"Niilismo (do latim nihil, nada) é um termo filosófico que atinge as mais variadas esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética emoral) cuja principal característica é uma visão cética radical em relação às interpretações da realidade, que aniquila valores e convicções. É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Os valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". "Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro" .
O niilismo pode ser considerado como um movimento “positivo” – quando pela crítica e pelo desmascaramento nos revela a abissal ausência de cada fundamento, verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade, agora não mais garantidas, nem sufocadas ou controladas por nada. Mas também pode ser considerado como um movimento “negativo” – quando nesta dinâmica prevalecem os traços destruidores e iconoclastas, como os do declínio, do ressentimento, da incapacidade de avançar, da paralisia, do “tudo-vale” e do perigoso silogismo ilustrado pela frase de Ivan Karamazov, em Os Irmãos Karamazov,personagem de Dostoiévski: "Se Deus está morto, então tudo é permitido" (na verdade trata-se de mera interpretação de um diálogo desenvolvido entre os irmãos Karamazov, com a "intervenção" do Diabo). Entende-se por Deus neste ponto como a verdade e o princípio. O niilismo não é, como a princípio pode parecer, uma postura extremada, envolvendo algum tipo de revolta, mas apenas uma visão honesta e imparcial da realidade — uma visão evidenciada em grande parte devido às descobertas científicas modernas.
"Tudo que é vida é Vontade de Potência, ou seja, onde há vida, há vontade de conservação e engrandecimento de vida. E tudo isso, que é apenas conservação da vida, não passa de decadência e declínio da Vontade de Potência, que é "[...] vontade de durar, de crescer, de vencer, de estender e intensificar a vida. É o mais forte de todos os instintos, o que dirige a evolução orgânica". (NIETZSCHE, 1985, p. 63)."
"Mas para entenderes minha palavra de Bem e de Mal: para isso quero dizer-vos ainda minha palavra da vida, e do modo de todo vivente. [...] Mas onde encontrei vida, ali ouvi falar a obediência. Todo vivente é um obediente. E isto em segundo lugar: manda-se naquele que não pode obedecer a si próprio. Tal é o modo do vivente. [...] Onde encontrei vida, ali encontrei Vontade de Potência ; e ainda na vontade do servo encontrei a vontade de ser senhor. (NIETZSCHE, 1983, p. 238, apud HEIDEGGER, 1971, p. 264-265)."
"Houve eternidades em que ele não estava, quando de novo ele estiver passado, nada terá acontecido...não há para aquele intelecto humano nenhuma missão mais vasta, que conduzisse além da vida humana... ele é humano... O intelecto como meio de conservação do indivíduo desdobra suas forças mestras no disfarce; pois este é o meio pelo qual os indivíduos mais fracos, menos robustos, se conservam... No homem essa arte do disfarce chega ao seu ápice... que quase nada é mais inconcebível do que como pôde aparecer entre os homens um honesto e puro impulso à verdade. (NIETZSCHE, 1987, p. 45-46)."
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Confesso, não me aguentei, tive que escrever algo.
Escrever apenas, sem importar o juízo produzido no âmago de terceiros a respeito do que possa significar esta singela manifestação gráfica.
Em meio às demoradas e enfadonhas revisões de um primeiro livro que tentarei publicar, escrever algo novo não parecia apenas uma boa ideia. Parecia algo necessário.
Não que isso pudesse ser relevante para alguém.
Basta que seja relevante para mim, pois se fossemos dar atenção às opiniões de terceiros sobre o que produzimos, ou seríamos deuses ou seríamos demônios.
Não se escreve por que se quer, mas sim porque se necessita. Quem escreve por que quer, escreve duro, opaco, desfocado, sem vida...
Não escrevemos por que alguém vai ler, ou não vai. Escrevemos porque devemos escrever, e isso poderá ou não redundar em algo diferente.
Não estou preocupado com as fórmulas e métricas estabelecidas. Não estou preocupado com as repetições, ou então Fernando Pessoa nada teria escrito, já que aborda os mesmos temas de diversos modos diferentes.
