"É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias."
"Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário."
Kant.
Pessoas falam e falam e falam, mas, mesmo não possuindo qualquer tipo de deficiência auditiva, o fato é que não mais as "oiço". Nem sequer as observo.
Ouvir o que? Ver o que? Mais do mesmo? Quem gosta disso são apreciadores de novelas. Nada contra eles. Nem muito menos a favor. Inocentes úteis. Despojados de interiores. Delirantes.
Isso deveria ser necessariamente algo ruim?
Quando está nublado e chovendo, existe a possibilidade de que se possa escrever mesmo após o entediante amanhecer. Se ao menos não houvesse passarinhos.
Existem coisas que devem ser produzidas de dia, admito. E outras á noite, admitamos. Então vamos ás coisas que devem ser produzidas pela noite.
E convém não revisar o que já foi escrito, diante da existência de algo que possa ser novo. Possa ser. Quem escreve, acaba por escrever as mesmas ideias de várias maneiras diferentes, é por isso que existe uma seleção.
E assim fazemos na vida, senão casais não precisariam mais conversar depois de dois anos (!!)
Veja-se o exemplo deste lixo denominado Sertanejo Universitário, ou todas as músicas românticas em geral, como as do Roberto Carlos. Ou todas as músicas de "axé". Ou todos os filmes policiais.
E as pessoas continuam lá, assistindo atentamente, e aguardando ansiosamente, fantasiadas de mestre Jedi em sessões de cinema à meia-noite.
Tudo já foi dito, a prosa está se tornando obsoleta e inútil. A poesia não. Quisera eu fazer poesia como fez Hilda Hilst ou Adélia Prado. Ou Baudelaire. São mágicos das letras, eu não. Apenas as distribuo a partir de uma visão que não chega a ser universal, como deveria.
E assim fazemos na vida, senão casais não precisariam mais conversar depois de dois anos (!!)
Veja-se o exemplo deste lixo denominado Sertanejo Universitário, ou todas as músicas românticas em geral, como as do Roberto Carlos. Ou todas as músicas de "axé". Ou todos os filmes policiais.
E as pessoas continuam lá, assistindo atentamente, e aguardando ansiosamente, fantasiadas de mestre Jedi em sessões de cinema à meia-noite.
Tudo já foi dito, a prosa está se tornando obsoleta e inútil. A poesia não. Quisera eu fazer poesia como fez Hilda Hilst ou Adélia Prado. Ou Baudelaire. São mágicos das letras, eu não. Apenas as distribuo a partir de uma visão que não chega a ser universal, como deveria.
Estava refletindo sobre o fato evidente de que as minhas manifestações escritas são habitualmente permeadas por ácidas críticas, destaques sórdidos, desconstrução de lógicas falaciosas, retóricas imbecis que nos acompanham cotidianamente.
Contudo, é um certo exercício de masturbação, em todos os sentidos, seja porque existe um prazer envolvido, seja porque aquilo se repete, e repete, e repete, e se repetirá, e sempre será bom, por vezes bem melhor do que o normal.
Entretanto, assim como a masturbação pura e simples, acaba não criando nem procriando, é apenas aquela repetição de aspectos que já conhecemos, não há frutos, como no caso do coito cujo objetivo seja este, ou seja, criar algo novo e melhor.
A crítica pela crítica, pois, acaba não levando a muitos lugares, e normalmente acaba sendo tão-somente uma repetição daquilo que todos já sabem que está errado.
Por isso mesmo é sempre mais conveniente exercitar a crítica simplesmente de maneira sarcástica (ridendo castigat mores), do que aquela crítica prepotente, imponente, de gravata, metida a séria e que não resolve nada, apenas esmiúça máculas por demais conhecidas e acaba mesmo se tornando um simples e patético exercício de vaidade pessoal.
Por isso mesmo é sempre mais conveniente exercitar a crítica simplesmente de maneira sarcástica (ridendo castigat mores), do que aquela crítica prepotente, imponente, de gravata, metida a séria e que não resolve nada, apenas esmiúça máculas por demais conhecidas e acaba mesmo se tornando um simples e patético exercício de vaidade pessoal.
A crítica, pois, não deve terminar nela mesma, deve ser apenas um meio e não um fim, sob pena de estarmos masturbando palavras estéreis, revolvendo o mesmo lodo de sempre, sem que, dali, nasçam soluções ou caminhos novos a seguir - no caso - o fruto, o novo, a criação.
