quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

PEOPLE ARE STRANGE...PEOPLE ARE CRAZY...WHEN YOU'RE A STRANGE...



Parla per piacere di parlare. 

(Il Raccoglitore - Rivista Europea/1834 - ou se preferirem - Coronel Hans Landa, dos Bastardos Inglórios...).








                          
                         People are Strange

"People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange...

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange..."

Doors



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Queima de fogos. Queimar fogos soa como molhar a água. Contudo, adoramos temas sem lógica. 

A lógica não é para as ovelhas. 

Para estas, há um manual, cujo autor, evidentemente, é o pastor. Seja qual for. 

Pois são todos humanos, e, assim sendo, obedecerão ao instinto de seus cajados, e não ao bem coletivo.

Por isso mesmo os pastores em geral procuram as ovelhas, e não as onças.

Bons pastores só encontramos no Ezequiel 25:17. Os demais são da Igreja Universal, e todas as mesmas aberrações do gênero, indivíduos que não só não servem a mim, como também não servem à minha Nação.

Enquanto eles apenas não serviam a mim, estava tranquilo.

Comecei a ficar apreensivo é quando eles passaram a não servir ao meu País, já que esses escrotos, assim como o tiririca, começaram a ocupar posições importantes em todos os níveis do Poder instituído.

Antes eles comiam apenas o cu de seus fieis. Agora, entretanto, começaram a tentar comer o meu cu também, na medida em que estas QUADRILHAS de oportunistas ignaros conseguiram alçar ao Poder aquela choldra de comprovados gangsters que fazem parte de seus quadros.

Liberdade religiosa...até um pepino pode virar Deus e levar massas a enriquecer escroques podres (redundância).

Então, essa gente vira alvo. Estou, ao menos, fazendo a minha parte, mesmo que o poder de fogo não se compare ao dos EUA.

Ainda bem que existe a Billie Holiday, senão a existência seria menos viável.

Não estou dizendo que isso seja o mais correto a fazer, mas eventos como aqueles que são comuns nos EUA, onde atiradores eliminam o máximo possível de vítimas, e depois fulminam a sua própria, não deveriam ser encarados como fatos tão estranhos.

Assim como o lema dos homens-bomba - "ninguém é inocente"...

Isso porque, como referido no post anterior, já não há mais mentiras nem verdades aqui... há música urbana...



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Chikungunya - Porque será que o indivíduo gosta de complicar ao invés de simplificar???

Sim, porque atribuir uma tal denominação a uma patologia beira a sacanagem...

Poderia esta enfermidade ser classificada simplesmente como treb, ou algo do gênero.

Mais interessantes ainda são os nomes científicos.

Provavelmente a denominação de que se trata guarde relação com o nome do cientista que ""inventou"" esta doença (...)


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Noto que, hoje, as ambulâncias estão frenéticas. Sintoma do nosso despreparo. Sintoma das velhas vidas. E secas. E despropositadas, assim como despropositada é a própria criação.

Ano-Novo. Vidas velhas. Ou novas. Quanto mais o tempo passa, menos novo é o ano. 

Noto que, hoje, as ambulâncias estão frenéticas. Sintoma do nosso despreparo. Sintoma das velhas vidas.

O Natal e a passagem de ano, portanto, são ocasiões mais afeitas a crianças do que adultos, ainda que estes, freneticamente, insistam nestas práticas. São os necessários cultos, suas rotinas.

É como diz um mafioso amigo meu: "natal, ano-novo e seios femininos, foram destinados às crianças, não aos homens." 

Ele costuma dizer, também, que homens não guardam o seu dinheiro em carteiras. O carregam em maços, e grampeados pela boca de um leão de ouro. 

Apenas lembrei, já se se trata de aspectos nada ortodoxos.

Ele também não gosta de felação e sodomia com a esposa. Justifica referindo que a boca que beija os seus filhos, não pode andar em qualquer lugar. 

E quanto à sodomia, argumenta que não se deve despertar desejos bárbaros nas esposas.

Para isso existiriam as putas e amantes. Segundo ele.


