terça-feira, 19 de maio de 2015

ESCRITOS DUROS

ALIÁS....
o mundo é pródigo na produção de escritos duros..........termo que o pessoal da arquitetura usa muito quando quer falar mal de algum projeto....dizem que o traço é duro.......algo como ser mais burocrático do que criativo................é como bater ponto...........e sair correndo para casa...........já sofrendo com o dia seguinte de antemão.............

tá cheio de gente por aí escrevendo textos previsíveis..........principalmente se conhecermos a pessoa.......é quase como um sonífero....canção de ninar......um filme americano de ação.........................ou ainda uma forma de tortura.................................aquele mesmo borrão turvo...........opaco de sempre.................os escritos quando não se limitam a repetir algo que já foi dito.................citando ou não as fontes.................são mesmo feitos com régua.................freios..................ignorâncias.........vaidades..................imensos desertos..............

acaba sendo mais um lamento do que um ensinamento............acho que não se deve escrever para tecer rolos de lamentos.....................deve-se tentar ensinar algo.............se as pessoas quisessem lamentos assistiriam o programa da Universal chamado "fala que eu te escuto"........tive que estudar essas merdas para poder falar mal...........

é como estudarmos.......por exemplo "a métrica na poesia"...................isso foi abordado na sociedade dos poetas mortos.................quando o professor manda rasgar toda a introdução de um livro cujo título.....da introdução.....era......"como ler um poema".......enquanto o aluno lia em voz alta o professor ia desenhando um gráfico................

ou como disse o professor.............
“Não lemos e escrevemos poesia porque é ‘moda’. Lemos e escrevemos
poesia porque somos membros da raça humana. E, como tal, estamos cheios de paixão”."

............e o aluno começa:
"'Entendendo a Poesia', Dr. J. Evans Pritchard. Ph. D". "Para entender a poesia, precisamos primeiro ter fluência em seu meio, rima e expressões. Depois fazemos duas perguntas: O objetivo do poema foi representado com talento? Esse objetivo é importante?

A primeira questão avalia a perfeição do poema, a segunda, sua importância. Assim que essas questões são respondidas, determinar a excelência do poema passa a ser relativamente simples.

Se a perfeição do poema é marcada no eixo horizontal de um gráfico e a importância no eixo vertical, calcular a área do poema resulta na medida de sua grandeza.

Um soneto de Byron pode tirar notas altas na vertical, mas ficar na média na horizontal."

Um soneto de Shakespeare, por outro lado, tiraria notas altas na vertical e na horizontal, resultando numa área gigantesca, assim revelando a verdadeira grandeza do poema.

Ao prosseguirem com a poesia deste livro, utilizem esse método de avaliação. Com sua crescente habilidade em avaliar poemas, sua apreciação e compreensão da poesia crescerá."

Não se incomodando com os pontos de interrogação estampados nas faces de cada um de seus alunos......o professor (capitão) explica:

"É isso o que eu penso do Sr. J. Evans Pritchard. Não estamos abrindo valetas. Estamos falando de poesia. Como pode descrever a poesia como se fosse um concurso? Adeus, J. E vans Pritchard, Ph. D."




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