A crítica pela crítica, embora seja útil no sentido de abrir os nossos olhos para o que não está correto, ao fim e ao cabo, termina nela mesma quando nada constrói, quando apenas faz desconstruir o que aí está.
Digamos, inclusive, que é uma posição muito confortável daquele que se dedica a apanhar apenas os elementos que, aparentemente não estão corretos, e colidir contra eles, olvidando o fato de que deveria, então, oferecer algum tipo de caminho alternativo.
A crítica pela crítica acaba por ser cretina e fácil, por melhor que se a escreva, sendo mesmo, por vezes, um egoísta exercício de punheta mental e vaidosa, com poucos espectadores.
E as soluções, se é que elas existem efetivamente, afora as coisas simplesmente como elas são, justas ou não?
Antes de pensar se soluções existem, devemos perguntar - para que? E se chegarmos a alguma conclusão, deparamo-nos com outra indagação - mesmo que achemos que soluções existem, devem ser postas em prática, já que as coisas são o que são?
Solução para que?...para o fato de sermos humanos demais e fazermos simplesmente aquilo para o qual fomos vocacionados?
Não racionalizemos demais - afinal, somos apenas a merda que somos. Não pode ser diferente disso, só atenuado, para que menos emético seja o quadro. Não precisamos almoçar assistindo empalamentos.
Mas podemos almoçar assistindo tranquilamente em nossos lares as notícias sobre o Chico Mendes, a Dorothy Stang, e os índios dos Carajás. Se formos analisar, dá no mesmo, apenas estamos mais domesticados. E tudo sempre acaba em nada.
Ainda ontem tive a oportunidade de presenciar mais uma das habituais imagens de escroques asquerosos que povoam nossa nação - desta vez o escroto do "zedirceu", e uma vez mais envolvido em um escândalo de proporções mundiais, sorrindo para as câmeras quando conduzido, novamente, pelas autoridades policiais.
O ser e o dever ser - Ora o mundo é pródigo em exemplos de que as injustiças e as desavenças não tendem a estancar, quanto menos parar, seja em mundos civilizados ou não, ainda mais quando os civilizados normalmente conseguiram sua hegemonia esmagando os mais fracos.
Apenas o grau, dimensão e divulgação das injustiças é que tende a esmorecer, mas continuam sempre lá, e continuam sendo sempre injustiças, pois roubar um milhão de reais não é diferente de roubar uma caneta ou ocupar a vaga destinada ao deficiente físico.
Somos e nos suportamos, na medida do possível. Sabemos o que deveria ser, mas apenas somos.
Talvez sequer hajam ou devam haver soluções.
Talvez sejam apenas explanações, teorias sociais para encher livros de letras e de idiotas nas faculdades, discutindo o sexo dos anjos, com explicações sobre o que seja o fenômeno humano.
E e as soluções não chegam a ser soluções, são apenas mecanismos para que se possa conviver da melhor maneira possível dentro do que é ruim e não vai mudar, como ficar assistindo diariamente israelenses e palestinos se consumindo, até que acabarão consumindo a todos no bojo deste odioso conflito que nunca terá fim.
Ou terá e será o fim.
Não falo de minha vida ao dizer que as coisas são o que são e podem realmente ser ruins, nem tampouco de meu estado anímico, até porque não estou aqui para falar de mim, não sou argentino, ou o Fidel. Ou a Narcisa Tamborindeguy.
Falo que as coisas em geral apenas nao parecem justas como uma noção de dever ser informaria que fosse (ou na noção de ser, se formos pegar a definição de Kelsen, ou ainda as "condições a priori, no caso de Kant, que adiante veremos)
Mas dever ser é apenas racionalização, não correspondendo necessariamente ao que vem a ser.
Tudo o que foi acima exposto, modo empírico eu diria, me reporta muito (com as infinitas ressalvas possíveis neste caso já que "eu sou apenas eu" e "ele é ele") às ideias contidas na conhecidíssima e "classicíssima" Crítica da Razão Puta...digo...desculpe...Pura, do genial Immanuel Kant, senão, vejamos: (WIKI) (grifos nossos)
Aqui, contudo, se deve sempre ressalvar o fato de que se trata de uma Teoria direcionada às Ciências Jurídicas, tendo sido empregada apenas como forma de demonstrar, uma vez mais, a enorme diferença entre o ser, por nós racionalizado, e o dever ser, que é afeito às relações que residem no mundo natural, atávico, instintivo.