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Frenesi. Histeria coletiva. Irracional manutenção de tradições e cultos. Tendências do homem - precisamos dos cultos assim como precisamos das rotinas e dos grupos.

Trata-se de uma questão de segurança, auto-preservação. 

Não sendo isso algo evitável, pois, sequer merece mais do que uma simples constatação de fatos.


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Os insanos e seus foguetes, deleitando-se com o egoísmo de suas festas, quando deveriam estar tentando derrubar o poder que se lhes apresenta.

Putas. Depois falam das putas. Volta e meia nos deparamos a situação em que estamos combatendo alguma coisa, simplesmente porque aquela coisa que se combate apenas faz refletir a nossa própria imagem.

E os foguetes estão no ar (noir). Comemorando o que? A nossa estúpida e fugaz manifestação física? A nossa estúpida ignorância conveniente e masoquista? A nossa incompetência no sentido de tentar ser melhores, quando sabemos o que é ser melhor?

No dia seguinte, e ainda em meio à ressaca, os governos continuarão tungando nossa economia, e nós...continuaremos sendo apenas medíocres masoquistas, bobos alegres que tudo aceitam, e ainda agradecem.


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Agora o Grande Irmão quer editar e publicar leis federais prevendo exames relacionados ao uso de drogas para fins de renovação da Carteira Nacional de Habilitação.

Pena que não existem mecanismos e previsões legais que possam evitar a idiotia.

Vou comprar uma bicicleta.


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Em linha de princípio, as pessoas parecem normais. 

"Pessoas são estranhas quando você é um estranho"


Em linha de princípio, as pessoas parecem normais. 

As pessoas não são normais, são apenas o que são e sempre foram, pérfidas, convenientes, dissimuladas, egoístas, trancadas e ignorantes. 

Muito menos quando as analisamos ouvindo Stabat Mater, por Vivaldi.

Não refiro as exceções, porque exceções são exceções e ponto.

Ou seja, parecem ter bom-senso, boas intenções. Tentam externar equilíbrio, serenidade, bondade, justiça, sabedoria, sucesso pessoal, higiene, etc.

No entanto, o que normalmente se verifica é que nada sabemos sobre nós mesmos e sobre os demais, a não ser quando conflitamos, oportunidade que abre a possibilidade de que um pouco mais saibamos sobre o oponente.

Fazemos guerra para dominar e fazemos guerras conscientes e inconscientes para descobrir mais sobre o "outro". 

Esse, aliás, vem a ser o meio mais rústico empregado pelo indivíduo no que diz com o tema "conhecer o outro" - alter relações - sapere alterum - saborear o outro. 

Por esta mesma razão é que, quando somos cutucados, a intenção daquele que cutuca é justamente saber do que somos feitos, saber sobre a solidez ou não do material de que somos forjados. 

Saber sobre a quantidade ou falta de força (Star Wars). Saber sobre as mazelas, para abrir eventuais flancos de ataque, tendência atávica do homo sapiens (homo egoistus!!).

Tudo isso, contudo, é fruto do cinismo, e, se não fosse pelo bendito cinismo, nossas existências mais se afeiçoariam à existência dos bárbaros, ou mesmo dos macacos e ursos.

Falamos, evidentemente, sobre a acepção moderna do que venha a significar o cinismo, ideário este que, com o passar do tempo, acabou por se revestir de uma roupagem negativa, pois, em sua origem, a doutrina cínica buscava justamente o contrário, senão, vejamos:

