terça-feira, 29 de março de 2016

MANUELA D'AVILA...A INÚTIL......OU SIMPLESMENTE...."AVIÃO"



TENHO DITO........HÁ MAIS DE 04 ANOS.......QUE A MANUELA É UMA IMBECIL......AI ESTÁ........E AINDA ME PERGUNTAVAM PORQUE EU NÃO GOSTAVA DELA.......HEHEHEHHEE.....TUDO BEM.....DEVO SER LOUCO MESMO HAHAHAHAHAHA................GENTE DE MERDA........


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1753316-nervosinho-dracula-lindinho-e-aviao-os-apelidos-na-planilha-da-odebrecht.shtml?cmpid=compfb




Em uma planilha sem sobrenomes, Cid [Gomes] é o "Falso". Jaques [Wagner, hoje ministro do gabinete de Dilma], "Passivo". Randolfo [o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)] leva o apelido de "Múmia".
"Ovo" é o codinome do governador de SC, Raimundo Colombo (PSD). O atual prefeito de Guarulhos (SP), Sebastião Almeida (PT), recebe o nome de "Sumido".
Outros apelidos curiosos na planilha da Odebrecht são os da hoje deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) –conhecida como "Avião"–, o do deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), o "Bruto", o do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), apelidado de "Pastor", e o de Jarbas Vasconcelos Filho (o "Viagra").
Há, ainda, alcunhas para políticos menos conhecidos nacionalmente. Daniel Almeida (PCdoB-BA) é o "Comuna"; o também baiano Edvaldo Brito, o "Candomblé"; o deputado estadual gaúcho Adão Villaverde (PT) é "Eva". Nelson Pelegrino (PT-BA), o "Pelé".
Sobram, também, codinomes "a definir", segundo as planilhas –é o caso da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB-SP).

sábado, 26 de março de 2016

LÓGICAS SUÍNAS







Trata-se agora, pois, de apoiar ou não apoiar o Moro. De achar ou não que os processos desencadeados contra a Presidente sejam fruto de golpe ou não. Se a Polícia Federal isso ou aquilo. 

Achar que seja golpismo, aliás, significa incorrer nos mesmos equívocos de abordagem em que incorrem aqueles que criticam aqueles discursos comunistas batidos e cheios de clichês e jargões ideológicos.

E os canalhas vão ficando esquecidos nessa neblina tendenciosa, odiosa e escrota.

Agora discute-se sobre o Moro, e as provas, sustentadas que são pelo Princípio da Publicidade, segundo o operoso Juiz, com o que, concordo. Papo de quadrilheiros aquele entre a Dilma e o Lula.

E neste emaranhado de discussões técnicas, jurídicas, burocráticas, burras e estéreis sobre a legalidade da divulgação das conversas entre essa quadrilha do PT, as ovelhas sempre perdem o foco, e aquele lixo fica parecendo que não existiu.

Vigorando esta lógica suína, poderiam os membros do PT estar combinando um Auto de Fé, ou mesmo um estupro coletivo de crianças, fatos estes que, acaso relatados e divulgados em grampos, passariam em branco, e as atenções se direcionariam aos denunciantes.

E o mesmo fenômeno ocorre em relação a membros criminosos de qualquer Partido Político deste país, ou seja, diante das mais graves acusações, as atenções sempre acabam desviadas, em um segundo momento, contra os denunciantes.

Por isso volto a citar o vídeo divulgado recentemente, em que Obama afirma, entre risos irônicos, que no Brasil, ao invés de perseguirem os criminosos, perseguem juízes.

Sistema de merda que vá à merda, antes que eu me esqueça.

PADRES, DEUSES E PUTAS









Semanas, no Brasil, não são Santas. Ainda.

Contudo, não pretendo falar sobre estas porcarias políticas, que causam repugnância, e lidam com os óbvios, ainda que assim possa não nos parecer, embotados que somos.

Serei mais ameno e cândido, pois falarei sobre padres, açoites e prostitutas. Como diz o cidadão líder da milícia no Tropa de Elite II, depois de dar tiros para cima com sua pistola, em um festejo no morro...não se preocupem...hoje é no amor...".

Padres, em linha de princípio, não comem gente. Nem estão acordados a uma hora destas ouvindo "The Dark Side Of The Moon", como, talvez, seja o meu caso.

