Pianos e máquinas de escrever. Sejam elas quais forem. Sejam quais forem eles.
Hoje em dia, convém alongar o corpo antes e depois de escrever. A noite será melhor, assim como o próprio e singelamente nobre ato de existir. E respirar.
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Não sei muito bem porque, até poderia pesquisar, mas esta é daquelas questões que ficam melhores quando deixadas ao ar...entre devaneios e divagações.
Ao contrário da próxima questão que abordarei abaixo.
Falo sobre a razão pela qual os cães costumam ficar correndo atrás de bolinhas e afins.
Evidentemente podemos depreender que aquele objeto redondo e pulante é bastante importante para estes animais domésticos de que vos falo. Importante mesmo.
Aquele objeto cilíndrico representa muito para eles, não importando a sua natural "pouco importância", quando comparada ás "importâncias" preconizadas por nós humanos.
O que não quer dizer que disso não possamos extrair lições, como aquela que nos informa que, independentemente do objeto valorizado por outrem, desde que não seja abjeto em termos de "valores universais".
Como é a maldade em sua forma mais primal.
Deve deve ser respeitado o objeto de desejo, e devemos exercitar a "alteridade", ou seja, colocarmo-nos no papel do outro, de modo a entender que aquilo pode significar tudo para aquele que não é a gente, e que, nem por isso, devemos tratar o tema a partir dos conceitos de superioridade e inferioridade.
Valores alheios não devem ser julgados a partir dos nossos, a não ser que estejamos diante de aspectos de ordem moral e ética, que, eventualmente, possam ser catalogados como perniciosos, diante daquilo que acima denomino como "valores universais", na medida em que devem orientar a todas as pessoas.
Ou seja, ocupam grau superior de importância em relação a qualquer tipo de crença religiosa.
Até mesmo porque, como já foi dito em outras oportunidades, tão-somente o fato de existirem diversos "deuses", já faria com que, natural e logicamente, não devêssemos acreditar em qualquer um deles, o que levaria a religião ao declínio, sendo sobrepujada pelo bom senso e pela simetria matemática.
Mas, quanto ao cão, e não querendo fugir do assunto anterior, é um bom amigo, afinal, e isso é o que importa, quando se prescinde da presença de outros humanos para que possamos exercitar a nossa existência de maneira plena.
O resto é fraqueza, tendência insuperável e "blá, blá, blá". Solidão que não se compreende, pois as lições da vida não foram compreendidas. Medo da morte. Medo de morrer sozinho. Medo.
Incompreensões tão inatas que nos levam a cultivar religiões, as quais são tão nocivas quanto viver sem entender. Viver a partir de dogmas nos conduz ao ódio, não à salvação.
Aliás, ninguém está a salvo. Não existe céu ou inferno. Existe apenas vida ou não vida. Viver ou morrer sem viver. Morrer vivendo e incompreensão - religião.
Existe, apenas, viver de maneira decente, o resto é medo e hipocrisia.
Se aquele patético objeto é tudo para o meu cão, eu que trate de entender e respeitar. Isso acaba se estendendo a todas as coisas, como refere o Código do Samurai.
Bem, de qualquer maneira, esta pesquisa relacionada com a forte afinidade existente entre "cães e bolinhas", ficará para outra oportunidade, tendo em vista que hoje outra há de ser realizada.
Não estou falando em grau de importância, hierarquias, mas apenas de minha vontade mais imediata.
Além disso, quais as questões poderiam ser tidas como importantes? A Dilma? O Temer? As Olimpíadas? Convenhamos...
Curta é a existência para que nestas "coisas" pensemos. Tentemos, pois, evoluir e nos libertar.
Bem, portanto, e falando em pesquisas e cães...sigamos com a questão acima referida...aquela a ser abordada abaixo...
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Isso porque, há dias penso em pesquisar - algo quase inútil se comparada às coisas da vida - a respeito de um termo que ouço desde criança, ou seja, que o mês de agosto seria o do "cachorro louco".
Curiosidade em pesquisar não só por que o termo em si é engraçado, chamativo e improvável, mas também porque, segundo os meus instintos, parece significar algo mais relevante, a menos que esteja redondamente enganado.
Vamos ao significado do termo, portanto, cabendo ressaltar, desde logo, que, ao escrever estas últimas sentenças, não havia ainda efetuado a procura dos termos nos sites de pesquisa disponíveis na "internet".
"Você já deve ter ouvido falar que o mês de agosto é chamado de “Mês do Cachorro Louco”. Mas você sabe o motivo desse apelido para o mês que acabou de começar?
Existem algumas crenças e acontecimentos históricos que marcaram o mês.
A Primeira Guerra Mundial começou no dia 1º de agosto de 1914 e as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atacadas pelos norte-americanos com bombas atômicas nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, o que resultou na morte de mais de 200 mil pessoas no fim da 2ª Guerra Mundial. Sem falar que em 2 de agosto de 1934 Adolf Hitler se torna o führer (Líder ou Chefe de Estado) da Alemanha.
Agora, outra interpretação é que durante o mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumenta bastante devido às condições climáticas.
E quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam “loucos” e brigam para conquistar a fêmea. É dessa forma que muitas pessoas são alertadas sobre o perigo que a raiva representa para a saúde da população.
Embora o contágio possa acontecer durante todo o ano, é neste período que ocorre uma grande concentração de cadelas no cio, onde o aumento de luminosidade ativa sexualmente todos os mamíferos.
A infecção ocorre por ferimento provocado por mordedura de um animal contaminado e ataca o cérebro, levando à morte. O maior transmissor da Raiva entre os animais, no Brasil, é o morcego."
Não há nada de mais, portanto, no que diz com o significado acima grafado. O que acaba, inclusive, por frustrar as expectativas deste que vos escreve.