"O cinismo (em grego antigo: κυνισμός kynikós, em latim cinicus) foi uma corrente filosófica fundada por Antístenes, discípulo de Sócrates e como tal praticada pelos cínicos (em grego antigo: Κυνικοί, latim: Cynici). Para os cínicos, o propósito da vida era viver na virtude, de acordo com a natureza.
O primeiro filósofo a definir o cinismo foi Antístenes, ex-aluno de Sócrates no final do século V a.C. Ele foi seguido por Diógenes de Sinope que levou o cinismo aos seus extremos lógicos e passou a ser visto como o arquétipo de filósofo cínico, sua autarkeia (auto-suficiência) e aapatheia perante as vicissitudes da vida eram os ideais do cinismo.
O cinismo se espalhou durante a ascensão do Império Romano no século I quase se tornando um movimento de massa, e assim, os cínicos eram encontrados pedindo e pregando ao longo das cidades do império. A doutrina finalmente desapareceu no final do século V, embora alguns afirmam que o cristianismo primitivo adotou muitas de suas ideias ascéticas e retóricas. 
Por volta do século XIX, a ênfase sobre os aspectos negativos da filosofia cínica levou ao entendimento moderno de cinismo a significar uma disposição de descrença na sinceridade ou bondade das motivações e ações humanas e como caraterização de pessoas que desprezam as convenções sociais. Para encorajar as pessoas a renunciarem aos desejos criados pela civilização e convenções, os cínicos empreenderam uma cruzada de escárnio anti-social e assim mostrar as frivolidades da vida social.


Contudo, quando observados à distância e de maneira fugaz, os indivíduos humanos parecem "normais". 

Quando não habitamos perto deles, principalmente. 

Vale dizer, o cinismo não está apenas nos atos de quem externa, mas também nos olhos de quem perscruta. 

Ou seja, o cinismo a todos pertence, sendo condição básica ao convívio. 

O equilíbrio, pois, normalmente, depende do cinismo, da dissimulação, da falsidade, dos atos falhos bem maquiados, assim como o convívio social, ainda mais quando consideramos o aspecto gregário que acompanha a existência, não apenas dos humanos.

Poucos conquistam o equilíbrio cortejando a insanidade, ou praticando o justo no seu sentido mais cru, mais visceral.

Justamente por este motivo é que nunca esqueço de frases como esta: "a cautela exagerada revela a intenção do pecado." 

E outras - como: "quando um homem estiver particularmente confuso, deve franzir o cenho e adotar uma expressão violenta, sob pena de bancar o bobo."

Quando presente está o cinismo, portanto e habitualmente, não há como perceber, modo imediato, os famosos e habituais atos falhos, ou, o que é mais "normal" - atos grosseiramente falhos.

Ou percebemos, mas não nos importa muito, pois são distantes. 

Por isso mesmo é que se pode desenhar quase todo o conteúdo de um indivíduo, quando atentamente observado de longe (100 metros).

O ser observado logo começa a vomitar, cuspir e espirrar os seus falhos atos. 

O humano médio é desprovido de freios e contra-pesos, equilíbrios e virtuosismo, sendo mesmo monótonos, previsíveis, descontrolados, moralmente imundos e intelectualmente ocos. 

Normalmente sabem pouco sobre nada.

É egoísta e seus instintos mais primitivos o dominam, tal qual um cão, um carcaju (wolverine) ou um símio.

Observadas de perto, ou quando se divide a mesma região geográfica no que diz com "habitar", as coisas mudam, emergindo horrendas figuras, tétricas cataturas.

A não ser que que sejamos dotados das características que fizeram com que a Madre Teresa e o Gandhi obtivessem tamanha projeção histórica, cultural e moral. 

É como sempre digo, depois de ter ouvido ou lido isso em algum lugar - amamos ao próximo, desde que este não seja o nosso vizinho.

Amar ao próximo é fácil apenas quando estamos distantes deste suposto e impessoal "próximo", por mais paradigmático que isso possa soar. 

Em verdade, odiamos ao próximo. Queremos que vá se fuder. 

O humano é gregário, não agregador. Repele aquele que ao seu grupo não pertença, e quer que este prevaleça sobre os demais.

É gregário até onde possa simplesmente conviver e colher impressões, pois, afora isso, tende a se juntar aos seus ghettos, aos seus afins - "aos amigos tudo...aos inimigos... a Lei...".

Ou como dizem os gringos de Caxias do Sul - "de bom aqui só nós...o resto que pule pra fora do barco".

Por exemplo, em uma análise que pretendesse abordar a questão "vizinhança", nunca poderíamos olvidar de tais aspectos.