Não pensam com frequência em uma ""xota"" ou um ""rabo"", assim como talvez às vezes ocorra com os seres humanos em geral, grupo no qual, eventualmente, possa estar eu incluído, assim como eles. Às vezes também.

Como pode um homem não pensar em "xotas" nem em rabos"?? Como pode um homem lutar contra estes dois elementos??

E, acaso pensem com frequência, se açoitam ou acoplam o famoso cilício, tão admirado pelos membros da opus dei. 

Eu, no caso, não me açoito. Ou copulo ou me masturbo, pois o Deus deles me criou com uma tal tendência.

Fico imaginando que, acaso todos os seres humanos seguissem os preceitos do catolicismo, ou seria o fim da humanidade, ou seria extinto o celibato clerical.

Aliás, tenho fantasias sexuais envolvendo freiras, diga-se de passagem, de modo que, acaso extinto o celibato, não demoraria a procurar uma freira, ainda mais que devem estar sedentas por algo que não conhecem. 

Ou conhecem pouco, para que não pareça ingênuo.

Acaso fossem eu - provavelmente padres não seriam - quando muito estariam pousados sobre estátuas de casarões ou cemitérios antigos, perscrutando a noite e seus habitantes, visíveis ou não.

Acabo de olhar para a frente, e, quando isso ocorre, fatalmente me deparo com imagens de televisão. Estranhamente esqueci de tirar da Globo, a qual, em momento anterior, veiculava filme de meu agrado.

Deixar a televisão ligada passou a ser um hábito em momentos como este, ou seja, o recinto está escuro, de modo que, com as luzes da TV e do lap, acabei acostumando a escrever, meio à força, pois não gosto de luzes quando teclo um texto.

A TV fica muda, e o lap reproduz as músicas que escolho no youtube, pelo headphone.

Pois, ao verificar o conjunto de imagens geradas pela Globo neste momento, logo percebi que o sujeito conhecido pela alcunha "Padre Marcelo", estava   aparecendo em um filme, o qual, ao que tudo esté a indicar, é brasileiro, e se chama "Maria, Mãe do Filho de Deus".

Maria, aliás, é o primeiro nome da "prostituta" que acompanhou Jesus até os seus últimos dias, incluindo a ressurreição. Não que eu creia, apenas estou acomodando os temas em seus seus respectivos ambientes históricos.

Na verdade, e isso é apenas uma curiosidade, a fêmea de que se trata nasceu em uma localidade denominada magdalia", ou algo assim, mas o seu nome também era Maria, assim como aquela que dizem ser a mão de um suposto Jesus, e que, supostamente, seria virgem.

Se uma desculpa destas fosse apresentada nos dias atuais, teríamos, no dia seguinte, mais uma notícia na página policial de qualquer noticioso impresso, envolvendo violência doméstica com consequências fatais, acompanhado de um ruidoso suicídio.

Mas, talvez "naquele tempo", isso fosse socialmente admitido, assim como era admitida a existência de vários seres humanos que se diziam Messias, assim como este indivíduo que chamam de Jesus, o qual, apenas era o mais famoso, como ocorre, aliás, atualmente, em vários departamentos da vida que nos rodeia.

E nada tenho contra "mulheres da vida", muito antes, pelo contrário, costuma haver uma convivência bastante harmoniosa. 

Não nos termos mais óbvios, ainda que haja, mas, principalmente, em termos psicológicos.

Na verdade, elas querem ser entendidas, além de quererem ser "bem" comidas.

Enfim, aspectos que vão se conectando, e, aqui estamos, falando de deuses, padres, e putas, temas que guardam alguma identidade, sem dúvida.

E, em tempos como este, pipocam documentários e filmes abordando crenças da religião católica, principalmente nos países ocidentais.

Engraçado é que, embora despojado de crenças religiosas, admiro muito pessoas como o atual Papa e o Gandhi, assim como o próprio Budismo e aspectos relacionados com a história dos samurais, a qual, por seu turno, e, inegavelmente, também era permeada por crenças a que se poderia atribuir elementos religiosos.

