People Are Strange
The Doors
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange
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Nem sempre "domingos" são dias bons.
Aliás, segundo dados estatísticos, o horário mundial do suicídio, no que se refere a dias e horários, seria justamente o domingo. Entre às 17h00m e as 20h00m.
Portanto, tentem resistir, pois trata-se apenas de dias e horários. nada pessoal.
Não diria que haja sido o melhor domingo do mundo, tendo em vista a perda de um grande amigo há poucos dias, imagino.
Todavia, não chegaria ao ponto radical relacionado ao suicídio, apenas lembrei de um documentário que continha tal informação, a qual, sem dúvida, é bastante curiosa.
Além disso, trata-se apenas de introduzir os elementos que circundam, que gravitam, em torno do assunto principal, o qual, é bastante singelo, aliás, ainda que não seja.
Trata-se, apenas, de desenhar, informar, complementar os elementos, o ambiente em que se desenrolaram os triviais relatos aqui destacados.
Trata-se, ainda, de falar, ou melhor, escrever apenas pelo prazer de escrever.
Na faculdade riam (no bom sentido) da quantidade de vezes em que eu costumava levantar, durante as provas, para pegar uma nova folha em branco, a fim de continuar os escritos da prova.
Talvez prolixo por natureza. Talvez tagarela por natureza. Talvez ambos, vai saber. Nem tudo sabemos. Pouco sabemos, aliás, uma vez que sequer entendemos o que teria ocorrido antes do "big bang".
A "partícula de Deus", nada explica, são apenas fatos. E isso é Stephen Hawking quem defende. Eu, apenas concordo.
Disse a meu pai, inclusive, que neste dia nada seria redigido, pois a cabeça e o corpo estavam cansados. Ao menos, a sensação era esta.
No entanto, acabou saindo este pequeno texto, talvez inspirado pela conversa com ele ao final da noite de domingo.
Um domingo chuvoso e escuro, mas cheio de documentários e filmes, principalmente "O Ditador", do Sacha, filme que eu acho genial, formidável, domo, de resto, quase todos deste comediante.
Entre os documentários, destacaria aquele da NatGeo sobre a Malala, e o que veio a seguir, sobre o Estado Islâmico, e a quase solitária luta dos corajosos curdos contra o horror imposto pelos imbecis fanáticos pertencentes ao auto-denominado Estado Islâmico.
Escrotos. Assim como o Talibã. E alguns torcedores de futebol.
E, só pra variar, tive que sair apenas para comprar cigarros, como se esta lição já não devesse estar compreendida.
Em certos dias, não queremos ter contato com humanos. Nem queremos sair de casa, e saímos quase de pijama.
Mas tinha que comprar a porra do cigarro. Ainda bem que estava ouvindo "paint, it black". Músicas podem matar ou salvar, convém ter cautela.
Dirigi-me, pois, sob os pingos da chuva, e rodeado pelo silêncio do grande êxodo dominical, ao estacionamento onde guardo meu veículo automotor.
Pois é, havia mais esta chatice. O jeito de caminhar chega a mudar. Tento corrigir e sigo em frente. As costas doíam um pouco.
Talvez a cama, fator que, como muitos outros na vida, como as vitaminas, faz bem até certo ponto, depois desanda.
E, para a minha não surpresa, outro nó teria que desatar, pois, quando abri a porta do local onde estaciono o veículo, me deparo com uma cena nada surpreendente, por isso mesmo mencionei acima a expressão "não surpresa".
Lá estava ela, a cadelinha que mora no estacionamento, pra variar, tremendo e encolhida em um buraquinho na areia, como um trapinho esquecido, que se alegra com o movimento do estacionamento, como quem se alegra aquele que espera que as coisas possam melhorar.
Pequena, feia, branquinha e simpática. Adoro ela. E ela me adora, do jeito dela, pois tem aquele inevitável receio de quem está cansado de apanhar do mesmo tipo de ser, no caso, o humano.
Sempre dou oi, e passo o dedo em sua cautelosa e arredia cabeça. Cabeça de ervilha, acaso ervilhas possuíssem cabeças.
Tremia, mas mesmo assim, ainda esperava algo positivo, sacudindo sua esperançosa cauda, demonstrando sua vocação não beligerante, apenas arisca.
Uma farrapa, que ria, sem conhecer a sua própria condição. Ao menos, não como nós humanos definiríamos, rasos que somos. Rasos e maus.
Digo isso, pois os humanos insistem em lembrar-nos diariamente sobre as suas vocações.
Aquilo ficou martelando, então, resolvi não retornar ao estacionamento, vim para minha casa, pois na frente há um contêiner de lixo (invenção bestial), a qual, como eu esperava, e como é de costume, abrigava caixas de papelão, as quais usei para fazer uma casinha para o animal acima referido.
Para tanto, também lancei mão de uma toalha, a fim de produzir conforto e calor.
Contudo, me chamou muito a atenção o fato de que uma das caixas de papelão escolhidas por mim, havia servido como embalagem para peças de carne, no caso, "fraldinha". Se não me engano, um frigorífico de Minas Gerais.
Ainda pensei, "bah o que essa gente está fazendo por aqui...acho que sobre alguns fatos deveria saber mais...devo estar perdendo alguma oportunidade de ouro...".
Estava com uma lanterna na cabeça, hábito dos que coletam os resíduos úteis contidos em tais contêineres, o que facilitou a leitura dos itens, não que isso interessasse.
Entretanto, o que chamou mesmo a atenção, foi o nome do frigorífico - "mataboi".
Nossa, que criativo.
Antes os canalhas sádicos e cínicos ainda tentavam disfarçar, pensei.
Como as propagandas da festa do peixe em Tramandaí-RS, que são apresentadas por um desenho animado representado por um peixe com uma colher na mão, e trajado como cozinheiro.
Gente louca.
Gente de merda...também pensei...carniceiros. O problema, aqui, é a falta de dignidade, tanto no que diz respeito ao nome cretino forjado pelo estabelecimento, como a forma dolorida com que as coisas acontecem.
Poderíamos, simplesmente, ser melhores.
E segui com o plano da casinha de papelão, entre uma e outra reflexão, pois não desligamos o pensamento, ainda que, em algumas oportunidades, fosse bastante conveniente.
Bolachinhas, pães, e uma casinha. Fui.
Tema menor? Não para a cadelinha. Nem para o boi. Maior deve ser, supostamente, o Eduardo Cunha, moderna, hedionda e aberrante corruptela de político.
E a gente vai se acostumando com a barbárie. Novamente. São nossos latentes resquícios de Idades Médias, ou simplesmente daquilo que sempre fomos, apesar de domados, e com o senso de cinismo bastante apurado.