Entre tantos outros.
Quem escreve com vaidade, escreve sem alma, se distancia do que se deve imaginar que possa ser a arte.
Assim como o feijão que há horas está no fogo. Dispenso panelas de pressão, mas a maioria, a patuleia, não é obrigada a pensar o mesmo. Nunca foi, mesmo tendo sido.
Dei de comer à aranha. Dei de comer ao cão. Dei carinho à aranha. Dei carinho ao cão também, por que ele não querem só comida, eles querem comida, diversão e arte.
"Já não me preocupo se eu não sei porque, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê..."
E por que eu não usaria esta frase no começo de vários escritos, se isso ocorre com tanta frequência?
Ainda mais quando as pessoas mais inteligentes que conheço, com o tempo, observei que estão sujeitas a acreditar em qualquer bobagem que se os apresente, e mesmo qualquer ser humano que se mostre aparentemente sedutor, olvidando da consideração que deve conferir aos seus.
Têm olhos, mas são cegos. Ou seus instintos mais primitivos e cretinos os cegam, prisioneiros que são.
Passam anos sendo enganados, por mais nobres que sejam, ainda mais quando a nobreza passa a ser a sua principal fraqueza. Paradoxal.
Deveriam honrar aos seus, na medida em que merecerem, e não honrar linhagens externas, cujos propósitos não podem ser mais evidentes.
"Ingênuos malditos", como dizia o Nei Lisboa, festejado músico porto-alegrense.
Às vezes artistas são festejados não apenas pelo imenso fato de serem geniais, mas por carregarem um pouco de da subjetividade regional de cada um de nós em seus trabalhos, o que torna certos apreciadores mais próximos ainda das manifestações de genialidade do autor da obra, seja em que campo da arte.
Cito, no caso, o Lisboa.
Contudo, até preferiria estar citando o Flavio Basso, ou, simplesmente, Júpiter Maçã, recentemente falecido, e que muito mais tem a ver com meus fragmentos subjetivos regionais do que o próprio Nei, ainda que ambos habitassem o mesmo arredor.
Não me atenho à críticas e críticos, pois estes normalmente pertencem àqueles que tentaram, mas não conseguiram produzir nada, então apenas estudaram o assunto.
Dependêssemos dos críticos, e estaríamos despojados de arte, pois esta é espontânea e por vezes não compreendida, durante muito tempo.
Por outro lado, e ainda mais óbvio, aqueles dependem do que se produz, e esta precisa apenas ser produzida.
Críticos não teriam emprego se não fosse o esforço de alguns. Muitas vezes estarão certos, pois o que se produz normalmente é um lixo.
Noutras vezes errarão feio, e acabarão pagando por isso, por sua inerente falta de visão, pois se tivessem visão, fariam, não apenas criticariam.
Críticas são calculadas e partem de fórmulas frias, pré-estabelecidas, e do próprio amargor de quem é dotado aquele que nada conseguiu produzir, por mais que, externamente, e aparentemente, demonstre captar as formas de expressão artística.
Críticos são eternos frustrados amargurados. Obtêm a sua natural empáfia justamente daquilo que lhes falta, senão empáfia não demonstrariam, mas sim esforço.
Sem artistas e mesmo os projetos de artistas, não existiriam os críticos. Mas aqueles continuariam existindo.
Ou seja, críticos nada mais são que um inútil sub-produto da arte, quando consideramos que as pessoas possuem arbítrio, e acabam, mais cedo ou mais tarde, abraçando aquilo que lhes possa ser útil.
A arte segue os seus caminhos livremente, o que é ruim nunca será bom, e o que é bom, por mais tarde que seja descoberto, sempre será bom.
Van Gogh, ao falecer, tinha vendido apenas um quadro. E comprado por seu irmão, de modo a incentivar o trabalho do outro. Este, ao menos, soube cumprir o papel que se espera dos irmãos.
E assim ocorreu com vários outros, mesmo aqueles que trilharam os caminhos da ciência, algo que, a meu sentir, poderia e deveria ser considerado uma forma de expressão artística, lato sensu, assim como Galileu Galilei.