Note-se, ainda que Kelsen também procura padrões, digamos, matemáticos, assim como Kant - "juízos a priori na matemática."
A crítica pela crítica acaba por ser cretina e fácil, por melhor que se a escreva, sendo mesmo, por vezes, um egoísta exercício de punheta mental e vaidosa, com poucos espectadores.
E as soluções, se é que elas existem efetivamente, afora as coisas simplesmente como elas são, justas ou não?
Antes de pensar se soluções existem, devemos perguntar - para que? E se chegarmos a alguma conclusão, deparamo-nos com outra indagação - mesmo que achemos que soluções existem, devem ser postas em prática, já que as coisas são o que são?
Solução para que?...para o fato de sermos humanos demais e fazermos simplesmente aquilo para o qual fomos vocacionados?
Não racionalizemos demais - afinal, somos apenas a merda que somos. Não pode ser diferente disso, só atenuado, para que menos emético seja o quadro. Não precisamos almoçar assistindo empalamentos.
Mas podemos almoçar assistindo tranquilamente em nossos lares as notícias sobre o Chico Mendes, a Dorothy Stang, e os índios dos Carajás. Se formos analisar, dá no mesmo, apenas estamos mais domesticados. E tudo sempre acaba em nada.
Ainda ontem tive a oportunidade de presenciar mais uma das habituais imagens de escroques asquerosos que povoam nossa nação - desta vez o escroto do "zedirceu", e uma vez mais envolvido em um escândalo de proporções mundiais, sorrindo para as câmeras quando conduzido, novamente, pelas autoridades policiais.
O ser e o dever ser - Ora o mundo é pródigo em exemplos de que as injustiças e as desavenças não tendem a estancar, quanto menos parar, seja em mundos civilizados ou não, ainda mais quando os civilizados normalmente conseguiram sua hegemonia esmagando os mais fracos.
Apenas o grau, dimensão e divulgação das injustiças é que tende a esmorecer, mas continuam sempre lá, e continuam sendo sempre injustiças, pois roubar um milhão de reais não é diferente de roubar uma caneta ou ocupar a vaga destinada ao deficiente físico.
Somos e nos suportamos, na medida do possível. Sabemos o que deveria ser, mas apenas somos.
Talvez sequer hajam ou devam haver soluções.
Talvez sejam apenas explanações, teorias sociais para encher livros de letras e de idiotas nas faculdades, discutindo o sexo dos anjos, com explicações sobre o que seja o fenômeno humano.
E e as soluções não chegam a ser soluções, são apenas mecanismos para que se possa conviver da melhor maneira possível dentro do que é ruim e não vai mudar, como ficar assistindo diariamente israelenses e palestinos se consumindo, até que acabarão consumindo a todos no bojo deste odioso conflito que nunca terá fim.
Ou terá e será o fim.
Não falo de minha vida ao dizer que as coisas são o que são e podem realmente ser ruins, nem tampouco de meu estado anímico, até porque não estou aqui para falar de mim, não sou argentino, ou o Fidel. Ou a Narcisa Tamborindeguy.
Falo que as coisas em geral apenas nao parecem justas como uma noção de dever ser informaria que fosse (ou na noção de ser, se formos pegar a definição de Kelsen, ou ainda as "condições a priori, no caso de Kant, que adiante veremos)
Mas dever ser é apenas racionalização, não correspondendo necessariamente ao que vem a ser.