Isso porque poderíamos nos apresentar aos vizinhos como o Papa, a própria Madre de Calcutá ou o manso e virtuoso Indiano, e, mesmo assim, a tendência seria de que, com o passar do tempo, sem qualquer razão aparente ou racional, passássemos a ser odiados ou hostilizados, mesmo que em silêncio.

Solenes silêncios.

Tanto ruídos quanto silêncios causam mal estar à escumalha, ao populacho ignaro. Despeitos, vaidades e medos inatos.

Odiamo-nos antes e depois de nos conhecermos. Antes do contato, odiamos não saber do que se trata. 



Depois do contato, odiamos saber do que se trata, pois conviver com as diferenças não é a nossa especialidade, pois para as diferenças não nascemos dotados de tolerância, mas de prevenção. 

Temos medo antes, e repulsa depois.

O humano é gregário não porque existe amor mútuo. 

Trata-se sempre da velha e boa conveniência, ou seja, a segurança, a defesa. 

Somos sociais para que possamos, ou tentemos nos defender, só isso. 

Não porque nos amamos. Antes fosse, caso em que seríamos praticamente abstrações coloridas quando comparados à realidade que nos acerca.

Justamente por isso é que, em um segundo momento, sempre a animosidade se faz presente. 

Se isso não ocorre, também envolve uma motivação relacionada com a conveniência, a velha e boa diplomacia, que faz com que seres e nações continuem vivos.

A maioria esmagadora dos humanos não foi preparada para oferecer a sua vida em nome das suas convicções. 

Foi forjado, isso sim, é para vender a sua dignidade em nome de sua existência.

Afora isso, existe o afastamento meramente calculado, onde também estão fortemente presentes nossos temores mais essenciais.

Afastamentos meramente calculados podem ocorrer, obviamente, nos casos em que o outro acabe por representar flagrantes e evidentes prejuízos, como quando lidamos com um assassino, ou um ser simplesmente conturbado e violento.

Os afastamentos meramente calculados adquirem uma tonalidade curiosa e profunda mesmo é quando o ato de repelir tem a ver com o que o outro representa de positivo em relação àqueles que nos rodeiam.

Ou seja, as pessoas, em grande parte, repelem o "outro", para que terceiros que pertencem às suas relações íntimas, não consigam perceber a sua mediocridade diante de algo manifestamente melhor estruturado.

Afastam por saber que aquilo que é afastado representa algo mais virtuoso em termos de "ser", em termos de existência.

Sempre me chamou a atenção, justamente, a capacidade que têm os medíocres opressores de perceberem o que é melhor que eles, mas, mesmo assim, não conseguirem construir algo melhor de si mesmos.

Só pode ser "tendência inevitável" à mediocridade, ao que é raso, ao que é mau, e justamente por isso, nas mais das vezes, percebemos que nesses casos o ato de repelir se apresenta com tonalidades mais violentas, mais contundentes.

A raiva, neste caso, é de nós mesmos.

Estamos simplesmente externando a contrariedade em relação ao fato de que não conseguimos ser melhores do que a merda que somos.

Alie-se isso ao bizarro fato de que, embora o medíocre tenha plena consciência de sua condição, e possa divisar o que é melhor e pior, permanece medíocre, nada podendo fazer para mudar uma tal condição.

Acho que eu também ficaria bastante irado. Pobres e malditos medíocres, habitam o vale das sombras. 

Rastejam em seus ocos limbos existenciais, assim como a sofrível classe dos ingênuos, que normalmente desempenham o papel de "inocentes úteis".

Este fenômeno está muito relacionado com os conceitos de baixa estima.

Já no primeiro caso, quando repelimos pelo fato de que o ser adverso representa ameaça flagrante e real, o fazemos com medo. 

Como o medo prudente do trêmulo, tenso e frágil coelho que sabe fugir dos cães, e sabe que deve se manter o mais próximo possível de sua toca, sob pena de virar guisado.

A frase que introduz este tópico, pinçada e traduzida da canção do Doors - preâmbulo deste post -, trata-se de uma assertiva correta. 