Talvez porque tangenciem aquelas ideias que mais se aproximam daquilo que costumo chamar de "valores universais", justamente por poderem ser aplicados a todos os humanos, pois todos humanos é o que somos, ainda que estúpidas e fantasiosas barreiras étnicas e religiosas não desejem e nem pensem o mesmo.

De onde mais deveria fluir a "paz", tão pregada por todas as religiões, é justamente a fonte das maiores desavenças, sejam religiosas, sejam étnicas. Grupos étnicos se confundem com dogmas de caráter religioso.

Dogmas criam monstros, e desde há muito, além de enfrentá-los, temos que acabar convivendo com eles, pois a fonte de onde fluem, não parece ter fim, assim como ocorre com o magma dos vulcões, ativos ou não.

Entretanto, e, retornando ao Marcelo, que dizem ser "padre", lá está o Marcelo, que não é padre, não é bom, nem sábio, nem mesmo humano, na acepção mais completa da palavra, haja vista que torna pública a sua intenção de jamais copular

Ou divertir-se como um homem, simplesmente exercitando, e deixando de negar que possua instintos básicos, os quais, penso, foram criados pelo mesmo Deus que teria me criado, se em deuses acreditasse.

Por isso mesmo é que sofre de depressão e pensamentos compulsivos/esquizofrênicos, assim como ocorre com muitos praticantes 

Alguém não vira padre por vocação, e sim por fraquezas essenciais, e pressões sociais. Ou mesmo, limitações anatômicas, algo que deixo à livre interpretação de que por ventura ler o presente escrito.

Depois se deparam com a aberração que produziram de si mesmos. 

Ou simplesmente confortam-se com a situação de não mais precisar explicar que são não homens, ou simplesmente fanáticos obtusos, despojados de ideias e ideais próprios.

Deuses não existem, e, se por acaso existissem, não seriam deuses, seria apenas UM criador, e não vários criadores, como tendemos a crer todos os dias, o que acaba gerando guerras e conflitos intermináveis, nossa vocação natural.

Não acreditamos em Deus, pois. 

Apenas nos refugiamos em ideias religiosas, ou simplesmente cumprimos compromissos culturais cheios de dogmas sem pensar que não poderiam existir vários criadores, isso seria apenas impossível. 

Admitiria eu, quando muito, a existência de apenas UM criador, se criadores houvesse.

Sem pensar que os humanos sempre cultuaram divindades e isso é apenas uma racional vocação dos seres vivos, já que o meu cão não acredita em divindades.

Para que acreditemos em deuses, não é necessário que tenhamos fé, como muitos propalam. 

É necessário que tenhamos um misto de loucura instintiva (atávica, a mesma que faz homens assassinarem as suas companheiras quando rejeitados), com fortes tendências à adaptabilidade ao meio em que estamos inseridos.

A assinatura da nossa ignorância. Em três vias, carimbadas.

O que resta, afora isso, é a verdade. Pura e simples. Vivemos e morremos, como as moscas. Não existem céus nem infernos. 

Somos, quando muito, dotados de um tele-encéfalo altamente desenvolvido, o que, combinado com o polegar opositor, resultou no fato de que nos tornamos líderes na cadeia alimentar, e conseguimos inventar celulares, computadores e foguetes. E artefatos bélicos formidáveis.

Feliz Páscoa!!











STABAT MATER - VIVALDI





Perfeito. Genial. Comovente, ao definirmos em um campo meramente das artes, e não das sensações humanas, ainda que um tal fenômeno, normalmente, não ande distante do outro. Choramos por nós e pelos outros. E choramos diante da beleza. Quando choramos.





ORLANDO SENNA - TEATRO E CONTRACULTURA



TEATRO E CONTRACULTURA...........HOMENAGEM A ORLANDO SENNA................GRANDE CARA.................MUITO INTELIGENTE................E VIVENCIOU SITUAÇÕES ÍMPARES AO LADO DE ÍMPARES SERES HUMANOS, COMO SARTRE, FIDEL E MARIO VARGAS LLOSA...................ALÉM DA JANIS JOPLIN.......HISTÓRIA VIVA............PODERIA FICAR HORAS OUVINDO SUAS AVENTURAS PELA VIDA..........ASSIM COMO O OSCAR NIEMEYER...........ADORAVA ESTE VIVENTE............TAMBÉM..........ASSIM COMO TODOS OS CITADOS ACIMA.................


