas. Grupos étnicos se confundem com dogmas de caráter religioso.
Dogmas criam monstros, e desde há muito, além de enfrentá-los, temos que acabar convivendo com eles, pois a fonte de onde fluem, não parece ter fim, assim como ocorre com o magma dos vulcões, ativos ou não.
Entretanto, e, retornando ao Marcelo, que dizem ser "padre", lá está o Marcelo, que não é padre, não é bom, nem sábio, nem mesmo humano, na acepção mais completa da palavra, haja vista que torna pública a sua intenção de jamais copular
Ou divertir-se como um homem, simplesmente exercitando, e deixando de negar que possua instintos básicos, os quais, penso, foram criados pelo mesmo Deus que teria me criado, se em deuses acreditasse.
Por isso mesmo é que sofre de depressão e pensamentos compulsivos/esquizofrênicos, assim como ocorre com muitos praticantes
Alguém não vira padre por vocação, e sim por fraquezas essenciais, e pressões sociais. Ou mesmo, limitações anatômicas, algo que deixo à livre interpretação de que por ventura ler o presente escrito.
Depois se deparam com a aberração que produziram de si mesmos.
Ou simplesmente confortam-se com a situação de não mais precisar explicar que são não homens, ou simplesmente fanáticos obtusos, despojados de ideias e ideais próprios.
Deuses não existem, e, se por acaso existissem, não seriam deuses, seria apenas UM criador, e não vários criadores, como tendemos a crer todos os dias, o que acaba gerando guerras e conflitos intermináveis, nossa vocação natural.
Não acreditamos em Deus, pois.
Apenas nos refugiamos em ideias religiosas, ou simplesmente cumprimos compromissos culturais cheios de dogmas sem pensar que não poderiam existir vários criadores, isso seria apenas impossível.
Admitiria eu, quando muito, a existência de apenas UM criador, se criadores houvesse.
Sem pensar que os humanos sempre cultuaram divindades e isso é apenas uma racional vocação dos seres vivos, já que o meu cão não acredita em divindades.
Para que acreditemos em deuses, não é necessário que tenhamos fé, como muitos propalam.
É necessário que tenhamos um misto de loucura instintiva (atávica, a mesma que faz homens assassinarem as suas companheiras quando rejeitados), com fortes tendências à adaptabilidade ao meio em que estamos inseridos.
A assinatura da nossa ignorância. Em três vias, carimbadas.
O que resta, afora isso, é a verdade. Pura e simples. Vivemos e morremos, como as moscas. Não existem céus nem infernos.
Somos, quando muito, dotados de um tele-encéfalo altamente desenvolvido, o que, combinado com o polegar opositor, resultou no fato de que nos tornamos líderes na cadeia alimentar, e conseguimos inventar celulares, computadores e foguetes. E artefatos bélicos formidáveis.
Feliz Páscoa!!



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