É uma verdade. Ponto. 

Ou como refere Bob Dylan, com a propriedade que lhe é habitual:

People are crazy, and times are strange.
I'm locked in tight, I'm out of range,
I used to care, but things have changed.


Contudo, e com a vênia devida, a frase do Doors poderia ser complementada, com as seguintes assertivas, ainda que se pudesse considerar que, para o olho experimentado, tais ideias já estariam contidas letra de que se trata, ou então não renderiam ensejo a conclusões que tais.

Vejamos, pois, que assertivas seriam estas, cumprindo referir, desde logo, que foram cunhadas por este que vos escreve, de modo que não é o caso de usar as famosas e controversas "aspas": 

- Pessoas são estranhas se você for estranho. Pessoas são estranhas se você estiver perto demais delas -

Note-se que há uma sutil diferença entre uma e outras expressões, no caso, a frase do Doors e as duas grafadas no parágrafo anterior.

Na música de que se trata, o autor emprega o termo inglês "a" antes de "stranger".

Assim, facilmente poder-se-ia depreender que as pessoas seriam estranhas quando somos apenas forasteiros, recém chegados em alguma localidade.

Ou seja, pessoas serem estranhas quando você é um estranho àquele ambiente em particular até que se poderia considerar um fenômeno racional, mais do que instintivo, atávico e natural.

Mas ser estranho é um estado permanente, assim como permanente é o estado de estranheza de quem observa de fora aquele que é estranho.

Com forasteiros as pessoas até podem se acostumar, mas com os estranhos, isso é bem difícil, raro, quase impossível, e o senso comum tende a  tentar amassar, subjugar, aquilo que é estranho e vem de fora, quando este estranho permanece, pois a estupidez humana também é um estado permanente, nunca olvidemos este aspecto.

O humano médio não aguenta o peso de sua própria mediocridade de maneira tão contundente, por mais inusitado ou paradoxal que isso possa parecer.

O humano não médio, mas em número suficiente para foder o mundo, aguenta este peso, como é o caso do Hitler, aquele verme imundo, assim como os seus seguidores, hodiernos ou originais.

No que diz com a outra sentença acima grafada, ou seja, as pessoas serem estranhas quando estamos perto demais delas, e de maneira regular, isto já foi objeto de análise em tópico que não este, de modo que não pretendo redundar.

Nestes momentos é que me dou conta de que os temas são realmente intermináveis, ao que, deve aquele que escreve saber sentir quando chega a hora de parar.

E não falo de redundar, isso é com as mulheres, falo mesmo em efetiva inesgotabilidade, ramificações, janelas que abrem janelas, dialéticas etc.


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Hoje estava ouvindo o rádio, o que é bastante normal quando se trata de EU.

Fiquei em transitório estado de choque quando percebi que estava ouvindo um programa político obrigatório.

E ainda por cima a Dilma referindo que acredita na força do povo brasileiro como forma de superar a crise...

Não surge outra palavra na minha mente além de..."nojo". Não perderei dedos com estes indivíduos. disso era isso.

Assim, e concluindo, pois sobre isso não precisaria dizer mais, deveria ser proibida no Brasil, pelo menos em certas épocas, a veiculação de propaganda eleitoral obrigatória, e manifestações cretinas de presidentes não honestos nem competentes, sob pena de que todos venham a se sentir palhaços em um circo, e, em casos extremos, cometam homicídios.

Depois dessa merda toda, calem a boca...pelo menos em dias marcantemente festivos. Deixem a gente em paz um pouco, livres dessa negatividade canalha.

Convençam-se que perderam a graça, que são uns merdas, e tentem fazer algo melhor do que produzir o inferno antes de quererem enfiar propaganda política no meu cu em datas festivas.

Entretanto, como sempre digo, a culpa é apenas nossa. Deixamos que façam com a gente aquilo que permitimos. Se continuamos elegendo uma tropa de escrotos, não podemos esperar mais do que a curra, mesmo que esta se apresente em dias festivos.