Tudo o que foi acima exposto, modo empírico eu diria, me reporta muito (com as infinitas ressalvas possíveis neste caso já que "eu sou apenas eu" e "ele é ele") às ideias contidas na conhecidíssima e "classicíssima" Crítica da Razão Puta...digo...desculpe...Pura, do genial Immanuel Kant, senão, vejamos: (WIKI) (grifos nossos)
No começo do livro Kant esclarece a diferença, fundamental para seu sistema, entre os "juízos sintéticos" e "juízos analíticos", sendo o primeiro aquele que, através da junção de informações distintas chega a uma nova informação. O segundo refere-se à dividir um mesmo objeto em seus constituintes, de modo que suas partes se tornem mais claras, mas que nada mais surja, a não ser aquilo que previamente já estava contido no próprio objeto. Com relação aos "juízos sintéticos" e "analíticos" a posteriori Kant não coloca qualquer problema. Mas afirma que os pensamentos filosóficos correntes se utilizavam de "juízos analíticos" a priori, isto é, apenas andavam em círculos sobre algum conhecimento, reproduzindo-o com palavras diferentes, chegando a conclusões que em nada diferiam daquilo que já estava contido no primeiro pensamento, sem produzir, assim, qualquer novo conhecimento a respeito das questões sobre as quais eram formuladas. Porém o que chamou a atenção de Kant foi a possibilidade de juízos a priori na matemática e na física proporcionarem conhecimento novo, diferente dos sofismas redundantes filosóficos. Assim, Kant percebeu que estas duas ciências eram capazes de elaborar "juízos sintéticos" a priori, por tratarem justamente das leis que regem o conhecimento, dispensando, assim, qualquer experiência para validar seus achados. A partir daí Kant se pergunta se é possível realizar também juízos sintéticos a priori na metafísica, que estava enfraquecida pela obscuridão dos idealistas e praticamente destruída pela perspicácia dos empiristas.
Kant principia sua reflexão crítica já na dissertação de 1770, mas, após 11 anos de silêncio bibliográfico, ele lança a Crítica da Razão Pura, contendo uma reflexão sobre a possibilidade de todo conhecimento, dando uma resposta aos empiristas, especialmente David Hume, que foi uma de suas inspirações (Kant disse "Hume me acordou dos meu profundo sono dogmático"), e aos racionalistas alemães, Leibniz e Wolff.
Kant aceita a premissa de que todo conhecimento humano começa a partir da experiência, mas destaca que os empiristas, particularmente Locke, negligenciaram o papel da atividade do entendimento para a origem do conhecimento.
Assim, Kant mostra ao longo de sua crítica quais são as condições para qualquer experiência possível, na "Estética Transcendental", analisando quais são as condições a priori para que um dado fenômeno possa ser dado na intuição, chegando às condições de "espaço", para as intuições externas, e "espaço" e "tempo" para as intuições internas.
Após a Estética, Kant prossegue para a análise da forma pela qual aquilo que é dado na experiência é organizado em relações que constituem conhecimento. Estas são as categorias do entendimento, determinadas pela razão pura e que, sendo preenchidas pela matéria proveniente da experiência podem formar um conhecimento. Ambas as análises são feitas na chamada "Analítica Transcendental".
Em seguida ele parte para a "Dialética Transcendental", parte do livro na qual ele usa esse pensamento elaborado na analítica para mostrar erros de raciocínio impregnados no modo de pensar filosófico de então.
Kant fala em razão pura, exatamente a noção que se deve ter do significado de "ser", pois quando falo em racionalizar conscientemente os fatos da vida, já estou a considerar a opinião que se possa ter sobre isso, o que é bem diferente da "razão pura", ou seja, o senso fatalista que se deve nutrir diante das coisas como elas realmente são, e não como queremos que sejam, em nossas projeções equivocadas.
Aliás, talvez seja por essa mesma razão que a sinopse acima transcrita, colhida junto à Wiki, refira, em seu último parágrafo, ou seja, a sua "Dialética Transcendental", parte do livro na qual ele usa esse pensamento elaborado na analítica para mostrar erros de raciocínio impregnados no modo de pensar filosófico de então.
E talvez seja disso que se esteja a falar hoje. Não foi o Kant que me conduziu ao escrito. O escrito foi existindo, e, em meio ao seu redundante emaranhado, lembrei das ideias propaladas pelo inigualável pensador alemão. Tangenciando, apenas, sei bem.
Note-se, também, que é bastante destacada a questão relacionada aos conhecimentos "a priori", de modo que as nossas rasas racionalizações acabam por criar mundos inexistentes, e ali nos perdemos em nossos labirintos e limbos pessoais, angústias inexistentes, certezas não existentes, com o perdão da redundância, mas é que soava bem.
Note-se, também, que é bastante destacada a questão relacionada aos conhecimentos "a priori", de modo que as nossas rasas racionalizações acabam por criar mundos inexistentes, e ali nos perdemos em nossos labirintos e limbos pessoais, angústias inexistentes, certezas não existentes, com o perdão da redundância, mas é que soava bem.