Os críticos, pois, que vão para a puta que os pariu, ou mais longe.
Sempre obtive a nota máxima no que diz respeito à "redação". E o mais importante, jamais fiz rascunho de um texto. Não será agora que passarei a fazer.
Rascunhos são podas. Podas não pertinentes, podas que se originam de pós-reflexões conscientes acerca daquilo que se escreveu, representam a censura que fazemos a nós mesmos, em relação à ideia original.
Não trabalho com rascunhos. No máximo faço algumas concessões aqui e ali.
Pelo contrário, se leio algum texto escrito por mim, pouco retiro. O que mais faço é acrescentar, ou seja, reforçar a ideia.
Contudo, nenhuma destas iniciais considerações fazem parte do objetivo do presente escrito.
São apenas o que são - "iniciais considerações". A nata. O que vem antes do princípio. O nada teórico, que acaba sendo desencadeado pelo "big bang".
Eis o "big bang". E eis seu término. Restam as ideias. Passemos a elas.
E jamais esqueçamos: enquanto isso os não homens continuam aniquilando as mulheres de maneiras covardes e desleais, bem debaixo de nossos narizes.
E nada fazemos para impedir. Falo em fazer algo de verdade.
Não serão leis estúpidas e cretinas que impedirão os agressores. Serão associações de defesa, compostas por voluntários que ofereçam os seus esforços para que estas injustiças não sejam mais tidas como anormalidades normais do cotidiano.
Várias pessoas se ofereceriam para cumprir estes turnos, mas a Segurança Pública e a Lei não permitem tal prática. MAS, AO MESMO TEMPO, NADA FAZ PARA IMPEDIR, além de debochar das mulheres quando estas procuram as delegacias, especializadas ou não.
Pois são apenas funcionários públicos, e não estão interessados em coisa alguma além de cumprir o seu horário de expediente e depois sair correndo para as suas casinhas pouco criativas.
Para certos ofícios, é necessário que tenhamos vocação. Concursos públicos não resolvem nada, ainda mais que oferecem estabilidades.
Se fizermos uma enquete, alguém que faz um concurso público, é normalmente alguém que procura conforto e segurança, ou seja, é motivada por impulsos eminentemente egoístas.
Os demais se enquadram em duas outras classes. Empresários e os desesperados, os quais compõem a maioria esmagadora de nós humanos.
Espectadores. Expectativas demais. E egoístas demais. Sonhos errados. Pensamentos deturpados levam a deturpadas existências.
Existências que sequer conseguem proteger a si mesmos, quanto mais os pássaros e as mulheres.
O homem é realmente o lobo de si mesmo. E o inferno é o outro, não é um "serzinho" vermelho, guampudo e com um rabo pontiagudo, no meio do enxofre e do fogo.
Somos nós mesmos, segundo Sartre, mas não só isso. Segundo o que eu mesmo acredito.
Teorias não faltam, assim como as igrejas evangélicas. Faltam é mentes que adotem as teorias certas.
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Hoje pretendia apenas falar sobre pássaros e gaiolas. Em sentido amplo, não apenas literal.
Quão patéticas, infelizes e cruéis são as gaiolas onde depositamos os pássaros. Quão infelizes são os pássaros confinados em cruéis e claustrofóbicas gaiolas.
E, partindo das impressões surgidas a partir da atenta observação cotidiana daqueles que aprisionam seres em gaiolas, não apenas pássaros, concluí que é um fenômeno que acaba se estendendo a todos os aspectos da vida daquele que aprisiona.
Pois quem tem a tendência, o faz em todas as suas manifestações, não apenas em relação à inocente ave, senhora que NÃO é, de seu destino.
E a forma é livre, assim como o conteúdo. E o vazio poucos preenchem, e, se o fazem, o fazem por fazer. E sentimos sono.
Sendo assim, prossigamos.
Não pretendo me arvorar em defensor dos animais. Não se trata disso, ao menos no presente escrito, ainda que, noutras oportunidades, haja dedicado todas as linhas a esta questão, de maneira direta e crua.