É porque aceitamos tudo. O mecanismo funciona assim - se não gritamos quando nos empurram para o lado, continuaremos sendo empurrados.

Ou seja, se continuarmos sendo apenas coelhos, no próximo Ano-Novo comerão nossa ceia e nossas esposas. Modo metafórico.

O monstro é apenas a criatura. Os criadores somos nós, e enquanto plantarmos vendaval, continuaremos colhendo tempestade.

Como se pode observar, uma vez mais, os pacíficos protestos apenas assustaram os ratos, e tudo não apenas continuou a mesma merda que era, mas conseguiu piorar.

Daí os imbecis, no próximo pleito eleitoral, saem de suas casas, dirigem-se até a urna, bastante pomposa e elegantemente, e cheios de razão, e votam no PT novamente, agremiação política que quase está virando sinônimo de desonestidade nos dicionários.

Ou votam em algum evangélico de bosta, como este Cunha que consegue fazer de sua vida política uma novelinha mexicana que só satisfaz ao gosto dos medíocres, senão sequer começaria.

Esse tal de cunha (minusculo), é um babaca, deveria estar preso (manicômio ou nosocômio), mas nós também somos babacas.

Massas de manobra, conduzidas por estes sedizentes pastores, que não passam de demoninhos vestidos de terno, e com alguma lábia.

Alguma lábia, nada mais. Contudo, estes escrotos sabem que em mundo de cego, quem tem um olho é rei. E sabem também que cada grupo tem o líder que merece. 

E sabem que as pessoas são cretinas, enganáveis, senão o conto do vigário não seria aplicado até hoje.

Babacas só podem ser liderados por babacas. Basta ver diariamente a forma egoísta e abjeta como o ser humano em geral se comporta ao conviver socialmente.

Carros em cima de passeios públicos, locais proibidos, vagas de deficientes. 

Seres veiculando sons asquerosos ou não, em volume elevado. Absurdos no trânsito e na fila do supermercado. Homens covardes espancando suas companheiras, etc.

Quem é uma merda, elege seres afins. Quem planta bosta não vai colher flores.

O choro é cínico quando é público. O resto é a consciência e suas conhecidas e não modificadas mazelas.



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E, para finalizar, mantendo a velha e boa simetria, que tanto me agrada e atrai, assim como os minimalismos existenciais e espaciais, mais do mesmo, mais sobre o que é genial...mais Doors.

Aliás, bem a propósito, tendo em vista o adiantado da hora...


"You know the day destroys the night
Night divides the day
Tried to run
Tried to hide
Break on through to the other side
Break on through to the other side
Break on through to the other side..."






























quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

DOORS





"Pessoas são estranhas quando você é um estranhoOs rostos parecem feios quando você está sozinhoMulheres parecem cruéis quando você é indesejadoRuas são irregulares quando você está pra baixo

Quando você é um estranho, rostos saem da chuvaQuando você é um estranho, ninguém lembra seu nomeQuando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho"





terça-feira, 29 de dezembro de 2015

GHOST DOG - RZA - WU TANG KLAN







INTO THE WILD



Na natureza selvagem....ótimo filme.........sempre presente.......mas ultimamente andei ouvindo falar bastante por várias pessoas......não são coincidências .....são sincronicidades......antão aí vai mais uma referência........










"COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE"...TEXTOS EMÉTICOS...






Charneca em Flor

Enche o meu peito, num encanto mago, O frêmito das coisas dolorosas... Sob as urzes queimadas nascem rosas... Nos meus olhos as lágrimas apago... 
Anseio! Asas abertas! O que trago Em mim? Eu oiço bocas silenciosas Murmurar-me as palavras misteriosas Que perturbam meu ser como um afago! 
E nesta febre ansiosa que me invade, Dispo a minha mortalha, o meu burel, E, já não sou, Amor, Sóror Saudade... 
Olhos a arder em êxtases de amor, Boca a saber a sol, a fruto, a mel: Sou a charneca rude a abrir em flor! 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"



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Ontem estava assistindo a um documentário sobre a figura do Woody Allen, onde, como sói ocorrer, em meio a entrevistas com figuras conhecidas e com ele próprio, eram apresentadas cenas marcantes de seus filmes. 