Então, o conhecimento verdadeiro só pode ser mesmo obtido a partir desta conjunção de fatores que são forjados a partir da lógica de sua criação, que não nos pertence, e a experiência que podemos obter ao percorrer este universo. Isso se formos dotados, é claro, da capacidade de perceber o que é e o que deve ser. Vejamos: (grifei)
"No prefácio à primeira edição Kant explicita o que ele quer dizer por crítica da razão pura: "Eu entendo aqui, contudo, não uma crítica dos livros e sistemas, mas sim da faculdade da razão em geral, com vistas a todos os conhecimentos que ela pode tentar atingir independentemente de toda a experiência.
Neste livro Kant tenta responder a primeira das três questões fundamentais da filosofia: "Que podemos saber? Que devemos fazer? Que nos é lícito esperar?"
Ele distingue duas formas de saber: O conhecimento empírico, que tem a ver com as percepções dos sentidos, isto é, posteriores à experiência. E o conhecimento puro, aquele que não depende dos sentidos, independente da experiência, ou seja, a priori, universal, e necessário. O conhecimento verdadeiro só é possível pela conjunção entre matéria, proveniente dos sentidos, e forma, que são as categorias do entendimento."
Aliás, sobre ser e dever ser, nunca olvidemos as lições preciosas de Hans Kelsen, em outra pura teoria (bebamos na fonte...e...acima de tudo...bebamos), coincidência ou não, pois a obra se chama Teoria Pura do Direito.
Analisemos o elucidativo resumo, a propósito: (Wiki)
Analisemos o elucidativo resumo, a propósito: (Wiki)
"A base da Teoria Pura do Direito é a distinção fundamental elaborada por Kelsen entre o que ele denomina "ser" e "dever ser".O âmbito do ser seria o mundo natural, explicado pelas ciências naturais com base nas premissas de verdadeiro/falso. Este domínio obedeceria ao princípio da causalidade, segundo o qual uma causa conduz a um efeito (quando A é, B é), sendo que o número de elos de uma série causal seria ilimitado. As leis naturais predizem eventos futuros e podem ser confirmadas ou não. Em não sendo aplicáveis, são falsas e devem ser substituídas.Já o âmbito do dever ser diria respeito às normas, enquanto atos de vontade que se dirigem intencionalmente a uma conduta considerada obrigatória tanto pelos indivíduos que põe as regras quanto do ponto de vista de um terceiro interessado, e que vinculam seus destinatários.O dever ser insere-se no domínio das ciências sociais e se explica não com base nas premissas de verdadeiro/falso, mas de válido/inválido. Este domínio obedeceria ao princípio da imputação (quando A é, B deve ser), sendo que o número de elos de uma série imputativa é necessariamente limitado. As leis jurídicas prescrevem, autorizam ou permitem condutas e admitem um certo grau de não aplicação, ou ineficácia, que não conduz à sua anulação."Segundo a Teoria Pura, a ciência jurídica não pretende com as proposições jurídicas por ela formuladas mostrar a conexão causal, mas a conexão de imputação entre os elementos de seu objeto."
Aqui, contudo, se deve sempre ressalvar o fato de que se trata de uma Teoria direcionada às Ciências Jurídicas, tendo sido empregada apenas como forma de demonstrar, uma vez mais, a enorme diferença entre o ser, por nós racionalizado, e o dever ser, que é afeito às relações que residem no mundo natural, atávico, instintivo.
Note-se, ainda que Kelsen também procura padrões, digamos, matemáticos, assim como Kant - "juízos a priori na matemática."
Cumpre, por fim, enfatizar que as Leis acabam derivando justamente desta nossa racionalização de nossos próprios instintos, são pesos e contra-pesos, freios pessoais, para que não continuemos a fazer sessões de enforcamento em praça pública, rodeados de vendedores de balas e amendoins.
Fazemos isso ainda, só que de forma mais velada e cínica. E os vendedores de amendoins continuam lá.
Fazemos isso ainda, só que de forma mais velada e cínica. E os vendedores de amendoins continuam lá.
O ser é o que é, e o dever ser a gente inventa, por isso que este último sempre acaba sendo apenas uma corruptela dos fenômenos reais, pois, ao analisarmos o microcosmo, apenas bárbaros é o que somos, nos maltratando, desta vez, silenciosamente.