""""Poluição audiovisual (Orlando Senna)

Estou vendo filmes da década 1940, franceses e estadunidenses. Em preto e branco, fotografia com forte contraste luz e sombra, narrativa com tempos para reflexão e respiração. Sem jorros de sangue ou vísceras expostas, um tratamento da violência completamente distinto do que vemos nos filmes e telesséries da atualidade. De vez em quando organizo essas mostras particulares, vistas em casa pela família, de filmes antigos. Funciona como uma desintoxicação audiovisual.

A visita à arte cinematográfica de 70 anos atrás se me apresentou como uma necessidade sanitária porque sofremos, minha mulher e eu, forte exposição à pirotecnia e à velocidade das informações na TV. Estávamos tentando ver uma telenovela e, durante os intervalos ou porque nos cansávamos de ver, mudávamos constantemente de canal, zapeando como adolescentes. Os anúncios dos próprios canais e a propaganda comercial se transformaram em poluição audiovisual.

O estilo "velozes e furiosos" produz em mim, na minha companheira, em muita gente que conheço e creio que em muita gente que não conheço uma espécie de agressão à sensibilidade, um assédio aos neurônios.

Além de ser uma mesmice, formato igual para todos os canais (apenas alguns canais públicos não o utilizam), é de uma pobreza estética e conceitual de dar dó.

A novidade e a qualidade dos videoclipes que inspiraram o formato ficaram para trás, o que hoje se vê e ouve é uma degeneração da proposta surgida há meio século (Now de Santiago Alvarez, o primeiro kinoclipe) de aceleração do ritmo ao juntar música e imagens.

O que resta é um pipocar exagerado de cortes, fusões e algaravia sonora. A propaganda do comércio varejista é a pior, parece que cada cenário é uma casa de loucos em momento de surto.

Sabe-se que a vida humana ganhou ritmos mais rápidos e sincopados nos últimos tempos e que a arte tende a acompanhar o diapasão da vida.

Isso é uma coisa, outra coisa é acentuar, enfatizar além da conta, ostentar o tictac da edição em uma medida exagerada. O efeito é adverso ao que se está tentando, não resulta em uma comunicação mais efetiva e sim em monotonia."""





terça-feira, 22 de março de 2016

PORTRAITS



Já fui cigano. Já trabalhei no circo.







FILIGRANAS DO COTIDIANO







“Escrever foi a tábua à qual me agarrei, para não ser considerado um idiota."

"Vivo como posso, e posso muito porque tenho ideias."

 "A vida longe das privações é lastimável justamente porque nos dá uma perspectiva para julgá-la. Cada vez que lavo as mãos penso nisso. E me absolvo.”

Carlos Heitor Cony


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Como já não sou mais de ficar estarrecido, a fase seguinte é a comédia, ou seja, aquilo que antes nos deixava revoltados e boquiabertos, passa a virar motivo de riso, ainda que possa, eventualmente, e normalmente, continuar sendo simplesmente trágico.

Digo isso porque esta noite, ouvindo algum promocional INSTITUCIONAL qualquer, veiculado pelos Órgãos do Governo federal, foi referida a seguinte frase, "verbum ad verbum": 

"Se no resto do ano a Natália não pode gozar das facilidades a que teria direito enquanto deficiente física, ao menos no dia da votação ela vai poder exercer esse Direito!!!"

E o tom do narrador era enfático e entusiástico...como alguém que anuncia um fato formidável, como, por exemplo, a distribuição de dinheiro em praça pública.

Será que isso é sério? Será que as pessoas que aprovam tais veiculações institucionais estão prestando a atenção no que fazem, ou mesmo, sofrem de alguma perturbação mental?

Vai saber...

Ou seja, uma propaganda INSTITUCIONAL, admite, expressamente, como algo incrível, que, embora os 364 dias do ano em que estas facilidades não são oferecidas, já que se trata de Direito previsto em tecto legal, AO MENOS no dia da votação, poderão ter estas facilidades...

Ora, considerando que não fiquei louco, o fato é que convivemos com este tipo de escrotice, pois somos nós os escrotos que conduzem essa choldra ao Poder, de modo que, até mesmo fisicamente, o resultado não poderia ser outros.