Como são as vísceras.
Cruas, às quais somos simplesmente indiferentes, pois, quando a dor não nos pertence, somos feitos de pedra, não externamos descontentamentos e tristezas.
Como se verifica no caso de São Paulo, e os 111 do Carandiru, para quem não foi direcionada a nossa habitual piedade, pois esta, habitualmente, é negligente e conveniente.
Como se observa, escrever, às vezes, é apenas se justificar.
Retornemos, contudo, ao tema em debate.
Apenas um psicopata, seja em que grau for, dedica boa parte de seu tempo, e de sua não dedicação, a manter uma ave em gaiola, qualquer ave que seja.
Na verdade, qualquer ser de que se esteja a tratar, mas, no caso das aves, minha aversão acaba sendo acentuada, pois elas não apenas possuem os raros dons da existência e da locomoção em terra, como também, e formidavelmente, podem alçar voos.
Voar é algo fantástico. Não se precisa comer merda para saber que não é bom.
Não se precisa voar para saber que é bom, ainda mais quando os voos são bastante frequentes em meus oníricos estados.
Pois desde logo precisamos fazer a cisão da existência humana em quatro principais planos, mesmo que dois deles residam apenas no plano feérico, das coisas que se deseja intensamente, mesmo se nunca as possa ter.
Os dois primeiros planos são bastante compreensíveis, imediatos, e não mediatos.
Fazem parte do enorme conjunto das coisas que se sabe ou se imagina saber, do alto da arrogância de nossos baixos intelectos, ignorantes que somos em relação à força de nosso inconsciente.
E, por isso mesmo, lotamos estes estúpidos, inóspitos e arquitetonicamente deploráveis "templos" ditos "evangélicos" (tudo é evangélico) - (estruturas retiformes e sem criatividade, pintadas de branco e destinadas a colocar o maior número de pessoas que consigam acreditar em mais uma das crenças, as quais, assim como os políticos, apenas fazem engambelar e conduzir ovelhas ignaras e despreparadas).
Pois nesta órbita mais imediata, podemos situar os dois primeiros planos da existência humana, acima aludidos, ou seja, termos nascido e, além disso, poder exercitar esta possibilidade até de maneira virtuosa, alcançando o máximo que se possa no que diz com a enorme gama de suas mais prodigiosas manifestações.
Ou, ao menos, tentando, modo consciente, ou então não é tentar, é exercitar tendências atávicas.
E, conforme também referi acima, sempre almejar os dois outros planos, mediatos e feéricos, do fato de existir, ou seja, sempre desejar ser eterno, e sempre desejar poder voar.
Este, aliás, o link que fiz com o assunto relacionado aos pássaros e suas prisões em gaiolas, promovidas por verdadeiros psicopatas existenciais, tema em relação ao qual, somos repletos de exemplos. Vivos ou mortos.
A propósito, um dos meus sonhos mais recorrente e desejados são justamente aqueles em que voo, até mesmo porque sempre voo do mesmo jeito, o que confere tonalidades muito mais realistas a estas viagens oníricas.
As quais, por esta mesma razão, acabam parecendo paralelos oníricos conscientes, onde o espaço da inconsciência é bastante reduzido.
Onde podemos ter a sensação bastante palpável de que se pode lidar com o fato inconsciente, em algum grau, por menos intenso que seja.
A questão não se resume ao simples e óbvio fato de que o ato de aprisionar animais em geral em gaiolas (incluindo o homem inocente) e, principalmente, aqueles que voam, constitui uma espécie de tortura institucionalizada, verdadeira maldade que se protrai no tempo, e se torna um exercício de agonia permanente para o animal que estiver em situação que tal.
Mesmo que seja um homem. Este, ao menos, mais estrutura mental possui para compreender os motivos de seu cárcere, quer concorde ou não com estes mesmos motivos.
Pode, ao menos, odiar o seu algoz, possibilidade sequer alcançada às aves, apesar de serem evidentemente hipossuficientes.