Ao menos os bárbaros eram menos hipócritas. Somos cínicos e hipócritas, ou então não poderíamos conviver diariamente em aparente sintonia e ordem. O barbarismo é simplesmente dissimulado em boas intenções.
Amamos ao próximo apenas quando não são os nossos vizinhos. Quando estão na Etiópia, como faz a Angelina, do Brad. Gente chata e neurótica.
Trazem negrinhos em caixas de suas viagens à África, depois contratam mucamas para cuidarem deles (sempre tudo igual, apenas disfarçado, como mencionei acima), tudo em nome de fenômenos eminentemente "pops".
Tudo para aparecer um pouco mais, fazendo coisas que não fariam ao natural, nem, tampouco, querem fazer. Acham que querem. São orientados por seus promotores de imagem (!!)
Não precisamos de esmolas casuísticas. Precisamos de nossos egoísmos e de algum bom senso e compaixão, refletidos em ações menos "holofóticas", e mais silenciosas.
As coisas são e estão assim porque somos assim, então seria possível que a partir de singelas racionalizações pudessem os fatos serem mais justos do que são...mais estáveis e agradáveis.
Mas não serão, pois se trata de vocação, por mais polidos que possamos eventualmente ser, assim como os arrogantes franceses, ou os colonialistas ingleses, e suas mesuras que acabaram dando certo, assim como a sua marinha de guerra e de saque, com seus piratas disfarçados de corsários.
Como quando se usa um hacker famoso e com passagens policiais, em favor da própria autoridade policial.
O que é o agradável afinal? Ficar vestido de azul de mãos dadas com alguém vestido de rosa e observando borboletas na primavera, ou sentar gostosamente em um antigo, encardido, vermelho, fétido e viciado sofá de uma casa de tolerância, consumindo charuto e absinto, para ver o "show" das vedetes? ???
Somos feitos do que somos feitos, a essência é a mesma, uns mais rudes, mais suínos, outros menos, mas também com as suas "suinidades". Um fósforo, um milhão. Ambos são furtos.
Somos feitos disso, e não vai mudar porque queremos apenas, e nem deveriam, sob pena de haver uma subversão dos próprios efeitos da natureza, e isso abalaria o "continnum" universal. Não racionalizemos o que não nos é dado racionalizar.
Não racionalizemos nem tentemos racionalizar um dever ser em detrimento daquilo que efetivamente é, pois não há como a criatura lutar contra seu criador.
Não convém racionalizar o que é instintivo, mas sim tentar adaptá-las da maneira mais harmoniosa.
Os fenômenos se repetem desde sempre, ainda que levemente mais polidos, pois, por exemplo, não costumamos mais queimar supostas bruxas, ainda que normal seja o decepar de cabeças pelos muçulmanos radicais.
Mas isso já acontecia desde a Guerra Farroupilha, e mesmo nas Malvinas.
Contudo, a essência é a mesma, pois nãao é o nome que designa o ser, e, por isso mesmo, aposto minha cabeça como ainda muitas são as pessoas que realmente querem queimar bruxas e afins em fogueiras públicas, como espetáculos, parte de seu sadismo.
Ora, não sejamos tão ocidentais, pois em vários lugares do mundo, como onde imperam estados islâmicos e tribos africanas, ainda permanecemos simplesmente na idade média
Somos bárbaros disfarçados de ovelhas. Basta que observemos a silenciosa felicidade do Brasil quando fuderam a gurizada da Candelária, ou os 111 do Carandiru, massacrados que foram por aquela eterna, tosca, sádica e ilimitada polícia de merda, que em nosso nome desenvolve as suas diárias barbáries.
E não venham argumentar que bandidos é que são os demônios, pois isso eu sei. Deles espero tudo. Fico estarrecido é quando vejo a polícia fazer isso, ora.
Sempre preservam aqueles que possuem algum poder e condição financeira, e tratam como bosta os hipossuficientes, como os bons covardes, defendidos sempre pelo grupo, pela farda, pela oficialidade, pelo corpo.
Fazem o que querem e nada acontece. Ser e dever ser. Eles são o que não deveriam ser. Um exemplo apropriado apenas. Poderiam ser os políticos, e as palavras seriam praticamente idênticas.
Por isso mesmo ainda temos que aguentar, agora, as milícias, que surreal. Parece piada. Antes fosse. Gente que faz o que quer, de modo descarado, e nada acontece.