Quem planta chuva, colhe vendaval.


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O Teori Zavascki, sempre ele, e infelizmente, pois veio de nosso Tribunal, fazendo merda.

E lá vaai o "Lulá Lá", ser julgado pelo Supremo.

Por isso é que sempre afirmo que, segundo a legislação vigente, trata-se de opção do julgador por um ou outro lado, e basta que o caso caia em mãos (mentes) erradas, para que as coisas mudem, passando o injusto a vigorar sobre o justo.

Curioso é que, ao menos para mim, parece tão fácil divisar o justo do injusto.

E agora começaram a se apegar naquelas alegações canalhas e burocráticas, no sentido de que provas teriam sido obtidas e ou divulgadas de modo irregular.

Pronto, caímos no discurso de sempre, aquele que vem depois que nós, AS OVELHAS, deixamos que a poeira (lama) baixe, e os nossos pérfidos políticos continuam fazendo tudo igual, e pior, pois cada vez que arredamos pé, maiores ficam os absurdos. 

Estes absurdos aos quais nos acostumamos a aguentar em nome de conveniências pessoais.


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Achei muito interessante, esta noite, um dado inserido no comentário do excelente colunista multimídia Arnaldo Jabor.

Contou ele que Guevara teria indagado Fidel, pretendendo saber quando haveria paz entre Cuba e os EUA.

Fidel teria respondido que apenas no dia em que o presidente norte-americano fosse um negro, e o Papa fosse argentino.

Nostradamus invejaria uma tal predição.







segunda-feira, 21 de março de 2016

DIAS DE RETIRO...DIAS DE PAZ...



Fiz uma espécie de "retiro", em um lugar lindo, cheio de paz e naturezas, onde se podia até ter o prazer de cozinhar em um "fogão de rabo" (tijolos, barro e chapa), além da caça de lebres e a boa e velha pescaria entre parceiros.

Estradas de terra que levam do nada a lugar algum. E sempre de terra.

Faltou só o vovô...pois sei que ele adorava aquele lugar, principalmente quando tinha fogo. 

E bebia água no rio, cheio de cuidados para não cair na água, algo que aprendeu com duras lições ao longo de seus doze anos e dezenas de acampamentos.
















PLÁSTICO E HOMENS DE PLÁSTICO




"Receio que os animais considerem o homem como um ser da sua espécie, mas que perdeu da maneira mais perigosa a sã razão animal, receio que eles o considerem como o animal absurdo, como o animal que ri e chora, como o animal desastroso."

A Gaia Ciência - Nietzsche

Chegou a hora em que apenas as luzes do lap top e da televisão iluminam o ambiente. 

A hora em que ouço apenas as músicas e os sons que quero. E quero as músicas. E não quero os outros sons, estes que tensionam, que anunciam o movimento de elementos externos.

Ouvir músicas de modo aleatório é um tanto quanto perigoso para a alma, assim como o próprio convívio com os elementos externos, sob pena de ficarmos melancólicos, no primeiro caso, e furiosamente loucos no segundo caso.


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Pobres tartarugas e focas, entre outras centenas de espécies que perecem todos os dias em face da distribuição excessiva de plástico no meio-ambiente pelo "stupid white man".

A simpática e agonizante tartaruga reproduzida na introdução deste post que o diga. Para elas, sequer SUS existe.

No futuro teremos apenas animais de plástico, e tigres de papel. Sequer os homens, de plástico ou não, acabarão sobrevivendo à própria poluição, cretinos que são, egoístas em vocação.

Ou sobreviverão apenas os animais que souberem comer separando o alimento do plástico, algo que sequer os humanos conseguem fazer, ao plantar elementos plásticos por todos os lados do planeta.

Não se trata de nós. Nós sobreviveremos. A espécie é que não, mas, quanto a isso, não nos importamos muito, ou egoístas não seríamos, por vocação.

Nada seria escrito hoje, mas acabei me inspirando quando, fumando um cigarro, sentia o silêncio da noite em minha janela preferida.

Então percebi que havia cães perto do famoso contêiner que mora perto de minha residência, e estes separaram todo o plástico dos alimentos, antes de ingeri-los.

Logo pensei - "no futuro acho que sobreviverão apenas os que souberem separar o plástico do alimento, algo que, em certa dimensão, sequer os humanos sabem fazer." 