Em uma dessas passagens, perguntavam a um dos seus personagens, em uma ligação telefônica, porque ele escrevia. Ele se atrapalhou e não conseguia dar uma resposta palpável e concreta.

Volta e meia o mesmo ocorre comigo, contudo, quem faz a pergunta sou eu mesmo.


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Uma das piores situações que podemos nos defrontar, ou ter que enfrentar, ou ter que sucumbir, tem a ver com o fato de morarmos em uma determinada região, território ou localidade, como quiserem, onde uma facção criminosa mantém laços de amizade com o órgão policial que nesta mesma região desempenha as suas atividades.

Principalmente, e, evidentemente, quando houver qualquer tipo de desavença envolvendo qualquer destes dois grupos.

Nestas oportunidades é que percebemos como somos vulneráveis, e como os vulneráveis são escandalosamente vulneráveis.

É o famoso "to fudido"...

A única opção - abandonar. 

Deixar para trás os parasitas, os vírus do sistema (todo o sistema organizado tem um ou mais vírus - no trânsito os motoboys e taxistas - no computador o vírus eletrônico - no corpo o câncer), constituir morada em querência outra, sempre fazendo de tudo para não ser, novamente, notado.

Lei e ordem, e a sua "longa manus" do Estado, traduzida em seres humanos fardados, é um conceito que só opera resultados positivos em tese, pois são apenas humanos. 

Humanos são humanos, ora....demasiado humanos, como traduz Nietzsche...

Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais, terá sido mera coincidência, pois trata-se, o presente escrito, de uma obra relacionada com fatos eminentemente ficcionais. 


E todos continuam lá, com seus nomes, apelidos, endereços, envolvimentos, desenvolvimentos, e as coisas simplesmente seguem seu curso, como se tudo estivesse em ordem. Esta é a ordem.


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Por isso, na vida, quando encontramos verdadeiras pepitas de ouro, delas nunca nos desgarramos, nem que seja apenas em um plano metafísico ou mesmo e simplesmente mental, no sentido de lembranças vagas e pastosas, traduzidas normalmente em boas sensações.

Dessas que fazem a gente continuar vivos, mesmo sabendo sobre a própria finitude, e o quão absurda pode ser esta ideia quando a lupa é colocada sobre ela. 

Continuar vivos dia a dia trata-se apenas de sorte. Sorte é nascer, pois ao menos teremos podido ver o que havia. Ou então permaneceríamos apenas como no estado anterior, vale dizer, antes de nascer também se experimenta uma espécie de morte.

Disso será apenas isso, sob pena de não acordar deitado.............e sim "não acordar boiando"...............


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"EMÉTICO: adjetivo substantivo masculino - farm -  que ou o que provoca vômito; vomitório, vomitivo (diz-se de substância)."



Hoje tentei escrever. Só produzi porcaria, pois, possivelmente, hoje esteja recheado apenas disso que convencionei chamar de porcaria.

As vezes porcaria é apenas o que temos dentro, então o resultado do que será externado, não poderá ficar muito longe daquele conteúdo que o inspira.

É como a ideia básica do excelente filme "Como Água para Chocolate".

Algo relacionado com o fato de alguém cozinhar genialmente, mas o resultado de seus pratos depender do estado de espírito na oportunidade em que será preparado e servido. Senão, vejamos:


"Diante isso, é na comida preparada por Tita que se manifestam e são transmitidos os sentimentos, angústias e desejos que ela traz contidos, devido ao amor proibido que sente por Pedro. 
Isso ocorre já no casamento. Ao preparar o bolo do casamento, tomada por profundo sentimento de tristeza, Tita se põe a chorar, deixando cair suas lágrimas sobre a massa do bolo.
A profunda tristeza de Tita, transmitida para a massa do bolo, causaria ânsia de vômito nos convidados. 
Já em outra ocasião, o prato de codornas ao molho de pétalas de rosa, preparado com as flores que Tita ganhara de Pedro, transmitiria a quem o ingerisse a sensualidade e volúpia daquela paixão."
(apud - http://www.slowfoodbrasil.com/textos/alimentacao-e-cultura/432-como-agua-para-chocolate-comida-amor-e-desejo)


Algo relacionado com o "mood", expressão norte-americana que muito bem se aplica à circunstância. Por exemplo: " I'm not in the mood for Mozart, now back..."