Tem a ver, pois, apenas com o singelo fato de que as fêmeas de sua espécie costumam ficar mais propensas a entrar no "cio", devido às variantes climáticas.
No máximo alguns tiros de pressão na bunda dos mais atrevidos, para testar a mira. Eles correm e gritam, mas não desistem. Aprendo com eles.
Confesso, no entanto, que não deixa de ser engraçado o fenômeno, pois podemos sentir claramente que os cães ficam mais agitados, e que costumam uivar à noite.
Rodeados de cães estamos, nada mais razoável do que entendermos as suas reações, já que isso é mais do que apenas curioso, é útil, e o que é útil, serve à sobrevivência, nosso maior objetivo, afinal.
Ainda prefiro os aspectos positivamente lúdicos da vida, do que a boa e velha hipocrisia exercitada diariamente pela maioria de nós, de maneira inocente, tolerada e quase nunca punida.
"Toda a nudez será castigada", já dizia "o cara". Estejamos preparados, ou, então, sucumbiremos.
E cuidemos com as raivas. Todas.
Engraçado, ainda existem as novelas. E ainda as assistimos. Existem apenas por isso, pois...assistimo-las.
Por mais cretinas que sempre sejam. Por mais perversamente gramaticais e morais, como têm sido.
O cânhamo inspira. E expira. Contudo, quando combinado com a noite, o silêncio e a música, inspira muito mais. E expira.
Pena que ainda sejamos "símios", ou suínos, ou hipócritas (ou tudo junto) no que diz com a legalização da "maconha", de modo que não só os seus usuários sejam catalogados como criminosos, como também não possam dispor de um produto de boa qualidade, como os irmãos Uruguaios.
Tão próximos e tão mais avançados.
Normalmente a distância justificava atrasos culturais, mas, como podemos depreender, esta não vem a ser exatamente a razão, ainda mais em um país que ainda se ocupa mais com as questões relativas às ações da Polícia Federal, do que em viver livre e honestamente.
Nada contra a PF, antes, pelo contrário. Trata-se apenas do fato de que, acaso fôssemos melhores do que a merda que somos, ou, nos contentamos em ser, o noticiário policial seria menos intenso, dando lugar à tendência criativa que ainda acredito possuir o tal de humano.
Estúpido homem branco.
E, assim como "Joaquim Louco, o Louco do Chapéu Azul", não sou afeito aos períodos de frio e umidade em termos de criação, de modo que o casulo passa a ser o melhor abrigo em tempos assim.
"Sempre com frio, fazia de tudo para afastar este inimigo invisível", até mesmo se expor a ele, frio, como ocorre no meu caso, ainda que, mesmo assim, não consiga animar as inspirações.
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Os homens modernos passaram a afinar o tom de voz, ficaram mais suaves em geral, afora aqueles que maltratam as mulheres, pobres diabos.
Suas entonações são quase "viadas". Quase travestis, como as vozes de pato dos "trans".
Uma certa leniência submissa passou a ser adotada, até mesmo em termos de vestimenta.
E as mulheres passaram a engrossar o tom, como aquelas atletas e apresentadoras do dia a dia, com suas vozes "masculinizadamante" digitais.
Quase digitais. Quase lésbicas. Quase esteróides.
O equilíbrio há de reinar, trata-se apenas de um processo natural de acerto das coisas, algo de que tanto se ressente o mundo muçulmano, e que tanto tempo acabará decorrendo até que tal sistema de contra-pesos possa acabar vigorando.
Até lá, mulás (mulas) e burcas, continuarão ditando as regras, infelizmente.
Menos mal que o conceito de liberdade ainda permanece vivo e compreendido pela maioria, afora racistas, Klux (s), nazistas odiáveis e outros odiáveis, incluindo até mesmo aqueles que, em face de patologias de ordem mental, acabam por levar dor e tragédia à vida alheia, como é o caso de muçulmanos ortodoxos e suas ramificações.
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Nas Olimpíadas, por "increça que parível", ainda continuamos a procurar heróis, e nos emocionar com as poucas conquistas de medalhas, ainda que pudéssemos ser bem melhores do que isso, desde o que diz com a organização.
Emocionamo-nos e choramos por nada. E continuamos sendo apenas os mesmos, e aceitando a porcaria de governo que governa, seja em que esfera do Poder.
E continuamos achando que existem três Poderes.
Acaso existissem, os membros do Supremo Tribunal Federal seriam escolhidos pela população, ou mesmo por meio de concursos.
Acaso existissem, cumprida seria a Constituição. Ainda.
Resta saber, apenas, é que, se ao fim e ao cabo, não seria melhor que fossem escolhidos pelo Presidente, como ocorre hoje em dia, o que, acaso verdadeiro, seria um atestado de nossa incompetência. Uma vez mais.
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E, para terminar, e mudando completamente de assunto, cumpre referir que são ridículos, patéticos e hilários os falsetes e pausas verbais dos maus atores de comerciais, quando fingem que estão sendo interrogados sobre tal ou qual produto, como se inocentes consumidores fossem, e não os seres humanos contratados e pagos que são, para falar a favor deste ou daquele produto.
Eles fazem sempre a mesma pausa, aquela que fazem os maus atores quando querem parecer naturais. Naturalidade fingida é algo para poucos, como nos é provado, diariamente, pelo bom cinema.
Disso conclui-se um estranho fato - é difícil parecer simplesmente naturais quando não o estamos sendo. Curioso e sintomático. E fascinante.
Mas ainda prefiro a sinceridade mais imediata e menos permeada de charadas - como aquela dos cães. A comunicação é bem mais fácil, assim como a própria convivência.
Fui.


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