Em vários casos, sequer as aves conseguem abrir as asas, em virtude do diminuto espaço em que confinadas se encontram.
Um dos efeitos disso, é que, modo frenético e previsível, acabam gritando o dia todo, pois, se formos pensar bem, é a única coisa que lhes resta.
Acabam entrando em verdadeiros estados de loucura, na medida em que se possa considerar a loucura de uma ave, o que é bastante razoável, debatendo-se inutilmente em seus odiosos habitáculos, e defrontando-se permanentemente com a ausência da possibilidade de exercitar as suas tendências.
Não é o humano que se encontra em tal condição, é a ave. O que surpreende mesmo é que, mesmo sendo o humano dotado de todas as capacidades intelectivas por demais conhecidas, não consegue produzir uma situação mental hipotética, onde ele mesmo fosse a ave.
Colocar-se no lugar do outro. A famosa alteridade. Possibilidade dada aos humanos, contudo, não captada por todos, propositalmente ou não, por mais paradoxal que isso possa soar.
Assim, aqueles humanos que desenvolvem estas práticas de maneira habitual e sem qualquer tipo de constrangimento, são catalogados imediatamente como pertencentes a classes e subclasses de psicopatas existenciais, conforme a intensidade de suas práticas.
Ao analisarmos de maneira não demorada, acabaremos logo percebendo que não apenas a ave é colocada em uma gaiola, mas também os semelhantes a ele diretamente subordinados, bem como as suas próprias vidas.
Por isso mesmo é que optei por colocar a questão de maneira menos melodramática do que sintomática e fatalista.
As coisas são o que são, e, após a choradeira é que começa a parte prática, o que interessa vem à tona.
É como garimpar ouro, basta que se analise as técnicas, para que a metáfora possa ser entendida.
A mesma pessoa que observo achar normal o ato de aprisionar aves em cubículos nefastos e indecentes em termos espaciais etc., é a que observo engaiolada na vida, em si mesmo, em suas acentuadas imperfeições, sendo estas imperdoáveis, e suas inevitáveis prisões pessoais, derivadas da ignorância e do alcance limitado em termos de sensibilidade.
Seres menos aprimorados não apenas geram e criam seres menos aprimorados, mas também aprisionam seres hipossuficientes (apenas, não falo em menos aprimorados, pois papagaios e araras são aprimorados dentro do que a lógica os permite).
Do mesmo jeito que aprisionam aves inocentes, aprisionam aqueles que estão a sua volta, como esposa, filhos e familiares em geral. Da mesma forma como internamente se sentem aprisionados.
Vivem tal qual suas aves e humanos diretamente a eles subordinados - engessados.
Assim como fazem consigo mesmos, tal qual abordado acima, e com aqueles que estão a sua volta, tópico final deste escrito. Tópico complementar.
Os que estão à sua volta não são apenas as pobres aves inutilizadas em vida, que os rastejantes humanos mantêm aprisionadas em gaiolas minúsculas, que sequer honram a própria e verdadeiramente milagrosa manifestação existencial daquela ave que ali habita, se é que se pode chamar de "habitar".
Pronto, terminei o feijão. O presente texto se desenrolava ao mesmo tempo em que eu produzia a minha feijoada. Nada melhor do que sentir desejo por aquilo que se cozinha, quando se está a falar em fomes intensas.
O feijão foi feito voando, assim como o "bird", Charlie Parker no Jazz, ou o Amadeus na música clássica, ou os bons cozinheiros em suas cozinhas.
Assim como a porra da ave que não quer passar a vida confinada, nem sequer entende tal degradante condição. Assim como as notas que querem voar livres. Assim como nós deveríamos querer, não só para nós, como para os nossos próximos.
E reflitamos sobre os pássaros aprisionados em gaiolas.
Assim sendo, malditos sejam aqueles que imaginam ser algo normal prender as aves em minúsculas gaiolas.
E malditos sejam aqueles que aprisionam e vivem aprisionados, sendo certo que os dois fenômenos possuem a mesma origem.
Hail Caesar!!!


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