Sábios e sofridos cães de rua. Pobres golfinhos.


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Conforme salientou o Obama, em recente pronunciamento coletivo, entre risos de deboche (com toda a razão), no Brasil os juízes é que são perseguidos, e não os criminosos.

Fui obrigado a lembrar disso hoje, ao escutar, em um noticioso qualquer (todos são iguais, antes é que não eram), a respeito de medidas para limitar a atuação da prodigiosa Polícia Federal.

Assim como volta e meia acaba ocorrendo em relação ao Poder Judiciário e Ministério Público, principalmente.

Pois somos seres feitos de plástico, enlatados e rotulados, vendidos em prateleiras.

E tigres de papel, ponto onde o texto se auto-costura, e finaliza sua breve jornada. 







CASINHAS DE PAPELÃO E OS FRIOS DA ALMA



Ótimo, verifiquei hoje que deu certo a casinha feita com as caixas de papelão e meia toalha, afinal, pois, em um primeiro momento, a simpática e friorenta cachorrinha fugiu das caixas, prevenida que é.

Apesar de as caixas provirem do Matadoruro/Frigorífico mineiro denominado, escrotamente, como "mataboi". 

"Mataboi..."salva cão", sem cedilha mesmo.

É só o que ela tem, além da sarna que a atormenta desde há muito, algo ainda a ser resolvido.

E um pratinho de água, pois a comida fica pelo chão mesmo, havendo ela, pois, se acostumado a comer com a nada agradável "crocância" da areia.

Pequenos méritos de "pequenos" cotidianos.

"I la nave va..."










"MATABOI"..."PAINT IT BLACK"








People Are Strange
The Doors

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name

When you're strange, when you're strange, when you're strange



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Nem sempre "domingos" são dias bons. 

Aliás, segundo dados estatísticos, o horário mundial do suicídio, no que se refere a dias e horários, seria justamente o domingo. Entre às 17h00m e as 20h00m. 

Portanto, tentem resistir, pois trata-se apenas de dias e horários. nada pessoal.

Não diria que haja sido o melhor domingo do mundo, tendo em vista a perda de um grande amigo há poucos dias, imagino. 

Todavia, não chegaria ao ponto radical relacionado ao suicídio, apenas lembrei de um documentário que continha tal informação, a qual, sem dúvida, é bastante curiosa.

Além disso, trata-se apenas de introduzir os elementos que circundam, que gravitam, em torno do assunto principal, o qual, é bastante singelo, aliás, ainda que não seja.

Trata-se, apenas, de desenhar, informar, complementar os elementos, o ambiente em que se desenrolaram os triviais relatos aqui destacados.

Trata-se, ainda, de falar, ou melhor, escrever apenas pelo prazer de escrever. 

Na faculdade riam (no bom sentido) da quantidade de vezes em que eu costumava levantar, durante as provas, para pegar uma nova folha em branco, a fim de continuar os escritos da prova.

Talvez prolixo por natureza. Talvez tagarela por natureza. Talvez ambos, vai saber. Nem tudo sabemos. Pouco sabemos, aliás, uma vez que sequer entendemos o que teria ocorrido antes do "big bang". 

A "partícula de Deus", nada explica, são apenas fatos. E isso é Stephen Hawking quem defende. Eu, apenas concordo.

Disse a meu pai, inclusive, que neste dia nada seria redigido, pois a cabeça e o corpo estavam cansados. Ao menos, a sensação era esta.

No entanto, acabou saindo este pequeno texto, talvez inspirado pela conversa com ele ao final da noite de domingo. 

Um domingo chuvoso e escuro, mas cheio de documentários e filmes, principalmente "O Ditador", do Sacha, filme que eu acho genial, formidável, domo, de resto, quase todos deste comediante.

Entre os documentários, destacaria aquele da NatGeo sobre a Malala, e o que veio a seguir, sobre o Estado Islâmico, e a quase solitária luta dos corajosos curdos contra o horror imposto pelos imbecis fanáticos pertencentes ao auto-denominado Estado Islâmico. 

Escrotos. Assim como o Talibã. E alguns torcedores de futebol.

E, só pra variar, tive que sair apenas para comprar cigarros, como se esta lição já não devesse estar compreendida. 