Hoje, portanto, é dia de vomitar e fazer vomitar, assim como ocorreu quando Tita transmitiu as suas sensações para a massa do bolo em "Como Água para Chocolate".

Então, hoje o gosto não está bom. 

Tão estranho quanto o fato de que os Judeus e Palestinos até o presente momento, e desde antes eu nascer, não conseguiram ainda parar de se matar.

Isso prova o tamanho de nossa incompetência em alguns campos de nossas existências, em contrapartida àquelas criaturas que concebem aparelhos e tecnologias científicas revolucionárias e imensuravelmente úteis a todos os seres humanos.

Desde há muito já não se trata de estar deste ou daquele lado. Já não existem mentiras nem verdades. Existe só é o desejo mundial de que não só esta, como outras palhaçadas terminem, como os fatos que se verifica na Síria, Iraque e Afeganistão, etc.

Curiosamente, a religião acaba sendo o pano de fundo disso tudo. Logo a religião, pois, seja ela qual for, sempre tenta transmitir auras de sabedoria e paz, comunhões que nunca existirão, já que naturalmente há uma cisão quando envolvidas diversas orientações acerca do mesmo tema. 

Ao menos neste nível. Infelizmente, pois deveriam seus representantes ser mais esclarecidos e preparados. Mas não. São simplesmente ogros, selvagens, como torcedores fanáticos envolvidos em rixas.

E ainda querem que eu leve isso a sério. Nem crianças seriam tão estúpidas. Até mesmo pela chatice da novela "judeus x árabes", isso deveria ter um ponto final.

Contudo, não tem e não terá enquanto não se destruírem mutuamente, e levarem o resto do mundo nessa loucura, a mesma loucura que acabou se formando entre o mundo árabe e os EUA.

Não terminará bem essa bosta toda, mas que sirva de aprendizado, sobre nossa estupidez e incompetência, sobre como somos limitados. Sobre como crenças medievais podem causar tanto ruído.

Se a situação não fosse trágica, seria cômica, já que nada daquilo que aquele pessoal acredita, existe, e ficam se matando por nada. por não ter algo melhor para fazer. Por habitarem paralelos da existência, que remontam à Idade Média. 

Ao nosso instinto natural de sermos, em nossa maioria, idiotas, que apenas vagam em labirintos de limbos pessoais, procurando líderes e causas para justificar suas vis caminhadas.

A paz, por mais que seja propalada, não é algo para o qual o ser humano haja sido forjado. Fomos feitos para a guerra ou para ou rancor, ou ambos. O ser humano segrega, sempre. Em todos os campos.

Só que nas mais das vezes esta segregação alcança picos desnecessários, considerando que, supostamente, seríamos seres racionais. É uma radicalização que foge às leis da natureza.

Porra, o que interessa a cor do ser? A orientação religioso-filosófica?? To me fudendo se me deixarem quieto...

Mas não...o ser humano não consegue deixar o outro quieto. Não foi feito para isso. E assim seguimos, entre guerras, enriquecendo pessoas pérfidas malditas, e abjetos senhores da guerra.

E assim seguimos em nossa vocação natural de eliminar aquilo que é diferente do grupo a que pertencemos. 

Lembrei que certa feita, em um dos inúmeros filmes do Woody Allen, uma personagem dele referiu que os intelectuais eram como os mafiosos...eliminavam-se mutuamente.

Não somos diferentes disso. Conformemo-nos. 


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Ainda bem que muitas flores nascem no deserto. 

E o açoite, para os fracos de espírito, é contínuo, mesmo que vários não possuam uma tal consciência.