Servir a quem? Proteger de quem?
E o nada da Justiça, um nada que demora. Isso acaba por incentivar equivocadas noções como a justiça com as próprias mãos e a desobediência civil, consequência da incompetência das instituições que deveriam fazer e não fazem.
É sempre o ser e o dever ser. E a estéril crítica que não oferece soluções, pois, infelizmente, não há.
Existe apenas o alívio aparente, entre silenciosos desesperos, de crianças que já se convenceram de que não adianta berrar nos dias em que a mamãe não escuta.
Mas não serão, pois se trata de vocação, por mais polidos que possamos eventualmente ser, assim como os arrogantes franceses, ou os colonialistas ingleses, e suas mesuras que acabaram dando certo, assim como a sua marinha de guerra e de saque, com seus piratas disfarçados de corsários.
Como quando se usa um hacker famoso e com passagens policiais, em favor da própria autoridade policial.
O que é o agradável afinal? Ficar vestido de azul de mãos dadas com alguém vestido de rosa e observando borboletas na primavera, ou sentar gostosamente em um antigo, encardido, vermelho, fétido e viciado sofá de uma casa de tolerância, consumindo charuto e absinto, para ver o "show" das vedetes? ???
Somos feitos do que somos feitos, a essência é a mesma, uns mais rudes, mais suínos, outros menos, mas também com as suas "suinidades". Um fósforo, um milhão. Ambos são furtos.
Somos feitos disso, e não vai mudar porque queremos apenas, e nem deveriam, sob pena de haver uma subversão dos próprios efeitos da natureza, e isso abalaria o "continnum" universal. Não racionalizemos o que não nos é dado racionalizar.
Não racionalizemos nem tentemos racionalizar um dever ser em detrimento daquilo que efetivamente é, pois não há como a criatura lutar contra seu criador.
Não convém racionalizar o que é instintivo, mas sim tentar adaptá-las da maneira mais harmoniosa.
Os fenômenos se repetem desde sempre, ainda que levemente mais polidos, pois, por exemplo, não costumamos mais queimar supostas bruxas, ainda que normal seja o decepar de cabeças pelos muçulmanos radicais.
Mas isso já acontecia desde a Guerra Farroupilha, e mesmo nas Malvinas.
Contudo, a essência é a mesma, pois nãao é o nome que designa o ser, e, por isso mesmo, aposto minha cabeça como ainda muitas são as pessoas que realmente querem queimar bruxas e afins em fogueiras públicas, como espetáculos, parte de seu sadismo.
Ora, não sejamos tão ocidentais, pois em vários lugares do mundo, como onde imperam estados islâmicos e tribos africanas, ainda permanecemos simplesmente na idade média
Somos bárbaros disfarçados de ovelhas. Basta que observemos a silenciosa felicidade do Brasil quando fuderam a gurizada da Candelária, ou os 111 do Carandiru, massacrados que foram por aquela eterna, tosca, sádica e ilimitada polícia de merda, que em nosso nome desenvolve as suas diárias barbáries.
E não venham argumentar que bandidos é que são os demônios, pois isso eu sei. Deles espero tudo. Fico estarrecido é quando vejo a polícia fazer isso, ora.
Sempre preservam aqueles que possuem algum poder e condição financeira, e tratam como bosta os hipossuficientes, como os bons covardes, defendidos sempre pelo grupo, pela farda, pela oficialidade, pelo corpo.
Fazem o que querem e nada acontece. Ser e dever ser. Eles são o que não deveriam ser. Um exemplo apropriado apenas. Poderiam ser os políticos, e as palavras seriam praticamente idênticas.
Por isso mesmo ainda temos que aguentar, agora, as milícias, que surreal. Parece piada. Antes fosse. Gente que faz o que quer, de modo descarado, e nada acontece.
Servir a quem? Proteger de quem?
E o nada da Justiça, um nada que demora. Isso acaba por incentivar equivocadas noções como a justiça com as próprias mãos e a desobediência civil, consequência da incompetência das instituições que deveriam fazer e não fazem.
É sempre o ser e o dever ser. E a estéril crítica que não oferece soluções, pois, infelizmente, não há.
Existe apenas o alívio aparente, entre silenciosos desesperos, de crianças que já se convenceram de que não adianta berrar nos dias em que a mamãe não escuta.


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