Em certos dias, não queremos ter contato com humanos. Nem queremos sair de casa, e saímos quase de pijama.

Mas tinha que comprar a porra do cigarro. Ainda bem que estava ouvindo "paint, it black". Músicas podem matar ou salvar, convém ter cautela.

Dirigi-me, pois, sob os pingos da chuva, e rodeado pelo silêncio do grande êxodo dominical, ao estacionamento onde guardo meu veículo automotor. 

Pois é, havia mais esta chatice. O jeito de caminhar chega a mudar. Tento corrigir e sigo em frente. As costas doíam um pouco. 

Talvez a cama, fator que, como muitos outros na vida, como as vitaminas, faz bem até certo ponto, depois desanda. 

E, para a minha não surpresa, outro nó teria que desatar, pois, quando abri a porta do local onde estaciono o veículo, me deparo com uma cena nada surpreendente, por isso mesmo mencionei acima a expressão "não surpresa".

Lá estava ela, a cadelinha que mora no estacionamento, pra variar, tremendo e encolhida em um buraquinho na areia, como um trapinho esquecido, que se alegra com o movimento do estacionamento, como quem se alegra aquele que espera que as coisas possam melhorar.

Pequena, feia, branquinha e simpática. Adoro ela. E ela me adora, do jeito dela, pois tem aquele inevitável receio de quem está cansado de apanhar do mesmo tipo de ser, no caso, o humano.

Sempre dou oi, e passo o dedo em sua cautelosa e arredia cabeça. Cabeça de ervilha, acaso ervilhas possuíssem cabeças.

Tremia, mas mesmo assim, ainda esperava algo positivo, sacudindo sua esperançosa cauda, demonstrando sua vocação não beligerante, apenas arisca.

Uma farrapa, que ria, sem conhecer a sua própria condição. Ao menos, não como nós humanos definiríamos, rasos que somos. Rasos e maus.

Digo isso, pois os humanos insistem em lembrar-nos diariamente sobre as suas vocações.

Aquilo ficou martelando, então, resolvi não retornar ao estacionamento, vim para minha casa, pois na frente há um contêiner de lixo (invenção bestial), a qual, como eu esperava, e como é de costume, abrigava caixas de papelão, as quais usei para fazer uma casinha para o animal acima referido.

Para tanto, também lancei mão de uma toalha, a fim de produzir conforto e calor.

Contudo, me chamou muito a atenção o fato de que uma das caixas de papelão escolhidas por mim, havia servido como embalagem para peças de carne, no caso, "fraldinha". Se não me engano, um frigorífico de Minas Gerais.

Ainda pensei, "bah o que essa gente está fazendo por aqui...acho que sobre alguns fatos deveria saber mais...devo estar perdendo alguma oportunidade de ouro...".

Estava com uma lanterna na cabeça, hábito dos que coletam os resíduos úteis contidos em tais contêineres, o que facilitou a leitura dos itens, não que isso interessasse.

Entretanto, o que chamou mesmo a atenção, foi o nome do frigorífico - "mataboi".

Nossa, que criativo.

Antes os canalhas sádicos e cínicos ainda tentavam disfarçar, pensei.

Como as propagandas da festa do peixe em Tramandaí-RS, que são apresentadas por um desenho animado representado por um peixe com uma colher na mão, e trajado como cozinheiro.

Gente louca.

Gente de merda...também pensei...carniceiros. O problema, aqui, é a falta de dignidade, tanto no que diz respeito ao nome cretino forjado pelo estabelecimento, como a forma dolorida com que as coisas acontecem.

Poderíamos, simplesmente, ser melhores.

E segui com o plano da casinha de papelão, entre uma e outra reflexão, pois não desligamos o pensamento, ainda que, em algumas oportunidades, fosse bastante conveniente.

Bolachinhas, pães, e uma casinha. Fui.

Tema menor? Não para a cadelinha. Nem para o boi. Maior deve ser, supostamente, o Eduardo Cunha, moderna, hedionda e aberrante corruptela de político.

E a gente vai se acostumando com a barbárie. Novamente. São nossos latentes resquícios de Idades Médias, ou simplesmente daquilo que sempre fomos, apesar de domados, e com o senso de cinismo bastante apurado.